A ser assim, o PSD volta a dar mais "um tiro no pé"!
O PSD deverá inviabilizar o fim das quotas na avaliação dos professores, se esta questão for discutida no Parlamento - como pretendem os sindicatos do sector.
Os sindicatos - que se têm reunido com os partidos para debater esta e outras pretensões, como a contabilização no tempo de serviço dos professores dos dois anos de congelamento das carreiras - ainda não foram ouvidos pelo PSD desde a assinatura do acordo de princípio com o Ministério da Educação, no dia 7 deste mês.
Mas, em declarações ao DN, o deputado Pedro Duarte praticamente eliminou as hipóteses de o maior partido da oposição aprovar, na Assembleia, alterações a aspectos (como a avaliação e as carreiras) já negociados pelos professores com o Governo.
"Sem ouvir os sindicatos, é prematuro tomar posição", admitiu o deputado. "Mas, à partida, não faz sentido o Parlamento estar a refazer o acordo, quando o que se pretendia era que a Assembleia fosse uma plataforma de recurso a esse nível", defendeu, acrescentando que este foi um entendimento "assinado livremente".
Os sindicatos têm defendido que sempre excluíram estas questões do entendimento com a ministra. Chegando a deixar expressa, nas actas anexas ao acordo de princípios, a sua discordância com a questão das quotas e do congelamento.
Em declarações ao DN, publicadas esta segunda-feira, o líder da Federação Nacional dos Professores (Fenprof), Mário Nogueira, considerou mesmo que estes dois temas acabariam sempre por ter de ser discutidos à margem das negociações.
"Tivemos consciência de que não era possível ao ministério rever as quotas. Esta é uma questão do SIADAP (sistema de avaliação de desempenho da administração pública] e só a Assembleia pode mudar isso", explicou então.
Porém, Pedro Duarte confessou sentir dificuldade em separar esta questão do pacote de concessões mútuas acordado entre o ministério e os representantes dos professores: "Provavelmente, estaríamos a interferir directamente na solução encontrada", disse.
Outros partidos demonstram maior disponibilidade para debater estes temas. Ana Drago, do Bloco de Esquerda - que ontem recebeu o líder da Fenprof -, já disse ao DN que o partido "tem intenção de discutir a questão das quotas", embora só depois de o acordo alcançado com Isabel Alçada ser transformado em decreto-lei. Já o CDS-PP e o próprio PS não parecem estar dispostos a analisar estes temas se não estiver em causa um debate relativo a toda a administração pública.
Pedro Duarte admitiu ao DN que "por princípio", o PSD discordava da "solução das quotas" na avaliação. "Mas defendemos outros filtros à progressão na carreira", acrescentou, considerando "difícil" haver consenso político.
In Diário de Notícias.










4 comentários:
O MAIOR TIRO NO PÉ FOI O DOS SINDICATOS QUE VOLTARAM A FAZER MER.. AO ASSINAREM O ACORDO. VEJAM OS ENFERMEIROS, TRÊS DIAS DE GREVE E JÁ AMEAÇAM COM DUAS SEMANAS. TINHAMOS TODAS AS CONDIÇÕES PARA ENDIREITAR O QUE ESTAVA MAL MAS MAIS UMA VEZ NOS TRAÍRAM.
Não acho estranho, parece que ainda não aprendemos com estes politicos...uma coisa hoje amanhã outra.
Eles querem é dinheiro da função pública e dos professores, sempre podem mudar de carro de vez enquando....e o Povão paga.
Agoram até andam com moralismose éticas.
Devemos não esquecer duas coisas:
1- Os sindicatos negociaram mal mais uma vez.
2- Que ninguém vote mais, em quaisquer eleições, nem no PSD nem no PS.
Eu já ando nisto há 35 anos. Já uma vez entreguei o cartão do Sindicato de Professores da Zona Sul por discordar da linha que a FENPROF seguia. Voltei a sindicalizar-me mais tarde por uma questão de princípios e, de novo, no único sindicato que, com todos os erros, é o única que não está enfeudado aos partidos do poder, digo PS e PSD. Sobre o "tiro no pé" do PSD, é bom lembrar que o descalabro do facilitismo e a burocracia nas escolas começou com a reforam de Roberto Carneiro/Governo de Cavaco Silva, com abênção do PS, que sempre dominou o aparelho do Ministério da Educação. Foi também nessa altura que a carreira foi aumentada pela primeiar vez, de 30 para 36 anos. Para os que têm a memória curta e votaram no "centrão", esperavam o quê?
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