quinta-feira, 12 de agosto de 2010

ESTADO NÃO APOIA ALUNOS DO ENSINO INTEGRADO

A falta de apoio do Estado impede que dezenas de alunos possam ingressar no ensino integrado na Escola de Música da Póvoa de Varzim. Já havia crianças matriculadas, mas só agora se soube que não há verbas para viabilizar a entrada de novas turmas.

A situação afecta mais de 40 alunos e há o risco de também prejudicar outros estudantes, que têm música como complemento ao ensino normal. Tudo porque o Ministério da Educação recusou aumentar a comparticipação à escola, que se viu, assim, obrigada a recusar a entrada de novs turmas. Os pais estão revoltados.

"Queria meter o meu filho no ensino articulado [no qual os alunos têm a formação geral no ensino regular e as disciplinas opcionais na Escola de Música, tais como formação musical, classe de conjunto, história da música, entre outras]. Matriculei-o na EB 2,3 Cego do Maio. Ficou numa turma com mais de 20 alunos, exclusiva para crianças do ensino articulado de música. Agora, no final da semana passada, recebi uma nota a dizer que o Ministério cancelou o apoio e que já não haverá ensino articulado", explicou Alberto Ribeiro, pai de um dos alunos.

"Saiu, no final da semana passada, um despacho a dizer que o apoio que era dado para o ensino da música não poderá ser nem mais um cêntimo do que foi o ano passado. Tínhamos mais de 40 alunos novos para entrar: uma turma da EB 2,3 Cego do Maio e outra da EB 2,3 Flávio Gonçalves. Tivemos que recusar", explicou o vereador da Educação da Câmara da Póvoa, Luís Diamantino.

No ano lectivo 2009/2010, a Escola de Música da Póvoa de Varzim tinha 54 alunos no ensino articulado (5.º ano). Agora, os jovens transitaram para o 6.º e, este ano, ia abrir mais duas turmas do 5.º ano. Com a falta de apoio do Ministério, que recusa subsidiar mais alunos, a escola viu-se obrigada a recusar novos alunos.

"A Câmara já deu, o ano passado, 220 mil euros à Escola de Música, fora a disponibilização do espaço, água, luz, gás, manutenção, material de desgaste e o pagamento dos funcionários. Não faz sentido que ainda tenhamos que suportar o encargo com a educação dos alunos do 2.º ciclo, que é competência da Administração Central. Seriam mais cerca de 140 mil euros", continuou, inconformado, o vereador da Educação.

"Não se entende. O Ministério não teria mais gastos. É o mesmo dinheiro que vai gastar a contratar professores para o ensino regular", rematou Luís Diamantino, acrescentando que mesmo as crianças que têm música como complemento ao ensino normal só poderão entrar na Escola de Música, caso haja saída de alunos.

In Jornal de Notícias.

Sem comentários:

Desde 01-01-2009


Este blog vale $140.000.00
Quanto vale o seu blog?

eXTReMe Tracker

Estou no blog.com.pt - comunidade de bloggers em língua portuguesa
Twingly BlogRank
PageRank
Directory of Education Blogs

RSSMicro FeedRank Results
Add to Technorati Favorites
Locations of visitors to this page