sábado, 5 de dezembro de 2009

UM PRIMEIRO AVISO

Avaliação
Professores voltam às acções de protesto em Dezembro


Movimentos organizam acção de contestação à proposta apresentada pelo Ministério. Professores criticam em especial as limitações à progressão na carreira e a manutenção de quotas para as notas mais altas

Os movimentos de professores vão organizar uma acção de protesto já este mês contra o modelo de avaliação proposto pelo Ministério da Educação. Depois de um curto período de "tréguas", que dura desde a nomeação da ministra Isabel Alçada, os professores mostram-se agora frustrados com os resultados das negociações com os sindicatos, em especial com a manutenção das limitações na atribuição das notas altas, através de quotas impostas às escolas. Razão pela qual garantiram ao DN que vão retomar a luta através de uma acção simbólica.

"A classe não está pacificada e está disponível para retomar a contestação". Quem o garante é Ricardo Silva, da Associação de Professores e Educadores em Defesa do Ensino, que está a preparar um modelo de avaliação a ser apresentado ao Ministério até final de Dezembro (ver caixa), em resposta à estrutura da carreira docente proposta pelo Governo, em que nem todos os professores podem atingir o topo.

"Desde que o professor cumpra de forma correcta o seu trabalho não devem haver razões para que lhe seja cortada a progressão na carreira, a não ser por motivos economicistas. As conquistas sociais custaram muito a alcançar e não podem ser deitadas fora", alerta Ricardo Silva, que condena ainda o desaparecimento "das consequências das avaliações de mérito para progressão na carreira e para aqueles que não entregaram objectivos nem a auto-avaliação" da mesa das negociações.

Negociações que para Ilídio Trindade, do Movimento Mobilização e Unidade dos Professores, se estão a arrastar mais do que o esperado, sem os resultados esperados. "A manutenção das quotas não faz sentido nenhum, a não ser por razões economicistas, e gera instabilidade por duas grandes razões: porque o trabalho do professor é colectivo, em que é precisa uma grande entreajuda, e porque as quotas são sempre castradoras, já que o professor ou merece a nota ou não merece".

Ilídio Trindade adianta que já há nas escolas quem fale em voltar à luta, reconhecendo que os professores estão "atentos e podem retomar a contestação". Até porque o representante do MUP já se questionou se "nalguns aspectos, será melhor aquilo para onde caminhamos do que o que já tínhamos".

Opinião partilhada por Paulo Guinote no seu blogue A Educação do Meu Umbigo, em reacção à proposta do Ministério da Educação. "Neste momento parece absolutamente inaceitável, significando em muito mesmo um retrocesso, apesar da eliminação formal da categoria dos titulares. Por este caminho, todo um sector que depositava algumas esperanças nas mudanças verificadas na 5 de Outubro irá balancear para o lado menos moderado".

Para o autor do maior blogue de educação português, o lado negativo da proposta "tem que ver com a estruturação da carreira, pois a progressão automática - sem contingentação em nenhum patamar - só pode acontecer com "muito bom" ou "excelente", sendo que não fica claro até que ponto essas classificações ficam submetidas a quotas de agrupamento/escola".

In Diário de Notícias.

2 comentários:

Anónimo disse...

Vamos a eles!

Anónimo disse...

Volta, volta depressa Milu, isto está uma confusão e no final ainda vamos ficar pior do que estávamos...
Estes negociadores já engoliram o anzol e o isco. Falta o chumbo para irmos ao fundo...

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