A saída de Sócrates da cena política - e esperemos que não regresse - é, sem dúvida, o facto mais significativo que resultou das eleições legislativas. Foi durante o seu reinado de desgoverno que a Educação mais regrediu e que a moral dos professores mais se afundou. Caso tivesse ganho as eleições, mesmo que com pequena vantagem, Sócrates era homem para fazer implodir a sua sanha e cilindrar em definitivo a classe docente.
Ter acabado o "pesadelo Sócrates" não significa, no entanto, que tenhamos aportado num mar fantástico e que o futuro nos reserva tudo o que consideramos ser o melhor para a Educação e para o País. Nem todos ficaram satisfeitos com a mudança, é certo. Há até quem esteja ainda mais apreensivo. Na nossa página do Facebook, os comentários parecem apontar para um misto de alívio e de esperança, mas também de alguma descrença.
Em nossa opinião, neste momento a nossa postura tem de passar por festejar o fim de um pesadelo, ter esperança, estar atento e lutar, lutar com todas as forças, para que, passado um pesadelo, outro não se venha a instalar.
Pela nossa parte, continuaremos a procurar unir e mobilizar os professores para a luta sempre que estiver em causa a nossa dignidade pessoal ou profissional, se verificar manifesto atropelo à nossa carreira profissional e os justos e legítimos direitos forem subvertidos.









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