Na verdade, estamos perante um país de ricos e pobres, de poderosos e de obedientes, de oportunistas e de cidadãos que trabalham, enfim, um país onde a palavra "justiça" tem de ser redefinida, porque, na prática, não condiz com a definição do conceito.
Vem isto a propósito de o Ministério da Educação acabar com o "subsídio de compensação por caducidade" de contrato que os colegas contratados recebiam e a lei que favorece os deputados da Assembleia da República.
Quanto ao subsídio de compensação por caducidade, tratava-se de um valor quase simbólico, mas que em muito ajudava professores condenados à possível renovação anual de contrato, com perda de tempo de serviço, para preencher as (pseudo)necessidades transitórias.
Já relativamente aos deputados, basta ler o que alguns jornais publicaram para ter a noção da "coisa" e os montantes em jogo. Por exemplo, o Correio da Manhã refere que "começam a dar entrada na Assembleia da República (AR) os pedidos de subsídios de reintegração e de subvenções vitalícias por parte daqueles que já não vão integrar o novo Parlamento." e, de acordo com o Económico, "A verba de 604 mil euros prevista no orçamento do Parlamento para estes subsídios pode ter que ser reforçada."
Viva Portugal!









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