terça-feira, 26 de janeiro de 2010

MONITORIZAÇÃO PARA MELHORES RESULTADOS

Embora se possa perceber a intenção, algumas contradições revelam grande desconhecimento da realidade das escolas, da diferenciação de contextos e do processo de ensino-aprendizagem.
Enfim... Esperemos que "exemplos de trabalho produtivo" não visem apenas o sucesso estatístico.


Ministra defende monitorização para que haja melhores resultados nas escolas

A ministra da Educação, Isabel Alçada, defendeu hoje a criação de mecanismos de monitorização nas escolas para que seja possível obter melhores resultados de aprendizagem dos alunos.

"Os resultados de aprendizagem dos alunos são o essencial da actividade educativa. É indispensável criar mecanismos de monitorização na gestão da aprendizagem dos alunos", afirmou Isabel Alçada, que esta manhã presidiu, na Maia, à sessão de abertura de um seminário para debater a autonomia e a liderança das escolas.

Para Isabel Alçada, é preciso uma escola mais eficaz, com melhores resultados pedagógicos, sendo para isso necessário que se faça uma avaliação de todas as iniciativas e dos esforços realizados.

A ministra da Educação afirmou ser preciso que as escolas dêem informação ao Ministério, para que seja possível prosseguir com o processo de autonomia dos estabelecimentos de ensino.

"Precisamos de informação para este trabalho de autonomia", a qual "permite reflectir e traçar um planeamento daquilo que são projectos a desenvolver no futuro, e ajuda a decidir melhor", disse.

Para Isabel Alçada, com mecanismos de monitorização será possível "estabelecer um nexo entre o esforço e a eficácia", sendo necessário "emitir exemplos de trabalho produtivo".

Com esta monitorização, salientou, será possível comparar o trabalho das escolas com contrato de autonomia com as outras, sendo certo que "tem de haver uma diferença assinalável".

"Precisamos de dar evidência a essa diferenciação", sustentou.

Questionada pelos jornalistas se seria possível quantificar essas diferenças, a ministra disse não poder "dar já uma quantificação rigorosa dessa causa efeito".

Isabel Alçada adiantou que "é nesse sentido que o Conselho das Escolas, o Ministério da Educação, os directores de escola e a inspecção-geral do ensino estão envolvidos em reunir informação, cada vez mais segura, para que essa relação entre o esforço e a produtividade em termos de resultados na aprendizagem se possa sentir".

Isabel Alçada disse ainda que o Ministério pretende abrir "novas candidaturas" para celebração de mais contratos de autonomia com escolas, assim que a avaliação de todo este processo de autonomia esteja concluída.

O número de contratos a realizar estará sempre dependente do número de candidaturas apresentadas, disse.

Isabel Alçada frisou que há actualmente 24 agrupamentos, num total de 144 escolas, com contratos de autonomia.

In Público.

1 comentário:

Alexandre disse...

Será que vêm aí mais grelhas e "grelhados" para consumirem os professores em mapas e mais mapas que de nada servem??? Só vejo e ouço conversa da treta e quando aplicada por alguns directores que mais parecem ditadores.....
Nas escolas, tudo continua na mesma, são mapas e mais mapas, reuniões atrás de reuniões, mais reuniões extraordinárias e novamente mais grelhas de avaliação e mais mapas para a estística. Bolas, estou faro de tanta grelha. Já vomito grelhas e directores e .....

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