sábado, 9 de janeiro de 2010

DEVEMOS FICAR SATISFEITOS?

Questões pertinentes para serem respondidas pelos entusiastas desta vergonha de acordo

Factos que esmorecem na memória, com a passagem do tempo:

- Até 2005 estava no 6º escalão numa carreira com 10 escalões. Em 2010 estou no 3º escalão numa carreira com 10 escalões!...

- Até 2005, já estava a mais do meio da carreira. Em 2010 sou colocado no início da carreira.

- Até 2005, tinha expectativa de atingir o topo da carreira em 14 anos. Em 2010, tenho a hipótese de não atingir o topo da carreira, e se conseguir, demoro 22 anos.

- Até 2005, dependia do meu desempenho profissional para progredir na carreira. Em 2010, dependo de vagas para progredir na carreira.

- Até 2005, poderia obter classificações superiores a Satisfaz, apenas dependendo do desempenho manifestado. Em 2010, dependo de vagas para classificações elevadas, independentemente de ter tido o desempenho para as merecer.

- Até 2005, tinha um contrato de nomeação definitiva (vulgo efectivo). Em 2010, perdi a vinculação com um contrato individual de trabalho por tempo indeterminado.

- Até 2005, tinha a garantia de ser sujeito a processo de exoneração apenas em casos devidamente fundamentados e comprovados. Em 2010, dependo dos humores de um(a) director(a) que usa uma grelha com itens pontuados de 1 a 10, da qual tenho de ter classificação igual ou superior a 6,5.

- Até 2005, tinha expectativa de possuir uma pensão de reforma com pelo menos 80% da remuneração. Em 2010, é uma incógnita se vou ter direito a uma pensão de reforma ou se a tiver, com não mais do que 60% da remuneração.

- Até 2005, tinha expectativa de solicitar a pensão de reforma até aos 65 anos. Em 2010, a expectativa é não possuir pensão de reforma ou só poder solicitá-la após os 68 anos.

- Até 2005, tinha a garantia jurídica de não ser perseguido ou sofrer represálias pelo que pensava ou opinava. Em 2010, o silêncio é de ouro.

- Até 2005, tinha a garantia jurídica de não ser perseguido ou sofrer represálias pelo que pensava ou opinava. Em 2010, o silêncio é de ouro.

- Até 2005, tinha 13 horas de trabalho individual. Em 2010, tenho 9 horas, excluindo as que são utilizadas em reuniões pós-laborais.

- Até 2005, recebia pelas horas extraordinárias que executava. Em 2010, não me pagam horas extraordinárias, trabalhando mais horas semanais quando faço substituições de colegas.

- Desde 1998 até 2008, não tive aumento real salarial, tendo inclusive estado congelado de 2005 a 2007, e perdendo vários anos de serviço.

Deste modo, alguém consegue explicar-me porque devo ficar satisfeito com um acordo obtido entre sindicatos e ME, que não soluciona nenhum dos factos mencionados em epígrafe?...

In Promova.

4 comentários:

Anónimo disse...

MALDITA TRANSIÇÃO DE ECD's

Sou professor, em príncipio de carreira e com as sucessivas alterações de ECD, (transição de carreiras) sou prejudicado em seis anos de serviço, para chegar ao terceiro escalão preciso de catorze anos (e tendo em conta que o 1.º e 2.º escalão são ambos de quatro anos!!!) e hoje pedi a a minha dessindicalização.

Anónimo disse...

Estou na mesma situação, com a agravante de ter começado a servir o Estado Português noutro Ministério, tendo-me licenciado e feito mestrado como Trab.Estudante. Tal implicou recomeçar a carreira docente perdendo 14 anos. Como estava no 6º escl numa carreira de 10 e agora fico no 3º numa carreira de 10, só para aí aos t5 anos chegaria ao topo... Assim perdi 14 anos de serviço com duas diuturnidades,+ 2 anos e 4 meses de congelamento+ Os 4 anos do antigo 3 escalaõ que desapareceu + os 4 anos de Mestrado
isto é piadético .... aquela gente ou não dsabe o que está lá a fazer ou são um piuuuuuuuuuuuuu

Anónimo disse...

Se julgam que o pessoal mais novo chega ao topo em 40 anos, estão muito enganados. É necessario saber que muitos dos colegas contratados, estão há 10 12 e até 15 anos a dar aulas, mas devido aos horários incompletos têm muito menos tempo para efeitos de carreira.... ah ah ah ora como a idade não para de contar, estes colegas com 70 de idade ainda não fizera o tempo para chegar ao topo nem próximo disso

Anónimo disse...

Concordo com o que foi dito pelos anteriores comentários à menságem. Estou na mesma situação, ou seja, com este acordo perco 9 anos na carreira com os sucessivos reposicionamentos. O Mário Nogueira fez um péssimo acordo com a anterior sinistra. Será que não aprendeu?
Terão de ser mais uma vez os professores a irem para a rua e não os sindicatos.

Desde 01-01-2009


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