quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

É OBRA! PORQUE SERÁ?

Lisboa: turma já teve sete professores este ano

EB1 do Bairro da Boavista pertence a um programa de combate ao insucesso, mas os docentes contratados desistem ao fim de um mês

O segundo período ainda agora começou, mas 22 alunos da EB 1 Arquitecto Ribeiro Telles, em Benfica, Lisboa, já tiveram sete professores. Por estar num bairro desfavorecido, a escola faz parte de um programa do governo para combater o insucesso, mas os professores contratados desistem ao fim de um mês.

A docente da turma do 4º ano foi mãe pouco depois do início das aulas e os professores que se seguiram ficaram por pouco tempo. Pais e educadores temem, por isso, que os filhos estejam mal preparados para passar ao segundo ciclo de ensino.

A escola contratou três professores substitutos que ficaram à experiência durante um mês, mas acabaram por desistir.

«Os miúdos portam-se mal, subiam à parede e queriam andar à porrada com a professora», explica Sinara, uma das alunas do 4º ano afectada.

«Na turma estão três ou quatro alunos, juntam-se e tratam mal as professoras (...) e elas vão-se embora, porque não estão para aguentar», acrescenta Delfina, avó de outra aluna.

No bairro social da Boavista a escola podia ser um factor de estabilidade, mas com tantas mudanças de professores é difícil manter a rotina.

«Os alunos terem trocar de professores não lhes conseguem manter o respeito, hoje conhecem uma, amanhã outra e isto para eles é uma brincadeira, nem conseguem levar a escola a sério», desabafa Vera Martins, mãe de uma aluna.

A escola tem autonomia para contratar os professores mais indicados à função e ao meio, mas ambas as partes podem rescindir contrato no prazo de um mês.

Entre tantas trocas quem sai prejudicado são os alunos.

In IOL.

2 comentários:

Eduardo disse...

Se os fedelhos podessem levar uns bons tabefes andavam na linha. É o resultado da grande sabedoria dos pedagogos da treta. Eu levei boas réguadas e não apanhei nenhum trauma. Traumas tinha eu se tivesse andado na escola e fosse tratado como os fedelhos de hoje que ninguém lhes dá os tabefes necessários para os endireitar. Eles não os levam mas os pais e outros a quem eles poderem ser bons não vão escapar.

Anónimo disse...

Acho que o conceito de escolaridade obrigatória deve mudar: a escola ofereceria um serviço mas quem não se comportasse correctamente iria para casa. Cumprir a escolaridade passaria a ser problema dos pais que deviam ser responsabilizados com multa, perdas de subsídios ou terapia familiar.

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