sexta-feira, 27 de maio de 2011

LIVREMO-NOS DE SÓCRATES

Todos sabemos que o estado em que José Sócrates deixou o País o torna quase ingovernável nos próximos anos, independentemente da solução governativa que resultar das eleições de 5 de Junho.

Mergulhado no seu autismo, o (des)governo de José Sócrates fez de Portugal um país quase inviável e dos portugueses gente mais pobre e sem perspectivas de futuro, exigindo agora sacrifícios duros a todos aqueles que não tiveram culpa da sua existência. Esses sacrifícios são piores do que o que se imagina e vão recair sobretudo, e uma vez mais, sobre os mais desfavorecidos e sobre a classe média.

Em quatro pilares fundamentais do desenvolvimento de um país, José Sócrates teve o condão de deixar "obra feita". No plano económico, é o que se sabe: um país à beira da bancarrota, ultra-endividado e dependente da ajuda estrangeira; na Educação, assistimos ao desmantelar da escola pública, à diminuição da qualidade de ensino, à agitação nas escolas e à desmotivação dos professores; na Justiça, demos conta de reformas que tornaram o sistema menos justo, menos eficaz e menos credível. No emprego, conseguiu o maravilhoso feito de transformar a promessa dos 150 mil empregos em quase um milhão de desempregados e a debandada de milhares de cidadãos competentes que, por não suportarem as condições de trabalho e as perspectivas negras de futuro, pediram a reforma antecipada. Enfim, Portugal retrocedeu, tornou-se um país menos desenvolvido e com o futuro hipotecado.

A única coisa de que Portugal precisa, nas próximas eleições, é livrar-se de José Sócrates. Queiramos ou não, tal só pode acontecer penalizando fortemente o PS, que, sem se perceber muito bem porquê, se deixou enredar e não foi capaz de afastar da sua liderança um problema para o próprio partido e para Portugal.

Portugal precisa de respirar. Portugal precisa de afastar as "sombras do descalabro". Portugal precisa de um novo rumo. Sabemos que as soluções não são as melhores. Precisamos do contributo de todos e de políticos capazes de envolver todos os portugueses nos destinos do País. Precisamos de uma mudança no paradigma eleitoral para que a participação política activa deixe de ser feudo de um restrito grupo de "profissionais". Precisamos de urgentes alterações legislativas que possibilitem a responsabilização dos agentes políticos em caso de manifesta incompetência, má-fé ou corrupção.

Até lá, precisamos, pelo menos, de livrar Portugal de José Sócrates.

2 comentários:

Anónimo disse...

Brilhante como sempre!
Subscrevo totalmente todo o texto e em particular o Título.

Anónimo disse...

Em poucas palavras se diz tudo. Excelente! Também considero que Sócrates... jamé!

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