Como foi notícia em praticamente todos os órgãos de comunicação social, os partidos da oposição fizeram aprovar, esta sexta-feira, no Parlamento a suspensão da avaliação dos professores. PSD, CDS-PP, BE, PCP e PEV votaram a favor. Só o PS e o social-democrata Pacheco Pereira votaram contra.
Além de os projectos terem sido votados na generalidade, o PSD e o PCP propuseram um texto de substituição, salvaguardando a possibilidade de a Assembleia da República ser dissolvida e, assim, comprometer a suspensão da avaliação docente.
O documento revoga o actual modelo de avaliação dos professores e propõe que se iniciem negociações para que um novo processo de avaliação docente possa entrar em vigor já no próximo ano lectivo.
A revogação entra em vigor no dia seguinte à publicação do texto em Diário da República.
Esperemos que o Presidente da República não venha a colocar obstáculos a esta medida que teve a aprovação da maioria dos deputados que representam os cidadãos na Assembleia da República.
Por outro lado, não podemos deixar registar o facto de este modelo ter sido objecto de um acordo pela maioria dos sindicatos, em Janeiro de 2010, que, à época, o consideraram um acordo no mínimo razoável, apesar de termos chamado a atenção para o desastre que ele representava, como se pode reler, no
comunicado que o MUP, a APEDE e o PROMOVA emitiram logo após a assinatura do acordo ME/Sindicatos.
Assim, consideramos que, no futuro processo de negociação, seja dada voz aos professores e se evitem novas decepções.