terça-feira, 21 de setembro de 2010

A GRANDE MENTIRA

Por João Vieira Pereira
A palavra crise entrou de tal forma no nosso léxico que nos damos ao luxo de a menosprezar. Sentida verdadeiramente por aqueles que encontraram o flagelo do desemprego, esta crise seletiva fez-nos, na prática, mudar pouco ou nada.

Depois de tantos avisos, de tantos conselhos, continuamos como se nada fosse. O Estado não mudou nada, pelo contrário, continua a atuar como se não estivéssemos perante a mais grave crise financeira de que há memória.

Institutos públicos, empresas públicas e a administração pública continuam a gastar e gastar sem o mínimo respeito pelo dinheiro dos contribuintes. A explicação só pode ser uma. Portugal inteiro encolheu os ombros e olhou para o lado!

A começar pelo Governo que, mal tomou posse crucificou a antiga ministra da Educação e comprou a paz com os professores. O custo foi cerca de 225 milhões de euros, tanto quanto subiram as remunerações com o pessoal na educação entre janeiro e julho deste ano quando comparado com o mesmo período de 2009. Este valor equipara-se aos gastos totais do Ministério da Agricultura nos primeiros seis meses do ano.

E esta é a contribuição de pessoas como o líder sindical Mário Nogueira para o empobrecimento do nosso país. Um crime bem mais grave do que muitos que se tornaram mediáticos mas que nunca serão julgados. Dizem-me que são os custos da democracia. Discordo. É o custo de ter uma classe política podre que se verga perante pessoas irresponsáveis, que, sem saber como detêm um poder com o qual não sabem, nem nunca saberão lidar.

Maria de Lurdes Rodrigues ficará conhecida como uma má ministra que levou centenas de milhares de professores para a rua. Isabel Alçada como a boa ministra que resolveu o problema. Quando na realidade foi tudo ao contrário...

As pessoas só mudam quando confrontadas com um choque abrupto nas suas vidas, e como esta crise ainda não trouxe esse choque continuamos a brincar aos países. Já o disse antes e reafirmo. O país inteiro só vai perceber que é preciso mudar quando chegar o dia em que o Estado não tenha dinheiro para pagar salários. E esse dia está muito mais perto do que parece.

Mas como ninguém quer acreditar no que acabei de escrever continuamos a viver a grande mentira de que tudo vai bem. Teixeira dos Santos diz que não há problemas de financiamento, Vieira da Silva que a economia está de boa saúde. Vou ali encolher os ombros e já volto!

In Expresso

2 comentários:

Anónimo disse...

Este gajo é um verme. É daqueles que acha que o mal do país está no vencimentos dos professores. Pela conversa, fiada, parece-me que trabalha num daqueles institutos que foram criados para encaixar os boys. Como estes encaixes tem preço, vem agora abordar a crise de uma forma que interessa ao regime. Estou farto destes vermes que são um lambe botas do poder e as mudanças e sacrificios são só para os outros. Nunca para eles. assim não vamos longe.

Anónimo disse...

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