Algumas escolas portuguesas não cumpriram as novas regras sobre os estágios. Os professores recém-licenciados de algumas escolas portuguesas recebem, em 2010, mais 200 euros do que colegas com a mesma formação, contratados na mesma altura.
O tratamento desigual deve-se a diferentes interpretações acerca dos estágios profissionalizantes, tendo sido detectada a situação nas direcções regionais do Centro, Alentejo e Algarve.
Desde Setembro de 2009 que o estágio feito pelos professores no último ano de licenciatura deixou de ser contabilizado como um ano de serviço, passando os docentes a ser pagos com um salário mais baixo. No entanto, algumas escolas ainda contrataram professores pelas regras antigas, gerando desigualdade entre os profissionais com a mesma formação e experiência.
“A legislação mantém que os primeiros 365 dias de exercício como profissionalizado dão um salário igual àquele que é auferido por um professor que não tem a profissionalização”, explicou o dirigente da Federação Nacional de Professores, Mário Nogueira.
Esta situação foi detectada nas direcções regionais do Centro, Alentejo e Algarve. A Fenprof considerou o caso uma “grave injustiça” e promete abordar o assunto na próxima reunião com a ministra da Educação, Isabel Alçada.
“Há um tratamento desigual e a correcção terá que ser feita. Penso que é uma questão que o Ministério da Educação não poderá ignorar”, afirmou Mário Nogueira.
Na prática, há professores contratados com o mesmo tempo de serviço que recebem 1150 euros por mês, enquanto outros têm um salário de apenas 950 euros.
In MSN Notícias.










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