terça-feira, 16 de março de 2010

FIM DOS CONCURSOS DE PROFESSORES?

Perante isto (Sindicatos alertam para possível fim de concursos de colocação de professores) e isto (Ministério nega alterações ao concurso de colocação de professores), seria desejável que os sindicatos e o Ministério da Educação disponibilizassem o dito projecto final de decreto lei, que não está publicado em nenhum dos sítios oficiais de qualquer destas entidades.

É que esta é uma matéria com que não se pode brincar. Os professores jamais aceitarão que os "jobs for the boys", tão comuns nas altas esferas do poder, se instalem na escola pública.

11 comentários:

Fir disse...

«Os professores jamais aceitarão que os "jobs for the boys", tão comuns nas altas esferas do poder, se instalem na escola pública». Essa é para rir, não é? Ao que parece, grande parte dos professores ainda não percebeu que "os jobs for the boys" JÁ se instalaram na escola pública e há bastante tempo. As vítimas são só os contratados e, por isso, os outros estão-se borrifando. Mas lembrem-se do poema de Brecht. «Primeiro vieram pelos contratados. Eu não os defendi porque não era contratado» (adaptação livre). Lembrem-se sobretudo do final: «quando vieram por mim, já não havia ninguém para me defender».

Anónimo disse...

Ó Fir,

Na escola ainda não estão verdadeiros "boys", mas sim "peões".

Também acho injusto essa dos "contratdos". Ao que sei, os colegas dos movimentos tem dado mostra de maiores lutas mesmo pelos contratados do que muitos dos contratados.

Luís

Fir disse...

Eu não estou a criticar os movimentos, estou a criticar aquilo que fazem muitos professores. Esta história do acabar dos concursos era previsível há muito tempo, porque o ME tem feito o teste com professores de Técnicas Especiais. E nestes concursos, têm havido muitas irregularidades, muitos peões, boys ou girls escolhidos pelos directores, ao abrigo da "lei da cunha". Também tem havido muita gente a aproveitar-se dos mais fracos (ou seja, de quem não tem vínculos ou tem vínculos precários).
Mas pronto, agora que os concursos vão acabar para toda a gente, pode ser que a malta acorde (ou não).

Julia disse...

E por acaso alguém sabe para quando a abertura do concurso deste ano que vem??

storaPaula disse...

"Sou" contratada. Na verdade, optei por dar formação (tive essa oportunidade!) quando percebi que a carreira no ensino não era, de modo algum, uma boa aposta.

Tenho pena, mas sei que fiz bem.

Quanto aos contratados...
Estão na base da pirâmide e tendencialmente sofrem mais por isso.

Fui a várias manifestações, regionais e nacionais. A última vez em que participei até já tinha desistido da carreira no ensino (mas não posso nunca desistir do ensino!).

Entristeceu-me sempre ver poucos professores da minha faixa etária.

JOÃO disse...

Sou do quadro e, obviamente, estou também com os contratados. Para mim só há professores. Tenho muita pena que poucos contratados da minha escola tenham participado nas várias manifestações. De qualquer modo, noutras escolas, muitos participaram. Esta divisão não leva a lado nenhum. Temos de nos manter unidos pela mesma causa senão nada conseguiremos.

ZÉ NINGUÉM disse...

Oh Ilídio, os “nossos” sindicalistas e o Ministério da Educação, JAMAIS nos disponibilizarão o tal dito projecto final (?) de Decreto-Lei que NÃO está, NEM ESTARÁ, publicado em nenhum dos sítios oficiais de qualquer destas entidades, enquanto não conseguirem acabar com o Ensino ;(.
Cozinharam muito bem o que ambas as partes queriam e AGORA RESTAMOS MUITO POUCOS a zelar pelo VERDADEIRO ENSINO e ESCOLA PÚBLICA ;(
Depois de termos estado 140.000 EM LUTA, os “nossos” sindicatos SÓ e SÓ SE APROVEITARAM para “TITULARIZAREM” os professores que ainda não eram titulares ( AINDA HOJE PERGUNTO DE QUÊ ? ) e faziam parte do sistema.
TUDO O QUE DEVIAM E TINHAM PARA SER FEITO com a demosntração da massa humana de professores no célebre dia 08 de Março resumiu-se aos "jobs for the boys", de que falas !
Por muito que nos custe esta É A VERDADE DOS FACTOS !

Seremos SEMPRE pela liberdade, pelo Ensino e a Escola Pública!

Mais um grande OBRIGADO a ti, ao Ricardo, ( Ricardo: o outro Mário foi e É como o Nogueira, ainda bem que agora estás tu à frente a APEDE ) ao Octávio e Zé Farinha.

Zé Pires ( UM SER LIVRE )

Anónimo disse...

O que é certo é que neste momento eu não vejo os vários QA, QZP, QE (obviamente estou a generalizar e sei que isto não é uma realidade completa)a manifestarem-se contra o facto de uns bons milhares de colegas terem de ser avaliados. O que é certo é que agora que uma grande parte deles não têm de ser avaliados não se vêm abaixos assinados nem manifestações. O que é certo é que nós (reles contratados que nem sequer professores somos - não estamos na classe) fomos os primeiros a sermos abandonados pelos sindicatos... ("ai e tal..os professores estão contra....mas se nos garantirem que não somos avaliados, da-mos para carne para canhão os reles contractados").
Eu sempre fui contra, o ano passado estive nas duas grandes manifestações, fiz (pela primeira vez na minha vida) greves, não pedi aulas assistidas, assinei todos os abaixos assinados que me apareceram à frente. O que ganhei com isso??? Nada... aliás perdi...
Onde está a unidade que os sindicatos e muitos colegas pediram no ano anterior? Onde estão os colegas que tanto criticaram as medidas em anos anteriores?? Que mudou do ano passado para esta ano?? (espera ... mudou...só os contractados é que são avaliados) Onxde estão as greves?? Onde estão as megamanifestações???

Peço desculpa se ofendi os muitos colegas que sendo QA,QE, QZP continuam a esforçar-se por uma classe unida que defende todos os quantos estão nela... mas espero que compreendam o desabafo...

Fir disse...

Há menos de um mês, houve uma manifestação de Contratados frente ao ME. Estive lá. Éramos menos de vinte. Onde é que estavam todos os que se queixam que os contratados vão a poucas manifestações?
Há uns dois meses, saiu no Público uma notícia sobre os professores de AEC, contratados ao calhas, a receberem uma miséria a recibos verdes. Não sei bem porquê, dei comigo a ler os comentários e li muitos, de professores, a dizer mal dos colegas nesta situação.
Não me venham dizer que a culpa é dos contratados, que nem vão às manifestações. Fui contratado durante sete anos seguidos (este ano, não fui colocado) e vi colegas do quadro com medo de formas "mais duras" de luta, como a greve. Também vi muita gente em manifestações e em reuniões a preparar documentos para todos assinarmos a dizer que não íamos entregar os objectivos individuais. Apesar de contratado por oferta de escola e, por isso, mais exposto a represálias por parte da direcção, assumi aquilo que assinei. Muitos dos que redigiram os documentos e até organizaram "jantaradas" da não entrega dos objectivos foram os primeiros a entregá-los e, nalguns casos, foram os primeiros a pedir aulas assistidas.
Manifestações isoladas valem pouco. Valem muito se forem complementadas com outras formas de luta. Eu também queria, caro João, fazer parte de uma classe mais unida. É por isso que ainda não desisti de mudar de ramo. E mais, fiquei muito triste por ver tantos colegas darem razão, através dos seus actos, à célebre frase de que um professor, quando sozinha, quebra como o esparguete.
Há, na classe docente, muita gente honesta que pensa primeiro na Justiça e depois no umbigo. Louvo esses. Mas também há muitos que pensam primeiro em si próprios, e depois no colectivo e no que é Justo. Enquanto assim for, os ME conseguirão fazer de nós tudo quanto quiserem. Tudo.

Anónimo disse...

Muitos colegas já sentiram aquilo que quero hoje transmitir...

Sou contratada e sinto-me cada vez mais pressionada para não fazer greve, e tudo que seja contra ao ministério da educação. Falo apenas da escola onde lecciono, claro.

Sinto-me injustiçada por muitos motivos:

As ofertas de escola são autenticas cunhas;

O executivo tem poder para escolher quem quer e horário a atribuir através das Ofertas;

Eu sei que nada disto é novidade mas pior, tenho um horário de 14 horas desde Setembro, entrei em cíclicas, surgiu uma vaga de 14 horas na minha escola. O meu horário era completamente compatível e não me deram nem metade, nem dada de nada! Isto faz-se?

Eu e os meus colegas, principalmente contratados estamos cada vez mais a sentir uma imensa pressão para aceitar tudo...pois,ou mandam embora porque o contrato é a termo incerto, ou porque pagam ás pinguinhas porque o colega pode vir, etc, etc.

Simplesmente tenho que "comer e calar".
Estou numa escola que predomina as amizades e por isso ainda hoje tenho um horário de 14 horas.

Querem uma manifestação?! é agora ou nunca, mas sinceramente os sindicatos têm que fazer mais pressão, impacto a todos os colegas contratados e fazer sentir que estamos apoiados por vocês.


Boa sorte a todos.

Anónimo disse...

Bem, resulta da leitura destes comentários que os contratados, nós, temos que nos organizar. Eu não soube de manifestação nenhuma (culpa minha com certeza por andar demasiado atarefado a dar aulas, preparar aulas, dar formação, preparar formação, registar faltas, enviar correio registado aos papás dos alunos que faltam, etc...). Eu estou disponível para entra numa organização nacional de professores contratados. O meu mail é stanis18@hotmail.com. Estou em Guimarães e dinamizarei por aqui as tropas. Um de nós por concelho e conseguiremos a força necessária para termos poder reivindicativo... vamos a isso...

Francisco Rodrigues

Desde 01-01-2009


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