terça-feira, 28 de junho de 2011

PRECISAMOS DE AVALIAÇÃO, MAS NÃO DESTA!

Na sequência do que aqui se escreveu, o Ministro da Educação, Nuno Crato, foi lacónico acerca da avaliação de desempenho docente. Dizer que "precisamos de avaliação" equivale a nada. Será que o titular da pasta da Educação, bem como o Governo de que faz parte, se vai transformar numa espécie de enguia deslizante deixando de encarar os problemas que, há muito, agitam o ensino, as escolas e os professores?

Não ser assertivo, numa altura destas, parece-nos lenitivo suficiente para desencadear o desânimo, a desilusão e a necessária luta dos professores pelo que se vêm batendo desde os malfadados tempos de Maria de Lurdes Rodrigues

Esperamos que tudo isto decorra apenas de alguma "falta de tempo" para conhecer em profundidade o calamitoso estado de uma pasta recentemente assumida. A não ser assim, começa a ser necessário pelo menos começar a pensar reunir de novo as hostes!

Extracto de notícia do Correio da Manhã:

Ministro da Educação escusou-se a dar detalhes sobre a questão da avaliação de professores

Nuno Crato: "Nós precisamos de avaliação"

O ministro da Educação, Nuno Crato, escusou-se esta terça-feira a dar detalhes sobre a questão da avaliação dos docentes, remetendo explicações para o programa do Governo que será hoje entregue no Parlamento.

"Nós precisamos de avaliação", sublinhou contudo Nuno Crato, em declarações aos jornalistas no final da tomada de posse dos secretários de Estado, que decorreu hoje no Palácio de Belém.
[...]

6 comentários:

Anónimo disse...

Qual é o modelo de avaliação que defende?

ILÍDIO TRINDADE disse...

Caro "Anónimo",
Julgo que, tal como eu, os professores defendem qualquer modelo que não seja "da treta". Já existente (e há diversos) ou a construir. Um modelo que avalie com dignidade o verdadeiro trabalho dos professores, e não o folclore e o "faz-de-conta"; um modelo sério e não a espécie de brincadeira de colegas a assistirem às aulas e a avaliarem colegas; um modelo que seja construtivo, e não punitivo; um modelo sem quotas; um modelo que permita aferir se o professor é ou não bom professor, e não um modelo que avalia a sua capacidade de preencher papéis; um modelo que deixe tranquilidade ao professor para ensinar, e não um modelo "stressante"... É que "educar e ensinar" não é propriamente fabricar sapatos!

Anjo Cantante disse...

O Passos e o Crato acho que estão a pensar roer a corda!
OS HOMENS SÓ SÃO DE PALAVRA ANTES DAS ELEIÇÕES!
Toda a "cena" fora de prazo apresentada e aprovada na AR, foi mesmo eleitoralista, com a conivência do Sr Presidente...
Tudo combinado!
Agora que têm legitimidade para o fazer dizem que a avaliação é precisa e o Ramiro Marques também acha que ele teve o bonsenso de não acabar agora coma avaliação, por respeito ao trabalho já desenvolvido...???????
É preciso ter lata! Todos!
Todos têm a mesma cartilha!

João Vasconcelos disse...

Mas há ainda quem tenha ilusões no Crato e no Passos? Mas que professores temos nós? Antes da tomada de posse alertei os professores para não terem ilusões nesta equipa, senão a desilusão seria imensa. É o que vai acontecer a quem teve e/ou tem ainda ilusões nestes novos ministros. Não vêem que são apenas paus mandados de todo este sistema ultra - liberal? Não temos outra alternativa senão lutarmos! E lutarmos muito forte para não morrermos na praia... e mesmo assim... Abraço.

Anónimo disse...

Temos que recordar todos os dias a promessa de suspensão do actual modelo de avaliação.

celeste caleiro disse...

Gostei muito da resposta do Ilídio, sem malabarismos. E temos que lembrar isto todos os dias, temos mesmo!
Quanto aos nossos governantes, acho que têm gente conhecida a beneficiar com este modelo...Claro como água.
Continuamos com os chicos-espertos!

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