terça-feira, 4 de maio de 2010

TUDO NA MESMA

Caros colegas,

Já notaram que está tudo na mesma como há um ano atrás? Já olharam para o vosso blogue agora? As notícias, as actualizações, as indignações são em muito menor número. No entanto, tudo está igual, só não há barulho...

Houve entendimento entre sindicatos e Ministério da Educação? Só se foi para estarem todos caladinhos... Onde foi publicado o que quer que foi acordado em Janeiro? Foi anunciada a revisão do E.C.D... Há notícias? Foi publicado algum decreto? Não, nada! Depois chega-se à altura de preencher os boletins de concurso e verifica-se que nada mudou, pois a lei a aplicar e o decreto-lei a cumprir é o que estava em vigor porque não foi anulado ou publicado outro. Então, o que está em vigor é o da Dra Maria de Lurdes, que tanto adoramos! São os sindicatos assim tão ingénuos? Nada fazem ou são uns meninos do coro? Não sabem que os acordos só são cumpridos depois de publicados em decreto-lei no D.R.?

Por que é que todas as outras organizações sindicais, de transportes públicos e da administração pública fazem greves de dois e três dias como forma de luta e os nossos sindicatos quando (raramente o fazem desde que o P.S. é governo) convocam uma greve é de um dia?

Temos de voltar a ser ACTIVOS e mais REACTVOS.

Há dez anos que estamos ou com ordenados congelados ou com a carreira congelada.

Com o decreto-lei 270, de 30 de Setembro, pensou-se que iríamos finalmente voltar puder evoluir na carreira. Muitos de nós descobriram, então, que, para além de tudo o resto, ainda nos ROUBARAM mais TRÊS OU QUATRO ANOS DE TEMPO DE SERVIÇO para efeitos de carreira.

Desde que mudou a ministra houve muitas promessas, mas acho que foi uma forma de nos manter calados, pois nada mudou a não ser ter deixado de haver barulho...

Ou nos mexemos agora ou nunca mais nos voltaremos a endireitar. E não falo de vencimentos, pois que estão de novo congelados...

Lutemos por condições de trabalho e por uma carreira condigna!

Orlando Brito

2 comentários:

Anónimo disse...

Não, não está tudo na mesma. Está pior!
Estamos a entrar numa fase em que tudo é possível em nome de uma crise que se eterniza. Fala-se em redução de ordenado, fala-se em desaparecimento de subsídios de férias ou natal...
O nosso silêncio é tão insuportavelmente insurdecedor! Talvez muitos professores não consigam acreditar que estamos onde já estamos.
Eu preciso de fazer alguma coisa senão rebento! Quem vem comigo?

Anónimo disse...

Está tudo na mesma ou talvez pior. A justificação é simples. Parece que há dificuldades na redacção final do ECD, tendo por base o acordo de princípios. Julgo também que o Ministério da Educação (ME) está interessado em manter a incerteza. Estou cada vez mais convicto que o ME não quer respeitar qualquer professor, mas é bom que não se esqueça que os professores também sabem usar a mesma face da moeda. Conheço e sou defensor do seguinte lema: "Amor com amor se paga", mas também sou capaz de contemporizar com o seu antagónico: “Ódio com ódio se paga". Se estes políticos “de meia tigela” querem um país coeso e forte, então têm a obrigação de respeitar os portugueses, e em particular os professores.

Desde 01-01-2009


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