sexta-feira, 31 de julho de 2009

REACÇÕES ÀS PROMESSAS PARA NÃO CUMPRIR, COMO HÁ 4 ANOS

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In Público (31-07-2009)

NO FUNDO, VL NÃO SABE TIRAR CONCLUSÕES

"Por este motivo acho muito fundamental o reforço do combate cívico de todos os movimentos independentes de professores na campanha eleitoral para as eleições legislativas." [LB]

O Governo considerou hoje que a recusa do Tribunal Constitucional (TC) em fiscalizar o diploma que simplifica a avaliação dos professores significa a inexistência de alguma inconstitucionalidade com o diploma, ao contrário do que consideraram sindicatos e alguns partidos.

«Estamos naturalmente satisfeitos. Isto clarifica que não existe nenhuma inconstitucionalidade e ilegalidade na questão da avaliação dos professores, como foi colocado em causa por sindicatos e alguns partidos», disse à Agência Lusa o secretário de Estado da Educação, Valter Lemos.

Valter Lemos realçou que, «ao não aceitar fazer a fiscalização sucinta, no fundo é uma forma de dizer que não existe nenhum problema de inconstitucionalidade por via da lei».

In Diário Digital

ENTÃO É A QUEM?

Educação: TC recusa apreciar artigos do decreto sobre avaliação dos professores
31 de Julho de 2009, 08:48

"Lisboa, 31 Jul (Lusa) - O Tribunal Constitucional (TC) recusou analisar a constitucionalidade de alguns artigos do decreto que estabelece um regime transitório de avaliação de desempenho do pessoal docente, requerida por um grupo de deputados da Assembleia da República.

Numa nota divulgada no seu "site" na Internet, o TC informa que "decidiu não tomar conhecimento do pedido" porque "não lhe compete, no âmbito da fiscalização sucessiva abstracta, conhecer de eventuais vícios de desconformidade entre regulamentos e actos legislativos, que são vício de ilegalidade".

A decisão foi tomada na sessão plenária realizada quinta-feira."

In LUSA


FNE admite pedir ilegalidade da avaliação simplificada dos professores após decisão do TC

Lisboa, 31 Jul (Lusa) - A Federação Nacional dos Sindicatos da Educação (FNE) admitiu hoje pedir aos tribunais comuns a ilegalidade do decreto que simplifica a avaliação dos professores, depois de o Tribunal Constitucional (TC) se recusar a apreciar a inconstitucionalidade da norma.

O TC recusou analisar a constitucionalidade de alguns artigos do decreto que estabelece um regime transitório de avaliação de desempenho do pessoal docente, requerida por um grupo de deputados da Assembleia da República, por considerar que "não lhe compete, no âmbito da fiscalização sucessiva abstracta, conhecer de eventuais vícios de desconformidade entre regulamentos e actos legislativos, que são vício de ilegalidade".

João Dias da Silva, dirigente da FNE, realça que o sindicato "depositava esperanças nesta acção dos senhores deputados relativamente ao pedido da inconstitucionalidade", mas considera que a decisão do TC "não invalida que não se confirme uma questão de ilegalidade".

© 2009 LUSA - Agência de Notícias de Portugal, S.A. [via Google]

quinta-feira, 30 de julho de 2009

SAFANÃO, NOVO ALENTO E NOVO RUMO

Quando o grau de exigência se eleva um pouco, os resultados são estes. E só se espanta quem anda alheio do ensino, da escola e das políticas de educação. Há muito que o diganóstico está feito, mas continua-se a apostar na estatística em vez da qualidade e em medidas que poupam uns milhares de um lado e gastam de outro, mas que não serevem a realidade portuguesa.

Em termos educativos, Portugal está a precisar de um safanão, um novo alento e um novo rumo.



Resultados das provas nacionais
Principais exames do secundário com médias negativas na segunda fase

Uma hecatombe. Todos os exames do ensino secundário mais concorridos tiveram média negativa na segunda fase, mostram os resultados divulgados hoje.

Aconteceu assim a Português e Matemática: na língua materna, da primeira para a segunda fase, a média desceu de 11 para 8,9; e a Matemática de 10 para 8,8. Nas disciplinas que já tinham tido média negativa na primeira fase, o desempenho ainda foi pior agora. A média em Física e Química passou de 8,4 para 8,0, enquanto em Biologia e Geologia desceu de 9,5 para 8,8. O Ministério da Educação atribui esta queda ao facto de nesta fase o "peso dos alunos externos" ser maior e por isso pesar mais "na determinação do sentido positivo ou negativo da média geral".

Os alunos externos são aqueles que não frequentaram as aulas durante o ano inteiro, mas que se autopropõem a exame. Entre estes há quem esteja chumbado na classificação interna e tente salvar o ano através da desistência das aulas e a aposta no exame. Há também quem desista da frequência para tentar garantir uma melhor média. A segunda fase também é feita por alunos que procuram subir a nota obtidas nas primeiras provas.

Segundo dados do ME, este ano os alunos externos representavam "mais de metade do total dos examinandos" que comparecerem nas provas de Português e Matemática A, respectivamente 10217 e 10 625. Nesta fase realizaram o exame de Português 19340 alunos e a Matemática A compareceram 21239. A média dos alunos internos nestes exames foi, respectivamente, 9,8 e 10,5.

Na primeira fase, a média a Matemática A (alunos internos e externos) foi 10 e a Português 11,1. Por comparação a 2007, os resultados na primeira disciplina caíram 2,5 pontos e a percentagem de negativas duplicou. Já a Português registou-se uma subida de 2,4 pontos, tendo as reprovações baixado para metade.

Na altura, a ministra responsabilizou a comunicação social pela descida dos resultados a Matemática.

Provas mais difíceis

Comentando as provas nos dias em que fora estas foram realizadas, associações de professores consideraram que tanto a prova de Português como a de Matemática foram mais difíceis na segunda fase.

Para a Sociedade Portuguesa de Matemática, o grau de dificuldade "mais elevado" significa que o exame foi "mais apropriado à exigência que deveria existir neste grau de escolaridade". A Associação de Professores de Português considerou, pelo sue lado, que o exame da primeira fase estava elaborado de forma "muito mais clara e explicita" do que o da segunda. Conclusão: não há um equilíbrio no grau de dificuldade entre as provas, a começar pelo facto de na primeira se ter pedido para analisar uma prosa – um excerto do Felizmente há luar! de Sttau Monteiro - e na segunda um texto poético – um poema de Ricardo Reis.

Notícia em actualização

In Público.

ESTRATÉGIA INDEPENDENTE QUE SE MANTERÁ INDEPENDENTE

Como tem sido público, o MUP assume que, frustrado qualquer progresso nas negociações sindicatos/ME ao longo dos dois últimos anos, tem de se empenhar em acções que contribuam para estancar as políticas de destruição da escola pública e da classe docente, participando numa campanha "anti-(este)PS", de forma que não seja possível um governo de maioria absoluta que prossiga na prepotência, no autismo e na saga da hipoteca do País.

Esta tem de ser uma acção participada por todos os professores, independentemente da sua opção de voto, sob pena de passarem a ser cilindrados em vez de espezinhados e a verem destruída a sua nobre missão de ensinar em escolas públicas e ensino de qualidade, no respeito pelo seu contributo para a educação/qualificação das novas gerações.

Ao contrário do que pretendem insinuar "mandatários do regime", fique claro que, como marca da independência que nos caracteriza, não só não partiparemos em qualquer campanha de carácter partidário, nem daremos qualquer indicação de voto dentro do espectro de TODOS os restantes partidos políticos (da direita à esquerda, dos grandes aos pequenos).

Por outro lado, a incidência feita "neste PS" (e não "contra o PS") marca claramente que a nossa campanha não é contra um partido, mas contra uma direcção que, em quatro anos, ao assumir funções governativas, defraudou completamente a confiança que os portugueses, em particular os professores, nela depositaram. Surgissem novos líderes ou novas linhas de rumo, não nos afastaríamos da estrita discussão geral de políticas educativas e não tomaríamos esta posição de último recurso.

Aliás, tendo em conta o empenho que temos colocado no "COMPROMISSO EDUCAÇÃO", convém deixar claro também aos "senhores que se seguem" - independentemente do partido e/ou de coligação que venha a exercer funções - que os professores se manterão vigilantes no cumprimento dos compromissos previamente assumidos e/ou das declarações públicas proferidas ao longo destes últimos anos.

Será isto suficiente (apenas o mais recente)?


. Governo perdeu oportunidade para dignificar carreira docente, diz FNE
. Fenprof promete não «dar descanso» a Sócrates
. Educação: Docentes portugueses no estrangeiro continuam sem aumentos salariais prometidos pelo governo
. Mais de 5100 professores reformados neste ano lectivo
. Carta à Ministra da Educação
. Professores prometem início de ano lectivo agitado
. Concurso opõe Ministério da Educação e sindicatos

NO SOFÁ OU NA CADEIRA NADA SE CONSEGUE

Antes de ler a notícia, tal como já fiz por e-mail para o jornal, convém esclarecer que...

Lida e relida a notícia do DN de 30/07/09 - "Professores participam na campanha contra o PS" -, parece-me existir um pormenor cujas expressões podem tornar num pormaior, na medida em que podem induzir em erro e/ou não traduzir fielmente o pensamento/afirmações que proferi.

O texto refere no
lead "... para a qual os sindicatos serão convidados" e, depois, no corpo da notícia, "... a culminar numa grande manifestação, para a qual vão pedir a participação dos sindicatos". Ora, tal como proferido no contacto telefónico que está na base da notícia, os "movimentos vão solicitar uma reunião com os sindicatos, no sentido de se realizar uma grande manifestação", o que não é o mesmo que "convidá-los" ou simplesmente "pedir a sua participação". A realização de uma grande manifestação só será decidida pelos três movimentos em convergência com os sindicatos.

No entanto, tal como também referi, e aqui isso é essencialmente assumido pelo MUP, as acções de rua serão realizadas independentemente do apoio dos sindicatos e, naturalmente, poderão culminar com uma manifestação.

Os três movimentos têm tornado público - embora a comunicação social não lhe tenha dado ainda o destaque merecido - o "Compromisso Educação" com todos os partidos políticos da oposição (procurar a expressão nos blogues dos movimentos -
MUP, APEDE e PROmova), com o objectivo de cada um deles assumir claramente, nos seus programas eleitorais, as suas posições relativamente aos pontos essenciais que têm estado na base da contestação dos professores e que são publicamente conhecidos.


Professores participam na campanha contra o PS

Movimentos vão usar acções de rua, 'e-mails' para professores, textos em blogues e uma manifestação, para a qual os sindicatos serão convidados, para 'tirar' o partido do Governo

Os movimentos independentes de professores vão organizar uma campanha para derrotar o PS nas próximas eleições legislativas. Acções de rua, e-mails para professores, textos em blogues e uma manifestação da classe são as formas que os docentes vão utilizar em Setembro, em plena campanha eleitoral, para impedir que o PS volte ao Governo.

O Movimento Mobilização e Unidade dos Professores (MUP), a Associação de Professores e Educadores em Defesa do Ensino (Apede) e o Promova reuniram na terça feira e do encontro saiu um objectivo declarado: "fazer campanha política contra o Partido Socialista". Confrontado com a hipótese de os movimentos serem instrumentalizados pelos partidos da oposição, Ilídio Trindade, do MUP, defendeu que "não se trata de apelar ao voto em nenhum partido político, mas apenas tirar o PS do Governo, para estancar a dinâmica destrutiva na educação".

Para tal, os professores vão utilizar a Internet, através da qual contam fazer chegar a cerca de 90% da classe textos contra o actual executivo. Autor do maior blogue sobre educação em Portugal (A Educação do Meu Umbigo), Paulo Guinote está disponível para alinhar nesta frente, mas sempre de forma independente. "De forma a explicitar em quem não voto e não em quem voto e a dar a minha opinião sobre os programas dos partidos", até porque "concordo com o objectivo da campanha mas não com a forma, com esta estratégia do tudo ou nada que pode levar a um corte completo com um futuro Governo", explicou Guinote.

Mas os professores não se vão limitar ao mundo digital e querem promover acções de rua, a culminar numa grande manifestação, para a qual vão pedir a participação dos sindicatos. No entanto, a avaliar pela reacção do líder da Fenprof, esta última proposta não terá a adesão sindical. "Os sindicatos não fazem campanha contra partidos", respondeu de forma taxativa Mário Nogueira. "Apenas fazemos lutas contra políticas e em defesa dos professores", continuou o dirigente da Fenprof, que ainda assim admitiu "que é bom que não haja uma maioria absoluta de nenhum partido, de forma a favorecer o diálogo".

Para os movimentos, a campanha faz sentido mesmo sem o apoio dos sindicatos, e "em pequeno ou em grande número", os professores vão manifestar-se na mesma. "Isto porque percebemos que grande parte da classe está descontente A título de exemplo, fizemos uma pequena sondagem no site do MUP onde perguntámos que medidas deviam ser feitas para pacificar a classe e as respostas apontavam para a suspensão do modelo de avaliação, o fim da divisão e das quotas na carreira e a reposição da autoridade dos professores, que curiosamente foi a resposta mais dada...", diz Trindade.

CONFRONTO DA REALIDADE

Compare-se o teor destas duas notícias, na versão online do Correio da Manhã:

PS promete 200 euros por nascimento
O PS promete oferecer 200 euros por cada bebé que nasça em Portugal, como medida para incentivar a natalidade e evitar o envelhecimento da população portuguesa. A promessa eleitoral foi avançada pelo (...)

“Morremos nós ou os animais”
Ricardo Rodrigues tem uma exploração leiteira na Tocha. Ele é um dos agricultores do Baixo Mondego
(...)

GOVERNO DESTRUIU A AUTORIDADE DOS PROFESSORES

Na verdade, e de acordo com uma sondagem que aqui realizámos, a "reposição da autoridade do professor" está à cabeça das medidas para pacificar a classe docente.


Paulo Portas acusa Governo de destruir autoridade dos professores

O líder do CDS-PP, Paulo Portas, acusou hoje o actual Governo de «ter destruído a autoridade dos professores dentro da sala de aula e em boa parte na sociedade portuguesa»

Paulo Portas defendeu que o CDS/PP é «o partido que sabe lidar com a autoridade dos professares», frisando que não acredita num sistema de ensino que retire autoridade aos professores.

No discurso de apresentação do candidato do CDS/PP à Câmara de Viseu, que decorreu ao final do dia no Hotel Grão Vasco, o presidente do partido considerou que a ministra da Educação tentou «virar o país inteiro contra os professores».

No entanto, «esqueceu-se de uma coisa: no dia seguinte, nas escolas, quem lida com os alunos e as suas famílias são os professores e não a ministra».

Portas acusou ainda a Esquerda de ter «uma visão lírica da escola, segundo a qual todos estão na mesma posição», sustentando que não se pode tratar da mesma maneira quem estuda e quem não estuda.

Apontou ainda o dedo ao primeiro-ministro, por «querer tornar o IRS, que já tem sete escalões, ainda mais complicado».

«Assim, passamos a ter um sistema fiscal que não incentiva ninguém a subir na vida, a trabalhar e a ganhar mais, porque tudo aquilo que se trabalhe a mais, em vez de ficar na família, passa para as arcas do Estado», realçou.

Sobre o candidato do CDS/PP à câmara de Viseu, o advogado Francisco Mendes da Silva, Portas referiu que se trata do líder de uma geração nova, «que vai transformar o Dr. Fernando Ruas numa coisa do passado».


In SOL.

ESPEREMOS QUE NÃO FORME

Independentemente do conteúdo, não podemos esquecer que são PROMESSAS! E J. Sócrates enganou, defraudou e prejudicoi a maioria daqueles que lhe deram o seu voto. Os portugueses não irão "em cantigas".

Ainda assim, parece interessante a promessa da "justiça célere". Fica a pergunta: a celeridade é para aplicar ao caso Freeport?

Não resisto a publicar o comentário que se encontra na fonte desta notícia:

"Sr. Primeiro-ministro e Secretário Geral do Partido Socialista (PMSGPS) não tenho por hábito dar dicas a adversários políticos. Porém, como se trata de um alto responsável político, que não se apercebe dos incómodos que está a causar aos portugueses quando fala à nação, eu aconselhá-lo-ia a calar-se. O PMSGPS só abre a boca para fazer anúncios e promessas, que nenhum português já acredita. Numa atitude de elevado respeito para com o Sr. PMSGPS quanto mais falar, ou seja, anunciar e prometer, mais clara será a sua derrota nas próximas legislativas, em Setembro de 2009. Cale-se Sr. Primeiro-ministro e Secretário Geral do Partido Socialista senão perde as eleições legislativas."



AS PROMESSAS DE SÓCRATES SE FORMAR GOVERNO

Uma reforma fiscal a favor das classes médias, uma justiça mais rápida e o reforço das forças de segurança, são promessas do secretário-geral do PS, José Sócrates, se formar Governo.

Na apresentação do programa eleitoral do PS no Centro Cultural de Belém, José Sócrates repetiu medidas que já tinha anunciado, mas aproveitou a sua promessa de fazer uma reforma fiscal a favor da classe média para se demarcar da líder do PSD, Manuela Ferreira Leite.

"Ouvir dizer que estas medidas são uma perseguição social dos ricos é ouvir a mesma conversa gasta, que considerou irresponsável o aumento do salário mínimo e demagógico o complemento solidário para idosos", afirmou, referindo-se indirectamente a Manuela Ferreira Leite.

O secretário-geral do PS falava na apresentação do programa eleitoral do PS, no Centro Cultural de Belém, que se encontrava lotada.

"Queremos uma justiça mais célere, capaz de responder em tempo aos cidadãos e às empresas. Queremos que Portugal continue a ser um país seguro e, por isso, nos comprometemos também com o reforço das forças de segurança", disse.

In Diário Económico.


O mesmo assunto noutros jornais (destaque o "quer", "quer", "quer"... e a insitência nas "megalomanobras" que a grande maioria dos economistas de renome reprova.

quarta-feira, 29 de julho de 2009

ENCONTRO DOS MOVIMENTOS INDEPENDENTES COM SANTANA CASTILHO

António Ferreira (APEDE); Nicolau Marques (APEDE); José Farinha (MUP), Mário Machaqueiro (APEDE); Ricardo Silva (APEDE); Santana Castilho (Convidado de Honra); Ilídio Trindade (MUP); Octávio Gonçalves (PROmova); Pedro Areias (PROmova); José Pimpão (APEDE); José Aníbal (PROmova).

Coincidência de posições em matéria de política educativa entre os movimentos independentes de professores e Santana Castilho

Os representantes dos movimentos independentes de professores (APEDE, MUP e PROmova) encontraram-se, no dia 28 de Julho e no quadro de um almoço informal, com o Professor Santana Castilho, com quem debateram o actual momento da educação em Portugal.

Da informalidade do diálogo ocorrido, ressaltou a constatação de uma notável convergência entre as reivindicações dos movimentos de professores e as ideias e posições assumidas por Santana Castilho.

Além desta sintonia, tivemos oportunidade de confirmar o perfil de voz autorizada, de coerência e de independência que constitui Santana Castilho, assumindo-se como uma referência exemplar para os movimentos de professores.

Tendo em conta o actual contexto político e o panorama académico nacionais, não temos dúvidas em afirmar que Santana Castilho é a pessoa melhor preparada, do ponto de vista técnico, científico e político, para assumir responsabilidades governativas na área da Educação, além de representar para os professores portugueses um modelo de oposição coerente e fundamentada às afrontosas e erradas políticas educativas deste Governo.

Neste momento, Santana Castilho constitui a figura pública capaz de devolver a tranquilidade de que os professores e a escola pública carecem e de funcionar como catalisador da motivação e da disponibilidade dos professores para trabalharem empenhadamente nas melhores soluções para a escola pública.

Conhecedores das ideias e da determinação do professor Santana Castilho, consideramos que o conhecimento público e atempado do seu envolvimento numa alternativa de Governo na área da Educação constituirá, seguramente, uma não despicienda vantagem eleitoral para o partido que tenha a inteligência de saber contar com ele.

A EDUCAÇÃO ESTÁ MUITO CARA

A Educação está muito cara A educação, conforme tem ido a política educativa, está demasiado cara. Diria mesmo: a educação, como está, é um desperdício financeiro, de recursos humanos e não só. Vejamos:

1º Trabalham na educação os profissionais mais altamente qualificados do país e os resultados não só no Português (Língua Portuguesa), mas também na Matemática e nas ciências de uma maneira geral (Físico-química, Biologia, etc.) continuam muito fracos. E porquê? Se os professores são dos profissionais com as mais elevadas habilitações literárias (muitos licenciados, outros mestrados e até doutorados mesmo nas áreas científicas que leccionam), não se percebe por que razão a generalidade dos alunos portugueses não aprende, quando os filhos dos imigrantes de Leste e outros são, genericamente, dos melhores alunos, mesmo em Língua Portuguesa! Será por razões económicas ou devido à pobreza que grande parte dos alunos portugueses não aprende?! Se fosse esta a causa, certamente os filhos dos imigrantes – porque têm grandes dificuldades pois seus pais trabalham, muitas vezes, em profissões mal remuneradas que os nacionais recusaram – seriam certamente maus alunos. E isso, geralmente, não se verifica. Então o problema está noutro lado.

2º A educação está muito cara e tem-se tornado num desperdício porque a sociedade e a política portuguesas não têm valorizado quem tem cultura, quem, de facto, está mais habilitado e tem mais saber: todos sabemos que o “sucesso” na política e na sociedade não anda associado a altas habilitações, mas a certos negócios e ao carreirismo nos aparelhos partidários dos partidos do poder que, misturado com a providencial cunha, dá uma mistura perigosa a qual tem contribuído, drasticamente, para o nosso permanente atraso, enquanto os mais habilitados, deixados à sua sorte, ficam em posição de subordinação e nada podem fazer para além do protesto ou, então, porque já não têm paciência para aturar esta situação, emigram para outras paragens onde o seu saber e capacidades são vastamente reconhecidos e recompensados. Estrangeiros, em sua pátria, emigram interiormente ou externamente!

3º A desvalorização da cultura e do saber e a atenção social e mediática sobre a mediocridade e o “sucesso” fácil e/ou de lucros imediatos, mas sem, na maior parte das vezes, qualquer mérito reconhecido, provocam desmotivação aos nossos jovens: quem tem cultura e saber vive mal ou muito abaixo daqueles que subiram por outras vias. Portanto, qual o interesse de estudar?! Não conhecemos licenciados, mestres e doutores desempregados e em grande dificuldade?! Em contrapartida, fulano de tal, que nunca fez nada na vida, vive bem e tem sucesso garantido e gosta de que lhe chamem “doutor” ou “engenheiro”, apesar de nunca ter estudado e de ter “feito” o curso muito rapidamente, primeiro na Jota e, depois, numa universidade do partido ou do Brasil ou dos EUA. E, com alunos que não querem aprender, porque esta via não lhes é apresentada como a do sucesso, bem pelo contrário, é muito difícil, ou mesmo impossível, ensinar seja o que for.

4º O materialismo da nossa sociedade consumista desvalorizou o imaterial, o invisível, o não ostentatório, como o saber e a cultura, ao mesmo tempo que valorizou o visível e material, os bens de consumo e o dinheiro e, consequentemente, a escola passou a ser vista, por uma boa parte das crianças e adolescentes, como uma “seca” porque exige atenção, concentração, motivação e esforço para o saber, para as fórmulas matemáticas ou físicas, para os discursos literários ou filosóficos, para o pensamento e reflexão, e isso é uma maçada porque é muito mais fácil digitar no teclado do portátil, do Magalhães, do telemóvel e ver no Google a informação já “pronta a servir”, prête à porter ou take away, mas sem a interpretar, conhecer ou saber… Daí o desinteresse pelo saber, a desmotivação e, em parte, a indisciplina.

Ao contrário do que alguns bem-pensantes da direita ou da esquerda, completamente alheios da realidade do ensino, defendem, o insucesso escolar e a indisciplina não se devem à pobreza, mas, ao contrário, ao excesso de bens, ao facilitismo e ao acesso fácil dos bens de consumo e até da “informação” sem uma educação e preparação séria dos pais e da população portuguesa que, na sua generalidade, não estava nem está, de modo algum, preparada para a sociedade consumista a qual nos era – ainda há bem pouco tempo, não mais que três décadas – totalmente desconhecida: vivíamos do que a terra e o mar davam e dos produtos comprados na feira ou no mercado e nas lojas dos centros urbanos! Não havia tanta oferta de produtos nem em quantidade, nem em diversidade… O progresso material não foi, devidamente, acompanhado do progresso cultural, moral e cívico…

5º A política educativa, centrando-se apenas no professor e descorando todos os outros agentes e factores, continuando, até ao limite do absurdo, o «eduquês», não nos conduz a parte nenhuma: vejam-se os resultados dos alunos nos exames e, sobretudo, os resultados do PISA que ainda estão para sair! Qual tem sido a solução? Em vez de se analisar e avaliar correctamente as causas, esconde-se o problema iludindo-o: promove-se o facilitismo, aligeira-se a exigência, simplificam-se os programas, desvalorizam-se os exames, tudo para combater os números negros do insucesso e, assim, os alunos vão transitando de modo que muitos chegam à Universidade quase analfabetos funcionais, limitando-se ao Google e ao copy & paste para fazer os “seus” trabalhos! Não basta saber fazer “umas coisas”, ser um mero executor de tarefas acéfalo, é preciso saber… e saber estar e saber ser. E isto tem sido desvalorizado! Logo, tanto investimento e dinheiro deitados ao lixo: em papel, em recursos humanos, em «formações», em vencimentos, em leis, decretos-lei, decretos-regulamentares, despachos, circulares, etc. A educação, assim, está demasiado cara, é um desperdício!

6º Se existisse uma correcta e séria política educativa que alterasse todo este estado de coisas, a educação seria o melhor investimento de futuro do país. Um povo educado e culto sabe como consumir; valoriza a cultura, a arte e o património cultural e ambiental; preserva a natureza e despreza o ilusório e ostentatório; exige competência dos seus superiores profissionais, orgânicos, sociais e políticos; não elege qualquer um ou qualquer vendedor de ilusões para assumir cargos de direcção pública… Não se verga a directivas absurdas, nem se compraz com a corrupção (re)elegendo corruptos! Exerce a sua cidadania de corpo e alma não esperando que outros resolvam os problemas por si. Até apetece perguntar: a quem interessa a teimosia na manutenção deste estado de coisas… na educação? Salazar já sabia que um povo inculto era mais fácil de domar, governar!

Zeferino Lopes, Professor de Filosofia na Esc. Sec. de Penafiel, em 29 de Julho de 2009.

Documento em pdf aqui.

É PRECISO MESMO MUITO CUIDADO

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In Correio da Manhã (27-07-2009)

VOTEM NELES, VOTEM... QUE TERÃO SAUDADES DE MLR

Em 27 de Setembro, a escolha será dos portugueses. Cerca de 130.000 são professores.

Segundo consta, caso o PS volte a ganhar as eleições, a ministra da Educação será Ana Maria Bettencourt. Não é por acaso que, a este propósito, temos recebido inúmeros e-mails com uma simples frase: "VOTEM NELES, VOTEM!!! Ainda vão ter saudades da Milú."

Ana Maria Bettencourt, uma das maiores especialistas portuguesas em 'pedagogice', deu duas entrevistas ao Jornal Público, nas quais disse coisas de fugir.

Esta ex-deputada do PS, e eventual futura ministra da educação, continua a defender com unhas e dentes a totalitária ideologia do "eduquês".

Segundo ela, "há três componentes na missão do professor. Uma é mudar o paradigma do trabalho dentro da sala de aula: mais trabalho e mais acompanhamento aos alunos. A segunda é que o professor tem que ter função de tutoria, de enquadramento e apoio ao aluno; ajudar um aluno com crise pessoal ou que não consegue aprender. A terceira componente é o trabalho em equipa." (Sobre a principal tarefa que é ensinar, nem uma linha.)

Depois, prossegue dizendo que "as escolas têm que ser avaliadas se resolverem os problemas e se não o fazem têm que explicar porquê." (Ou, dito de outra forma, se não passarem os meninos todos, serão culpabilizadas pelos chumbos, e avaliadas pelas grelhas altamente científicas do secretário de estado Valter Lemos.)

Sobre as medidas propostas pela actual equipa do ministério, nomeadamente sobre o ensino das línguas, a Drª Bettencourt continua maravilhada com a Finlândia, pois refere que "na Finlândia, há alunos dessas idades [10 a 12 anos] a estudar cinco línguas, há percursos muito centrados nas línguas porque os finlandeses dizem que são um país periférico e têm que aprender. (O problema não é o ensino de duas línguas, mas a consolidação da compreensão das mesmas.)

Sobre a Matemática defende que "os professores têm que trabalhar mais. Não podem ser só as famílias, embora estas sejam importantes; é a escola que tem que ter muito mais responsabilidade." (Claro, a culpa é dos professores, não são as famílias que não ligam nenhuma à escolaridade dos filhos, e não são os alunos que são cada vez mais preguiçosos.)

Sobre o facilitismo de que tem sido acusada, e acerca dos "chumbos" a linha é a mesma: "Um aluno que chumba várias vezes é porque não foi apoiado e vai acabar por desistir, o que é mau para ele e para o país. O que defendo é que os professores compreendam as dificuldades dos alunos, insistam e trabalhem muito. Isto é muito importante, para poder resolver, porque se não, os professores dão sempre mais do mesmo. Um dos aspectos que me impressionou na escola finlandesa foi os alunos trabalharem imenso. Existem alunos com dificuldades, são apoiados e vão fazer a sua escolaridade." (Mais uma vez, a culpa é dos professores e nunca, nunca é dos alunos.)

Dos exames, disse que "o problema do sucesso nas aprendizagens não depende de mais exames."

Ana Maria Bettencourt personifica bem o espírito do Partido Socialista para a educação. Qualquer ministro que venha deste partido, vai defender estas ideias, que têm sido em parte responsáveis pelo tremendo falhanço que é a escola em Portugal. Estes senhores, debaixo da capa de quererem ajudar os "coitadinhos" e os "pobres", estão com estas ideias, a prolongar-lhes a pobreza e a "coitadice", porque no essencial os desresponsabilizam pelos seus resultados e pelas suas aprendizagens. Ao mesmo tempo, fazem tábua rasa de tudo o que muitos professores todos os dias fazem nas escolas, passando-lhes a responsabilidade de todos os males.

Maria de Lurdes Rodrigues, ao pé de Ana Bettencourt é uma "santa", e, se a segunda substituir a primeira, ainda vai haver quem tenha saudades de MLR.

VOLTE PARA A ESCOLA, SENHOR!

Braga: Quadro clínico é grave e obriga a acompanhamento regular
Lugar não elegível assusta deputado

Desgastado pela possibilidade de não ser eleito deputado, Manuel Mota, actualmente com assento na Assembleia da República, depois de ter sido eleito nas listas socialistas pelo círculo de Braga, foi transportado de urgência para o Hospital S. José, em Lisboa.

Tudo aconteceu no passado dia 8, quando estavam a ser delineadas as listas para o Parlamento. O CM sabe que Mota reagiu mal à possibilidade de ocupar o 12º lugar do PS em Braga – em situação não elegível nas últimas Legislativas – e acabou no hospital em circunstâncias por explicar, mas num quadro clínico grave.

O deputado foi transportado pelo INEM para a Urgência, onde deu entrada às 06h44. Após vários exames e análises sanguíneas, Mota teve alta às 18h33. O socialista foi encaminhado para consultas regulares no Hospital Curry Cabral. Depois deste incidente, Mota subiu dois lugares na lista do PS e ocupa agora o 10º lugar, à partida elegível. Apesar das tentativas, foi impossível falar com Manuel Mota.

PERFIL

Manuel Mota tem 37 anos e licenciou-se em Relações Internacionais na Universidade de Letras do Porto. Nasceu em Barcelos e cedo ingressou na JS. Professor e empresário de profissão, é deputado da Assembleia Municipal de Barcelos. Em 2005 foi eleito por Braga para a Assembleia da República.

In Correio da Manhã

NA SENDA DA HABITUAL MENTIRA

José Sócrates foi confrontado pelos números num encontro com blogersJosé Sócrates foi confrontado pelos números num encontro com blogers

Caso: Governo inclui professores nos funcionários avaliados em 2008

Governo inflaciona números

O Governo incluiu mais de 100 mil professores nos funcionários públicos avaliados em 2008, inflacionando os números: só em Dezembro ficará concluído o ciclo avaliativo e o ‘Simplex’ que definiu as regras da avaliação docente só foi publicado em Janeiro. O caso embaraçou o primeiro-ministro, quando anteontem foi confrontado numa conferência com bloggers. O Ministério das Finanças (MF) anunciou sexta-feira que 90 por cento dos trabalhadores do Estado foram avaliados em 2008 (298369). Na educação teriam sido avaliados 160174 dos 185228 trabalhadores. Confrontado pelo CM, o MF disse que nos números estão incluídos os docentes avaliados no ano escolar 2008/09. Sem professores, só metade dos funcionários teria sido avaliado e não 90%.

Na segunda-feira, o primeiro-ministro foi confrontado numa conferência de bloggers com os números anunciados pelo seu Governo e respondeu assim. 'Esses dados... isso não pode ser. Não posso responder a algo que não conheço', afirmou. José Sócrates lembrou depois que os dados revelados pelo executivo diziam respeito ao Sistema Integrado de Avaliação de Desempenho da Administração Pública (SIADAP), o qual não se aplica aos professores. Mas a verdade é que os professores foram incluídos nos números.O primeiro-ministro revelou ainda 'números fresquinhos'. 'Dos 150 mil professores em avaliação, 60 mil estão em processo final e 18 mil já tiveram nota. Até Dezembro serão avaliados os restantes', disse Sócrates. Refira-se que todo este caso foi denunciado primeiro pelo professor Paulo Guinote, que no blogue A Educação do Meu Umbigo acusa o Governo de apresentar dados 'manipulados' e construir 'uma realidade virtual para efeitos de propaganda eleitoral'. O CM tentou ainda saber se foi o Ministério da Educação que forneceu ao Ministério das Finanças o número de trabalhadores avaliados mas não obteve resposta.

O grosso dos funcionários do Ministério da Educação (ME) são professores (150 mil), enquanto os trabalhadores não docentes andam pelos 40 mil. Ou seja, dos 160 mil trabalhadores do ME que o Governo anunciou terem sido avaliados, mais de 100 mil seriam professores.

In Correio da Manhã

UMA AUTÊNTICA BOMBA COM OS PROFESSORES EM FÉRIAS

Acábamos de receber este e-mail que terá sido enviado pela directora de um Agrupamento para uma professora.

É uma autêntica "bomba" nesta altura do ano em que muitos professores estão de férias. Ainda por cima no final da legislatura deste governo!

Só não custa a acreditar porque a ministra se chama Maria de Lurdes, que partilha a visão do líder Sócrates.

Esta mensagem tem de chegar a todos os professores, com urgência!


Caros colegas,

A partir do dia 31 de Julho vai abrir concurso de acesso à categoria de Professor Titular, com prova pública.
Por este motivo, é necessário estar atento à página da DGRHE para aceder à plataforma e saber os moldes como se vai processar.
Leiam o dec-Lei nº 104/2008 de 24 de Junho (ver em anexo) para terem conhecimento de quem pode concorrer.

Decreto-lei nº104/2008 de 24 de Junho

terça-feira, 28 de julho de 2009

ENSINO À DISTÂNCIA EM PORTUGAL: ALGUMAS PERGUNTAS

Clicar na imagem para ampliar.

In Público (28-07-2009)

CONCURSO PARA DIRECTOR DO CENTRO GAIA SUL

Com a devida autorização, aqui se publica pelo menos parte da história do Concurso para Director do Centro de Formação Gaia Sul.


"
Olá Ilídio, os meus cumprimentos.

Anexo dois documentos: o da provedoria e o despacho de anulação do 2º concurso para director do centro de Gaia Sul, agora designado por Aurélio da Paz dos Reis.

Recorri desse despacho, mas ainda não tive qualquer resposta.

Entretanto já abriram novo concurso e com alteração de critérios para permitir que uns presidentes de conselhos executivos que entretanto tinham saltado do comboio o pudessem voltar a apanhar. Agora neste concurso a experiência de um PCE que muitas vezes não deu grande importância à formação vale tanto como a de director de centro! Pontua por ter estado na Comissão Pedagógica enquanto o director não. E sabe que mais? Baixam drasticamente a classificação que a pessoa já tinha obtido quer no Projecto quer na Entrevista sem qualquer pudor para construírem os resultados que desejam.

Claro que este concurso está à muito viciado e por isso não deveriam ter anulado o concurso mas sim o despacho do Sr Dr António Leite.

Tive alguma esperança mas verifico que é impossível combater estes compadrios, esta corrupção. Ela vem de cima e os que estão ao nosso lado já a praticam com muita agilidade.

Atentamente

Maria Rosa"

DREN_19-05-2009 Despacho de Anulação (Todo o documento aqui)






Ofício do Provedor deJustiça (Todo o documento aqui)

segunda-feira, 27 de julho de 2009

POR QUE NÃO SE ASSOCIAM AO MUP?

"Em tempo de guerra não se limpam armas."

O MUP tem apoiado todas as acções de luta, quer da iniciativa dos professores, quer de iniciativa sindical.

Por que não tomam os sindicatos o comando de uma mega-manifestação, no dia 12 de Setembro, conforme foi
aqui anunciado?

Precisamos não só uma manifestação que agite o início do ano lectivo, mas também que contribua para ajudar a derrotar este PS, nas eleições legislativas, de forma a estancar as políticas nefastas e a tornar possível reverter muitas das atrocidades que foram feitas.

Não podemos perder a oportunidade.

Dia 12 de Setembro, com ou sem sindicatos,
UMA GRANDIOSA MANIFESTAÇÃO PARA DERROTAR O PS!



Professores prometem início de ano lectivo agitado

Os professores prometem um início de ano lectivo bastante "conturbado" e marcado por "muita contestação" e trabalho por uma "revisão séria" do Estatuto da Carreira Docente. Essa é pelo menos a intenção da Fenprof depois da reunião de hoje no Ministério da Educação em que as duas partes, uma vez mais, não chegaram a qualquer entendimento.
A promessa está feita pela Fenprof após mais um encontro em que o Estatuto da Carreira Docente foi ponto de discórdia e não de concórdia entre a associação representante dos professores e o Governo.
Enquanto os professores deixam a promessa de um início de ano lectivo muito agitado, o Ministério da Educação critica o que considera ter sido uma posição "lamentável" por parte do sindicato.

"Para nós foi uma não revisão do Estatuto da Carreira Docente, em que nada daquilo que pretendíamos foi acatado pelo Ministério da Educação, tudo nos foi imposto. Não houve da parte do Ministério da Educação qualquer aproximação às nossas propostas", anunciava no final do encontro a dirigente sindical, Anabela Sotaia, depois das partes não terem chegado a acordo.

Face à posição deste Governo, em particular do Ministério da Educação, a sindicalista anunciou desde já a apresentação de uma carta reivindicativa dos professores e educadores a todos os partidos políticos logo no dia 1 de Setembro.

Para a sindicalista o início do ano lectivo "poderá ser conturbado" e mais ainda quando os professores souberem os resultados das colocações, que deverá acontecer no final de Agosto, isto porque são poucos os professores contratados que irão ter colocação no final de Agosto e porque, segundo Anabela Sotaia, "há ainda milhares de professores, nomeadamente dos quadros de zona pedagógica, que não obtiveram no início de Julho lugar de quadro ou de escola de agrupamento".

Ministério lamenta posição da Fenprof

Do lado oposto o Ministério da Educação lamenta a posição "absolutamente lamentável" que apresentou durante o decorrer das negociações com Jorge Pedreira, secretário de Estado Adjunto e da Educação, a referir que a atitude assumida pela Fenprof "demonstra a posição que tem vindo a tomar e que nada tem a ver com a defesa dos interesses dos docentes, mas tem a ver com questões de ordem política".

Para Jorge Pedreira a Fenprof deixou claro que preferia que o Governo não aprovasse as alterações ao Estatuto da Carreira Docente, alterações que a tutela entende que vão beneficiar todos os professores.

"Encurtar a carreira em cinco anos, permitir melhores condições de progressão para os professores que não consigam chegar a professor titular e um novo escalão de topo para que aqueles que estão neste momento no topo da carreira possam progredir. É isto que a Fenprof disse hoje que preferia que o Governo não aprovasse", explicou Jorge Pedreira aos jornalistas.

Os encontros com os representantes dos professores vão prosseguir estando para amanhã marcada uma reunião no Ministério da Educação com a Federação Nacional dos Sindicatos de Professores (FNE).

Para já e para que não restem dúvidas, Jorge Pedreira deixou bem claro que o Estatuto da Carreira Docente avançará para aprovação em Conselho de Ministros mesmo que não haja um acordo com os sindicatos.

In RTP.

GRUPO GPS: "POLVO" DE ILEGALIDADES E TERROR?

Despedimento "antecipado" para docentes
Grupo GPS acusado de obrigar à assinatura de contratos e cartas de rescisão em simultâneo. Director desmente

O Grupo GPS Educação e Formação, com mais de 20 escolas, exige aos professores cartas de despedimento no início de cada ano lectivo. Docentes falam de um 'polvo' de ilegalidades e terror. Director desmente tudo, mas PJ confirma investigações.

A 31 de Agosto, muitos serão os professores das mais de 20 escolas e colégios do Grupo GPS Educação e Formação, com sede no Louriçal, concelho de Pombal, que poderão cessar o contrato. Não por serem dispensados, mas porque os próprios foram obrigados a assinar uma carta de despedimento no início do ano lectivo, ao mesmo tempo que assinavam ou renovavam contrato, mesmo quando já lá leccionam há anos suficientes para fazerem parte dos quadros das escolas.

António José Calvete, director do Grupo GPS, nega as acusações, remetendo alguma turbulência para um conjunto de professores da Escola Profissional da Figueira da Foz que estão a ser confrontados com o facto de não poderem continuar a leccionar por falta de habilitações específicas.

A Polícia Judiciária (PJ) confirma investigações - não directamente relacionadas com os referidos contratos com docentes - de alegadas irregularidades relacionadas com os crimes de fraude e desvio de subsídios. O Sindicato de Professores da Região Centro (SPRC) confirma denúncias, mas por medo de represálias e de perder o emprego, ano a ano, os professores não dão oficialmente a cara nem deixam que o gabinete jurídico actue.

O JN recolheu relatos individuais de professores, sob anonimato por medo represálias. "Existe de tudo. Casos em que os docentes são contratados para uma escola e ao fim de três anos ou aceitam ir para outra ou são despedidos para não passarem aos quadros. A vaga é logo ocupada por outro docente, normalmente numa manobra que permite ao grupo não contratar novo professor para aquele estabelecimento de ensino, mas sim com um que venha transferido de outro, para assim contornarem a lei", salientam os professores.

Os que aceitam ir leccionar para outro local (e que são a esmagadora maioria), assinam novo contrato, onde são confrontados com uma carta, "que temos de assinar no gabinete do director de cada escola e da qual não temos direito a cópia (em muitos casos também não lhes é entregue a cópia do próprio contrato ou contractos, dado que há casos em que assinam mais do que um), em como rescindem o contrato no final do ano lectivo", salientam.

Existem ainda casos de docentes que, cientes da garantia do seu posto de trabalho, quando se apresentavam ao serviço vindos de férias, é que tomam conhecimento de que foram dispensados, sem qualquer aviso prévio. Escolas adquiridas pelo Grupo, onde todo o corpo docente, já estável, é deposto e são admitidos novos professores com contratos precários. Dispensas colectivas de professores com horários nocturnos, apenas comunicadas oralmente.

Depois há o caso de docentes que chegam a trabalhar entre 50 a 60 horas semanais, exceptuando todo o trabalho de preparação de aulas, elaboração de planos, testes, correcções, pesquisas, entre outros.

In Jornal de Notícias.

ECD: REVISÃO CANTO DO CISNE

Embora em "tempo de água no bico", mais uma ronda. Não se sabe se para vincar a teimosia, se para novo "memorando". Os professores estão atentos!
Pode consultar o Projecto de revisão do Estatuto da Carreira Docente, na versão ministerial, aqui.


Carreira Docente: Parceiros terminam esta semana revisão

Sindicatos de professores e Ministério da Educação (ME) reúnem hoje e terça-feira para terminar a revisão do Estatuto da Carreira Docente (ECD), tendo as duas partes afastado anteriormente a possibilidade de qualquer acordo sobre esta matéria.

As organizações sindicais pediram a revisão do ECD tendo em vista acabar com a divisão da carreira em duas categorias hierarquizadas, o limite de vagas no acesso à segunda e mais elevada (professor titular) e a existência de quotas para atribuição das classificações de mérito (Muito Bom e Excelente) no âmbito da avaliação de desempenho.

No entanto, o Governo recusou-se a abdicar daqueles «princípios», que sempre considerou «fundamentais», tendo introduzindo alguns ajustamentos que no seu entender permitem condições de progressão na carreira «mais favoráveis» para os docentes.

In Diário Digital

ATENTADO À QUALIDADE DA EDUCAÇÃO FÍSICA E DO DESPORTO

E-mail do Director da Faculdade de Educação Física e Desporto da Universidade Lusófona, Jorge Proença.

Monitores e estagiários parece ser a grande aposta da qualidade que emerge da legislação portuguesa de cunho socrático.


Cursos Profissionais de Monitor de Actividades Físicas e de Técnico de Gestão Desportiva

Não foi a primeira e não será a última vez que somos surpreendidos – ainda nos surpreendem! -, com medidas governamentais lesivas da qualidade requerida à Educação, em geral, e à Educação Física, em particular.

O que agora se preparava – e pela acção pronta e determinada das entidades sócio-profissionais ficou ‘suspensa’ – é, sob todas as análises e critérios possíveis, um gravíssimo atentado à tão propagada qualidade da Educação – neste caso da Educação Física e do Desporto. Sendo-o também à classe profissional e às instituições de ensino superior, é, acima de tudo, um ataque à indispensável credibilidade da formação em Educação Física e Desporto. Ou será que foi, apenas, mais um teste ao estado actual de vigilância, vitalidade e prontidão das entidades sócio-profissionais e de todos nós? Não existem já no passado recente provas bastantes de que não estamos adormecidos e que a tolerância e compreensão, mesmo para os disparates, tem limites?

A ligeireza, roçando a leviandade, com que muitos responsáveis têm abordado matérias relativas à Educação Física e Desporto – de que o actual dislate constitui o último acto - é não só intolerável como incompreensível face ao conhecimento presente e às muito recentes preocupações, estudos e recomendações de especialistas e órgãos da União Europeia[1],[2] .

Ora, para que possam cumprir-se tais recomendações, torna-se indispensável a formação de profissionais conhecedores do ‘ofício’, com formação no ensino superior, e não ‘técnicos profissionais’ para profissão nenhuma, ou mão-de-obra baratíssima e descartável para ‘empreendedores’ em busca de ‘sucesso’.

O que falta é regular e qualificar a muita e diversa formação em Educação Física e Ciências do Desporto no ensino superior politécnico e universitário e não aumentar os graus de entropia existentes, criando falsas expectativas aos jovens estudantes e degradando o que importa credibilizar – a formação de quadros técnicos nesta área do conhecimento.

Porque ficará como registo de significativa incompetência e ousadia, leia-se o previsto ‘perfil de desempenho à saída do curso (anexo 2 da presente portaria)’ que se anexa.

A perplexidade perante um tal documento não tolhe a clarividência e necessária reacção.

O nosso reconhecimento à SPEF e ao CNAPEF e o incondicional apoio da Universidade Lusófona na incessante busca de credibilização da Educação Física e Desporto.

Jorge Proença
Director da Faculdade de Educação Física e Desporto da Universidade Lusófona


_________________
ANEXOS:


. Criação do Curso de Técnico de Gestão Desportiva

CONCURSO PARA O ENSINO DE PORTUGUÊS NO ESTRANGEIRO

Foi hoje publicado o Aviso de Abertura para apresentação de candidaturas ao concurso de preenchimento de lugares no Ensino Português no Estrangeiro. O concurso terá início na próxima segunda-feira.

De acordo com informações sindicais, os salários dos docentes em exercício no Ensino Português no Estrangeiro (EPE), não têm sido actualizados.

Este ano, verifica-se um grande aumento do número de horários incompletos, com óbvias consequências no salário dos docentes.

A Direcção do Sindicato dos Professores no Estrangeiro (SPE/FENPROF) e a FENPROF promovem uma Conferência de Imprensa à porta da Residência Oficial do Primeiro-Ministro (a São Bento), onde se concentrarão dirigentes e activistas sindicais, pelas 16 horas do dia 28 de Julho (terça-feira).

domingo, 26 de julho de 2009

NOVAS OPORTUNIDADES: APRENDER COMPENSA, A FRAUDE TAMBÉM

Como princípio, a ideia - mas só a ideia - das Novas Oportunidades foi uma boa ideia.

Infelizmente,
primeiro-ministro, ministra e secretários de Estado transformaram uma ideia boa num logro, alucinados pelo sucesso estatístico e pelos números para apresentar em Bruxelas.


O trabalho que se segue encontra-se publicado num blogue e desmonta uma realidade que os responsáveis fomentam.

Ressalve-se o caso de formandos merecedores das Novas Oportunidades, afinal aqueles para quem o princípio não passou disso mesmo.

Sobre este assunto, eis algumas ligações onde o tema é referido:

. SANTANA CASTILHO AVALIA EDUCAÇÃO E POLÍTICA DE SÓCRATES
.
A OPORTUNIDADE DA PROPAGANDA
.
IGNORÂNCIA CERTIFICADA


Novas Oportunidades: aprender compensa, a fraude também

Os processos de Reconhecimento, Validação e Certificação de Competências (RVCC) constam, na prática, na produção pelo candidato de um Portefólio Reflexivo de Aprendizagens (PRA), onde irá reunir trabalhos sobre algumas dezenas de temas (isto para obter o 12º ano).

Esses trabalhos são “orientados” por uma equipa técnico pedagógica, mas feitos em casa.

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Só numa página de anúncios classificados a pesquisa por RVCC devolve-nos 137 resultados, desde o “Posso ajudar-te a realizar os teus trabalhos manda mail.” ao “RVCC e EFA com qualidade e a baixo preço! Contacte-me!

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Há de tudo, ou estavam à espera de quê com tanto candidato a professor no desemprego, incluindo bastantes que acabaram o contrato no CNO onde aprenderam o ofício?

RVCC---NOVAS-OPORTUNIDADES-

Não sei se isto é exactamente ilegal. O anúncio acima remete-nos para a página de uma psicóloga devidamente identificada, mas na maior parte dos casos os trabalhos são enviados por mail, a troco de uma transferência bancária. E sei que as autoridades competentes sabem, limitando-se a responsabilizar as equipas dos Centros Novas Oportunidades pela autenticidade dos trabalhos apresentados.

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Imagem retirada da página http://www.trabalhosrvcc.com/


Dessas equipas já sei outras coisas, das metas que estão obrigadas a cumprir,ao tempo que têm para o fazer. Mas essa conversa fica para uma próxima. Deixo-vos com esta pérola ministerial:

In Aventar

ENTREVISTA DA MINISTRA QUE NUNCA FOI AVALIADA

Sem qualquer comentário (apenas com um detasque a vermelho), aqui fica a entrevista da ministra da Educação ao Diário de Notícias.


Entrevista: Maria de Lurdes Rodrigues
"Mais importante que as pessoas são as políticas"
por JOÃO CÉU E SILVA

A ministra da Educação garante que mais importante do que a pessoa que ocupa o cargo na Avenida 5 de Outubro é a política educativa a definir a longo prazo, para que Portugal recupere do atraso em que se encontra nesta área.


O seu nome surge em 598 mil referências na Net. É a portuguesa mais comentada, supera Ana Malhoa e Luciana Abreu juntas. O que sente ao ter tanta visibilidade?

Não procuro o meu nome na Internet e não sinto nada de especial em relação a isso.

Quererá dizer que é muito pressionada?

É natural, porque a Educação é um sector de grande relevância e dimensão. Se temos um milhão e quinhentos mil alunos, com pai, mãe e familiares, 150 mil professores, 48 mil profissionais e 1200 agrupamentos escolares espalhados por todo o País, é natural que suscite curiosidade e interesse. Não me impressiona essa visibilidade, porque o que importa é a percepção dos problemas e desafios para nos aproximarmos de países com que nos identificamos.

Mesmo sem nunca haver entendimento?

Não diria tanto e nem sei se é um problema de entendimento. Há duas percepções que se suportam mal: uma é a grande conflitualidade e a outra a hesitação nas sucessivas reformas. Da primeira diria que a conflitualidade tem uma expressão muito grande porque não existe outra entidade empregadora com 150 mil funcionários. Mesmo em grandes grupos económicos - que só têm um interlocutor - há repartição por sectores, em que os confrontos se diluem em vez desta distorção em que basta um pequeno conflito para dar a percepção de que a Educação está em permanente conflito quando há zonas do sistema que estão consensualizadas e pacificadas.

Haverá zonas de consenso mas, de todos os ministros, e até dos primeiros-ministros, é quem tem enfrentado as maiores manifestações contra as suas políticas!

A memória é curta, pois no tempo de Roberto Carneiro houve manifestações equivalentes e por razões semelhantes. Existe a tradição de certa conflitualidade, mas tal não significa que toda a Educação viva assim em permanência. Mesmo neste mandato, com profundas mudanças, houve algumas relativamente pacíficas: a mudança do modelo de gestão e administração das escolas, com a passagem dos presidentes do Conselho Executivo para directores, que é um processo concluído em quase todas as escolas e que se desencadeou sem grande conflitualidade.

Mesmo com escolas que não aceitaram?

Sim. Em 1200 escolas existem quatro ou cinco casos... São níveis de conflitualidade marginais, só que têm grande expressão na imprensa.

Até com os tribunais a dar-lhes razão?

Na administração pública deve haver centenas de processos em tribunal de que ninguém fala e a área jurídica não é uma ciência exacta! O que acontece com a Educação é que qualquer pequeno conflito é o suficiente para que tenha uma enorme visibilidade e se crie a ideia de que houve um grande conflito. Houve áreas, como no processo de transferência para as autarquias, em que foi um movimento muito consensual no País.

Explique-me então a razão de protestos tão grandes como já não se viam há anos.

Uma coisa é viver os protestos, que foram de facto muito expressivos, e outra é a pequena conflitualidade, que tem uma grande visibilidade. E depois há a grande conflitualidade em torno da avaliação e do Estatuto da Carreira Docente, que foi muito expressiva por envolver o grupo profissional dos professores mas não os pais nem os outros profissionais. O conflito é grande porque tem de ter a expressão da dimensão do grupo.

Não esperava protestos tão gigantes?

Acho que ninguém está à espera dos episódios menos agradáveis. Ninguém faz um plano para ser ou não surpreendido com os aspectos menos confortáveis, porque é isso que os conflitos são. Ninguém deseja um conflito, mas isso não significa que não se deva encará-lo com determinada naturalidade, porque também fazem parte da vida. Não temos de os alimentar, mas compreendê-los e procurar resolvê-los.

Se fizer a contabilidade, tem 8 grandes greves, 7 grandes manifestações, 3 vigílias, 2 cordões humanos e 8 abaixo-assinados com 320 mil assinaturas. Bateu o recorde?

Não fiz essas contas, mas recordo-me bem que antes de ser ministra a ameaça de greve aos exames estava sempre presente. Greves sempre houve e era inte- ressante fazer um levantamento delas, mas, de facto, a expressão dos conflitos neste mandato foi muito evidente, tal como a profundidade das mudanças que procurámos concretizar. Mudanças em que se pedia às pessoas que se organizassem de forma bem diferente do que era a tradição e do convencionado. São naturais estas reacções e podem-se explicar, mas não significa que aceitemos os pontos de vista. Creio que os conflitos são resultado da perplexidade e da incerteza de não se saber como vai ser.

Pode dar um exemplo?

Foi o caso do ensino artístico, em que tivemos uma contestação fortíssima e depois veio a acalmia. Ouviu-se falar de ensino artístico este ano? Não. E a reforma foi feita, provando às pessoas envolvidas que a reforma melhorava as condições de todos. E aumentámos em 40% o número de alunos bem como o emprego no sector. O que é que explica a reacção inicial? A incerteza.

O ensino artístico é um sector ínfimo.

Estou a dar só um exemplo, pequeno, que teve muita expressão e mobilizou muitas escolas e professores. O que procurei foi analisar, verificar e, nuns casos, prosseguir, noutros, ajustar.

Talvez metade das 598 mil referências na Net são a dizer que a ministra é muito teimosa e que não muda a posição mesmo com 180 mil pessoas a protestar na rua.

E a outra metade das situações é positiva? Já ficaria contente.

Não, não creio que sejam positivas. O conflito no ensino artístico pode ter sido ultrapassado, mas a avaliação e o Estatuto da Carreira não. Porquê? É a forma da mensagem ou porque mexe em corporações?

Não é um problema exclusivamente de mensagem, mas de compreensão do sentido das novas regras. Uma proposta de mudança diz respeito a novas regras e, por vezes, há discordância total, porque não se entendem os efeitos imediatos ou a prazo e reage-se por muitas razões. Também tivemos reacções às aulas de substituição, à escola a tempo inteiro e a outras medidas. No caso do Estatuto, estou convencida de que há uma diferente visão do que deve ser a organização da carreira dos professores. No que respeita à avaliação, acho que é outro problema, mas também a dificuldade em compreender qual será o impacto das novas regras. É preciso mostrar que os professores podem ter ganhos ao premiar-se o mérito. Com esse processo decorrido no primeiro ciclo, será mais fácil fazê-lo no segundo.

O modelo de avaliação que quer implantar ainda não passou da versão simplificada?

Sim, mas no essencial a sua estrutura de princípios não difere muito do modelo inicialmente proposto. Entendeu-se que há um caminho a percorrer mais lento do que inicialmente gostaria, mas não modifica a natureza do objectivo.

Mais lento porque os sindicatos dos professores não aceitam essas medidas?

Sim. Na realidade, não aceitam a avaliação. Escudam-se por detrás dos argumentos de modelos deste ou daquele tipo de avaliação, mas o que acontece é mesmo a rejeição da avaliação.

Os professores recusam ser avaliados?

Há uma rejeição que se pode exprimir através dos mais diversos argumentos. De que não é este o melhor modelo, que não é com estes professores, que não é na escola... É sempre assim porque, quando não estão de acordo, aí, todos os argumentos são válidos para contestar.

É da opinião que os sindicatos são contra porque os docentes evitam ser avaliados?

Não diria isso, porque acho que muitos professores querem ser avaliados e a prova é que houve uma grande adesão mas também há muito receio neste processo. E aqui os bons professores podiam ser um motor de mudança, porque não há nenhuma razão para um bom professor ter medo da avaliação. Os bons professores não podem ter medo nem misturar-se no ruído que apela à indiferenciação e a considerar que todos são iguais. Houve cem mil professores sujeitos à avaliação este ano e é por aqui que o terreno tem de ser conquistado, a bem das escolas e dos próprios professores. Há uma parte significativa de professores que tem medo da consequência.

Muitos não entregaram os objectivos.

Não é grande o número dos que não entregaram os objectivos ou que continuam a rejeitar a avaliação. A minha expectativa é que tudo se ajuste.

Defende a avaliação mas durante a sua carreira académica não foi avaliada?

Não?

É uma pergunta, o que estou a fazer.

Gostava de dizer que não são as experiências pessoais que dão a legitimidade para a tomada de decisão, nem acho que a legitimidade política venha dessa perspectiva. A legitimidade política vem da legitimidade democrática e os ministros são apenas agentes na condução da política, havendo muitos aspectos que estão para além da própria experiência pessoal. Mas, para que a pergunta não fique sem resposta, e apesar de considerar que não é relevante, não é por eu ter sido avaliada quatro vezes - com prestação de provas públicas perante júris externos que avaliam a carreira docente - que acho que os professores têm de ser avaliados. O problema disto ser muito sentido pelos professores é porque os sindicatos demoraram 30 anos a construir a situação em que estamos, a que anula todas as diferenças. A única diferença que os professores aceitam é a do salário: eu sou mais velho, ganho mais, tu és mais novo, ganhas menos. Não importa o que fazem ou as responsabilidades. Isso é resultado do trabalho sindical de muitos anos. Eu compreendo as reacções, mas não significa que as aceite. O que estava a acontecer põe, a prazo, em causa o próprio sentido de carreira.

Da ronda de negociações que se verificaram esta semana pouco resultou porque a posição da ministra não muda.

Não é verdade! Os sindicatos tiveram oportunidade de propor alterações. Não o fizeram e nada mudou porque o que querem desde o início é parar e anular os efeitos da avaliação. Neste momento, anulá-los significa premiar os professores que não a fizeram e castigar os que participaram. É dizer a todos os que terão classificações de muito bom e excelente que não vale nada.

Quantos anos calcula serem necessários estar no ministério para ganhar a batalha?

Não coloco as coisas nesses termos. Eu diria que mais importante que as pessoas são as políticas e, portanto, não é por uma pessoa se manter, por ser este ou aquele ministro, que o sentido das políticas que define e as condições para a sua execução o torna indispensável.

Que tempo demorará a impor a avaliação?

Não é um problema de estar este ou aquele ministro, temos de ter políticas com objectivos e com ambição. Existe um relativo consenso na sociedade sobre as matérias da Educação, por isso foi relativamente fácil aprovar o alargamento da escolaridade obrigatória até aos 18 anos. Está relativamente consensualizada a necessidade de diversificar a oferta formativa ao nível do ensino secundário, foi relativamente fácil consensualizar o inglês... Depois, há zonas em que o consenso é menor, mas, aí, o que devíamos era ter a ambição de aproveitar as áreas de grande convergência para dar passos gigantes, poupar e recuperar atrasos. O programa Novas Oportunidades, por exemplo, revelou que havia um milhão de portugueses disponíveis para voltar à escola.

Se o próximo Governo não for PS, o que acontecerá a esta sua política?

É um cenário hipotético sobre o qual não me sei pronunciar.

Dificilmente se manterá tal conflitualidade?

Não lhe sei responder. Procurei conduzir a política educativa de forma a dar passos e a construir onde há consenso. Aproveitei muitos diplomas e enquadramento legal existente, não fiz grandes alterações para fazer a avaliação, bastou partir de um despacho enquadrado na Lei do Currículo Nacional. Foi possível usar todo o trabalho feito em anos anteriores e ir mais além. Qualquer política educativa diferente de recuo não serve a ninguém.

Acha que a Educação precisava de si mais quatro anos?

Não. O importante não sou eu ou outra pessoa. O importante é ter linhas de orientação política e educativa de longo alcance.

Se o PS se mantiver no Governo quer continuar ministra?

Também não sei responder, porque não dou saltos em cenários. O que ainda tenho pela frente é cumprir o mandato até ao fim. Até esse dia é tempo de concluir processos abertos e preparar a abertura do próximo ano lectivo, mesmo com eleições a 27 de Setembro.

Também amaciou as suas atitudes a 7 de Junho, como o Governo fez?

Tínhamos um processo negocial com os sindicatos e continuámos, mas tenho a noção de que em Agosto não se negoceia, sejam quais forem as condições. No caso do Governo, o que aconteceu foi não tomar algumas decisões que podem esperar um mês ou dois porque não vem mal ao País se se respeitar aquilo a que se chama o escrúpulo democrático.

In Diário de Notícias.

COMO FOMOS ENGANADOS!

No ano lectivo 2006/2007 um grupo de 120 professores bacharéis inscreveu-se para concluir a licenciatura, na Escola Superior de Fafe, com base na alínea b) do n.º 2, do artigo 17º, do Decreto-Lei n.º 15/2007, de 19 de Janeiro ou seja do famigerado ECD.

No acto dessa inscrição foi garantido, por essa instituição, que se estes professores (neste caso alunos) terminassem a licenciatura até 31 de Agosto de 2008, o reposicionamento na carreira seria uma realidade, com garantias de legalidade e autorização do Ministério da Educação.

Terminada essa licenciatura, efectivamente os professores foram reposicionados pela Direcção Geral dos Recursos Humanos, nomeadamente pela sua Subdirectora-Geral, mas, quase um ano depois o mesmo é indeferido, tendo como argumento que as inscrições no Ensino Superior não decorreram até 31 de Dezembro de 2006 e como consequência a devolução dos vencimentos auferidos.

Perante esta revogação que surpreende os professores, estes pedem ajuda à Escola Superior de Fafe mas, esta como já tinha os seus bolsos cheios bate a porta aos alunos e afirma que nada prometeu.

Por outro lado, a DGRHE que interpreta a lei à sua maneira cometendo um erro ao aplicá-la mal, escudasse agora nos termos dos artigos 136º e 141º do CPA, que lhe permite revogar um despacho se ainda não tiver decorrido um ano. Mas será que isto lhe dá o direito de tomar decisões criando expectativas aos professores? Neste país os grandes continuam a comentar ilegalidades e ninguém lhe faz nada?

E a Escola Superior de Fafe não tem nada a dizer a estes alunos que enganou?

E o ministério o que tem a dizer aos professores, quando mais uma vez os penaliza e não permite que mais nenhum que se valorize para melhorar o sistema de ensino seja reposicionado na carreira?

E os professores que subiram a Professores Titulares, vão agora de "cavalo para burro"?

O que havemos de pensar disto tudo?

Gostaríamos que o vosso movimento tomem conhecimento de mais esta injustiça com os professores que fizeram um esforço enorme para se valorizar e agora se vêm nesta situação.

Um grupo de professores indignado e que vai tentar lutar nem que seja nos tribunais.

In Reposicionamento

BRUXICE...

Caras e caros colegas,

Lembram-se que um dia vos contei de uma visita "gloriosa" da nossa (salvo seja) Ministra à Escola Dr. José Macedo Fragateiro, em Ovar? Lembram-se da recepção que professores(as), dentro e fora da Escola, lhe fizeram? Pois bem, Dessa recepção consta esta "cantiga" cantada pelo Canto Décimo (Grupo Coral de Professores(as) da Escola). Convido-vos a ouvir esse canto, o tal, o autêntico! Se quiserem fazer um exercício de meditação, fechem os olhos e imaginem a cara da Ministra a ouvir isto. E divirtam-se, a sério!

CS

Agora já podes ver no Youtube :)))

http://www.youtube.com/watch?v=Zl9DjJrIpGg

BOAS E MÁS ESCOLAS

Se o Presidente/Director da Escola Joaquim de Carvalho ainda for o mesmo, não espanta! Afinal o Sr. é um militante do PS, defensor das estatísticas e das políticas educativas deste governo... Rosário Gama não há muitas...

Interessante carta de um pai.

Não quero julgar a missiva que se anexa (recebida por e-mail), mas que não deixa de ser interessante... curiosa... intrigante...


________________________________

Exmos. Senhores

Chamo-me Joaquim Fonseca e moro no Paião, Concelho da Figueira da Foz, sou casado e tenho dois filhos.

Embora haja uma Escola no Paião até ao 9º ano, uma vez que trabalho na Figueira da Foz, para poder acompanhar mais de perto os meus filhos, optei por leva-los todos os dias comigo para frequentarem uma Escola mais perto do meu local de trabalho, em virtude de não ter a quem os deixar após as actividades lectivas.

Os meus filhos frequentaram a Primária das Abadias, foram encaminhados para a Escola Básica 2,3 Dr. João de Barros.

No final do 2º Ciclo, ao matricular o meu filho no 7º ano coloquei como primeira preferência a Escola Sec. Bernardino Machado por ser a que ficava mais em caminho e por esta Escola ser frequentada por muitos filhos de meus vizinhos e amigos dos meus filhos. Foi aqui que surgiu a primeira dificuldade no percurso escolar dos meus filhos.

Como tive a sorte de ter dois filhos trabalhadores que têm bons resultados escolares, a professora que fez a matricula do meu filho ao tomar conhecimento da minha vontade em o matricular na Bernardino Machado dissuadiu-me de o matricular nessa Escola dizendo que os bons alunos iam todos para a Joaquim de Carvalho, por mais argumentos que apresentasse, não me restou outra alternativa que não fosse matricular o meu filho na Joaquim de Carvalho. Não estou arrependido, mais tarde também matriculei na Joaquim de Carvalho a minha filha para os ter juntos na mesma Escola.

No entanto, ao ver e ler tantas notícias sobre Escolas e rankings, e sabendo eu o que se passa neste Concelho, os rankings não passam de uma farsa que só lhe dão importância os tolos.

A Escola Joaquim de Carvalho situa-se no centro da cidade onde moram as famílias com maior formação académica o que se reflecte no aproveitamento dos filhos. Mas não é só isso, o problema toma contornos de um requinte que merece ser divulgado.

Durante os 2º Ciclo à medida que os alunos se vão revelando como bons ou maus alunos vão sendo instruídos para frequentar esta ou aquela Escola. Se o aluno é bom é-lhe dito para frequentar a Joaquim de Carvalho porque é a escola dos bons, se ao aluno é fraco e não estuda os professores fazem chantagem dizendo-lhe se não Estudares e não fores bom aluno não conseguirás entrar na Joaquim de Carvalho que é a Escola dos craques, terás que ir para a Escolas dos aleijados; como és fraco o melhor é ires para a escolas dos burros pois na Joaquim de Carvalho só tem bons alunos e lá não têm hipótese de competir com eles. Isto é, ao fim de dois anos o alunos sem darem por ela acabam por escolher a Escola para a qual foram sendo encaminhados pelos seus professores.

O próprio Presidente da Escola 2º Ciclo Dr João de Barros ameaça os alunos que se portam mal dizendo-lhes: tu portaste mal, não te queres
corrigir, eu garanto-te que nunca te deixarei entrar na Escola Joaquim de Carvalho.

No final do 2º Ciclo há hipóteses de os alunos continuarem a frequentar a Escola João de Barros até ao 9º ano ou passarem para uma das 3 secundárias que há na cidade. Os alunos que se portam mal são perseguidos no final do 6ºano para que abandonem a Escola e vão para a Bernardino Machado. O próprio Presidente da Escola chama os alunos mal comportados ao seu gabinete e mete-lhes medo para que no 7º ano vão para a Bernardino Machado. O Presidente diz-lhes se não forem embora que lhes vai fazer a vida num inferno e os alunos com medo de represálias vão-se embora. Se quiserem confirmar o que eu digo, dêem-se ao trabalho de averiguar quantos alunos com processos disciplinares no 2º Ciclo se encontram a frequentar o 3º Ciclo na Escola João de Barros e Joaquim de Carvalho, vejam se não foram todos encaminhados para a Bernardino Manchado.

É do conhecimento de todos que os Presidentes das Escolas João de Barros e Joaquim de Carvalho se reúnem para distribuírem entre eles os alunos melhores que irão frequentar o 7ºano. Os mais fracos e irreverentes são encaminhados para as outras Secundárias. Mesmo que a vontade de um pai de um aluno fraco seja de frequentar a Joaquim de Carvalho é-lhe negado esse direito dizendo que não há vaga, se o pai de um bom aluno pretender uma das outras Escolas é instrumentalizado para que não faça essa opção porque se vai arrepender.

Se quiserem provar a veracidade das minhas afirmações, basta ver o processo dos alunos que vão para cada uma das Escolas e aí está preto no branco, alunos com negativas não entram na Joaquim de Carvalho. Isto não é segredo para ninguém, é do conhecimento público.

Mas as coisas não ficam por aqui, como as Escolas competem para ficarem bem posicionadas nos rankings, o Presidente da Escola Joaquim de Carvalho não aceita transferência de matrícula de alunos fracos que pretendam frequentar o Secundário nessa Escola, mas há sempre vaga para alunos bons que pretendam pedir transferência de matrícula, os bons alunos ajudam a subir a média. Para provar o que digo analisem os processos dos alunos que pediram transferência para a Escola Joaquim de Carvalho e vejam se há entre eles algum mau aluno...

O Presidente desta Escola alicia os pais dos bons alunos para que levem para a sua Escola os filhos. Por norma os bons alunos têm mais dificuldade a Educação Física, então aos bons alunos os professores de Educação Física atribuem uma nota no mínimo igual à pior nota das outras disciplinas, como não têm exame o professor nunca é posto em cheque; mas o mesmo já não é feito em relação às outras disciplinas.

Outro fenómeno que se nota na Escola Joaquim de Carvalho é a diferença entre as notas das disciplinas com exame e sem exame. As disciplinas sem exame têm médias mais elevadas e apresentam sucesso de 100%.

Quando fui ver as notas da minha filha os alunos riam-se das notas que os professores lhe tinham atribuído. Alguns alunos nem queriam acreditar, havia turmas em que a nota mais baixa a educação física era 16 valores, são todos bons atletas...

Nesta Escola, os professores dão notas baixas no 1º período para obrigar os pais a pagar explicações aos filhos, para que estes ajudem no sucesso dos filhos. No 3º período o sucesso dispara.

A minha filha diz que alguns professores atribuíram 2 valores, em média, acima da auto avaliação do próprio aluno. Eu vi alunos a dizerem que os professores lhes tinham dado mais do que eles tinham pedido. Um aluno disse: para o próximo ano peço 20 para ver ser o professor me dá 21. Isto é um descalabro, a minha filha fartou-se de estudar porque quer entrar em medicina, e vê colegas que sem esforço tiveram a mesma nota.

Diz a minha filha que é o próprio presidente que pressiona os professores para darem boas notas. Aqueles que não derem boas notas são impedidos de darem aulas ao Secundário, apenas leccionam no 3º Ciclo pois ai a média não conta. Mas também há professores que dão boas notas para terem uma boa avaliação.

Agora começo a compreender como têm aumentado o sucesso nas Escolas em Portugal, é um sucesso forjado de todas as maneiras.

Os pais dos bons alunos na Figueira da Foz andam de Escola em Escola a negociar a matrícula dos filhos em troca de uma boa nota a educação
física, pois para medicina as centésimas contam.

Quando o meu filho, que já está na faculdade, frequentou a Escola Joaquim de Carvalho a média da classificação interna era em média para cada aluno dois valores abaixo das classificações obtidas nos exames, os professores vangloriavam-se que os alunos subiam nos exames porque estavam bem preparados. Este ano as classificações internas ficaram 2 valores acima das classificações dos exames, os professores dizem que é para ajudar os alunos. Em quatro anos as classificações dos professores subiram 4 valores, não posso crer...

Afinal as notas dos professores são uma farsa, as notas dos exames são uma mentira, e os pais correm para as Escolas que lhes garantam a entrada nos cursos de maior média.

Mas a coisa não acaba aqui, dei-me ao trabalho de ver as pautas de Biologia, Química e Física do 12º ano e Biologia e Geologia e Físico-Químicas de 11ºano; as primeiras que eram disciplinas de muito insucesso quando havia exames, nas pautas todos os alunos estavam passados, nas disciplinas de 11ºano um grande número de alunos chumbou no exame embora tenha passado na disciplina. Ou seja os alunos do 11º ano para o 12º ano viraram a inteligentes! O que aconteceu foi que deixou de haver exames...

Mas ainda há mais, tenho vizinhos que optaram por matricular os filhos no Instituto D João V do Louriçal, perto do Paião, nas disciplinas com exame o Director exige aos professores que dêem uma classificação interna de tal maneira elevada que mesmo que o aluno tenha zero no exame passem à disciplina. Esta é a estratégia utilizada pelos colégios convencionados com o Estado, quantos mais alunos mais recebem os patrões, e os pais têm a garantia que os filhos saem depressa da Escola.

Outro fenómeno que se começa assistir-se é os pais evitarem Escolas com cursos profissionais, por serem frequentadas por alunos perigosos e os pais por questões de segurança evitam que os filhos vão para essas Escolas. As Escolas vão passar a ser rotuladas por terem ou não cursos profissionais, as que não têm são as boas, as que têm são as más...

Se me dissessem que um dia a Escola se iria tornar nesta bandalheira não queria acreditar... Afinal os rankings não passam de propaganda barata ... em que país eu vim nascer...

Joaquim Fonseca

Desde 01-01-2009


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