quinta-feira, 6 de maio de 2010

EFEITOS DO MODELO DE GESTÃO - 2

Os Ahs! de espanto e incredulidade continuam a fazer-se ouvir com as novidades que vão sendo contadas sobre uma escola de Cascais!

Num ano de mandato, a equipa “directiva” já sofreu duas baixas por demissão, ambas na área administrativa. É caso para dizer “Aqui há gato!”

De repente, a ex-adjunta da Direcção demissionária substitui, na primeira semana de Maio, uma Directora de Turma que deixa de o ser, para ocupar o seu antigo cargo no gabinete de gestão. Confuso? Passo a explicar: “A” adjunta da Direcção demite-se. “B” Directora de Turma substitui “A”. “A” assume o cargo de “B”. Tudo bem, se não houvesse um pormenor: “A” não conhecia a turma, mas a senhora Directora, por razões pedagógicas (claro está!) atribui-lhe uma Área Curricular Não Disciplinar e o cargo de Directora de Turma. Pergunto: o que terão dito aos Pais?!

Fiel ao seu espírito ditatorial, a senhora Directora nem se dá ao trabalho de informar os professores das alterações que a sua “corte” vai sofrendo.

Na Sala de Professores, nos corredores e recantos, no jardim dos fumadores em frente à escola murmura-se entre dentes, especula-se para tentar perceber o que vai acontecendo.

Também a Coordenação dos Directores de Turma de 2º e 3º Ciclos (nesta escola de 32 turmas, pelo Regulamento Interno, o cargo é desempenhado apenas por uma pessoa), outra demissão. É caso para dizer “Aqui há gato!”

Com o passar do tempo, percebe-se que tem sido utilizada uma estratégia eficaz para afastar quem faz questão de manter a sua dignidade e não tem estômago para engolir sapos. É caso para dizer “Aqui há gato!”

Ainda há quem faça questão de manter a sua dignidade!

Ainda há quem não tenha estômago para engolir sapos!

Não há uma inspecção a esta escola?

Rita Sá

20 comentários:

Nini disse...

Revejo, no retrato "deste ambiente" de escola, o da escola a cujo quadro estou "amarrada"!!!!! Em tudo, inclusive no clima de terror traduzido através dos comentários em surdina e na perseguição que se faz a quem ainda tem coluna para enfrentar tal estado de crispação, perseguição, silenciamento ... eu própria estou envolvida num processo judicial com a direcção da escola, onda estou "amarrada", acrescido de um processo disciplinar "por ofensas ao chefe", por ousar ser frontal, directa e ... cáustica; é que a escola, desde que o actual elenco tomou "posse" da mesma ... foi alvo de uma avaliação externa de ... suficiente ... !!!!! Mas não se pode comentar ... "o chefe não se contesta" ... é o lema!!!! Isto tudo passa-se na escola Neves Junior em Faro

Anónimo disse...

Só pode haver inspecção se houver uma queixa formal. Já alguém se queixou? Já agora, seria importante identificar a escola!

Rita disse...

A escola em questão é a EB 2,3 Prof. António Pereira Coutinho em Cascais. Parece que até ao momento ninguém fez qualquer queixa, permitindo-me pensar até que ponto o desconforto, o medo e a pressão estão instalados.

Rita

Inês disse...

Mas que baixaria de conversa !!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Vê-se bem que não têm mais nada que fazer.
Estou estupefacta !!!!!!!!!!!!!!!!
Que grande aldrabice .
Será a Rita Sá alguém despeitada(o)!!!!!!!!!!

Anónimo disse...

Confesso que cada dia que passa, me surpreendo mais com as atitudes das pessoas...
Se realmente o clima de terror existe,(!!!!!) têm remédio: MUDEM DE ESCOLA.
Preocupem-se mais em ensinar e menos em difamar os que tentam fazer alguma coisa!!!

Pereira disse...

Então Rita, conhece o Princípio da Navalha de Occam? Pois, não deve conhecer. É professora! Mas o seu "colega" de escola explica: “A explicação mais simples geralmente é a correcta". Pode não haver fundamento para tanto alvoroço... É que por acaso lecciono nessa escola e NÃO ME REVEJO em nenhuma dessas afirmações! Será que anda mesmo a falar com as pessoas certas? E “aqui não há gato”, há toda a farmville, que por razões óbvias (alheias à Direcção) o sistema bloqueou alguns programas informáticos evitando agora que certas coordenadoras estivessem constantemente ocupadas a “brincar” em tempo lectivo e na hora de mostrar trabalho… ups… por acaso não tinha nada feito e demitiu-se. Recorde: Princípio da Navalha de Occam! in http://pt.wikipedia.org/wiki/Navalha_de_Occam
Vá ocupar-se...
São estas atitudes que não dignificam a nossa classe. Os problemas de família devem ser tratados em sede própria para o bem comum!

Anónimo disse...

Alguém confessou que cada dia que passa,mais se surpreende com as pessoas... Quando não estão bem, que mudem de escola??!!Preocupem-se mais em ensinar e não a difamar quem tenta fazer algo?!
Quer o clima de terror exista ou não,a solução não é "fugir", dando azo e razão a quem deseja tal tipo de solução fácil.Pelo que foi descrito, acho de louvar(pelo menos a alguns dos docentes em questão) que em vez de "fugir" , sair da escola,tenham optado por ficar, e enfrentar os problemas que estivessem em questão de frente, precisamente para continuarem a ensinar e a formar os alunos desta escola pelos quais têm pelo visto consideração!Isso sim é querer fazer algo.Afinal é também a razão pela qual são docentes!
Para meu espanto, leio também a indignação pelo texto apresentado por Rita Sá e a alusão ao farmville...
Se o que é apresentado, é conversa baixa e falta de ocupaçao, devo dzer "cara" Inês que pelo visto também não tem muito que fazer.Ou não estaria a ler e a responder ao que aqui é dito. Tal como tem direito à sua opinião, os outros também têm, quer concorde quer não.Ou será que é assim que age na escola?Hummmm....
A coordenadora andava a brincar ao farmeville?E já agora quantos colegas mais?
Denoto mais no texto de Pereira,um tom de lamentação por não poder brincar mais ao farmeville na escola do que outra coisa qualquer!Ou será que é mais fã do Petville?Com a verdade me enganas...será que tem conhecimento por fazer o mesmo ou porque ainda não aprendeu que não se deve acreditar em tudo o que se ouve?Talvez não se reveja em tal situação porque não se quer dar ao trabalho de participar activamente na escola onde lecciona ou porque se apoia no trabalho dos outros.Sim!Há que salientar que é dificil uma só pessoa conseguir executar todos e quaisquer cargos e delegação de funções, principalmente quando os colegas que não se revêm nestas situações usurpam os trabalhos dos outros, reclamando-os como seus ou quando os mesmos deturpam palavaras e decisões, com um fim considerado não muito aceitavel em ninguem, quanto mais em supostos educadores!
Geralmente os assuntos devem ser realmente tratados em familia mas por vezes é precisa e necessária a intervenção de terceiros.Ou consideram normal que qualquer aluno, pai ou alquém exterior à escola mal entre consiga imediamente ter noção do que se passa na mesma?
Poderia dizer que a maior parte do docentes (desta escola por exemplo) parecem crianças, mas as crianças com a sua inocência conseguem ter claramente uma noção muito maior e melhor do que é verdadeiro, justo e correcto do que os adultos.
Saber que se pode contar com esses valores vindos de crianças e não PROFESSORES, isso sim é triste e lamentavél!
Logicamente podemos apenas comentar do que podemos aqui ler ou do que presenciamos na escola, mas da mesma maneira que não podemos nos apoiar somente nestes factos, também não nos podemos apoiar somente na opinião de quem não se revê nesta situação.Vá-se lá imaginar o porquê...mas pela maneira como foi escrito...hummmm....
Devo por fim lembrar ou realçar que não são apenas professores que entram nestes sites...
Professores que se consideram acima desta suposta baixaria e que não se revêm nestas situações desse pedestal onde pensam estar...entenderam porque relembrei que não só professores entram neste ou outros blogues/sites???!!!

Anónimo disse...

Aconselho/a a publicar um livro...
Talvez possa vir a ser um Best-Seller!!
Claro que primeiro terá de aprender a escrever "Farmville" e não "Farmeville"(existe o corrector do office!!!!).

Anónimo disse...

Sob os feixos onde habitam,
Os mochos formam em filas;
Fugindo as rubras pupilas,
Mudos e quietos, meditam.

E assim permanecerão
Até o Sol se ir deitar
No leito enorme do mar,
Sob um sombrio edredão.

Do seu exemplo, tirai
Proveitoso ensinamento:
— Fugí do mundo, evitai

O bulício e o movimento...
Quem atrás de sombras vai,
Só logra arrependimento!

Charles Baudelaire, in "As Flores do Mal"

Anónimo disse...

Agradeço o excelente conselho e já agora aconselho a segui-lo também...
aconselho-o/a e não aconselho/a.
A função do meu comentário era outra e pela sua resposta não só foi bem sucedida como suporta o que tentei demonstrar...

Anónimo disse...

Pelos vistos há muita gente que não tem nada que fazer!!!!!!!!!
A dor de cotovelo é terrível !!!!!!

Anónimo disse...

Meus caros(as).. tudo isto me parece mais uma novela mexicana de baixo orçamento!! O estar agarrado a um quadro é simples de resolver, é assim tão mau? Desvincule-se, peça transferencia. Na falta de respeito pela hierarquia, processo disciplinar sem dúvida alguma, embora que por muitas vezes pareça, nao vivemos na republica das bananas! (o que seria deste país sem hirarquias?) O "sindroma dos acossados" é que é surpreendente! Ninguem se preocupa com o que tem de fazer, apenas com o que andam a conspirar contra si, o diz que disse, muita cusquice e sobretudo o "ninguem gosta de mim" o "tadinho de mim" ou o "eles só me querem tramar" e depois, com tanto entulho.. não há cabeça para ter um trabalho estruturado e credivel. A "krida" andava a brincar ao latifundiario virtual descurando as funções para as quais se propos ou para as quais foi designada, temos pena.. Mas, pena é que nao se possa despedir ninguem pelo mau desempenho, não se queixavam agora de trocar uma função por outra, mas, mostravam arrependimento por não ter feito o que era suposto fazer, ter dado o seu melhor no desempenho das funções que lhe foram atribuidas. Na altura de se decidir, pensa-se, sou capaz, aceito. Ou então, não, não quero é demasiado para o que consigo suportar, cargos superiores não são estatutos nem passereles, são exigencias, sobrecarga de trabalho e dedicação. Atitude para contribuir para melhor é requerido a todos nós, mas esqueçam-se do protagonismo. Voces formam o país.. tenham dó.

Focas disse...

Como FP que sou, mas não professor, lastimo que haja quem, em vês de trabalhar e honrar a profissão, venha "blogar" com conversas medíocres que só vêm dar razão a quem diz, pricipalmente em tempo de crise, que os FP nada fazem, contribuindo apenas para aumentar a despesa pública. Eu já sabia que o "Farmville" atingia adultos fracos de espírito. Lamento, no entanto, ver professores envolvidos neste tipo de prática e de discussão. Já é tempo de as pessoas crescerem...
Em relação ao anónimo das 18.40 do dia 12 de Maio que escreveu muito e não disse nada: se é professor (espero que não o seja de Língua Portuguesa), aconselho-o a passar menos tempo no "Facebook" para ver se escreve melhor português; da próxima vez não escreva que "os professores...não se revêm nestas situações" - é que o verbo revir pode ser mal interpretado...
Cumprimentos a todos, principalmente a quem acabou com o "Facebook" nessa Escola, que eu não conheço, tenha sido a sua Directora ou alguém do Ministério.

Focas disse...

Como FP que sou, mas não professor, lastimo que haja quem, em vez de trabalhar e honrar a profissão, venha "blogar" com conversas medíocres que só vêm dar razão a quem diz, principalmente em tempo de crise, que os FP nada fazem, contribuindo apenas para aumentar a despesa pública. Eu já sabia que o "Farmville" atingia adultos fracos de espírito. Lamento, no entanto, ver professores envolvidos neste tipo de prática e de discussão. Já é tempo de as pessoas crescerem...
Em relação ao anónimo das 18.40 do dia 12 de Maio que escreveu muito e não disse nada: se é professor (espero que não o seja de Língua Portuguesa), aconselho-o a passar menos tempo no "Facebook" para ver se escreve melhor português; da próxima vez não escreva que "os professores...não se revêm nestas situações" - é que o verbo revir pode ser mal interpretado...
Cumprimentos a todos, principalmente a quem acabou com o "Facebook" nessa Escola, que eu não conheço, tenha sido a sua Directora ou alguém do Ministério.

Rita disse...

É realmente lamentável a facilidade com que se calunia. A coordenadora não fez o seu trabalho? Se assim fosse tê-la-iam demitido.
Mas o que é facto é que houve mais uma demissão - o sr. sub-director.
Ele também jogava ao Farmville, em vez de trabalhar? Por que não o demitiram.
Será este o argumento mais válido que conseguem encontrar?
Hum... "aqui não há gato"?!
Pois é, Pereira, devolvo-lhe o Princípio da Navalha de Occam e acrescento que a verdade (cuidado com os telhados de vidro!)vem sempre à tona. Depois se verá quem difama quem.

Anónimo disse...

Apesar de alguns comentários demonstrarem um baixo nível de educação,a verdade é que não há fumo sem fogo...e tanto pedido de demissão...é no mínimo fora do vulgar.
Mas quando um fogo não consegue ser apagado com o recurso aos meios legais internos, então terá que ser chamado reforço externo, que, neste caso, se chama IGE. A parte interveniente neste conflito, que de uma forma frontal recorrer a esta instituição, será aquela que, a meu ver, nada terá a temer. Quem estiver convicto de que está a ser vítima de perseguição/abuso de poder/difamação, terá então, perante a Inspecção Geral de Educação, a oportunidade de ver salvaguardada a sua honorabilidade.
De que estão à espera os intervenientes deste conflito, para pedir a intervenção daquele órgão externo? É óbvio que, ao ponto a que esta cisão chegou,só com essa intervenção será possível devolver a este Agrupamento a credibilidade que perdeu.

Anónimo disse...

Eu, que muito escrevi e nada disse (ou talvez tenha dito pelas reacções que aqui li),tenho somente a acrescentar o meu apreço por Rita Sá.Força e continue com o excelente trabalho.

Focas disse...

Anónimo. Quando escreve que o trabalho de Rita Sá é excelente, refere-se ao efectuado como Professora na Escola ou ao realizado como "Agricultora" na Quinta Virtual?

Rita disse...

Felizmente que não pertenço a essa escola e se pertencesse já teria denunciado ao IGE, esta vergonha. Como professora activa de um regime democrático, considero esta situação descabida e inadmissível. A minha cumplicidade surge em defesa dos direitos dos meus pares enquanto profissionais de um sistema educativo obsoleto e confuso.

Focas disse...

Pronto, Rita. Agora as coisas estão mais claras. Embora não seja "Agricultora", defende os seus colegas "Professores/Agricultores". Os seus amigos que se inscrevam na CAP (Confederação dos Agricultores Portugueses). A cumplicidade da CAP também surge em defesa dos direitos dos seus pares, enquanto profissionais de um sistema agrícola obsoleto e confuso.

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