quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

DIVERSIDADE SINDICAL

Editorial



O ano de 2010 iniciou-se com a celebração, entre a FENPROF e o ME, de um Acordo sobre a estrutura da carreira docente e o respectivo sistema de avaliação.
Acordo que terá sido, eventualmente, o possível, acabando com a divisão da carreira e desbloqueando a progressão na mesma – mas com condições de transição claramente injustas.
Outro tanto se poderá dizer do facto do sistema de avaliação, cuja revogação foi bandeira de luta durante os dois últimos anos, se ter mantido praticamente inalterado – apesar do Secretariado Nacional da FENPROF (SN) ter afirmado que não haveria acordo sem a sua revogação.
Circunstâncias que justificariam amplamente que o Acordo fosse submetido a ratificação democrática entre todos os Professores – como foi feito, em Abril de 2008, no dia D.
Como, aliás, deve ser feito, sempre, com qualquer acordo que envolva matérias decisivas para o futuro dos Professores.
Porque só assim os Professores manterão a confiança indispensável para avançarem para novas vitórias.
Vitórias inteiras – e não meias vitórias.



X Congresso da FENPROF


Nos próximos dias 23 e 24 de Abril, vai realizar-se, em Montemor-o-Novo, o X Congresso da FENPROF.
Três anos após o anterior. Como de costume.
O que já não é costume é o facto de o próximo Congresso ser o primeiro (e esperemos que o último) a durar apenas 2 dias.
Isto, num momento em que, apesar do “Acordo” e dos sorrisos ministeriais, continua a haver problemas muito graves a resolver com o Governo. O que, por simples bom senso, aconselharia a não reduzir o tempo de debate na Instância máxima da FENPROF.
A menos, claro, que tudo já esteja “cozinhado” e se pretenda, precisamente, reduzir o debate ao mínimo.
Para isso, não contem connosco.
Estaremos no Congresso, como de costume, para apresentarmos e debatermos, as propostas que considerarmos mais adequadas para a defesa dos legítimos interesses dos Professores – e só desses.
O que é indissociável de um Sindicalismo Autónomo, Democrático e Combativo.




Plano de Acção – falamos de quê?


Desde sempre, que o Grupo de Sindicalistas Independentes (GSI), tem defendido, no seio da FENPROF e dos seus Sindicatos, a imprescindibilidade da existência duma estratégia sindical de acção.
Estratégia indissociável da existência de um Plano de Luta, global e coerente, o qual terá de ter objectivos claros, e unificadores da luta, para todos os Professores:
• Vinculação dinâmica dos professores contratados.
• Suspensão imediata do actual modelo de avaliação.
• Restabelecimento da gestão democrática das Escolas.
• Oposição firme à municipalização e à privatização do Ensino Público.
• Equiparação das pensões de aposentação aos salários dos Professores no activo.
• Melhores condições de ensino nas escolas – máximo de 20 alunos por turma.

Plano que terá de adoptar uma atitude ofensiva, explorando a fragilidade conjuntural do Governo. Indo, se necessário, até à greve às avaliações.
Plano cuja aplicação e resultados terão de ser democraticamente ratificados pelos Professores.

Porque é necessário
Devolver o Poder aos Professores

In Boletim da Autonomia Sindical

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