sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

ACORDO SINDICATOS - MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO

Bom acordo? Acordo possível? Não parece!
A analisar com cuidado.

Acordo ME-Sindicatos7jan2010

12 comentários:

A luta acabou? disse...

Daqui a dois anos os professores vão deixar de se falar... Professores que se avaliam mutuamente a competirem pelas mesmas quotas...

A luta acabou? disse...

1ª ideia falsa: É um modelo de avaliação simplificado.

Errado. É tão complexo como o modelo complex imposto pelo decreto regulamentar 2/2008. Mantém a complexidade dos procedimentos e dos instrumentos de verificação de resultados. Em vez de uma ficha de auto-avaliação exige-se um Relatório de Auto-Avaliação com um Anexo e uma Proposta de Programa de Formação Contínua elaborada pelo avaliado. Além disso, exige um documento de verificação da observação de pelo menos duas aulas por ano como condição sine qua non para o docente aceder aos 3º e 5º escalões e também ao 7º caso nunca tenha sido objecto de observação de aulas.



2ª ideia falsa: Acaba com a divisão da carreira.

Errado. Substitui a figura do professor titular pela do professor relator. Quase apetece dizer "professor delator" porque é isso que, em alguns casos, ele será caso esta proposta seja vertida em decreto lei ou decreto regulamentar.


3ª ideia falsa: Torna facultativa a observação de aulas.

Errado. Para os professores acederem aos 3º e 5º escalões é obrigatória a observação de pelo menos duas aulas por ano e a atribuição da menção de Muito Bom ou Excelente. Os docentes que nunca tenham sido objecto de observação em aula carecem também de duas aulas observadas por ano no acesso ao 7º escalão. Fica claro que os professores que não pedirem observação de aulas nunca mais poderão passar do 2º escalão. Isto faz como que, na prática, todos os docentes peçam observação de aulas.



4ª ideia falsa: O professor relator - ou delator, consoante os casos - é do mesmo grupo disciplinar do avaliado.

Errado. O documento do ME diz que o professor relator é escolhido pelo coordenador de departamento. Sendo os departamento compostos por diversos grupos disciplinares nada obsta a que o respectivo coordenador escolha um relator de grupo disciplinar diferente do avaliado.



5ª ideia falsa: Acabaram os constrangimentos administrativos para acesso ao topo da carreira.

Errado. O que o documento do ME diz é outra coisa: "as classificações de muito bom e excelente garantem, em condições a regular, a transição de escalão independentemente de qualquer contingentação de vagas". Reparem no pormenor: "em condições a regular". Pode não haver quotas para acesso aos 3º, 5º e 7º escalões mas o ME pode impor critérios que assegurem percentagens máximas de muitos bons e excelentes por escola/agrupamento o que vai dar ao mesmo que os contingentes e as quotas.

6ª ideia falsa: A proposta do ME desloca o centro da avaliação de desempenho do director para o conselho pedagógico.
Errado. A comissão de avaliação de desempenho é constituída por quatro membros do conselho pedagógico mas a comissão é dirigida pelo presidente do conselho pedagógico que é, como sabemos, o director da escola.
Ramiro Marques

Matias Soares disse...

Se te parecesse é que me admiraria. Só sobrevives na confusão e eclipsas-te na paz social.

É a vida...

Anónimo disse...

Boa Tarde

Após a leitura do acordo entre o ministério e os sindicatos, chegamos à conclusão que, ao contrário do que nos dão a entender na comunicação social, este acordo não vem de encontro às expectativas que tinhamos. Continua a existir o sistema de quotas para a progressão na carreira aos professores avaliados com a menção Bom.

Anónimo disse...

Sou professor, em príncipio de carreira e com as sucessivas alterações de ECD, (transição de carreiras) sou prejudicado em seis anos de serviço, para chegar ao terceiro escalão preciso de catorze anos (e tendo em conta que o 1.º e 2.º escalão são ambos de quatro anos!!!) e hoje pedi a a minha dessindicalização.

Anónimo disse...

Na minha escola a Coordenadora de Departamento do meu grupo disciplinar,foi classificada de BOM na componente da Direcção de Turma,...e não teve Direcção de Turma,...fantástico.
Pelo menos foi amiguinha e não lhe deu Regular ou Insuficiente,...olha se se tinha lembrado??
Em que se terão baseado para a atribuíção dessa nota????!!!!

Será que esta nova avaliação, irá ser mais criteriosa, é que a anterior era de cruz,obedecendo a critérios próprios de quem avalia,...e isso não é nada isento,...

Anónimo disse...

4 ANOS DE LUTA PARA TERMOS UM ACORDO DESTES! É INCRÍVEL...O MESMO MODELO DE AVALIAÇÃO, O CONGELAMENTO ENCAPOTADO DE TODOS OS PROFESSORES QUE LUTARAM CONTRA AS POLITICAS EDUCATIVAS EM CURSO E PRÉMIO PARA AQUELES QUE COM OU SEM MEDO PARTICIPARAM E AJUDARAM A IMPLEMENTAR O MODELO DE AVALIAÇÃO ACTUAL - AGORA COM ASSINATURA E CONCORDÂNCIA DOS SINDICATOS.
...será que valeu a pena lutar para se chegara isto?

alebana disse...

Este acordo lembra-me o tal memorando de entendimento…
Fomos novamente enganados!!
Andamos de cavalo para burro!
Ou os movimentos tomam posições de luta ou então estamos mal!

mario silva disse...

Mas sou assim tão diferente para ainda não ter percebido quais as grandes diferenças em relação ao ECD actual?
Ficou tudo na mesma ou pior, só que com outra roupa. Vejamos:
- Piorou na questão da contingentação das vagas para progressão na carreira. No actual ECD só existe um momento dependente de vagas; com o acordo, passa a haver dois momentos.
- “Acabaram as categorias”. O relator é outro nome para titular. O problema ainda continua: a legitimidade de alguém que não se distingue funcionalmente do outro, mas que lhe é conferido o poder arbitrário e discricionário por via administrativa de decidir sobre a vida de vários colegas. O problema nunca esteve no título mas na legitimidade: a que propósito é que tenho de reconhecer alguém como superior quando somos ambos genericamente competentes?
- Quem vão ser os relatores? Genericamente, os actuais titulares. Contudo, é aberta a porta a professores praticamente com a mesma experiência profissional que os seus avaliados. Portanto, continuamos com o mesmo problema da legitimidade que despoletou este longo processo de luta.
- Quem avalia o relator? Também tem aulas observadas para progredir na carreira?
- A questão é atingir o topo da carreira ou quando se atinge o topo da carreira? Que interessa atingir o topo um ano antes de obter a pensão de reforma? A quantidade de tempo em cada escalão condiciona o valor da pensão de reforma.

Anónimo disse...

Um tiro no pé! Foi o que os sindicatos fizeram mais uma vez.

No jornal das 20:00, na RTP, a ministra deixou bem claro, (quando JRS lhe perguntou se os profs tinham de ser diferentes dos restantes funcionários públicos que quando avaliados com BOM só chegavam ao meio da carreira), os profs avaliados com BOM podem chegar ao topo da carreira, mas nem todos os que tiverem BOM chegam ao topo da carreira (sic.)

E esta!

O problema não é a avaliação mas tudo o que está implicito, Directores, gestao democratica, nomeaçao dos coordenadores e restantes elementos do PEDAGOGICO.

Isto ainda vai dar muito que falar, ai vai dar vai. Quando os profs virem que com BOM ficam na mesma como a lesma, e que os protegidos do Director(a) tem muito bom e excelente é que vai ser uma corrida à desvinculação dos SINDICATOS.

Anónimo disse...

Mais uma vez esqueci (deve ser do alzaimer) um aspecto importante, já que nos centramos na avaliaçao e ecd.
O tempo do congelamento não conta para nada, logo com a nova carreira os profs vão andar para trás nos escalões e atingir o topo da carreira no ALÉM.
LOLLLLLLLLLLL

mariaf disse...

Esta coisa que chamam de acordo diz o seguinte:

d) Que os professores que se aposentem até 2015 serão reposicionados num novo índice salarial de topo (índice 370), mesmo que não se encontrem nesse índice no momento da aposentação.Que bom pra eles!

E eu???
Tenho 20 anos de tempo de serviço, incluindo a bonificação de 4 anos do mestrado. Faltam-me 2 anos para completar os 65 anos e aposentar-me proporcionalmente com 40% do vencimento actual (pouco mais do que um salário mínimo). Pelo ECD anterior chegaria ao 9º escalão aos 65 anos.
Estava no antigo escalão 7, actual 4, o mais prejudicado por este acordo. Há alguém aí com tanto azar como eu???
DUVIDO!!!

Desde 01-01-2009


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