sexta-feira, 12 de março de 2010

SUÍCIDIO DE PROFESSOR MALTRATADO

A notícia, que o Público e o I apresentam na capa, só nos podem deixar estarrecidos.

A somar a tanta outra coisa, apenas vem à memória: QVO VADIS, PORTUGAL?


Bullying a professores
Professor atira-se da ponte por causa das ameaças dos alunos

Colegas e familiares asseguram que o professor participou os casos de indisciplina e que a escola de Sintra terá ignorado as queixas

Na manhã de 9 de Fevereiro, L. V. C. parou o carro no tabuleiro da Ponte 25 de Abril, no sentido Lisboa-Almada. Saiu do Ford Fiesta e saltou para o rio. Há vários meses que o professor de música da Escola Básica 2+3 de Fitares (Sintra), planearia a sua morte. Em Novembro escreveu uma nota no computador de casa a justificar o motivo: "Se o meu destino é sofrer, dando aulas a alunos que não me respeitam e me põem fora de mim, não tendo outras fontes de rendimentos, a única solução apaziguadora será o suicídio".
[...]
In Ionline.

8 comentários:

Anónimo disse...

Nojo,...sinto só nojo desta gente indiferente. Mundo de tecnocratas imbecis, insensíveis e egoístas.

Cada um na sua capelinha a cuidar da sua vidinha, sem preocupações de qualquer espécie pelos outros. Somos todos culpados, não só as direcções e o ME, quando assistimos á tentativa de esmagamento de colegas.

Anónimo disse...

A actual situação é absolutamente insustentável. Algo tem que ser feito em prol da Educação. Urgentemente.

Anónimo disse...

Desculpem colegas queria dizer "à tentativa,..."

Foi a pressa de escrever entre 2 aulas,...

Anónimo disse...

Estou cansada de ouvir dizer que tenho mau feitio! Há sempre colegas que afirmam que não têm problemas com os alunos. Mas quantas vezes já tive a oportunidade de verificar que os mesmos aceitam maus ambientes de trabalho que eu não aceitaria! Este encobrir constante está a estragar tudo.
Eu não gosto de estar a dar uma aula com alunos a conversar uns com os outros. Principalmente quando é recorrente. Se chamo à atenção respondem com insolência. Criou-se a ideia de que o professor tem de motivar os alunos e a indisciplina surge como consequência da incapacidade de o fazer.
Eu não consigo aceitar ver alunos a lutar nos corredores. Alerto mas ninguém liga. Já fui empurrada e ameaçada porque me zanguei. Já não posso reagir e se for à polícia, disseram-me, vou comprar uma guerra com os alunos.
E assim vai desandando a coisa!
Consola-me que não sou a única a estar farta! Há apenas alguns anos atrás tinha uma excelente relação com a maior parte dos meus alunos. Era normal ser assim!
Gostava muito que os colegas relatassem os seus casos pessoais para que a realidade se torne visível perante a nossa sociedade. Só assim se vai conseguir mudar!
Mais mortes não!

Anónimo disse...

è Tão grande a repulsa pelo alheamento por parte das autoridades da escola que nada fizeram perante tanta queixa, que se instala cá dentro um vómito que que traz nos arranques só a incompetência... Vão sair todos de mãos lavadas... Como já estão a sair do caso do leandro , e a ministra a rir com o seu sorriso de plástico , o seu de prafrentex oco , a sua incompetência alvar !

Anónimo disse...

Cometeu dois erros. Um foi matar-se. Há sempre uma saída... O segundo erro, uma vez que não via outra saída, foi ir só. Devia de ter limpado primeiro os culpados.

Anónimo disse...

Está a chegar-se a um ponto de ruptura, a todos os niveis, sem retorno. A educação, ou falta dela, é mais um ponto negro. Sou professora, e este ano lectivo já solicitei a suspensão de vários alunos, por indisciplina e desrespeito, mas sem sucesso. Os alunos e a sua suposta educação, merecem desculpas atrás de desculpas, oportunidades atrás de oportunidades. Os professores estão sós nesta missão. Tudo se sobrepõe há já pouca autoridade que nos resta. Se não são os alunos, são os pais. E estes últimos são muito responsáveis pelo estado da educação deste pais. Mas escondem-se das suas responsabilidades, alegando falta de tempo e muito trabalho. Só gostava de ver conselhos executivos, ministra da educação e outros colegas que vivem de certeza alienados da realidade frente a turmas em que a mais "doce" das palavras é o maior dos impropérios. Torna-se tortura psicológica assistida por quem devia defender os profissionais que lidam com este tipo de situações diáriamente. Quanto aos pais indignados, que se indignem antes pelo trabalho que não fazem em casa. Já era um bom principio. Pior cego é o que não quer ver e, infelizmente, todo o nosso sistema educativo e os seus "burrocratas" andam de olhos vendados.

incontinente disse...

Os "gritos" do aluno de Mirandela e o do professor de Sintra não serão suficientes para trazer os milhares de professores para a rua, exigindo condições de segurança, respeito e dignidade na escola?
Não é isto muito mais grave do que qq decreto sobre avaliação?

Haverá mobilização? Certamente q há unidade!

Desde 01-01-2009


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