sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

EXPECTATIVA DE QUE NÃO MUITO A ESPERAR

Educação
Expectativa é sentimento dominante nas escolas uma semana após acordo
Uma semana depois de assinado o acordo de princípio entre sindicatos de professores e Ministério da Educação, a expectativa é ainda o sentimento dominante entre a maioria dos docentes

Aires Dinis, que lecciona na Secundária de Avelar Brotero, em Coimbra, aludiu a um sentimento misto de «alívio e expectativa dos professores relativamente à progressão na carreira e ao seu próprio trabalho», considerando que os docentes «estão satisfeitos, mas à espera de conseguir a reposição de uma certa normalidade nas escolas».

Vítor Encarnação, director do Agrupamento Vertical de Ourique, no distrito de Beja, afirmou que os professores «estão à espera que saia a legislação, para a aplicar e esperar que os resultados sejam melhores».

«As pessoas estão a acreditar nesta equipa», frisou, argumentando que «face a alguma confusão que existia nas escolas, esta expectativa é sempre de louvar».

Um professor de Ciências Naturais de Faro manifestou-se também «expectante» para ver em Diário da República quais os «artigos que vão ser revogados ou alterados». É que no acordo não vem descrito como vai ser feita em concreto a avaliação, observou.

As dúvidas sobre o novo acordo ainda são muitas. Para o director de uma escola de Castro Verde, José Correia, «resta saber como é que o entendimento vai ser aplicado na prática».

A percepção que fica a Teófilo Vaz, professor na Escola Secundária Emídio Garcia, um estabelecimento de Bragança com cerca de 120 docentes, é de que «ainda não se conhecem bem os contornos do acordo nem as consequências das normas que sairão a partir do que foi agora acordado». «As coisas não ficaram suficientemente claras», disse.

Clarinda Romão, professora de informática, contou que o ambiente na Secundária Doutor António Carvalho Figueiredo, Loures, «ficou mais leve», mas recorda que «ainda podem surgir alterações, uma vez que nem tudo está definido». «Pelo que sei foi só um princípio de acordo, no entanto, toda a gente ficou contente por ter acabado a divisão de carreira», apontou.

Um docente da Escola Básica do 2.º e 3.º ciclos Eugénio de Castro considerou que o acordo representa «uma janela de oportunidade para chegar ao topo da carreira, mas tem algumas armadilhas e cedências», sendo, no entanto, «globalmente positivo».

«É satisfatório. Acho que os sindicatos cederam, mas o Ministério cedeu um pouco mais», disse Paula Duarte, professora na Secundária D. Duarte, Coimbra, referindo no entanto que o acordo foi recebido com «alguma indiferença», que atribuiu ao cansaço gerado pelo processo.

Para José Domingues, professor numa secundária de Bragança com um corpo docente jovem, a maioria dos colegas é favorável ao acordo: «Não estão ainda no topo da carreira e, na perspectiva deles, agora podem chegar onde antes não chegavam».

Mais céptico está um professor de História de Loures, para quem «o essencial não foi alterado». Admitiu, contudo, ter sido «importante acabar com os professores titulares», que «geravam um sentimento de competição que era prejudicial para o ambiente da escola». O docente acredita no entanto «ser difícil recuperar o ambiente de cooperação que existia antigamente».

Para a subdirectora Luísa Matos, só os professores em situação de progressão de carreira deviam ser avaliados, e não todos como é previsto. «Essa situação tem de ser revista senão aqui na escola não fazemos mais nada do que andar para cima e para baixo com papéis».

In SOL.

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