sexta-feira, 18 de junho de 2010

COMUNICADO DOS DIRECTORES DAS ESCOLAS E DOS AGRUPAMENTOS DE VISEU

Medida "só ganha" em atraso na resolução de problemas
Os directores de escolas e agrupamentos do distrito de Viseu consideram ser "contraproducente" a fusão de escolas, de acordo com as orientações da Administração Central para o reordenamento da rede escolar dos ensinos básico e secundário.

Em comunicado, os directores da área de influência da Direcção Regional de Educação do Centro estranham as "súbitas" convocatórias para reuniões em Coimbra e sustentam que, embora em alguns casos específicos a fusão até possa ser considerada conveniente, "no global, esta decisão põe em risco e descaracteriza escolas", nomeadamente na gestão pedagógica.

"A organização e gestão das escolas, como a conhecemos, desvanece-se. Perde-se a gestão de proximidade que tantas coisas resolve oportunamente, seja relativamente a alunos, professores, pais, funcionários, seja na gestão de processos e calendários", frisam os signatários do comunicado, realçando que com a fusão "só se ganha em burocracia, formalismos, patamares de espera e atrasos na resolução dos problemas".

Por outro lado, acrescentam, as escolas "perderão a sua identidade e cultura próprias, que tantos anos levam a conseguir, tornando-se em escolas mortas".

As preocupações dos responsáveis educativos vão ainda mais longe, realçando que em causa poderão ficar as lideranças. "Com a fusão de direcções, muitas destas unidades de gestão tornar-se-ão inoperacionais e difíceis de gerir", salientam. Isto porque, explicam, os departamentos e grupos disciplinares, devido ao enorme gigantismo em que se tornarão, levarão a uma articulação "muito dificultada", dado o elevado número de docentes que os constituirão e pela distância geográfica entre os professores das diversas escolas fundidas administrativamente, mas não fisicamente.

Em consequência, "as escolas tenderão a ficar mais indisciplinadas, particularmente os alunos, mas não é de estranhar também que entre os corpos docente e não docente surjam com maior frequência situações erráticas, pois a falta de liderança próxima é um convite a situações destas".
Motivos "mais que suficientes" para que a fusão não avance sem que os directores e outros responsáveis educativos sejam ouvidos pela Tutela.

"Estas são, entre muitas outras, as razões daqueles que melhor conhecem as escolas e que durante anos a fio, com as conjunturas e mudanças sucessivas que têm agitado a vida das escolas, se dedicam com o maior profissionalismo e se entregam, incondicionalmente, ajudando a fazer com que as elas funcionem bem e as gerações de crianças e jovens sejam educados e instruídos num ambiente da maior estabilidade possível", concluem.

A ministra da Educação, Isabel Alçada, anunciou no final de Maio que vão encerrar as escolas do ensino básico com menos de 21 alunos, estando em curso uma negociação com as autarquias para avaliar caso a caso.

In Diário de Viseu.

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