Para além de uma nova investida sobre o encerramento de escolas, o ME tem no terreno outras preocupantes acções sobre a organização da rede escolar. As pretensas justificações, quando aparecem, desviam a atenção do essencial: estamos perante corte de despesa, não importa a que custo! É o PEC para a Educação, a somar aos outros PEC de aplicação geral, não a todos, mas fundamentalmente a quem trabalha.
Uma daquelas acções, de efeitos devastadores, é a fusão de agrupamentos, acompanhada ou não, no imediato, de movimentos em “cascata” de alunos em direcção às novas escolas-sede, em regra
escolas secundárias que a lei nem prevê que incluam agrupamentos. O que está aqui em causa não é, apenas, a redução de unidades de gestão. O ME já está a nomear, autocraticamente, comissões instaladoras para os novos agrupamentos-gigantes, mas os objectivos de corte de despesa, por muitas justificações falsamente bondosas que vão sendo forjadas, passam em grande medida pela redução do emprego quer ao nível do pessoal docente, quer do não-docente.
A fusão de agrupamentos é um processo que permitirá ao governo deixar de contratar milhares de professores que hoje estão a trabalhar nas escolas, mas que também produzirá milhares de horários-zero, com as consequências de instabilidade que daí decorrem também para os professores do quadro. Basta reflectir com algum cuidado para perceber que é este o caminho que a DREC, a mando do ME, já está a impor na região, pretendendo que chegue a todo o lado; e para perceber as terríveis consequências que tudo isto terá no emprego, nas condições de organização e trabalho dos professores e nas condições de aprendizagem dos nossos alunos.
Colega,
Em anexo segue a nota à comunicação social que o SPRC divulgou no final da semana passada. É muito importante que estejas atento/a a esta questão; ela ameaça directamente o teu futuro imediato. Mas será preciso mais do que atenção: é precisa uma intervenção directa dos professores e educadores em cada agrupamento, em cada escola. Nós sabemos o que o governo pretende. Temos, a começar por cada um/a porque é de cada um/a que aqui se trata, de não facilitar a vida aos intentos do governo; com todos/as poderemos contrariar estas opções pelo corte de despesa onde ele não deve ser feito!
Por favor, passa palavra. Contacta o SPRC. É preciso agir enquanto é tempo.
Saudações sindicais.
João Louceiro
(Dir. Distrital de Coimbra)









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