Alteração ECD
http://dre.pt/pdf1sdip/2009/09/19000/0702407058.pdf
Esperemos que seja revogado muito em breve.
VAMOS LUTAR POR ISSO!
In Público (30-09-2009)
Bom, as eleições já passaram, e goste-se ou não dos resultados, a vida continua. Já vários bloggers, nomeadamente o Ramiro Marques, se questionaram sobre o que fazer de agora em diante. Paulo Guinote, que sempre esteve na linha da frente da luta contra Sócrates e MLR, já afirmou que irá reduzir o fluxo de posts do seu blog, se bem que se manterá atento às lutas que poderão surgir. Outros, no rescaldo dos resultados da noite eleitoral, mantêm uma posição de desconfiança em relação aos tempos que aí vêm, advertindo que a luta terá que continuar...
Pessoalmente também sou da mesma opinião. A luta terá que continuar até que o ECD seja revisto e a divisão da carreira seja extinta. Esta é que é a base das principais malfeitorias do governo maioritário de Sócrates. Praticamente tudo o que de mau foi feito contra os professores advém daí. A questão da avaliação e do duplo sistema de cotas vem daí, tal como a prova de ingresso na carreira. A unica coisa boa no meio destes 4 anos de governação sócretina foi a união que passou a haver entre os professores. E temos que aproveitar esse facto para nos mantermos unidos e podermos levar as nossas reivindicações avante.
É importante que os movimentos tentem chegar novamente junto dos partidos da oposição para que se comecem a dar os primeiros passos no cumprimento do compromisso educação, assinado entre os movimentos independentes e PSD, CDS, BE e CDU. O Bloco parece demonstrar vontade em avançar desde já. É preciso que os restantes partidos se sigam.
É necessário que os sindicatos comecem desde já a fazer o que lhes compete em matéria de negociação. Parecem começar a movimentar-se. Espero que assim que o novo governo tome posse e seja conhecido o novo responsável pela pasta da educação, essa movimentação se torne efectiva.
É necessário que os professores se mantenham coesos e que, ao contrário do ano passado, não cedam na questão dos Objectivos Individuais quando muitos Directores já começam a pressionar, pois o cenário pós-27 de Setembro é diferente. É necessário que não cedam à tentação de concorrer a titulares.Só desta forma poderemos alcançar o fim da divisão da carreira e a revogação do ECD.
In Lusoeduca

Após domingo passado, concluí que a Humanidade atravessa uma encruzilhada, na qual não se sabe qual a direcção que vai tomar. Perante a crise económica grave, o espectro de uma pandemia de proporções dantescas, o horizonte sombrio de uma degradação ambiental apocalíptica, e a constatação nacional de um futuro catastrófico, talvez tenha chegado o momento de me preparar para a naturalidade das leis universais. Deste modo, e na sequência de um desafio enviado pela blogosfera para os professores irem contando o que se passa nas escolas, envio este desabafo politicamente incorrecto: - E assim, na segunda-feira de manhã, os outros 2 milhões e tal de portugueses que não votaram PS, descobriram que este manteve a maioria absoluta através da secretaria constitucional. Ou seja, como a constituição impede de dissolver a Assembleia ou exonerar o Governo nos primeiros seis meses após a indigitação e nos 6 meses antes de eleições presidenciais (artº 172º), na prática o PS sabe que governará incólume até Janeiro de 2011, ano das ditas eleições presidenciais. Portanto das duas hipóteses, uma: - os partidos da oposição não correm o risco político do ónus da dissolução da Assembleia ao não aprovar leis, e portanto, vão ser obrigados a deixar passar muitos diplomas legais na Assembleia; - ocorre um período de ingovernabilidade, com o governo do país estagnado por incompatibilidade politica entre partidos. Resumindo, aparentemente ficou tudo na mesma, o que significa que a probabilidade de ocorrerem alterações legislativas profundas no sistema educativo pode ser reduzida. Qualquer dos dois cenários é mau, porque num caso implica uma governação de maioria absoluta como aconteceu até hoje e noutro na paralisação do país. “A esperança é a última a morrer”; será que já não morreu? - Quantos professores votaram PS? Com base na quantidade de professores que integraram listas de deputados e os que integram listas autárquicas sob a égide do PS, é uma questão interessante. - Nas escolas em que os CE não alinharam com a política ministerial, e desse modo usaram a sua prerrogativa para amenizar o impacto das leis negativas, o ambiente é sereno e expectante. Nas escolas em que ocorreu o contrário, o ambiente é insuportável, com professores contra professores, retaliações encapotadas (através dos horários, por exemplo), tornando o exercício profissional um processo penoso e tortuoso. Os professores que se envolveram na política activa, contagiaram as escolas, como um vírus, com a doença da política partidária, e levaram para o seu interior uma ignóbil guerra fratricida. Nestas escolas ocorreu o sucesso da estratégia ministerial: dividir para reinar. - confesso que, pela primeira vez em décadas de ensino, estou psicologicamente desmotivado para o exercício da profissão. Ainda se torna mais angustiante quando a consciência pesa porque os alunos podem sofrer com isso, o que faz entrar num processo ‘sisifiano’. Fui criado num meio em que “um homem não chora”, mas a vontade tem sido insuportável… Perde-se o prazer de trabalhar num ambiente balcânico de guerra civil, onde ocorrem os ataques mais hediondos ao bem-estar psicológico de cada indivíduo. Estou convicto que nessas escolas, jamais voltará a ser como antes, porque as cicatrizes profundas impedem que se esqueçam os acontecimentos passados. Espero sinceramente que o futuro do país não descambe numa sul-americanização ou numa balcanização da sociedade, um cenário que nem mesmo Dante conseguiria descrever fielmente… |
Mário Silva
Sócrates não diz se governa sozinho ou em coligação
Negociação absoluta
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Editorial: O dia seguinte de uma eleição que não tranquilizou o país
Ver aqui resultados em todas as freguesias do país
Infografia: Conheça todos os deputados eleitos
In Público (15-04-2009)
Setembro de 2009
Fernando José Rodrigues
Professor, escritor
As fotos que seguem foram tiradas em Calendário, junto ao restaurante "Eugénios", onde a comitiva PS almoçou na sexta passada. Quem almoçou a menos de 100 m do local viu perfeitamente este "estacionamento"!


Decreto-Lei n.º 75/2008 de 22 de Abril
[...]
MOVIMENTO PARA A MOBILIZAÇÃO E UNIDADE DOS PROFESSORES.
Coordenação: Ilídio Trindade
Embora haja outras matérias que merecem a nossa contestação determinada, convém não esquecer que O CENTRO DA NOSSA LUTA FOI A REVOGAÇÃO DO ESTATUTO DA CARREIRA DOCENTE, de que decorreu a divisão da carreira em duas categorias e o modelo de avaliação de professores introduzido por MRL. Foi este "documento" que esteve na base de toda a instabilidade que se viveu e continua a viver nas escolas. A luta firme e determinada deu alguns resultados. No entanto, o último acordo celebrado entre os principais sindicatos e o Ministério da Educação foi um mau acordo, pelo que é necessário continuar a lutar por uma carreira digna, uma avaliação justa e uma escola pública de qualidade.
A vinculação dos professores contratados é também uma das nossas actuais prioridades.