sábado, 24 de abril de 2010

NÃO SÓ, MAS TAMBÉM

Reformas tiram 10 mil à Fenprof

Federação, que reelege hoje Mário Nogueira secretário-geral, passou de 70 para 60 mil sócios desde 2006.

A Federação Nacional dos Professores (Fenprof) - que hoje reelege Mário Nogueira secretário-geral - perdeu cerca de dez mil sócios nos últimos quatro anos, devido sobretudo à corrida às aposentações de docentes no topo da carreira.

Actualmente, a maior estrutura docente do País conta com 59 679 associados no conjunto dos seus cinco sindicatos (ver números). Dados que incluem professores no activo, do pré-escolar ao ensino superior, e também um número - agora mais reduzido - de aposentados que decidiram manter o vínculo sindical.

Ao DN, Luís Lobo, do secretariado nacional da Fenprof, admitiu que a quebra constitui "um número, apesar de tudo, apreciável", mas defendeu que a federação mantêm a mesma força: "Em 2006, representávamos 50% dos professores e agora continuamos a representar os mesmos 50%."

Por outras palavras, a quebra foi distribuída pela generalidade dos sindicatos. Recorde-se que, só entre 2006 e 2009, os professores nos quadros do Ministério da Educação baixaram de 135 mil para menos de 115 mil.

Os números mostram, no entanto, que os últimos anos de acesa luta dos professores contra a equipa ministerial de Maria de Lurdes Rodrigues - nos quais a Fenprof foi o motor da Plataforma que reuniu as 13 estruturas sindicais do País e trouxe duas vezes para a rua cem mil docentes em protesto - não se traduziram numa subida do número de filiados que compensasse a perda.

Facto que a Fenprof relaciona com as "condições de trabalho dos docentes". Entre os que se aposentaram, disse Luís Lobo, "muitos pediram a reforma antecipada, perdendo parte significativa dos vencimento, o que levou alguns a optarem por desfiliar-se".

Já entre os contratados - cujo número até tem vindo a crescer ao ritmo do emagrecimento dos quadros -, o sindicalista admitiu que tem havido "poucas" adesões de novos professores, referindo como motivos a "precariedade" da sua situação salarial e "o receio" de que a sindicalização "possa afectar" as hipóteses de colocação.

Mas a capacidade de actuação da Fenprof "não foi afectada", garantiu. A Federação mantém um orçamento anual da ordem do milhão de euros, suportado pelos diferentes sindicatos. E continua "preparada para dar respostas, não só na frente reivindicativa, mas também na sua componente social e cultural". "Os anos de Maria de Lurdes Rodrigues foram exigentes", admitiu, lembrando as despesas com as grandes manifestações. "Mas conseguimos fechar o ano de 2009 sem dever nada."

Quem reforçou a sua posição nos últimos anos foi o secretário-geral da Fenprof, Mário Nogueira, que hoje será reeleito à frente de uma lista única apoiada pelos mais de 800 delegados ao congresso em Montemor-o-Novo.

Na abertura dos trabalhos, ontem à tarde, o sindicalista fez um discurso "virado para o futuro", onde prometeu uma federação "mais forte e coesa". No balanço dos três últimos anos, o sindicalista defendeu a força da Fenprof: "Nunca virámos à cara à luta", sublinhou, acrescentando, numa alusão ao acordo sobre carreiras e avaliação assinado com o ministério, que a estrutura também nunca "embarcou em aventureirismos" só para marcar posição.

In Diário de Notícias

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