domingo, 28 de fevereiro de 2010

REVER PROGRAMAS DE PORTUGUÊS

Educação
Programas de Português do básico serão 'ajustados'

Coordenadora das metas de aprendizagem da disciplina diz que ME pode rever programas, cuja aplicação foi adiada para 2011.

Os novos programas de Português do ensino básico - cuja aplicação foi adiada um ano pelo Ministério da Educação, para 2011 - poderão ainda ser alvo de "alguns ajustes", para reflectirem a reorganização curricular e as metas de aprendizagem que estão a ser traçadas para esta disciplina. Quem o diz é Inês Sim Sim, da Escola Superior de Educação de Lisboa.

A especialista - que coordena os programas de formação dos professores de Português do 1.º ciclo e lidera o grupo de trabalho que está a definir as metas de aprendizagem da disciplina - lembra que os programas estão "organizados por ciclos". Já os referenciais para o tipo de conhecimentos que os alunos devem obter, em áreas como a escrita e domínio da leitura, "têm por base os ciclos", mas chegarão a tipificar o tipo de conhecimentos a obter "ano a ano".

Inês Sim Sim ressalva que o seu papel é de consultora do Ministério, ao qual caberá decidir, ou não, avançar para a revisão do programa. E diz que a ambição, assumida pela ministra Isabel Alçada, de melhorar as aprendizagens não depende necessariamente de grandes alterações. "Os programas são linhas descritivas do que os professores têm de ensinar. As metas são objectivos mínimos para os alunos atingirem", explica.

Quando errar já é inaceitável

Estes objectivos terão um impacto na avaliação externa feita aos alunos: "Uma vez definidas as metas, elas vão com certeza ser reflectidas nos exames do 9.º ano e nas provas de aferição do 4.º e do 6.º anos", diz. Mas permitirão sobretudo "facilitar o trabalho dos professores" ao tornar mais claro o que se espera do seu trabalho ao nível dos resultados dos estudantes.

Num país onde há alunos que dão erros ortográficos primários nas frequências das universidades, Inês Sim Sim admite que há uma "responsabilidade social" que a escola tem de assumir.

E até dá o exemplo de uma meta a interiorizar pelas escolas: "Não vamos esperar que uma criança do 2.º ano de escolaridade não dê erros. Mas, se calhar, já não é razoável que isso aconteça no final do 2.º ciclo [6.º ano]", diz. "Se dá erros ortográficos, um aluno não é capaz de escrever um texto com qualidade, bem construído."

Quanto às críticas dos professores à reduzida carga horária do Português, sobretudo no 3.º ciclo, defende que, "partindo de objectivos gerais", as escolas deveriam ter "muito mais autonomia" para definirem os horários, "ajustando-os à sua realidade e necessidades".

In Diário de Notícias.

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