segunda-feira, 17 de maio de 2010

TANTO TEMPO... PORQUE ERA PROFESSOR, CLARO!

Inquérito ao suicídio de professor por concluir dois meses depois

Família e colegas estranham que, dois meses depois, ainda não esteja concluído o inquérito ao suicídio do professor da escola de Fitares, em Sintra.

Jornalista Nuno Guedes contactou a família do docente que estranha demora ao passo que alguns colegas afirmam que por esta altura as conclusões já deviam ser conhecidas

José Luz é professor na escola de Fitares e diz que o inquérito anunciado pelo Ministério da Educação devia ter sido concluído em 45 dias. Também Palmira Paixão, professora na mesma escola, estranha a demora e afirma que a investigação afastou-se do principal objectivo.


O inquérito, conduzido pela Direcção Regional de Educação de Lisboa (DREL), foi anunciado pelo Ministério da Educação a 12 de Março, depois de se conhecer o caso de um professor de Música da Escola Básica 2+3 de Fitares (Sintra) que se suicidou depois de repetidas queixas de indisciplina dos alunos.

A investigação foi classificada como urgente e pretendia perceber o «enquadramento do professor» na escola e os «eventuais acontecimentos» que antecederam a morte.


Palmira Paixão é professora na mesma escola e garante que os regulamentos disciplinares não estão a ser aplicados. A docente garante que ela e outros colegas têm sido pressionados pela direcção por alegadamente terem denunciado o caso nos jornais.

A professora conta que são «vítimas de muitas ameaças e situações incríveis» que no seu caso poderão levar a «uma denúncia por assédio moral no local de trabalho».

O inquérito ao que se passou na escola de Fitares continua sem conclusões.


José Luz sublinha que o tempo é um factor importante se a família do professor que se suicidou quiser processar criminalmente o Ministério da Educação, correndo-se o risco de prescrição.

A TSF contactou a família do professor que se suicidou em Fevereiro na Ponte 25 de Abril e também esta estranha a demora na conclusão do inquérito. A irmã garante que recorrer aos tribunais será sempre um último recurso, mas tudo depende das conclusões do inquérito ordenado pelo Ministério da Educação.

Para saber em que ponto se encontra este inquérito, a TSF contactou, na passada sexta-feira, a Direcção Regional de Educação de Lisboa e Vale do Tejo, mas ainda não obteve qualquer resposta.

A TSF contactou também a directora da escola de Fitares que recusou fazer contudo qualquer comentário, garantindo que só o fará quando houver conclusões do inquérito ordenado pelo Ministério da Educação.

In TSF.

1 comentário:

Anónimo disse...

Será que o inspector inquiriu os factos relevantes certos?

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