segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

AS BASES SÃO TUDO NA EDUCAÇÃO

Um dos maiores estudos feitos no mundo sobre o ensino concluiu que só uma minoria dos alunos que aos 15 anos registam maus resultados escolares consegue ter sucesso académico e profissional. O Programme for International Student Assessment (PISA) começou em 2000 e, desde então, já analisou o percurso de quase um milhão de alunos, oriundos de mais de 60 países. As suas conclusões são, por isso, do mais científico que pode haver nestas matérias, dadas as grandes diferenças que existem de país para país, em termos da organização e estrutura do sector da educação. O que significa que, demonstrada a relação entre as dificuldades escolares aos 15 anos e o futuro dos estudantes, fica provado que é no investimento e na qualidade das bases que se encontram os pilares de um consistente sucesso educativo.

De pouco vale intensificar as avaliações à beira da entrada nas universidades se antes governos, escolas e professores não aplicarem, e cumprirem com rigor, um bom plano de ensino.

Em Portugal, a importância de o fazer é redobrada. O nosso país participou em todas as edições do PISA e tem apresentado sempre desempenhos abaixo da OCDE, apesar de em 2006 ter demonstrado uma evolução a nível da leitura.

Tendo em conta o passado recente e a oportunidade perdida com a não consolidação da reforma liderada pela ex-ministra da Educação Maria de Lurdes Rodrigues, é fundamental que os responsáveis políticos, os sindicatos e os professores reflictam sobre estes resultados. E, de uma vez por todas, actuem em conformidade, libertando o futuro dos nossos alunos das conveniências individuais e de circunstância a que o têm amarrado e alinhando-se pelas conclusões de estudos com a amplitude do PISA.

Ucrânia merece atenção

Pelo território da Ucrânia passa cerca de 80% do gás que abastece a Europa ocidental. Bastaria este facto para justificar a máxima atenção ao que se passa no país que em 2004 pareceu afastar-se da órbita russa com a sua pacífica Revolução Laranja, tão aplaudida nas chancelarias europeias.

Acontece que esta revolução tão promissora falhou nos seus principais objectivos - o principal dos quais foi elevar o nível de vida dos cidadãos ucranianos, ainda condenados à emigração (cerca de 50 mil residem em Portugal). O presidente Victor Iuschenko, apesar do apoio que lhe foi concedido em várias capitais, de Washington a Berlim, perdeu em cinco anos a base social que o conduziu ao poder e rompeu com a primeira-ministra Iulia Timochenko, sua ex-principal aliada.

As divisões no campo pró-ocidental potenciaram a vitória nas presidenciais de Victor Ianukovitch, que é o político ucraniano mais conotado com a Rússia. Ainda antes de tomar posse, Ianukovitch já deixou claro que não tenciona fazer entrar o país na NATO, como Iuschenko pretendia: é uma vitória estratégica de Moscovo num país que os Estados Unidos e a União Europeia gostariam de exibir como troféu.

A falta de fair play democrático da primeira-ministra Iulia Timochenko, que persiste em não reconhecer a derrota nas urnas, também não ajuda o campo pró-ocidental, cada vez mais frágil e dividido neste país onde - é bom recordar - cerca de 20% da população é de origem russa e quase um terço fala o russo como primeira língua.

In Diário de Notícias.

Sem comentários:

Desde 01-01-2009


Este blog vale $140.000.00
Quanto vale o seu blog?

eXTReMe Tracker

Estou no blog.com.pt - comunidade de bloggers em língua portuguesa
Twingly BlogRank
PageRank
Directory of Education Blogs

RSSMicro FeedRank Results
Add to Technorati Favorites
Locations of visitors to this page