quinta-feira, 20 de maio de 2010

ESCOLA ORIENTADA PARA O MERCADO DE TRABALHO

Sistema de ensino tem de perceber o que será preciso na próxima década
Escola deve preparar para o mercado laboral

O presidente do Governo esteve ontem sob o «fogo» das perguntas dos alunos da área projecto de multimédia da Escola Básica 2+3 do Curral, que o convidaram para uma entrevista. No essencial, foram feitas perguntas ligadas ao ensino, mas após a hora de entrevista previamente combinada, Jardim deu «um vale tudo» aos alunos presentes, para que lhe fizessem todo o tipo de perguntas. PEC e moção de censura (vide texto ao lado) foram algumas das questões levantadas.

Alberto João Jardim defendeu ontem que o sistema de ensino tem de perceber o que é que o mercado de trabalho vai precisar na próxima década. Competirá às escolas preparar os alunos para o mercado laboral. Na sua opinião é necessário acabar com a mania actual de que todos têm de ser doutores. Razão que o levou a defender a opção do Governo Regional em incentivar o ensino técnico-profissional. «O meu problema é não ficar muita gente com curso e desempregada», disse o presidente do Governo.

A questão foi suscitada por perguntas de alunos do clube de Novas Tecnologias da Escola Básica de 2º e 3º ciclos do Curral das Freiras, que convidaram o presidente do Governo para uma entrevista.

Admitindo que a sociedade, neste aspecto, ainda tem muitos preconceitos, Alberto João Jardim defendeu que, para se ser alguém na vida, não é preciso ser «doutor». O que importa é ser um bom profissional e ter o respeito das outras pessoas. Para além disso, conforme salientou, hoje em dia, devido à escassez de técnicos em determinadas áreas, um carpinteiro ou um electricista podem ganhar mais do que um professor.

Comparando outras épocas com a actual, Jardim lamentou a massificação que as novas tecnologias introduziram na sociedade e incentivou os alunos a ler, conversar e discutir mais, a não terem medo do conflito de gerações, pois, como disse, «o Homem só é livre quando pensa pela sua própria cabeça».

Na sua opinião, a massificação do ensino leva a que os alunos estejam menos preparados, não aprendam a pensar, sejam mais passivos e tenham menos cultura. Situações que, como disse, levam a que seja mais fácil aos políticos dominar a sociedade.

Daí ter concluído ser mentira que o regime actual prepara para a democracia, a qual exige muito trabalho, disciplina democrática e que os alunos pensem. «Não é nada disto que se passa em Portugal», disse Jardim.

Admitindo ser contra a avaliação dos professores, Alberto João disse que os alunos serão prejudicados «com esta bandalheira» que se instalou no País.

O presidente do Governo considerou ter havido sempre um mau funcionamento do Ministério de Educação, não por causa dos sucessivos ministros, mas devido ao aparelho, que precisa de ser saneado.

Estas e outras perguntas, nomeadamente sobre gestão escolar e valores que devem ser incutidos aos jovens, ocuparam a hora e meia de entrevista dos alunos da escola do Curral.

In Jornal da Madeira

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