quarta-feira, 28 de julho de 2010

INDISCIPLINA NA AVALIAÇÃO EXTRNA DE AGRUPAMENTO

Mirandela
Indisciplina baixa a nota ao agrupamento Luciano Cordeiro

Escola frequentada pelo menino que morreu no Tua foi avaliada um mês depois.

O Agrupamento de Escolas Luciano Cordeiro, em Mirandela, foi alvo de uma avaliação externa um mês depois da morte de um dos seus alunos no rio Tua, supostamente vítima de bullying. De facto, o agrupamento registou um aumento de casos de indisciplina e insucesso escolar, o que lhe valeu apenas a nota Suficiente, na avaliação feita pela Inspecção-Geral da Educação (IGE).

Os pais de Leandro, que se afogou a 2 de Março, processaram a escola por considerarem que os responsáveis não tomaram nenhuma medida para impedir que Leandro fosse agredido pelos colegas. Apesar de um relatório da IGE ter ilibado a escola de qualquer responsabilidade.

Já na avaliação externa feita pela Inspecção, que decorreu nos dias 28 a 30 de Abril, os avaliadores realçaram como pontos fracos "a falta de eficácia das medidas implementadas para a resolução de conflitos intergrupos e de comportamentos desajustados dos alunos". No relatório disponível no site da IGE é ainda apontado como ponto fraco as notas dos alunos nos exames e provas de aferição, que são inferiores à média nacional e apresentam "evoluções inconstantes".

A conjugação destes pontos fracos com os pontos positivos levaram a IGE a considerar que o agrupamento se encontra no nível Suficiente de classificação. No entanto, a direcção da Luciano Cordeiro recorreu da nota. "Tendo em conta a escala de avaliação proposta pela IGE, consideramos que o nível de classificação deste domínio corresponde a Bom e não a Suficiente", defendem os responsáveis no contraditório enviado à IGE.

No mesmo documento, a direcção apresenta justificações para o aumento de 35 para 41 processos disciplinares ocorridos nos últimos dois anos lectivos. A escola salienta como "atenuantes" o facto de ter "alunos provenientes de várias instituições de acolhimento" e "um número significativo de [estudantes] etnia cigana".

A escola sublinha ainda o facto de estes alunos pertencerem a famílias desestruturadas, sendo que tem 39 alunos a viver em instituições de acolhimento, alguns com historial de comportamentos desviantes. A direcção sublinha ainda que todos os casos foram sinalizados e resolvidos.

Apesar dos aspectos negativos, a IGE elogia a criação do Clube de Segurança, que funcionou pela primeira vez neste ano lectivo. O clube é constituído por alunos mais velhos que se inscrevem para, diariamente, identificar e estar atentos a qualquer caso de conflito e insegurança.

O agrupamento Luciano Cordeiro é constituído por 26 estabelecimentos: 11 jardins-de-infância, 13 escolas básicas do 1.º ciclo, um escola com 1.º ciclo e jardim-de-infância e uma com 2.º e 3.º ciclos, que é a escola-sede, onde estudava a criança de 12 anos que morreu no Tua. Dos 1561 alunos do agrupamento, 31,2% beneficiam da Acção Social Escolar.

In Diário de Notícias.

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