quinta-feira, 11 de março de 2010

AGRESSÕES NA PRIMEIRA PESSOA

Rapaz agrediu professor com cadeira

Aluno de 12 anos atacou o docente, que ontem foi de muletas à Escola D. Pedro II, que já abriu um inquérito


A propósito desta notícia, chegou-nos um testemunho pessoal:

Eu própria e o colega titular da turma que apoio na EB1 do Alto da Ajuda, fomos ontem ameaçados por um aluno de treze anos: Eu fui ameaçada com uma cadeira e o colega com os punhos do rapazinho ( que é do nosso tamanho). Como cada um de nós impediu que a ameaça ao outro fosse consumada, fomos insultados e ameaçados alto e bom som de que levaríamos um tiro na cabeça.
Esta violência é diária e não se limita a um aluno. É um martírio a vivência diária naquela escola. E a sensação é a de total impunidade e incompreensão. É um facto que ficamos com a sensação de que, ao divulgarmos estas situções, cai sobre nós o espectro da falta de competência.
Não sei quanto mais tempo é possível viver assim.
[nome]
Professora do 1º Ciclo
EB Alto da Ajuda / Lisboa

A corrobar o carácter fidedigno desta narrativa, outro colega refere-nos, em e-mail enviado:

"está acontecendo e alastrando gradualmente um pouco por todo o país! Eu viajo de transportes públicos diariamente e os casos são quase diários. Até o motorista é maltratado e inclusive ameaçado quase sistematicamente."

4 comentários:

Anónimo disse...

É verdade, a violência já chega aos transportes públicos. Já me aconteceu no metro, numa singela manhã!Qualquer passageiro está hoje sujeito a ser abordado por uma qualquer razão ou uma qualquer má disposição de utentes em idade escolar.

Anónimo disse...

Agradeçam aos filhos da p. quem
têm governado e feito leis em Portugal. Protegem os malandros e perseguem os honestos.

Anónimo disse...

Estamos todos à espera do caminho sem retorno! Talvez nessa altura se pense numa solução! Vivemos no país do "deixa andar"! É preciso, melhor, é urgente que quem legisla saiba o que faz e quem está no terreno tenha possibilidades de agir. Vivemos no tempo da nova ditadura, a ditadura da displicênca, da inconsciência, da impotência, da distância que separa os gabinetes das estruturas escolares que são todos os dias confrontadas com a impossibilidade de resolver as situações com que se deparam. É URGENTE a revisão do Estatuto do Aluno, um estatuto que não deve privilegiar os que decidiram destruir as escolas e a Escola. Muitas escolas não são mais do que armazéns de criaturas, atrevo-me a dizer que quase se assemelham a prisões, com a diferença de que os guardas prisionais "leia-se professores e funcionários" acabam por ser dominados pelos prisioneiros "leia-se alunos" que detêm o poder e as armas. Sem querer ser pessimista, diria que em muitas escolas, com este regime, não se formam pessoas, mas perfeitos marginais que serão o futuro de um país cada vez mais desorientado. Vai sendo altura de parar e pensar para agir rapidamente sobre este delírio social que atinge toda uma sociedade com as consequências previsíveis a curto prazo.

Anónimo disse...

Um aluno desses deveria ser imediatamente suspenso e internado numa instituição de correcção. Parece que hoje vale tudo, ou quase tudo. O que terá um aluno que fazer para que se lhe aplique um bom correctivo?! Algo de muito grave? É trágico e cómico imaginar o professor de muletas a entrar na escola, perante o olhar de indiferença e desdém do agressor! Tempos estranhos estes em que vivemos. Algo está profundamente errado. É a inversão total dos valores, a ponto de se me afigurar que vivemos, não apenas uma crise económica mas também uma profunda crise de valores.

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