segunda-feira, 31 de maio de 2010

"SECUNDÁRIO SUPERIOR E INFERIOR"

Apenas uma pergunta:

- Para quê?


Conselho de Escolas propõe reorganizar ciclos
Projecto do órgão consultivo do Governo deve ser entregue à ministra da Educação até final do ano lectivo

O Conselho de Escolas vai propor à ministra da Educação a reorganização dos ciclos de ensino em três ciclos de quatro anos cada. O projecto vai ser debatido hoje, segunda-feira, no plenário do órgão consultivo do ME, e Álvaro Almeida dos Santos conta com a sua aprovação.

"Não passa de uma proposta" e pretende responder ao "desafio" colocado pelo alargamento da escolaridade obrigatória de 12 anos, começou por sublinhar ao JN o presidente do Conselho de Escolas (CE), Álvaro Almeida dos Santos. O documento, que pode ser aprovado hoje, no plenário realizado no Centro de Caparide, em Cascais, será entregue à ministra da Educação até final do ano lectivo. E, a ser aceite pela tutela "obrigaria à alteração da Lei de Bases do Sistema Educativo", reconhece o director da Secundária de Valadares.

O órgão consultivo do Ministério da Educação (ME), criado na anterior legislatura por Maria de Lurdes Rodrigues, criou um grupo de trabalho para analisar a revisão curricular.

Uma vez que a tutela pretende introduzir "ajustamentos" aos currículos nacionais, o CE optou por não se pronunciar sobre a eliminação de disciplinas ou a transformação de cadeiras anuais em semestrais - possibilidade já admitida pela ministra Isabel Alçada em relação à História e à Geografia. Sobre esse assunto, Álvaro Almeida dos Santos, defende que as escolas deviam ter "margem de autonomia" para gerirem os currículos de acordo com a sua população estudantil; "sem acréscimos de recursos, é claro", especialmente em tempos de crise, frisou, mas de forma a conseguirem "rentabilizar as aprendizagens" dos alunos.

"Secundário inferior e superior"

A reorganização dos ciclos de ensino em três ciclos de quatro anos cada implicaria mudanças ao nível dos actuais 2º e 3º ciclos e secundário.

Apesar dessa nova organização, Álvaro Almeida dos Santos considera que a proposta garante maior "sequencialidade e coerência curricular" ao longo dos 12 anos de escolaridade obrigatória.

Assim, além do 1º ciclo (que se mantinha com a mesma estrutura de quatro anos), os restantes actuais três ciclos de ensino seriam convertidos em dois: "secundário inferior e secundário superior".

No caso do secundário superior (equivalente ao período do 9º ao 12º anos), "começava por uma fase, que pode ser de um ano, de tronco comum, prosseguindo, depois, os alunos para a possibilidade de diversificarem entre áreas científicas ou profissionalizantes".

Com o alargamento da escolaridade obrigatória, "o ensino secundário não pode ficar refém do ensino Superior" e tornar-se num "mero patamar de passagem" até esse nível. A preservação da "identidade do ensino secundário" é, por isso, uma prioridade para Álvaro Almeida dos Santos.

A proposta, insistiu, não será pormenorizada; "serão linhas gerais". "Temos noção de que há outras medidas que confluem para esta área" e que esta proposta não esgota a revisão curricular - a revisão da carga horária dos alunos e até a atribuição do serviço docente também podem ser abrangidos pela discussão que o Conselho quer promover no sector, a um mês de ir a votos.

In Jornal de Notícias

NOMEAÇÃO SEM CONCURSO

Nomeação sem concurso, pelo preço justo!

Colega,

Tu fazes parte dos que acreditaram que a entrada na função pública estava congelada?

Com este calor, ... vai descongelando!

Ora lê

(Acrescerão aqui aqueles de que não nos apercebemos...)


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domingo, 30 de maio de 2010

A SUCESSIVA INCOMPETÊNCIA DO MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO

Escolaridade média dos portugueses é a segunda pior da OCDE

Transmissão intergeracional está a prejudicar performance portuguesa, mas a qualidade do ensino pode também não estar a ajudar

Em 50 anos, os portugueses mais do que duplicaram o seu tempo médio de permanência na escola, mas apesar deste salto Portugal continua a estar em penúltimo lugar entre os países da OCDE, mantendo assim a mesma posição relativa que ocupava em 1960, segundo confirmam dados da OCDE respeitantes a 2010 a que o PÚBLICO teve acesso.

A escolaridade média dos portugueses entre os 15 e os 64 anos que já não frequentavam a escola era, em 1960, de 3,15 anos. Na OCDE só a Turquia estava então pior. À semelhança de Portugal, também não conseguiu descolar desta posição: é a mesma que ocupa em 2010, apesar de a escolaridade média ter subido para 6,89 anos. Em Portugal, situa-se agora em 7,89.

O mesmo já não aconteceu, por exemplo, com a República da Coreia. Passou de 4,98 anos de escolaridade média em 1960 para 13,34 em 2010. Era o país com a quarta pior escolaridade média da OCDE. Agora está entre os dois melhores, disputando o primeiro lugar com o Reino Unido.

No seu relatório da Primavera, o Banco de Portugal (BP) confirmou o atraso português: apesar de a "alteração significativa" observada a partir dos anos 80 do século passado, "Portugal nunca conseguiu acompanhar os seus parceiros europeus no aumento do nível de qualificações da população activa". Isto sucede apesar da despesa em educação, em percentagem do Produto Interno Bruto, se situar, em 2006, em 5,6 por cento, muito próximo da média da OCDE que era de 5,7 por cento.

Para os autores do estudo do BP, o fraco nível educacional dos agregados familiares e as prioridades estabelecidas por estes poderão ajudar a explicar o fenómeno. Os filhos "têm um trajecto escolar fortemente influenciado pela experiência educativa dos pais. Portugal é um dos países da OCDE em que esta transmissão intergeracional é particularmente marcada", escrevem. Mas a qualidade do ensino e da formação de professores também deve ser equacionada entre as pistas de explicação para o fenómeno, adiantou Luísa Ferreira, conselheira do Banco Europeu de Investimento, numa conferência recentemente realizada em Lisboa.

In Público.

UM POUCO DO ESTADO DA EDUCAÇÃO

Avaliação de professores
Ministério da Educação diz que decisão do Tribunal de Beja é "ilegal"

O ministério de Isabel Alçada anunciou que foi notificado de uma sentença de outro tribunal que lhe dá "inteira razão", considerando que a suspensão da avaliação "penaliza" os docentes.

"Ilegal e atentatória dos interesses dos professores". Foi assim que o Ministério da Educação classificou, ontem à noite, a confirmação pelo Tribunal Administrativo e Fiscal de Beja da decisão de suspensão dos efeitos da avaliação na ordenação dos candidatos ao concurso para professores contratados, que decorreu entre Abril e o princípio deste mês.

Num comunicado lido ao PÚBLICO pela sua assessora de imprensa, o Ministério da Educação anunciou que "vai recorrer da decisão" do Tribunal de Beja, frisando que esta penaliza os docentes que foram avaliados. Segundo o ME, "este entendimento" foi também partilhado pelo Tribunal Administrativo e Fiscal de Coimbra, numa sentença de cujo teor foi ontem notificado.

Para além das providências cautelares com vista à suspensão provisória da avaliação entregues nos tribunais de Beja e Lisboa, a Federação Nacional de Professores entregou, em Abril, um pedido ao TAF de Coimbra para que a tutela fosse intimada a eliminar do aviso de abertura do concurso as normas relativas à avaliação. A decisão chegou ontem e, segundo o comunicado da 5 de Outubro, "dá inteira razão ao Ministério da Educação", contrariando o que a este respeito fora decidido pelo Tribunal de Beja.

Conhecida no mesmo dia em que este tribunal confirmou a suspensão da avaliação, a sentença de Coimbra terá sido determinante para a decisão do Ministério de persistir na via judicial, o que fará através da apresentação de um recurso junto do TAF de Beja. Sem prejuízo deste procedimento, "o Ministério da Educação garante que o próximo ano lectivo começará em condições de estabilidade e com todos os professores colocados atempadamente", acrescenta-se no comunicado da tutela.

A Fenprof considera que tal não é possível, tendo ontem reiterado que, se o ME insistir nesta via, "ficará em causa a colocação de professores contratados" a tempo de se encontrarem nas escolas em Setembro, no princípio do próximo ano lectivo. Para a Fenprof "só existe um caminho" para evitar que tal aconteça: "Publicar as listas de ordenação provisória dos candidatos sem que a avaliação seja tida em conta".

A organização lembra, a propósito, que tal "não é difícil", uma vez que, segundo informação da Direcção-Geral de Recursos Humanos do ME, está já preparada "uma plataforma informática que exclui a avaliação do concurso". "Se não for essa a opção, então o ME, por mera teimosia e birra, entrará, definitivamente, pelos caminhos da irresponsabilidade", acrescentou.

No dia 7 de Maio, dando seguimento à suspensão decretada por Beja, o ministério "ocultou" os itens respeitantes à avaliação que constavam da aplicação informática utilizada no concurso. Segundo o Tribunal de Beja, a ponderação da avaliação na ordenação dos candidatos poderá pôr em causa os princípios constitucionais da igualdade e da "liberdade de escolha de profissão e acesso à função pública". Na sentença acrescenta-se que estes princípios poderão ter sido postos em causa, nomeadamente pelo facto de muitas escolas terem recorrido, para a avaliação, a uma aplicação informática que procedeu a arredondamentos e transformou, assim, Bons em Muito Bons e Muito Bons ou Excelentes. O Muito Bom garante uma majoração de um ponto e o Excelente de dois pontos. Na prática, um docente com este benefício pode ultrapassar 500 candidatos na lista de ordenação.

Não foram ainda tornados públicos quais os argumentos utilizados pelo Tribunal de Coimbra para considerar que, pelo contrário, a retirada destes itens irá penalizar os professores.

In Público.

O PROGRESSIVO FECHO DE ESCOLAS

Educação
Governo admite fecho de escolas com menos de 20 alunos

O secretário de Estado da Educação afirmou hoje que o Governo está a identificar com as autarquias as escolas do primeiro ciclo que poderão encerrar, justificando que os estabelecimentos com menos de 20 crianças não apresentam as melhores condições.

"As escolas com menos de 20 alunos apresentam, de facto, taxas de retenção muito superiores à média nacional", declarou João Mata numa resposta solicitada pela agência Lusa depois de o presidente da Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP), Fernando Ruas, ter dado conta de conversações com o Governo sobre encerramento de escolas com menos de 20 alunos.

O governante salientou que o Ministério da Educação prossegue, "em estreita articulação com as autarquias", o "esforço de requalificação, reorganização e modernização da rede de escolas do 1.º ciclo, iniciado em 2005" e que resultou no encerramento de cerca de 2500 escolas de pequena dimensão, "sem recursos adequados e onde as condições de ensino e de aprendizagem suscitavam insucesso e abandono escolares".

O secretário de Estado lembrou que está em curso a concentração de alunos em centros escolares "dotados de melhores condições", com refeitório, biblioteca, salas de informática, espaços para ensino de inglês, música e prática desportiva.

"Espaços que permitam a concretização da escola a tempo inteiro e que promovam uma efectiva igualdade de oportunidades", defendeu.

As escolas com menos de 20 alunos, justificou, "são na sua esmagadora maioria escolas de sala única com um professor e os com alunos distribuídos pelos quatro anos de escolaridade. O professor ensina ao mesmo tempo e na mesma sala alunos do 1.º ao 4.º ano".

João Mata acrescentou que os alunos destas escolas estão desde 2005 a ser transferidos para centros escolares construídos de raiz, estando concluídos ou em fase de obra cerca de 600 estabelecimentos.

"Mais de 20 mil alunos beneficiaram já deste movimento de concentração em espaços escolares com melhores condições", referiu.

"Trata-se de identificar no terreno, com todos os parceiros educativos locais e perante as condições concretas de cada concelho, quais as escolas a suspender e quais as que terão melhores condições para acolher estes alunos", garantiu João Mata.

O presidente da ANMP defendeu na quinta-feira que as escolas com menos de 20 alunos só podem encerrar se as respectivas autarquias concordarem, uma posição que já transmitiu à ministra da Educação, Isabel Alçada.

O autarca de Viseu contou aos jornalistas ter falado na quarta-feira com a ministra, a quem disse que a ANMP mantém a posição que há muito defende: "as escolas encerrariam se o município

In Público.

A PROPÓSITO DA REDUÇÃO DO NÚMERO DE ALUNOS POR TURMA

Medida apoiada pelo Bloco de Esquerda
CDS-PP defende reflexão sobre custos de turmas com menos alunos

O CDS-PP manifestou-se hoje favorável à redução do número de alunos por turma e por professor, mas alegou que a actual situação financeira do país exige uma reflexão sobre os custos associados a tal medida.

O pedido do CDS-PP vai ao encontro de uma petição que pede a diminuição do número de alunos
“O CDS-PP é favorável à redução - que é um problema que existe nas nossas escolas - e entendemos que isso é essencial para que o ensino seja mais individualizado, mas há também que contar com as circunstâncias financeiras que o país atravessa e, portanto, vamos ver o que se pode fazer em conjunto com o Governo”, disse à agência Lusa o deputado José Manuel Rodrigues.

O parlamentar centrista falava depois de receber os representantes do Movimento Escola Pública, que estão a contactar os grupos parlamentares no âmbito de uma petição, que recolheu cerca de 15 000 assinaturas, para que as turmas sejam mais pequenas e a sobrecarga dos professores menor, em defesa da qualidade do ensino.

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In Público.

PUDERA!

Políticos foram à escola e não foi uma seca

Dizem que a escola e os pais são parte do problema e que o facto de não lhes ensinarem nada sobre política contribui para que eles voltem costas. Mas as coisas não têm que ser assim.

Não foi uma, mas quatro vezes que os alunos da antiga escola secundária de Linda-a-Velha, agora rebaptizada com o nome de Professor José Augusto Lucas, mostraram este ano que, afinal, a política é algo que pode mexer com eles.

Por iniciativa de três alunos do 12.º ano, Santana Lopes, Francisco Louçã, Jerónimo de Sousa e Paulo Portas foram à escola falar sobre as razões do desinteresse dos jovens pela política, o tema que João Louro, Gonçalo Poejo e Miguel Nunes, de 18 anos, se propuseram desenvolver no âmbito da cadeira de Área de Projecto. Das quatro vezes, mesmo quando as sessões decorreram à tarde, período em que a escola habitualmente se encontra meio deserta, o anfiteatro de 100 lugares transbordou para os corredores. E as perguntas não faltaram.

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In Público.

POR QUE TERIA SIDO?

Relatório final da comissão de inquérito
Governo "fugiu" ao concurso público do Magalhães

O Governo fugiu à obrigação de promover concurso público para a distribuição dos computadores Magalhães, criou uma Fundação que não se justificava e que controlava directamente e gerou um monopólio para a JP Sá Couto.

Estas são as principais conclusões do relatório final da comissão de inquérito à Fundação para as Comunicações Móveis. Mas o PSD, que fez o relatório, não recomenda o envio do texto e da documentação relacionada para o Ministério Público.

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In Público.

sábado, 29 de maio de 2010

MEGA-MANIFESTAÇÃO EM LISBOA

Manifestação
CGTP promete 200 mil em Lisboa

Contas dos responsáveis da central sindical apontam para participação recorde na luta contra o PEC

A manifestação nacional contra a aplicação das medidas de austeridade que hoje se realiza em Lisboa deverá ser uma das maiores que já passaram pela capital portuguesa, segundo as contas da CGTP. De acordo com os responsáveis da central sindical, a participação deverá ultrapassar as 200 mil pessoas, um marco histórico alcançado na manifestação nacional realizada a 13 de Março do ano passado. Segundo apurou o DN, aos muitos milhares de pessoas já mobilizadas pela CGTP nos distritos de Lisboa e Setúbal deverão ainda juntar-se cerca de 500 autocarros provenientes de todos os pontos do País.

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In Diário de Notícias.

Mas eu estive lá... E aquilo era mesmo um mar de gente!

Protesto em Lisboa
CGTP fala em mais de 300 mil pessoas na manifestação

18.26h - O secretário-geral da CGTP, Carvalho da Silva, discursou para os presentes na manifestação que decorre hoje em Lisboa, apelando à união dos sindicatos na luta contra as medidas de austeridade impostas pelo Governo.

Na sua intervenção, em que criticou o Plano de Estabilidade e Crescimento (PEC) e o apoio dado ao mesmo pelo PSD, Carvalho da Silva disse ainda que o Presidente da República, "Cavaco Silva, assiste a tudo isto numa atitude de apoio implícito" às políticas do Governo.

A CGTP fala em mais de 300 mil manifestantes presentes nos protesto de hoje.

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In Diário de Notícias

HORRIPILANTE

Sintra
Professor suspenso por suspeita de assédio a aluna

Docente foi ontem impedido de entrar na escola. Colegas acreditam que acusação de assédio é vingança dos estudantes

Um professor, com cerca de 70 anos, da Escola EB 2,3 de Fitares, Rio de Mouro, foi suspenso e impedido de entrar nas instalações. Em causa está uma acusação de assédio feita por uma aluna, segundo apurou o DN. O Ministério da Educação confirmou que o docente "foi suspenso preventivamente" pela Direcção Regional de Lisboa. E que está a decorrer um processo disciplinar, não revelando o teor 1da investigação.

[...]

Toda a notícia no Diário de Notícias.

MESA DA POLÉMICA NO FÓRUM DE EDUCAÇÃO

De polémica, pouco houve. No entanto, continua a perceber-se que alguns não querem perceber que os movimentos de professores lutam pelos professores e não são contra os sindicatos, apenas críticos da sua passividade em momentos decisivos ou de estratégias demasiado politizadas, que não permitem uma "autêntica" defesa da classe docente.

Aqui fica o humor de um aspecto "polémico" que também perpassou pelo debate...

Clicar as vezes necessárias na imagem para ampliar.

Fonte da foto: http://educar.wordpress.com/2010/05/29/uma-mesa-demasiado-pequena-para-o-meu-umbigo /

MEGA AGRUPAMENTOS

Informação chegada por e-mail, que publicamos tal como recebida:

Há directores de agrupamentos a serem chamados às direcções regionais, para tomarem conhecimento da “onda”. Um exemplo: Mangualde, no distrito de Viseu, tem 3 agrupamentos, cada qual com um número razoável de alunos; os 3 directores já foram à DREC para lhes ser lida a “cartilha”; fundir-se-ão num único mega-agrupamento! A bem de… de… não sei de quê!

Aparentemente, a sorte baterá à porta da maioria dos concelhos do país, numa “onda” de fusões. É estranho isto ainda não circular pelos blogues e não ser notícia na comunicação social.

Os mega-agrupamentos criarão desemprego e, muito provavelmente, muita confusão. Ainda não se sabe em que moldes funcionarão, nem qual será o grau de autonomia de cada estabelecimento.

A CULPA É NOSSA


Opinião

A culpa é nossa

Por Vasco Pulido Valente

O que tem vindo ao de cima é o acessório. Não se admite, de facto, que o Estado tenha uma frota de 29.000 carros, nem que gaste 90,8 milhões de euros só em gasolina. Ou que haja, ao que parece, 12 motoristas no gabinete do primeiro-ministro ou ministros com quatro e cinco assessores de imprensa. Ou que se gastem em viagens 2.252.679 euros por ano, ou à volta de 1.300.000 numa coisa chamada "brindes promocionais", que estranhamente não incluem o consumo regular de mais 700.000 e tal em agendas de trabalho, daquelas que se trazem no bolso. A lista não acaba e quem tiver a paciência de procurar encontra de certeza extravagâncias muitíssimo piores. Não sei quanto tudo isto custa ao contribuinte. Sei que me enfurece e escandaliza, na medida em que sou "escandalizável" com os vícios da Pátria. Mas também sei que não se trata do essencial.

Quando saímos do PREC e Cavaco, por assim dizer, "normalizou a economia", os portugueses resolveram viver "como na Europa". Depois de 60 anos de miséria, não custa a compreender. Faltava o dinheiro para esse exercício consolador? O país não ganhava, e nunca ganhou, o que gastava? Esse pormenor não comoveu ninguém. Da "Europa" vinham, sob várias formas, subsídios sem fim e, depois do "euro", apareceu, providencialmente, a dívida externa e o crédito barato. Na televisão, os bancos não paravam de oferecer empréstimos. No governo, os governos prometiam um Estado-providência exemplar, inesgotável, único. Na oposição, os partidos berravam sempre que era pouco e que o bom povo, coitadinho, ainda sofria muito.

De ano em ano, o delírio continuou, apesar de um aviso ou outro, invariavelmente atribuído a "velhos do Restelo" e pessimistas profissionais, quando não a reaccionários sem senso ou sem vergonha. Sendo uma sociedade democrática, Portugal precisava de igualdade e fartura. O português precisava de um Estado pressuroso e pródigo desde que nascia até que morria. Excepto por inveja ou mau carácter, quem negava esta gloriosa evidência? O PS de Guterres conseguiu instalar este absurdo como ortodoxia de Estado. O país foi vítima de uma fraude consciente e continuada durante 20 anos. Agora, dia a dia, devagarinho, volta a miséria do costume: na saúde, nas pensões de reforma, no ensino e por aí fora. E as pessoas, sem perceber o que se passa perguntam: de quem é a culpa? De Sócrates, do estrangeiro, do azar? De quem? A culpa é delas.

In Público.

sexta-feira, 28 de maio de 2010

TRIBUNAL MANTÉM SUSPENSÃO DA AVALIAÇÃO

Não deixa de ser interessante...

Concurso para contratados
Tribunal mantém suspensão da avaliação docente

O Tribunal Administrativo e Fiscal de Beja decidiu manter a suspensão dos efeitos da avaliação no concurso para professores contratados, que decorreu entre Abril e o princípio deste mês, anunciou hoje a Federação Nacional de Professores.

Contactada pela agência Lusa, fonte do Ministério confirmou que a tutela recebeu hoje de manhã a decisão do Tribunal de Beja, estando ainda a analisar a matéria, pelo que remeteu para mais tarde qualquer declaração sobre este assunto.

[...]

Toda a notícia no Público.

ESTÓRIA DO AGRUPAMENTO DE ESCOLAS INÊS DE CASTRO - COIMBRA

Ao MUP e A Educação do meu Umbigo

Muito Obrigada pela publicação da Opinião que há dias enviei.

Penso que é premente solicitar que nos apoiem na re-divulgação da situação, pelo que volto à carga com novo texto:

Lembrete: Estória do Agrupamento de Escolas Inês de Castro/Coimbra

Isabel Teixeira faz um lembrete do que se passa na Inês de Castro, coimbra: no final deste mês de Maio estamos prestes a festejar o 1º aniversário de incumprimento ( em conformidade c o Dec75): não temos ainda o tal novo Regulamento Interno, nem tão pouco se vislumbra podermos fazer eleições para o tal Conselho Geral!!! O Transitório, pelos vistos (que é o que temos tido), tem-se preocupado em ocupar-se de tudo menos do que deveria, conforme a Lei..Ah, temos uma Gestão, claro: um Conselho Executivo (à luz do 115-A e que acabou por não ser pulverizado devido às 2 decisões em sede de Tribunal) mas que tem ficado com a fama de não ter andado a fazer nenhum nem na escola nem na Comunidade Educativa!!! Hehhehe.. É expectável: Coerência e Intervenção Urgentíssima da Tutela para repor a Seriedade neste Processo.. (que esta estória há muito que já me faz lembrar aquela do “coitadinho do crocodilo”, conhecem?) e quando eu escrevi “Nós” é mesmo “NÓS”! Entretanto o nº de subscritores de um Abaixo-Assinado que correu no agrupamento é Prova de que não estou a manipular estatísticas ( como se faz aquando dos níveis de greve, no futebol e habituais: aqui era muito mais rápido contar pelos dedos quantos não o assinaram, desde o Pré-Escolar ao 3º Ciclo).

Isabel Teixeira/Profª do Quadro do Agrº Inês de Castro - Coimbra

MAESTROS Y ALUMNOS: UNA CONSTRUCCIÓN DIALÓGICA

Por Fare Suárez Sarmiento

No cabe duda de que las agitaciones de la vida moderna han pronunciado aún más las fisuras entre la familia y la escuela. El desenfreno consumista y las relaciones impersonales en el hogar, desatan las complejidades del individualismo y reafirman la pérdida de la tradición cultural hogareña. Los modelos se cambian con la celeridad de la moda.. El olor rancio de los abuelos ya no rebota en las paredes de las casas. La confinación a cuartos lóbregos bajo el cuidado de extraños no deja esparcir la sabiduría del tiempo gastado, in illo tempore recogida por los oídos atentos y perplejos de los nietos, como nutriente de su fantasía natural. En otros casos (apostémosles a la mayoría) los abuelos se resisten a rendirle cuentas al tiempo, más por la inflación del espíritu causada por los piropos de los hijos y por la estimulación tardía de una vanidad que ya teme acercarse al espejo. En ambos casos, los niños perdieron un muslo confiable y dejaron de percibir la autoridad afectiva en los consejos y reprimendas. Hasta Dios servía de instrumento validado por la tradición para afianzar la educabilidad de los niños. A la familia se le denominaba núcleo por la uniformidad y connivencia, por la escasa distancia entre adultos y niños, por los grados de afecto y niveles de protección, lo cual constituía lo que Savater denomina “socialización primaria”, es decir, principios y fundamentos éticos, morales y sociales con los que el niño llegaba a la escuela y facilitaban su adaptabilidad. En voces de los expertos, la familia educaba y la escuela enseñaba.

Hoy la escuela no está preparada para iniciar procesos eficaces de adaptabilidad. Ni siquiera la inclusión calificada de sicólogos, consejeros, psico orientadores y consultorios al estilo “doctora corazón” pueden rehabilitar a los niños que no transitaron por la socialización primaria y muy poco podrán hacer para evitar las influencias de un mundo plástico donde prevalece el fetiche del dinero y la vida fácil, porque “si los padres no ayudan a los hijos con su autoridad amorosa a crecer y prepararse para ser adultos, serán las instituciones públicas las que se vean obligadas a imponerles el principio de realidad(*) no con afecto sino por la fuerza (Fernando Savater: El Valor de Educar, p.65)

-(*) Fernando Savater utiliza la expresión --principio de realidad- en términos de reconocimiento y conciencia de los derechos y deberes.

La escuela continúa siendo un rectángulo de colisión de intereses, ideologías, y disputa por el poder; un escenario ideal para que la cultura del hogar acompasada con la de la calle subsuman la cultura escolar, la dobleguen y satanicen sin más límites que los impuestos por la represión y la sanción. Los expertos se refieren a esta circunstancia con el ingenuo título de grupos heterogéneos. Las relaciones maestro alumno no quedan determinadas en razón de las funciones del uno y del cumplimiento de los deberes del otro. El clima escolar tampoco es un ingrediente arbitrario que surge espontáneamente en virtud de las circunstancias específicas marcadas en el proyecto educativo. Es más, el clima de la escuela se le impone al proyecto, lo sobrepasa y cuestiona sus respuestas, cuando osa retomar el control.

¿Qué hay de atractivo y cautivante en la escuela que incentive la permanencia de los alumnos? Ni siquiera los festejos y conmemoraciones los seducen. Más bien, son los momentos de la alerta general, la ocasión para expresar sus odios porque la escuela no ha logrado llenar sus vacíos afectivos. La euforia se colectiviza y lo material se deshace bajo el ímpetu de una rebeldía que desacraliza, corrompe y destruye todo aquello que le recuerda el fracaso, la incomprensión y el cautiverio. Por ello, es importante considerar el comportamiento de los estudiantes no como una medida de incapacidad aprendida sino como una forma de indignación política y moral. Los estudiantes se resisten a lo que la escuela les ofrece, incluyendo los elementos subliminales de la instrucción –lo que se conoce comúnmente como “currículo oculto”, para sobrevivir con un mínimo de dignidad a los caprichos de la esclavitud cultural y de clase.” (Mclaren, p.65)

La cultura dominante seguirá buscando nuevas formas alienantes de invasión. Esa es la función política de preservación de una élite que reproduce y estereotipa sus arraigos ideológicos en la escuela. La cosificación de los contenidos, la estandarización de los saberes y las habilidades de pensamiento dejan al descubierto la intención de reducir el conocimiento, limitar los significados y traducir la metacomprensión en escala monosémica, en una despiadada robotización de maestros y alumnos. “Prohibido pensar” deberían decir las tablillas que identifican las aulas. Esta circunstancia –entre otras anotadas- marca las tensiones en la escuela y los maestros se hunden en el fortín de la academia para restarle tiempo a la reflexión. Saben que la pugna late en el aula, pero no se abre para que la confrontación tenga lugar y señalarles a los alumnos las causas de esas tensiones. La pedagogía de la resistencia busca descifrar la maraña del secuestro ideológico por fuera del discurso inocente y reproductor de la ideología dominante y convertir el aula en el osario de los enlatados curriculares. Redefinir el camino y trazar líneas de acciones políticas sobre las cuales descansen los fundamentos ideológicos que han de iluminar el currículo, es tarea de maestros y alumnos. Pero no el maestro que llena el tablero con el marcador, ni aletarga a los alumnos con el imperio egoísta de su voz, sino el sujeto confiable que atiende los murmullos e incrementa la sed de protagonismo de los alumnos. El maestro, que de una vez por todas, comprende que “Si el conocimiento en todos sus aspectos – del tipo lógico, es decir, información, procesos y disposiciones o propensiones- es derribado y transformado en mercancía, entonces puede ser acumulado de la misma manera que el capital económico. La calificación de un buen alumno significa la posesión y acumulación de una gran cantidad de habilidades al servicio de intereses técnicos.” (Michael W. Apple. P.31). Habilidades traducidas en competencias que marcan el destino de la clase desprotegida desde el momento que entra en contacto con la escuela. La disposición del diseño paradigmático y los modelos pedagógicos estereotipados falsifican las estrategias de enseñanza y ponen en riesgo la garantía del aprendizaje. La escuela toma, asume, adapta y asimila los recetarios oficiales aun a sabiendas de que colocan en vilo las libertades y pulverizan cualquier asomo creativo de maestros y alumnos. El estudio y análisis del contexto socio cultural fue sólo una quimera, un distractor retórico que la escuela no pudo reivindicar como fundamento sine qua non para apropiarse del espíritu de la Ley y cimentar las bases de la filosofía institucional. Peor les va a los estudiantes. El proyecto educativo les pide que desarrollen y practiquen un auténtico “sentido de pertenencia” impulsado por aquellos valores éticos y morales que la escuela predica pero cuya formulación y aceptación llegaron empaquetados a la escuela. ¿Cómo asumir como propio unos reguladores sociales y unos códigos culturales que no me identifican ni representan? Difícil tarea de la escuela pretender que los alumnos activen el dispositivo cultural de la obediencia y la sumisión en cumplimiento de algo totalmente ajeno a su imaginario social y distante del verdadero saber hacer que marca la individualidad y reafirma las diferencias.

La Pedagogía de la Resistencia mantiene la utopía de la colectivización de un proyecto educativo que vulnere los preceptos ideológicos de la clase dominante y redefina el concepto de comunidad para que se inspire en ella y le logre extraer la historia, la cultura y los sueños. Desde allí, podríamos empezar a debatir sobre nuestra realidad nacional y el real papel y función de la escuela frente a esa realidad.

RELACIONES DISCURSIVAS

Desde siempre se ha cuestionado la negación discursiva en el aula. El monólogo fortalecía la autoridad del maestro a partir del refuerzo de órdenes y mandatos que permitían la instauración de la obediencia. “Control de disciplina” o “dominio de grupo” eran las premisas que identificaban el quehacer pedagógico tradicional; no importaba el costo ni las secuelas. La práctica deshumanizante quebraba cualquier “buena intención” del maestro de acercarse al alumno o autorizarle el derecho a la contradicción. La escuela prefería al maestro con voz estentórea y de pulso implacable en el momento de esgrimir su autoridad. Poco importaba si el saber pedagógico se asomaba como una deuda impagable con el aprendizaje, lo relevante y trascendental lo constituían “la disciplina”; es decir, la obligación del silencio, la obediencia y la sumisión. Es fácil recordar los malabarismos militares bajo la plenitud del sol o la repitencia N veces de frases del estilo “debo hacer silencio en clase” que colmaban las líneas de los cuadernos sin ningún ápice de clemencia frente a los dedos engarrotados de los niños. Por aquel entonces, la escuela se hallaba inmersa en un vacío epistemológico y de espaldas a las teorías pedagógicas que hacían carrera en los países avanzados. Así, el currículo oculto* se posa de manera natural y espontánea en el aula debido a las “bondades” de sus resultados en materia académica y de convivencia (léase disciplinaria).

El diálogo era exclusividad de los adultos, en ese sentido, los niveles de afecto y de prácticas humanizantes en el aula quedaban aplazados. El maestro no informaba a los padres acerca del rendimiento escolar ni comportamental, sino denunciaba los yerros de los niños, con la certeza de que los padres exhibirían su autoridad con la imposición de castigos que alcanzaban hasta el maltrato físico para que el niño “no lo volviera a hacer”.

Fonte: Canasanta

AGRESSÃO A PROFESSOR NA ESCOLA DELFIM SANTOS

Isto continua bonito!

quinta-feira, 27 de maio de 2010

A POUPANÇA DO PRIMEIRO-MINISTRO

Aí estão mais 12 novos motoristas para o Gabinete do Primeiro-Ministro... Vejam bem: 12 motoristas!...

É o exemplo do (des)governo que continua a gastar "à grande e à francesa" enquanto impõe mais sacrífícios aos trabalhadores e aos pobres.

DIFUNDAM, para que esta ignomínia não fique oculta.

· Despacho n.º 8346/2010. D.R. n.º 96, Série II de 2010-05-18

Presidência do Conselho de Ministros - Secretaria-Geral

Requisita à empresa Deloitte & Touche, Lda., António José Oliveira Figueira, para exercer funções de motorista no Gabinete do Primeiro-Ministro

· Despacho n.º 8347/2010. D.R. n.º 96, Série II de 2010-05-18

Presidência do Conselho de Ministros - Secretaria-Geral

Requisita à Associação dos Bombeiros Voluntários de Colares Rui Manuel Alves Pereira, para exercer funções de motorista no Gabinete do Primeiro-Ministro

· Despacho n.º 8348/2010. D.R. n.º 96, Série II de 2010-05-18

Presidência do Conselho de Ministros - Secretaria-Geral

Requisita ao Sindicato dos Trabalhadores de Escritório, Comércio, Hotelaria e Serviços Vítor Manuel Gomes Martins Marques Ferreira, para exercer funções de motorista no Gabinete do Primeiro-Ministro

· Despacho n.º 8349/2010. D.R. n.º 96, Série II de 2010-05-18

Presidência do Conselho de Ministros - Secretaria-Geral

Designa o agente principal da Polícia de Segurança Pública Augusto Lopes de Andrade para exercer funções de motorista no Gabinete do Primeiro-Ministro

· Despacho n.º 8350/2010. D.R. n.º 96, Série II de 2010-05-18

Presidência do Conselho de Ministros - Secretaria-Geral

Requisita à empresa Companhia Carris de Ferro de Lisboa, S. A.,Arnaldo de Oliveira Ferreira, para exercer funções de motorista no Gabinete do Primeiro-Ministro

· Despacho n.º 8351/2010. D.R. n.º 96, Série II de 2010-05-18

Presidência do Conselho de Ministros - Secretaria-Geral

Designa o assistente operacional Jorge Martins Morais da Secretaria-Geral do Ministério da Cultura, para exercer funções de motorista no Gabinete do Primeiro-Ministro

· Despacho n.º 8352/2010. D.R. n.º 96, Série II de 2010-05-18

Presidência do Conselho de Ministros - Secretaria-Geral

Designa o assistente operacional Jorge Orlando Duarte Vouga do Instituto de Gestão Financeira da Segurança Social, I. P., para exercer funções de motorista no Gabinete do Primeiro-Ministro

· Despacho n.º 8353/2010. D.R. n.º 96, Série II de 2010-05-18

Presidência do Conselho de Ministros - Secretaria-Geral

Designa o agente principal da Polícia de Segurança Pública Jorge Henrique dos Santos Teixeira da Cunha para exercer funções de motorista no Gabinete do Primeiro-Ministro

· Despacho n.º 8355/2010. D.R. n.º 96, Série II de 2010-05-18

Presidência do Conselho de Ministros - Secretaria-Geral

Designa o agente principal da Polícia de Segurança Pública José Duarte Barroca Delgado para exercer funções de motorista no Gabinete do Primeiro-Ministro

· Despacho n.º 8356/2010. D.R. n.º 96, Série II de 2010-05-18

Presidência do Conselho de Ministros - Secretaria-Geral

Designa o agente principal da Polícia de Segurança Pública Manuel Benjamim Pereira Martinho para exercer funções de motorista no Gabinete do Primeiro-Ministro

· Despacho n.º 8357/2010. D.R. n.º 96, Série II de 2010-05-18

Presidência do Conselho de Ministros - Secretaria-Geral

Designa o agente principal da Polícia de Segurança Pública Horácio Paulo Pereira Fernandes para exercer funções de motorista no Gabinete do Primeiro-Ministro

· Despacho n.º 8358/2010. D.R. n.º 96, Série II de 2010-05-18

Presidência do Conselho de Ministros - Secretaria-Geral

Designa o agente principal da Polícia de Segurança Pública Custódio Brissos Pinto para exercer funções de motorista no Gabinete do Primeiro-Ministro

TENTATIVA DE SUICÍDIO POR TER NEGATIVA

Guimarães: Menino de 10 anos caiu anteontem de uma altura de 12 metros

Atira-se de janela por ter negativa

Mãe tinha colocado criança de castigo no quarto por causa de má nota num teste da escola. Menor lançou-se da varanda e partiu uma perna e a bacia

Filho de um dentista e de uma professora, João, nome fictício, de 10 anos, sempre teve depositadas em si grandes expectativas. Por isso, anteontem, ao final da tarde, ao descobrir que o menino teve negativa num teste a mãe colocou-o de castigo. O menor, que é um excelente aluno, sentiu-se injustiçado e ameaçou atirar-se da janela se não o deixassem sair do quarto. A mãe ignorou o aviso e o menor lançou-se do 4º andar, de uma altura de 12 metros, caindo em cima de um carro. A criança, que partiu uma perna e a bacia, está internada no Hospital de Guimarães, onde se encontra estável.

'Ele sempre foi bom aluno e achou que estar de castigo era uma injustiça. A sorte foi que ele caiu em cima do carro de um polícia, senão tinha morrido. Ainda o vi no chão deitado a chorar cheio de dores', contou ao CM Ana Catarina Freitas, vizinha da família.

Ao ver que o filho cumpriu a ameaça, a mãe desmaiou e teve também que receber tratamento hospitalar. O pai, que se encontrava fora do País, já regressou a casa para apoiar a família. 'A mãe estava a tentar tratar dele e desmaiou com o choque. Ela nunca pensou que ele fizesse isto. Os dois irmãos, mais velhos, também estavam abalados, um deles não parava de chorar', disse Ana Catarina Freitas.

Na Escola D. Afonso Henriques, em Guimarães, ontem à tarde ninguém sabia o que tinha acontecido à criança. Os professores confirmaram que a criança é um excelente aluno, mas recusaram-se a comentar o que aconteceu.

'CHORAVA MUITO E DIZIA QUE LHE DOÍA A PERNA'

Ao atirar-se de uma altura de 12 metros, João caiu em cima de um carro, mas acabou por tombar para o chão segundos depois. 'Ele não deitou sangue, mas chorava muito e dizia que lhe doía a perna. Os bombeiros tentavam acalmá-lo, mas ele estava em pânico', explicou a vizinha Ana Freitas.

O menor reside a poucos metros do posto da polícia e dos bombeiros, pelo que foi rapidamente assistido. 'A ambulância chegou muito rápido e levou-o. A mãe também foi assistida', explicou a vizinha.

DISCURSO DIRECTO

'CASTIGO NÃO LEVA AO SUICÍDIO': Carlos Amaral Dias, Psicanalista

Correio da Manhã – O facto de um excelente aluno tirar uma negativa pode levar ao suicídio?

Carlos Amaral Dias – Ninguém se suicida por tirar uma negativa. O que a criança tem é uma perturbação da personalidade.

– E o castigo dos pais, pode levar uma criança a suicidar-se?

– A ideia de que a resposta do filho tem que ver com o comportamento dos pais é completamente errada. O que se passa é que esta criança tem uma baixíssima capacidade de lidar com o conflito...

– Há muitas crianças a tentar o suicídio?

– O suicídio nesta idade é raro. Em adolescentes aumentou, mas em crianças é raríssimo.

In Correio de Manhã.

SUICÍDIO DEIXA ESCOLA EM ESTADO DE CHOQUE

Torres Vedras: Rapaz de 14 anos enforcou-se no guarda-fatos

Suicídio deixa escola em choque

O suicídio de Amner Keller, de 14 anos, na noite de domingo, deixou em choque os alunos da EB 2,3 de Freiria, Torres Vedras. Os 700 alunos da escola juntaram-se ontem de mãos dadas no recreio e cumpriram um minuto de silêncio. No site da escola, um poema de homenagem, começava assim: "O meu amigo era engraçado/ Nunca andava magoado, mas sim animado".

O rapaz de origem brasileira enforcou-se com um cachecol no guarda-fatos do seu quarto, numa moradia em Escaravilheira, onde vivia com o pai, a madrasta e três irmãs. Os colegas do 6º F dizem que estava de castigo no quarto até final do ano lectivo, sem telemóvel e computador, depois de ter tido negativa a Inglês. Na escola, todos destacaram as suas qualidades. "Era um miúdo alegre, meiguinho", disse ao CM uma funcionária. O director Jorge Baptista descreve-o como "um miúdo acarinhado por todos e sem problemas disciplinares". O corpo foi ontem autopsiado e seguiu para ser velado na Capela de São Pedro da Cadeira. A família não informou sobre o funeral, mas deverá ser cremado.

A recuperar está a criança de Guimarães que tentou o suicídio.

In Correio da Manhã

FÓRUM DA EDUCAÇÃO

Caros senhores,

O Bloco de Esquerda vai realizar um Fórum de debate dedicado às questões de Educação – começa já amanhã, às 18h, na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, e continua no Sábado de manhã.

Gostaríamos muito de contar com a participação e reflexão de todos aqueles que se preocupam com a situação actual e o futuro da escola pública em Portugal.

Enviamos-lhe o programa.

Contamos convosco.

Com os melhores cumprimentos,

Ana Drago

Deputada do Grupo Parlamentar do Bloco de Esquerda





VEM PARTICIPAR NESTE FÓRUM! É PRECISO SAIR DA LETARGIA EM QUE SE ENCONTRAM OS PROFESSORES!


Clicar na imagem para ampliar as vezes necessárias.

OS PROFESSORES PRECISAM DE SEGUIR O EXEMPLO

Manifestação de polícias em Lisboa contra novo estatuto

A Associação Sindical dos Profissionais de Polícia (ASPP) realiza hoje, em Lisboa, uma manifestação contra o novo estatuto profissional que considera «agravar as injustiças» na corporação.

A manifestação começa às 17:30 no Marquês de Pombal, dirigindo-se depois para a Praça do Comércio, onde se situa o Ministério da Administração Interna, onde será entregue um memorando ao ministro Rui Pereira, com as alterações que a ASPP - o maior sindicato da PSP - pretende ver feitas no estatuto.

«Vamos explicar por que ali estamos e quais as alterações que queremos que o Ministério faça. Aliás, o próprio Ministério já admitiu alguns erros, algumas propostas já foram corroboradas pelo Ministério, mas incompreensivelmente esses erros continuem no diploma, uma posição do Governo que não entendemos», disse à agência Lusa o presidente da ASPP.

Paulo Rodrigues alertou para a degradação das condições de trabalho, nomeadamente dos agentes e chefes da Polícia de Segurança Pública (PSP), indicando que é obrigação da associação alertar, mais uma vez, o Ministério.

In Diário Digital.

A TENDÊNCIA DA SERVIDÃO

por BAPTISTA-BASTOS

O Público, cuja prudência na afirmação é correlativa à recusa da metáfora, colocou na primeira página de 23 de Maio, entalada entre Mourinho e a conclusão da série de televisão Perdidos, uma acusação terrível: "As causas que amarram a economia ao marasmo. Um problema que começou com Cavaco e com Guterres." O distinto periódico não só se distraiu no cacófato como acordou um pouco tarde para uma evidência conhecida há duas décadas.

O dr. Cavaco encheu o País de betão inútil. Recebeu oceanos de dinheiro para resolver dificuldades essenciais (repito: essenciais) e deu um tratamento uniforme aos problemas relativos ao desenvolvimento. Confundiu tudo. É um dos maiores embustes políticos de que há memória. O eng.º Guterres fez o percurso de interpretação clássica: o mal está na educação. Era a sua paixão ardorosa e a apoquentação da sua alma repleta de piedosas referências. O Cavaleiro de Oliveira escreveu que vivíamos numa "fermosa estrivaria." Guterres, num "pântano". Fugiu e escancarou as portas à direita mais abstrusa.

Se o nosso presente está ameaçado pela própria contingência da realidade que o envolve, deve-se a estes senhores, e a muitos mais outros, a perda da unidade de sentido que faz funcionar um país, uma nação. Tudo o que foi ministro da Economia e das Finanças tem passado pelas televisões apresentando respostas para a crise que não previram, ou que anteviram e não avisaram, ou que fomentaram por negligência e inépcia. Agora, são todos sábios e enunciam algo de semelhante ao fim da pátria tal como a conhecemos, e ao ocaso da democracia por ausência de cidadania. Enfim, dizem, a nossa tendência é a da servidão.

Fomos os "alunos exemplares" de Bruxelas: aceitámos a destruição do nosso tecido produtivo com a submissão de quem não foi habituado a expor questões e a enumerar perguntas. Pescas, agricultura, tecelagem, metalurgia, pequenas e médias empresas desapareceram na voragem, em nome da "incorporação" europeia. A lista de cúmplices desta barbaridade é enorme. Andam todos por aí. Guterres trata dos famintos do Terceiro Mundo; Barroso, dos "egocratas" de barriga cheia; os economistas que nos afundaram tratam da vidinha, com desenvolta disposição. Nenhum é responsável do crime; e passam ao lado da insatisfação e da decepção permanentes, como cães por vinha vindimada.

Impuseram-nos modos de viver, crenças (a mais sinistra das quais: a da magnitude do "mercado"), um outro estilo de existência, e o conceito da irredutibilidade do "sistema." Tratam-nos como dados estatísticos, porque o carácter relacional do poder estabelece-se entre quem domina e quem é dominado - ou quem não se importa de o ser.

In Diário de Notícias.

O SISTEMA TEM-NOS MANTIDO NA MESMA

Para o MUP e Educação do Meu Umbigo:

Caso vejam interesse neste assunto e para actualizar as notícias, já vindas a público, passo a opinar, a propósito do texto "Letargia" no MUP de 26-5-o10:

(http://mobilizacaoeunidadedosprofessores.blogspot.com/2010/05/letargia.html)

Nós, professores da Inês de Castro/Coimbra, não sofremos ainda de LETARGIA, mas o Sistema tem-nos mantido na mesma.

Com tanto discurso e medidas de contenção, não deveria o Min da Educação ter já interiorizado as intenções do próprio governo e ter começado a dar o exemplo, controlando, por exemplo, os impulsos de despesismo que têm vindo a ocorrer na forma de repetidas interposições de recursos relativamente a situações de medidas cautelares e outras causas entretanto “perdidas” em sede de Tribunais, em várias instâncias? Quando um cidadão comum não se pode atrever a defender, porque a única forma que lhe é permitida é através duma acção em Tribunal e se vê impelido a não o fazer por falta de recursos financeiros… quanto mais pensar sequer em teimar e interpor recurso, mesmo que convictos de que não foi feita justiça!... É que aqui é o cidadão a adiantar dinheiro e no caso do ME quem o adianta, compulsivamente, somos nós todos! Pudera! Só por esta grande diferença não hesitam em o fazer, nem tão pouco parece, pensar duas vezes em voltar e voltar a recorrer, até ao um Supremo! Haja parcimónia, coerência de pensamento, discurso e actuação e, em conformidade, vontade para rever tomadas de posição anteriores, como no caso do Agrupamento de Escolas Inês de Castro em Coimbra.

isabel teixeira/coimbra

quarta-feira, 26 de maio de 2010

MANIFESTAÇÃO NACIONAL, DIA 29 DE MAIO

Face à letargia de um povo num momento de opressão silenciosa, assente na ilusão e na mentira, o MUP apela à participação de todos na Manifestação de 29 de Maio.

Os últimos anos foram de sacrifícios atrozes para a maioria dos portugueses, sem que deles se tenha obtido qualquer resultado. Pelo contrário, assistiu-se ao agravar do fosso que separa os mais frágeis dos "boys" da corte, assistiu-se ao início da destruição da classe média e ao despesismo com inutilidades para alimentar os caprichos do poder.
São responsáveis por tudo isto os políticos, sobretudo aqules que fizeram da política a profissão, os partidos, especialmente os que tiveram função de poder, os sindicatos que se deixam enredar por partidarites, enfim, todos os portugueses que se acomodam no "deixar andar".

É preciso dizer BASTA, antes que seja tarde!

MOBILIZAR! UNIR! RESISTIR!

ALGUMAS NOVAS DA EDUCAÇÃO

terça-feira, 25 de maio de 2010

LETARGIA

Já há dias manifestei aqui a minha estupefacção pelo silêncio na Educação. Agora corrói-me a letargia. Já não apenas a de muitos colegas, que parece terem-se deixado vencer pelo cansaço, mas a do próprio Ministério da Educação.

Basta falar dos concursos para as ditas "necessidades transitórias", da avaliação de desempenho e do Estatuto da Carreira Docente.

Diariamente aqui chegam dezenas de preocupações solicitando informação, procurando "saber como estão as coisas". E a resposta é óbvia: "as coisas não estão" ou "estão estão no caos"!

Na verdade, os cerca de trinta mil professores contratados ainda não sabem se a avaliação conta ou não para o concurso. O processo arrasta-se, correndo-se o risco de as escolas iniciarem o ano lectivo com falta de professores. Além disso, estão a vilipendiar estes colegas, na medida em que esta situação tem sobre eles efeitos negativos que impendem sobre a sua dignidade e interferem no equilíbrio emocional.

Relembremos que na Assembleia da República foi aprovada uma recomendação para suspender o critério da avaliação no concurso.

Além disso, Fenprof interpôs uma providência cautelar, que foi aceite, tendo o ME retirado o critério da avaliação da aplicação informática do concurso. No entanto, o ME recorreu da decisão do tribunal que, por sua vez, deveria ter já decido sobre esse recurso. O Provedor de Justiça também pediu explicações sobre o assunto ao ME.

Quanto à avaliação de desempenho, salvo a designada "apreciação intercalar", está tudo em "águas de bacalhau" a dois meses de terminar o ano lectivo, pelo que será impossível, na prática, decorrer qualquer processo de avaliação que não seja meramente administrativo. E, a ser assim, certamente, para gáudio do ME, lá vão os professores ser corridos a "bom" (não esquecer que, na nomenclatura actual, um "bom" não é mais do que um "regular", com as implicações que isso tem na evolução na carreira).

E assim, além das penalizações do PEC, os professores lá vão continando congelados e adormecidos numa eterna letargia, permitindo que o Governo vá amealhando os milhões necessários para toda a corte de "boys".

Talvez o calor do Verão traga sangue vermelho e faça ressuscitar. Os professores, claro!

E HÁ CERTAMENTE ALGUNS QUE PASSAM IMPUNES

Há casos que vêm à memória e que nunca se perceberam muito bem.

Promessa do ministro feita a Manuela Eanes
Governo agrava penas para pedófilos

O Governo vai aumentar as penas para abusadores sexuais de crianças. O ministro da Justiça, Alberto Martins, garantiu esta manhã que na próxima revisão do Código Penal a figura do crime continuado deixará de ser aplicada aos abusos sexuais de menores.

A promessa foi feita esta terça-feira a Manuela Eanes, presidente do Instituto de Apoio à Criança, depois de esta ter alertado para situações em que são aplicadas penas “levíssimas” a abusadores de crianças.

“Quando se abusa cinco vezes de uma criança, deve-se ser punido por cinco crimes e não por um. É um atentado à dignidade humana, uma situação chocante que tem que ser alterada”, alertou a presidente do Instituto de Apoio à Criança.

“O ministro da Justiça prometeu-me que na próxima revisão do Código Penal essa situação será corrigida”, disse Manuela Eanes, na sessão de abertura da IV Conferência Europeia de Crianças Desaparecidas e Exploradas Sexualmente, que decorre na Assembleia da República.

In Correio da Manhã

ACÇÃO DE FORMAÇÃO EM VIANA DO CASTELO

No dia 11 de Junho, decorrerá no Auditório do Museu Municipal de Viana do Castelo, a acção NPPEB: estratégias para o desenvolvimento da oralidade, da compreensão de leitura e do estudo do CEL, com a presença do Dr. António Vilas-Boas como formador. INSCRIÇÕES ATÉ AO DIA 08 DE JUNHO PARA: vbantonio@gmail.com /963046602 ou mfrncastro@gmail.com. Anexamos o programa e o Roteiro Geral da Acção.

Agradecemos que confirmem a vossa presença via correio electrónico (acima mencionado).

Divulguem!

Da organização,

Pires de Lima (professor bibliotecário)

Fátima Castro (professora de Língua Portuguesa)




NPPEB: estratégias para o desenvolvimento da oralidade, da compreensão de leitura e do estudo do CEL.

ROTEIRO GERAL DA SESSÃO

Manhã
8.30 – 13h – Intervalo de 25 minutos às 10h e 50m.

Oralidade: Compreensão e Expressão. Estudo integrado do CEL.
Leitura: «Relações intratextuais» - Linguística de Texto – Coesão textual: frásica, interfrásica, lexical, referencial.

Tarde
15h – 17h – Sem intervalo.

CEL: Sintaxe – Grupos frásicos; funções sintácticas: sujeito, vocativo, complementos (directo/indirecto/oblíquo), modificadores (de frase / de grupo verbal). A progressão no estudo do CEL.

A acção será entrada em materiais destinados aos alunos; terá, por isso, carácter muito prático.

Atenção:
1. A acção inicia-se à hora marcada.
2. Poderá haver lugar ao pagamento de algumas fotocópias.

CRISE: MEIO MILHÃO DE ALUNOS RECEBE APOIO

Crise
Um terço dos alunos com apoio social escolar

Este ano lectivo, são já mais de meio milhão os estudantes que recebem ajuda do Estado para os livros, materiais ou refeições.

Um terço dos alunos do ensino básico e secundário recebe apoios da Acção Social Escolar (ASE). Ao todo, neste ano lectivo, são 503 214 os alunos subsidiados, dos quais 290 812 recebem o apoio máximo, ou seja, têm livros, material escolar e refeições pagas por inteiro. O número de estudantes abrangidos pela ASE cresceu 3% em relação ao ano lectivo 2008/09, de acordo com os dados do Ministério da Educação. No ano passado eram apoiados 488 411 estudantes. No ensino básico e secundário há cerca de 1,5 milhões de crianças.

Apesar de o número de alunos abrangidos pela ASE neste ano lectivo ser ainda provisório, o aumento é notado pelas escolas. E no próximo ano devem ser ainda mais os abrangidos pelo apoio social.

O aumento do desemprego e as maiores dificuldades das famílias levam as associações de pais a recear que algumas crianças não consigam continuar na escola no próximo ano. "Há famílias a temer que com a mudança dos filhos para o ensino secundário não consigam fazer face às despesas e não consigam manter os filhos na escola", refere Albino Almeida, presidente da Confap (Confederação Nacional das Associações de Pais).

Já este ano, as escolas admitem que, se não fosse o apoio social, os pais não conseguiam manter as crianças a estudar. A Escola E. B. 2,3 do Parchal, no Algarve, é um dos estabelecimentos onde isso acontece.

Aqui houve muitos alunos que passaram a ter mais necessidades de um ano para o outro. "Tivemos mais alunos a passar do escalão mais baixo para mais elevado", reconhece a directora da escola, Ana Martins, ao DN.

[...]

Toda a notícia no Diário de Notícias.

"RUPTURA" NO SECTOR EDUCATIVO DA MADEIRA

PS-M denuncia «ruptura» no sector educativo

O líder do Grupo Parlamentar do PS-Madeira disse ontem que o sector educativo da Região está em ruptura por causa de dívidas acumuladas, o que está a condicionar neste momento as escolas que querem adquirir material. De acordo com André Escórcio, que ontem falou à comunicação social em conferência de imprensa subordinada ao tema “Educação”, «o sector educativo está em ruptura, crescem as dívidas aos fornecedores dos estabelecimentos de educação e ensino; há facturas por liquidar, algumas há quase um ano, relacionadas com o consumo de água, energia eléctrica, telefone; e empresas em geral».

No seu entender, «assiste-se a uma drástica redução no consumo até de papel e de fotocópias, inclusivé para a realização de testes de avaliação, o que configura que os estabelecimentos de ensino estão bloqueados em dívidas».

O deputado fez ainda referência ao estatuto da carreira docente dizendo que este «estatuto é hoje uma manta de retalhos» e que o Governo «está a demorar a apresentar as respectivas soluções».

In Jornal da Madeira

ELOGIO AO MODELO DE GESTÃO NOS AÇORES

Modelo de gestão de escolas dos Açores elogiado

O presidente da Comissão Parlamentar de Educação e Ciência da Assembleia da República, Luís Fagundes Duarte, elogiou esta terça-feira o modelo de gestão das escolas no arquipélago dos Açores, admitindo que poderia ser adoptado a nível nacional.

“As escolas nos Açores têm uma capacidade de autonomia bastante grande, que permite adoptar programas pedagógicos específicos para cada estabelecimento de ensino”, afirmou o deputado socialista, em declarações na cidade da Horta, Faial.

Para Luís Fagundes Duarte, a experiência açoriana "poderia perfeitamente ser aplicada a nível nacional" com as devidas adaptações, já que, como admitiu, a solução adoptada nos Açores só é possível devido ao regime autonómico.

O deputado socialista considerou ainda que, além da autonomia na gestão das escolas, existem "outros aspectos específicos da política de educação nos Açores que são bastante diferentes, para melhor, do que se passa no continente".

In Açoriano Oriental.

[destacado nosso]

segunda-feira, 24 de maio de 2010

LISTA INTERMINÁVEL DE APOSENTADOS DESTE MÊS

Lista de aposentados deste mês.

É interminável...

Esta é apenas uma das vinte páginas do Diário da República que contém uma lista de aposentados neste mês.
Para consultar o DR, clique aqui.


LITERATURA, MÚSICA, TEATRO E CINEMA

Talvez daqui a cinquenta anos o mesmo aconteça por cá...

Duzentos títulos no Cinélycée
Alunos franceses vão ver clássicos do cinema nas aulas

Um cineclube virtual com 200 títulos do cinema clássico, de O Desprezo a Citizen Kane, vai estar disponível em todos os liceus de França, para serem incluídos nas aulas de Literatura ou História ou mesmo para que, em aulas extras, sejam mostrados aos alunos. O plano, com o nome de Cinélycée, foi anunciado esta semana e deverá entrar em vigor no próximo ano lectivo, em Setembro.

[...]

"Ensinamos literatura, música e teatro na escola. É vital ensinar também cinema (...) porque as imagens têm um papel na nossa sociedade e é muito importante aprender a descodificar imagens", disse o presidente da Cinemateca de Paris, Costa Gavras.

Toda a notícia no Público.
[destacado nosso]

domingo, 23 de maio de 2010

OBVIAMENTE OPTIMISTAS (II)

Decorreram seis semanas após a elaboração da última crónica em que utilizei este título. Entretanto, para além do usual trabalho docente, cada vez mais administrativo e burocrático, os Professores contratados têm acrescido o trabalho resultante das aulas assistidas e da construção do portefólio. Todavia, decorrido este prazo, considero que o título mantêm-se adequado e actual. Senão, vejamos as 2 razões que encontro, começando pelos acontecimentos mais recentes.

1) Com epicentro na Grécia, abateu-se sobre a U.E. e principalmente nos países do sul da Europa, uma crise financeira de dimensão gigantesca. A Grécia irá receber ajuda financeira da UE, do BCE e do FMI num montante que representa aproximadamente 70% do PIB português. O governo grego implementou um forte plano de austeridade, contudo o congelamento das admissões para a função pública terá como excepções a educação, a saúde e a defesa.

Não é crível que o governo português, cometa o erro estratégico de hipotecar o futuro dos seus jovens. Porque, congelar as admissões na Educação é congelar e adiar o futuro do país. Por outro lado, o nosso primeiro-ministro referiu na entrevista à RTP1 de 18 de Maio, que iriam continuar os investimentos na requalificação das escolas. O que faz todo o sentido. Investir na melhoria das condições de trabalho dos docentes, discentes e funcionários, terá repercussões a médio prazo na qualidade do ensino e na consequente qualificação dos nossos jovens. O que não faria sentido era investir nas infra-estruturas, no betão, e não investir no principal recurso de uma organização que são as pessoas, o seu activo humano.

2) No debate realizado na AR no dia 8 de Abril, sobre a petição n.º 1/XI/1, conseguimos o pleno junto dos partidos com assento parlamentar, no que se refere à concordância quanto à necessidade de defesa, dignificação e estabilidade do corpo docente, tendo sido apresentadas quatro iniciativas legislativas. Dois Projectos – Lei, do BE e do PCP e dois Projecto de Resolução, do PS e do CDS-PP, em que foram aprovados os dois últimos.

O resultado destas iniciativas traduziu-se na publicação da Resolução da Assembleia da República n.º 35 / 2010, no n.º 86 da 1ª Série do DR de 4 de Maio, que recomenda ao Governo a integração excepcional dos docentes contratados com mais de 10 anos de serviço, “no máximo em concurso extraordinário a realizar em Janeiro de 2011.”

Existem razões para estarmos optimistas. Contudo, é indispensável que os Professores contratados estejam fortemente empenhados e determinados nas actividades que serão realizadas a partir de agora, de modo a garantir que no concurso de 2011, todos os Professores contratados com mais de 10 anos de tempo de serviço docente sejam integrados nos quadros do
Ministério de Educação.

Pedro Gomes Vieira

sábado, 22 de maio de 2010

APRECIAR COISAS BOAS DE ESCOLAS

Olá Ilídio!

Quem te escreve é um seguidor assíduo do teu blog. Sou professor também e foi nas tuas palavras que muitas vezes fui ganhando coragem para enfrentar os devaneios dos ministros e ministérios da educação.

Nunca cheguei a comentar os espaços de opinião do teu blog, mas acompanho-te (quase) diariamente.

Resolvi escrever-te porque a minha escola, a Secundária Dr. Francisco Fernandes Lopes em Olhão, realizou o 1º Lip Dub de Portugal. O lip dub mais não é do que apresentar a escola num filme sem cortes, onde as pessoas vão fazendo playback.

Somos a 1ª escola a nível nacional a realizar um Lip Dub e apenas a 2ª instituição pública portuguesa a fazê-lo (apenas o ISCTE o havia feito). De realçar também que em apenas 6 dias no you tube o vídeo já alcançou mais de 7000 visualizações e é também um sucesso considerável no Facebook.

O Lip Dub conta com a presença de Domigos dos IRIS autor de um tema de grande sucesso nacional na década de 90, "Atira tó mar". A escolha musical prendeu-se com o facto de esta música caracterizar a maneira de falar, as expressões e os dizeres dos olhanenses, acabando também por simbolizar a cultura regional de Olhão e do Algarve.

O nosso Lip Dub contou com a presença de mais de 270 alunos, professores, funcionários e encarregados de educação e foi feito com o intuito de apresentar a escola e também de deixar uma recordação da mesma, uma vez que a escola vai para obras e vai ser totalmente remodelada.

Num tempo em que a educação aparece sempre nas notícias pelos maus motivos, a minha escola fez o contrário, num tempo em que a violência, o bullying, o desânimo e o protesto imperam a sua vontade, a Secundária de Olhão mostrou aquilo que uma escola pode ser, aquilo que uma escola deve ser.

Pode ser consultado directamente no you tube em: http://www.youtube.com/watch?v=C3ecwTdCNQc ou na página da escola: http://www.esffl.pt/home/
http://www.youtube.com/watch?v=C3ecwTdCNQc

Obrigado por tudo Ilídio,

Atenciosamente
Bruno Gomes



ANOREXIA INTELECTUAL

Pequena reflexão para fim-de-semana: "Anorexia Intelectual"

Citando Augusto Cury:

"Não podemos esquecer que os professores de todo o mundo estão a adoecer colectivamente. Os professores são cozinheiros do conhecimento, mas preparam o alimento para uma plateia sem apetite. Qualquer mãe fica um pouco paranóica quando os seus filhos não se alimentam. Como exigir saúde dos professores, se os seus alunos têm anorexia intelectual? "

DIRIGENTES PODERÃO TER DE DEVOLVER SUPLEMENTOS REMUNERATÓRIOS

Dirigentes das escolas poderão ter de devolver suplementos remuneratórios ao Estado. Porque a classificação dos seus cargos enquanto de direcção superior é uma violação manifesta da lei que exclui expressamente as escolas desta classificação.

Esta situação que considero aberrante consta do despacho Despacho 9744/2009, Proémio, parágrafo 8. Ali se dispõe, passo a transcrever, que no que tange à direcção das escolas cabe «ao director, subdirector e adjuntos o exercício das funções de direcção superior e aos coordenadores de estabelecimento de educação pré -escolar ou de escola integrada num
agrupamento e aos coordenadores de departamento curricular o desempenho das funções de direcção intermédia»

Este despacho contraria flagrantemente a Lei da Assembleia da República (Lei n.º 2/2004, de 15 de Janeiro com as alterações introduzidas pelas Leis n.º 51/2005, de 30 de Agosto e n.º 64-A/2008, de 31 de Dezembro).

O Secretário de Estado Valter Lemos sabia perfeitamente que a lei exclui os dirigentes dos órgãos de gestão dos estabelecimentos de ensino dos cargos de direcção superior e intermédia (artigo 1.º, n.º 5, alínea c)).

É sintomático que os dirigentes das escolas detenham cargos de direcção superior (no despacho nem se refere sequer se são de 1.º ou 2.º grau ) assim os equiparando ao próprio director-geral e sub-director geral ou ao director regional.

Há bacharéis a exercer cargos de adjunto quando a Lei exige a licenciatura para cargos de direcção superior (com o conivência do ME).

Porque a anterior Ministra queria fazer passar a ideia de que o novo de modelo de gestão autocrático das escolas era muito bom deu umas «bolachinhas» aos dirigentes – passando por cima da Lei. Calando os novos «reitores».

José Luz
[recebido por e-mail]

LAXISMO NA EDUCAÇÃO É ENTRAVE PARA A COMPETITIVIDADE

Fátima Barros, professora e directora da Faculdade de Ciências Económicas e Empresariais da Universidade Católica (FCEE-UCP), não tem dúvidas: "o laxismo na educação é um dos principais entraves para a competitividade".

"Temos um sistema educativo completamente desorientado, num ambiente que deixou de valorizar o esforço e o mérito. O mais grave é o que não fizémos até agora", afirmou a economista peremptória na sua intervenção da Conferência "Portugal em Exame 2010" .

Segundo a directora da FECC-UCP, não podemos compactuar com situações de laxismo na educação, nomeadamente a falta de exigência do ensino que está a hipotecar o futuro do capital humano português.

Falta saber investir

"Laxismo na educação é entrave para a competitividade"

Fátima Barros, directora da FCEE-UCP, afirmou na Conferência "Portugal em Exame" que é preciso reter os melhores talentos no país, mas também importá-los.

"O nível de investimento na educação não é um problema, porque temos um nível satisfatório em Portugal, mas falta apostar na qualidade", defendeu.

Para Fátima Barros é "importante ir lá para fora para perder o provincianismo português, mas tão ou mais importante é trazer de volta os melhores talentos para o país. "A balança tem que ser mais equilibrada, temos que exportar, mas também importar mais talentos e reter os melhores cérebros em Portugal. Isso é vital para a nossa competitividade", declarou.
"A Grécia está melhor que nós"

Questionada sobre a actual conjuntura económica, a directora da FCEE-UCP disse que a situação não é favorável e que as comparações à Grécia não são despropositadas. "Aliás, a Grécia está bem melhor que nós, porque apesar de ter aumentado os salários, conseguiu aumentar a competitividade e nós estamos longe disso".

In Expresso.

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