quarta-feira, 28 de abril de 2010

PROFESSORES À PORTA DE SÓCRATES

Educação
Professores concentram-se segunda-feira à porta da residência de Sócrates

Os professores vão concentrar-se na próxima segunda-feira à porta da residência oficial do primeiro-ministro, em Lisboa, num protesto contra a consideração da avaliação no concurso anual de colocação de docentes.

A iniciativa, marcada para as 11h00, consta do plano de acções de luta da Federação Nacional dos Professores (Fenprof), aprovado no fim de semana passado em Congresso Nacional e que é hoje divulgado em conferência de imprensa pelo secretário geral do sindicato, Mário Nogueira.

“O objectivo é contestar a consideração da avaliação de professores no concurso de colocação”, afirmou Mário Nogueira, acusando a presidência do conselho de ministros de “mandar na Educação”. Durante o congresso da Fenprof, o dirigente sindical já tinha acusado o primeiro-ministro, José Sócrates, de ser o responsável por esta decisão, que considerou um “acto de mesquinhes política” de alguém que “continua a ter uma atitude revanchista contra um grupo profissional que despreza”.

“Para se resolverem os problemas na Educação é preciso que haja uma equipa para o Ministério da Educação. Neste momento, nós temos uma secretaria de Estado da presidência do Conselho de Ministros que, sem competência política, vai tentando gerir as coisas na Educação”, acrescentou o secretário geral da Fenprof. Segundo a resolução sobre acção reivindicativa aprovada no congresso, será ainda solicitada uma reunião ao grupo parlamentar do PS e outra ao Presidente da República, Cavaco Silva.

A federação pretende ainda mobilizar os professores para as iniciativas do 1.º de Maio e para a Manifestação Nacional da Administração Pública, no dia 29 do mesmo mês, com concentração inicial à porta do Ministério da Educação, em Lisboa.

Ainda sobre a consideração da avaliação de desempenho no concurso de colocação de professores, a Fenprof pretende fazer uma queixa na Procuradoria Geral da República e apresentar ao Governo uma proposta de revisão do actual regime de concursos para ingresso e mobilidade nos quadros e contratação.

In Público

1 comentário:

jose disse...

É absolutamente lamentável o modo como a maior estrutura sindical docente conduziu esta problemática do concurso. Deixaram-se claramente levar na conversa do "estamos a estudar o assunto" e depois queixam-se do resultado.Não deixa de ser muito significativo que na véspera do fim do concurso, os mesmos sindicalistas tenham convocado uma "concentração" frente ao ME onde estiveram 20 pessoas (os mesmos do costume) com o objectivo de apoiar a delegação sindical que foi tentar reverter a situação. Cumpre perguntar: onde estava a classe? Onde estavam os outros sindicatos?Onde estavam as centenas de delegados ao Congresso? Onde estavam os outros movimentos independentes? (Só a APEDE disse PRESENTE!!!) Isto só pode querer dizer que já ninguém acredita em ninguém. Mas se os professores descreem de si próprios, quem vai acreditar neles????

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