terça-feira, 4 de maio de 2010

SÓ SE FOR PARA AVALIAR O "SUCESSO ESTATÍSTICO"

Não vale a pena "tapar o sol com a peneira". Estas provas(?) têm sido uma forma de o Ministério de pavonear com o "sucesso estatístico" que pretende justificar a todo o custo as políticas educativas.


Provas de aferição também servem para avaliar Ministério da Educação

Mais de 230 mil alunos do 4.º e 6.º anos de escolaridade fazem amanhã e sexta as provas de aferição a Língua Portuguesa e a Matemática, mas o primeiro a ser classificado será o Ministério da Educação (ME), que já está sob a vigilância das sociedades científicas e das associações de professores.

Ontem, o gabinete de imprensa do ME não dispunha ainda de dados rigorosos em relação ao número de alunos que vão fazer as provas. Calcula-se, apenas, que os dados não serão muito diferentes dos relativos ao ano passado, quando um total de 235 mil alunos de 6292 escolas fez aquele tipo de testes, que depois foram classificados por 10.748 professores.

São números como aqueles que indignam Paulo Feytor Pinto, da Associação de Professores de Português. "Depois de dez anos de provas, de milhões de folhas de papel, de montantes incalculáveis gastos em transporte e segurança, quando queremos fiabilidade de resultados continuamos a basear-nos nos dados de 2000 da OCDE, que fez apenas 4000 provas", comenta, para defender a aferição por amostragem. Não critica a qualidade global das provas, mas sim que "não se avalie a oralidade e que o modelo de teste seja constantemente alterado, comprometendo a comparação de resultados". As provas de Matemática não são mais pacíficas. Arsélio Martins, presidente da Associação de Professores de Matemática, não ousa "pôr em causa a seriedade de quem as faz", mas Nuno Crato, da Sociedade Portuguesa de Matemática, não hesita em defender que os testes deviam ser elaborados por "uma entidade independente, externa ao ME," para evitar "objectivos mediáticos e políticos".

Já estão de acordo, os dois especialistas, no que se refere ao grau de dificuldade das provas. "O ministério terá as suas razões, mas eu incluiria algumas perguntas com um grau de dificuldade maior", admite Arsélio Martins. Nuno Crato opta pela ironia, dizendo que "seria óptimo se nas provas houvesse perguntas de Matemática". A prova de Língua Portuguesa realiza-se amanhã às 10h00 e a de Matemática sexta, à mesma hora. Os resultados do trabalho dos alunos - que não contam para a classificação final - só chegarão às escolas em Junho; mas, se se cumprir a tradição, o ministério saberá no próprio dia que avaliação fazem os especialistas das próprias provas.

In Público

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