domingo, 21 de março de 2010

O POLÍTICO PSICOPATA

O psiquiatra argentino Hugo Maritán, fez uma curiosa análise sobre a psicopatologia e os políticos na entrevista ao jornal La Nación de Buenos Aires em fevereiro deste ano. Ao ser perguntado como distinguir um político decente de um político psicopata ele deu a seguinte explicação: “Uma característica básica do psicopata é que ele é um mentiroso, mas não é um mentiroso qualquer. É um artista. Mente com a palavra, mas também com o corpo. Atua. Pode, inclusive, fingir sensibilidade. Acreditamos nele uma e outra vez, porque é muito convincente. Um dirigente qualquer sabe que tem que cumprir sua função durante um tempo determinado. E cumprida a missão, vai embora. Ao psicopata, por outro lado, uma vez que está acima, ninguém pode tirá-lo: quer estar uma vez, duas, três vezes. Não deixa o poder e muito menos o delega”. “Outra característica é a manipulação que faz das pessoas. Em torno do dirigente psicopata se movem pessoas que querem satisfazê-lo. Pessoas que, embaixo do efeito persuasivo, são capazes de fazer coisas de que outro modo não fariam. São pessoas subjugadas, sim, e, inclusive, podem ser de alto nível intelectual. O líder psicopata não considera os cidadãos como pessoas com direito, mas as consideram como coisas, porque o psicopata sempre trabalha para ele mesmo, ainda que em seu discurso diga tudo ao contrário.”

“O psicopata vê as pessoas como simples instrumentos. Ele carece da habilidade emocional da empatia, que é a capacidade de qualquer pessoa normal de pôr-se no lugar do outro. ‘As coisas’(as pessoas), para o líder político com essas características, tem que estar a seu serviço: pessoas, dinheiro, a famosa caixa para pagamentos, para comprar vontades. Utilizam o dinheiro como elemento de pressão, porque utilizam a coerção. A pergunta do acionar psicopatológico típico é: como dobro a vontade do outro? Com um cargo, com um plano, com um subsídio? Como divido?”

“Os políticos importantes – concluiu o Dr. Hugo Marietán – geralmente são psicopatas por uma simples razão: o psicopata adora o poder. Utiliza as pessoas para obter mais e mais poder e as transformam em ‘coisas’ para o próprio benefício dele. Isto não quer dizer, logicamente, que todos os políticos ou todos os líderes sejam psicopatas, mas sim que o poder é um ambiente onde eles se movem como peixe na água”.


QUEM É MARITÁN

O psiquiatra Hugo Maritán, tem 57 anos, além de professor na UBA, é vice-diretor da revista de neuropsiquiatria Almaceón e coordenador do portal espanhol psiquiatria.com. Nos hospitais Moyano, Esteves e Borda, na capital argentina, dirigiu cursos de semiologia psiquiátrica.

Fonte: http://brasilacimadetudo.lpchat.com

1 comentário:

fisga disse...

Ora aqui está o que trazia em mente faz tempo.Em contacto com patologias diversas devido à profissão (professora) que tive que esgrimir com auto-formação, incomodava-me os hipáfios de " autista" e " esquizofrénico" para caracterizar um detrminado estilo de exercício de poder. Acho que esta, do "psicopata", é a que melhor descreve, explica e corresponde à realidade.Para quem aind a não leu/conhece, aconselho o livro do Prof Pio Abreu: "Como tornar-se doente mental".Vêm lá os passos todos das diversas patologias, em linguagem acessivel a qualquer um. Boa forma de nos conhecermos a nós próprios e aos outros, assim como ficarmos a saber o que se passa desde cedo, a partir dos primeiros sinais.

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