terça-feira, 31 de maio de 2011

A INUTILIDADE DO VOTO EM BRANCO E DA ABSTENÇÃO PROTESTATIVA

Faz amanhã exactamente dois anos que publicámos um pequeno texto sobre a "inutilidade do voto em branco" (ver aqui).

Embora com menos insistência, continua a circular por e-mail a ideia de que o voto em branco é uma arma poderosa, uma espécie de protesto contra o sistema político instalado que, de facto, precisa de se aproximar mais dos cidadãos e de tornar a democracia mais transparente.

No entanto, face ao actual sistema eleitoral, o voto em branco equivale a um voto nulo, carecendo, por isso, de qualquer validade. Por isso, mesmo compreendendo que um cidadão que não se revê em qualquer partido dos que se apresentam às eleições exerça o seu direito votando em branco, deve esse eleitor, pelo menos, estar consciente da inutilidade do seu voto.

Quem tiver dúvidas sobre o assunto, poderá esclarecê-las facilmente enviando um e-mail (cne@cne.pt) ou telefonando para o 21 3923800.

Quanto à abstenção, condenada a que assenta no comodismo e na completa ausência de participação cívica, a que tem carácter protestativo possui os mesmos efeitos práticos do voto em branco: de nada vale. Face a um elevado índice de abstenção, após conhecimento dos resultados, poderemos ouvir discursos políticos referindo que "deverão ser tiradas as devidas ilações"... mas todos sabemos de antemão que tal desemboca no vazio ou, como diz o povo, "cai em saco roto".

Além disso, é necessário ter consciência de que o voto em branco e a abstenção beneficiam, por norma, o poder intituído. Por isso, urge participar votando no partido que se considerar mais próximos das nossas convicções

Como professores, sabemos que Sócrates, em caso de vitória, virá ainda mais assanhado, cilindrando a classe docente e continuando a sua política de destruição da escola pública e da qualidade do ensino.

Por isso, só poderemos ter uma atitude: votar, considerando que urge livrar Portugal de quem mais contribuiu para o destruir.


SOU PROFESSOR(A), NÃO VOTO NESTE PS DE SÓCRATES!

SEM TALENTO PARA PRIMEIRO-MINISTRO

Extracto de uma entrevista aqui chegada por vários e-mails, com dois títulos diferentes: "A única verdade de Sócrates" e "O Ministro Sócrates bem tinha avisado".

Clicar na imagem para ampliar.


Embora não nos tenha sido possível apurar a fonte original, encontrámos um texto de Tiago Mesquita sobre o assunto no Expresso, e que aqui transcrevemos:

"Não tenho o talento e as qualidades que um primeiro-ministro deve ter" - José Sócrates

"É uma vida horrível que eu não desejo." Para os que o acusam de faltar constantemente à verdade e de não ter competência para o cargo fica a resposta de José Sócrates dada, imagine-se, no dia 16 de setembro de 2000.

José Sócrates, então ministro do Ambiente, em entrevista ao "Diário de Notícias"."Engenheiro José Sócrates, vamos vê-lo, um dia, primeiro-ministro?"

"Não! Primeiro porque não tenho o talento e as qualidades que um primeiro-ministro deve ter. Segundo, porque ser primeiro-ministro é ter uma vida na dependência mais absoluta de tudo, sem ter tempo para mais nada. É uma vida horrível que eu não desejo. Ministro é o meu limite. Aceitei pagar este preço. Nada mais do que isso." "DN"/2000

1 - José Sócrates cedo avisou que não tinha talento ou qualidade para ser primeiro-ministro, foi o primeiro a fazê-lo, por isso não venham agora queixar-se do resultado e dizer que ele não tem competências para o cargo porque na altura ninguém o desmentiu. Talvez tenha começado assim o mito de que o primeiro-ministro falta à verdade, outra calúnia. No caso de virem pedir satisfações é só lerem a entrevista ao "DN" do distante ano de 2000. É como ir chefiar a cozinha de um restaurante de luxo e avisar que não se sabe estrelar um ovo e depois quando o restaurante falir por falta de clientes... "Meus caros, eu bem vos disse que não tinha qualquer talento mas vocês não acreditaram". "A minha área são as argamassas".

2 - Ser primeiro-ministro para José Sócrates é, ou pelo menos era antes de o ser, algo horrível e que não desejava. Uma espécie de cargo com sintomas hemorroidais permanentes. Algo que ninguém quer sentir. Pelo menos quem não tiver qualidades ou talento ao nível da gestão de coisas horríveis e pestilentas e que causem verdadeiramente asco. Ministro ainda vá, eu "pago esse preço" e trato-vos do Ambiente. Mas "é o meu limite". Já estão a pedir muito ao José e isto não estica em termos "de talento e qualidades".
3 - Para se ser ministro em Portugal não é preciso ter qualquer espécie de talento ou qualidade (o que explica algumas escolhas). São características exigidas ao primeiro-ministro. E mesmo neste caso podem ser abertas exceções como a dupla eleição de José Sócrates confirma. Há ali uma fronteirazinha que divide o cargo de "simples" ministro e primeiro-ministro. De um lado a ausência de qualidade e talento, do outro a...falta de qualidade e talento mas com mais cinco anos de política em cima. Em pouco mais de cinco anos José Sócrates, segundo ele próprio, passou da versão humilde "sem talento ou qualidades para exercer o cargo" à arrogante "ainda está para nascer um primeiro-ministro que faça melhor do que eu". Brilhante.

Os portugueses agiram nisto tudo como aqueles pais que decidem tirar as rodinhas à bicicleta dos filhos porque confiam na sua agilidade e destreza, no seu equilíbrio para conduzir a dita sem apoio ou muleta. Depois, quando o filho se enfia de frente contra um pinheiro resta a mágoa da escolha ao ver a criança em agonia, com o cabelo cheio de caruma e uma pinha enfiada na boca. Os portugueses tiraram as rodinhas a José Sócrates duas vezes. Os resultados estão à vista.

sábado, 28 de maio de 2011

UMA DAS RAZÕES POR QUE ESTAMOS NA BANCARROTA

Já há dias publicámos aqui uma reportagem sobre o assunto, que passou, à noite, na RTP2. Independentemente da forma como Sócrates foi privatizando o ensino, torna-se cada vez mais claro que o estado de quase bancarrota a que o primeiro-ministro levou o País se deve à multiplicação de casos como estes.

Hoje, o jornal Público noticia que o "Ministério da Educação paga em duplicado à Parque ", referindo que "Para além das escolas, também os serviços centrais do ME estão a pagar rendas à empresa." [Ver toda a notícia].

Muitos portugueses andam admirados pelo facto de o País estar endividado. Por factos e aberrações de gestão e políticas como esta, percebe-se facilmente onde está o sorvedouro do dinheiro que é de todos.

A "DEMOCRACIA" DE APOIANTES DE SÓCRATES

Desacatos em Mangualde, antes da chegada de José Sócrates.

sexta-feira, 27 de maio de 2011

LIVREMO-NOS DE SÓCRATES

Todos sabemos que o estado em que José Sócrates deixou o País o torna quase ingovernável nos próximos anos, independentemente da solução governativa que resultar das eleições de 5 de Junho.

Mergulhado no seu autismo, o (des)governo de José Sócrates fez de Portugal um país quase inviável e dos portugueses gente mais pobre e sem perspectivas de futuro, exigindo agora sacrifícios duros a todos aqueles que não tiveram culpa da sua existência. Esses sacrifícios são piores do que o que se imagina e vão recair sobretudo, e uma vez mais, sobre os mais desfavorecidos e sobre a classe média.

Em quatro pilares fundamentais do desenvolvimento de um país, José Sócrates teve o condão de deixar "obra feita". No plano económico, é o que se sabe: um país à beira da bancarrota, ultra-endividado e dependente da ajuda estrangeira; na Educação, assistimos ao desmantelar da escola pública, à diminuição da qualidade de ensino, à agitação nas escolas e à desmotivação dos professores; na Justiça, demos conta de reformas que tornaram o sistema menos justo, menos eficaz e menos credível. No emprego, conseguiu o maravilhoso feito de transformar a promessa dos 150 mil empregos em quase um milhão de desempregados e a debandada de milhares de cidadãos competentes que, por não suportarem as condições de trabalho e as perspectivas negras de futuro, pediram a reforma antecipada. Enfim, Portugal retrocedeu, tornou-se um país menos desenvolvido e com o futuro hipotecado.

A única coisa de que Portugal precisa, nas próximas eleições, é livrar-se de José Sócrates. Queiramos ou não, tal só pode acontecer penalizando fortemente o PS, que, sem se perceber muito bem porquê, se deixou enredar e não foi capaz de afastar da sua liderança um problema para o próprio partido e para Portugal.

Portugal precisa de respirar. Portugal precisa de afastar as "sombras do descalabro". Portugal precisa de um novo rumo. Sabemos que as soluções não são as melhores. Precisamos do contributo de todos e de políticos capazes de envolver todos os portugueses nos destinos do País. Precisamos de uma mudança no paradigma eleitoral para que a participação política activa deixe de ser feudo de um restrito grupo de "profissionais". Precisamos de urgentes alterações legislativas que possibilitem a responsabilização dos agentes políticos em caso de manifesta incompetência, má-fé ou corrupção.

Até lá, precisamos, pelo menos, de livrar Portugal de José Sócrates.

quinta-feira, 26 de maio de 2011

COMO O PS PREPAROU A PRIVATIZAÇÃO DO ENSINO

Primeiro, privatizaram alguns serviços das escolas, como as cantinas, concessionadas a privados. É o que temos hoje na maioria dos estabelecimentos de ensino público: comida de pior qualidade (na minha escola, dizem os alunos, come-se arroz com arroz, porque às vezes a carne ou o peixe não chega para todos ou chega aos seus pratos intragável), gastos maiores para o Estado e um reduto privado dentro da própria escola que, no fundo, não é público. Chega-se ao absurdo de ver a escola a pagar o aluguer da cantina se quiser organizar aí um convívio de professores ou de alunos. Isto se a empresa autorizar, claro.

Forma hábil, também, de reduzir drasticamente a probabilidade de existirem greves e consequente encerramento das escolas. Em tempos, bastava que as cozinheiras fizessem greve para que a escola fechasse. Com privados, a cantiga é sempre outra.

Depois veio a entrega do ensino básico de 1.º ciclo aos municípios, que muitas vezes gerem o seu parque escolar através de empresas municipais facilmente privatizáveis. Não é difícil imaginar que, nas mãos de um município, uma escola perde a sua autonomia administrativa e pedagógica. Mesmo nas restantes escolas básicas e secundárias, os famigerados Agrupamentos e Mega-Agrupamentos, hoje em dia são os municípios que, na prática, escolhem o Director. Fecharam-se escolas a torto e a direito nas aldeias, mas em seu lugar criaram-se centros escolares, muitas delas em centros urbanos e em locais muito apetecíveis para os privados. E todos conhecemos o apetite devorador das Câmaras pelo sector urbanístico.

Ainda dentro do 1.º ciclo, a criação das AEC’s – Actividades Extra-Curriculares foi porventura o exemplo mais às claras de privatização do ensino. Actividades entregues sem disfarce a empresas privadas, que por sua vez passaram a contratar os professores. Aqui, a exploração foi sempre a palavra de ordem. Abundam os casos em que estes professores, muitas das vezes a recibo verde, recebem 4 euros por hora e, para além das aulas, ainda têm de acompanhar os meninos durante o intervalo. Uma situação que foi piorando à medida que o programa se foi implementando. Na Câmara do Porto, por exemplo, começou por ser a Faculdade de Letras a contratar os professores de Inglês das AEC’s, mas dois anos depois já era uma empresa privada de Lisboa a tratar do assunto, pagando, como é óbvio, muito menos. Em 2009/2010, numa medida com o mais elevado sentido pedagógico, os docentes receberam os seus horários para o ano lectivo numa garagem de Matosinhos.

A cereja no topo do bolo chamou-se Parque Escolar. A pretexto de modernizar as escolas – algumas precisavam, outras não – entregou-se a uma empresa pública o planeamento, a gestão, o desenvolvimento e a execução das obras, na maior parte das vezes através de ajustes directos e sem a menor transparência, como o Tiago Mota Saraiva tantas vezes denunciou no 5 Dias. Uma empresa pública que, repare-se, tornou-se a proprietária das escolas que intervencionou, sendo que estas passaram a pagar verdadeiros balúrdios de renda mensal à Parque Escolar. E se esta um dia for privatizada (será uma das duas grandes empresas que Sócrates queria privatizar em 2012?), todas essas escolas passam a ser privadas. Simples, não é?

Num assomo de honestidade, em fim de festa, os nossos amigos corporativos acabam por reconhecer que os Governos de Sócrates não pararam de aumentar o financiamento do ensino privado, apesar da diminuição do número de turmas subsidiadas.

Depois disto tudo, é provável que os socialistas tenham a suprema lata de vir dizer que o PSD quer privatizar o ensino. E logo eles que não fizeram nada para isso…

Por Ricardo Santos Pinto in 5dias.net.

quarta-feira, 25 de maio de 2011

O ESTADO SOCIAL DE JOSÉ SÓCRATES

Depois de termos assistido, nos bastidores da campanha do PS (ver vídeo no Youtube ou na Tvi24), à oferta de comida a paquistaneses, indianos e cabo-verdianos a troco de participarem na campanha, o PS faz desaparecer imigrantes da campanha depois do escândalo, mas agora o PS dá bilhetes para oceanário a quem for a comício.

Extracto da notícia do Ionline:

"Sócrates é muito boa pessoa, tratou de dar nacionalidade, tratou de tudo", disse ao i um dos indianos presentes no comício de Sábado em Évora, onde foram poucos os alentejanos a encher a sala e visível a população de turbantes. A campanha garante que os imigrantes "se ofereceram em Lisboa como voluntários para acompanhar a comitiva socialista". Ainda assim, há entre os viajantes casos de fome e garantias de que a presença nos comícios é trocada pela certeza de uma refeição quente."

Extracto da notícia do Correio da Manhã:

"O PS está a oferecer aos militantes e apoiantes de Penafiel uma visita ao oceanário Sea Life do Porto, no domingo, como contrapartida da presença no comício com José Sócrates, no mesmo dia à tarde. Mais de 200 pessoas já reservaram lugar num dos vários autocarros que fazem a viagem até ao Porto, que também é oferecida pelo PS."


terça-feira, 24 de maio de 2011

PIG - POVO IDIOTA E GRUNHO

Texto de Manuela Moura Guedes, no Correio da Manhã, de 22 de Abril de 2011.

Imagine que vai para fora e dá dinheiro a alguém para tomar conta da sua casa e fazer a gestão da sua vida. Imagine que, ao regressar, descobre que o dinheiro se foi, está endividado até ao pescoço e a casa está a cair aos bocados.

Imagine que tem de estender a mão a um vizinho para escapar a viver sem abrigo. Volta a pôr a casa e a vida nas mãos de quem o desgraçou? Claro que não, só se for completamente idiota! Mas, é isso que, segundo a última sondagem, são 36% dos portugueses. Idiotas! Querem dar o país de novo a quem o arruinou. Já não há sequer dinheiro para pagar os salários dos militares a tempo e horas, nem para tratamentos e remédios básicos, nos hospitais. Não há dinheiro! Foi gasto e mal gerido por gente que tem nome.

Noutra situação da vida comum, seriam julgados e penalizados. Como se trata do governo, a única sanção é não serem reeleitos. Mas, mesmo isto, 36% de idiotas acham que eles não merecem. Não tenho respeito pela comunicação social que continua a levar a sério toda a propaganda deste governo sem qualquer tipo de sentido crítico. Há muito que é co-responsável por todo este desastre. Mas, convenhamos, um Povo que elege quem o leva à ruína merece ser PIG – Povo Idiota e Grunho (o FMI tem razão)!


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A ESCOLA PÚBLICA E O ESTADO DEMOCRÁTICO

Por João Ruivo.

A democracia parlamentar e a escola de massas, que convergiu na escola pública, constituíram-se como dois dos grandes mitos ideológicos forjados no seio das mais avançadas sociedades industriais do século passado.
À primeira era conferida a missão de criar uma sociedade fraterna, totalmente baseada na igualdade dos cidadãos. À segunda foi pedido que também ela se democratizasse, abrindo as suas portas a todas as crianças e jovens que a quisessem frequentar.
São, ainda hoje, dois projectos de uma generosidade indiscutível e que, apesar das fragilidades com que muitas vezes se defrontam, não encontraram ainda melhor alternativa, no respeito pela liberdade de escolha e no pleno exercício da cidadania.
Porém, temos que admitir que a democracia parlamentar não impediu que a riqueza se concentrasse em cada vez menos mãos e que o fosso entre os mais ricos e os pobres fosse cada vez maior. Como não conseguiu erradicar a maior das chagas sociais que nos envergonha: a da exclusão social, que engrossa a fileira dos que têm fome, dos que não têm abrigo, dos que não têm direito à saúde e dos que viram negado o direito a um trabalho.
E também temos que reconhecer que a escola de massas, a verdadeira escola pública, ainda não conseguiu que a igualdade do acesso se transformasse numa igualdade de sucesso; assim como tarda a que a escolaridade seja por todos vista como um valor de promoção social e de meritocracia.
O professor, que é simultaneamente cidadão e educador, vê-se confrontado, nesta segunda década do século XXI, com esse duplo dilema: o de ajudar a construir uma sociedade mais justa e o de erguer uma escola gratificante para quantos nela trabalham e nela se revêem: alunos, docentes, funcionários, pais e membros da comunidade local.
Confrontados entre o desejo de realizar cada vez mais e a míngua dos resultados alcançados, sentem frustrados e menorizados na sua profissionalidade. Sentem-se assim, não por incúria, mas porque são profissionais responsáveis e de dedicação para lá dos limites do imaginável.
Mas sentem-se assim também porque tardam em perceber que o seu desencanto é a medida resultante de uma indirecta e subjectiva avaliação das políticas educativas e dos responsáveis da educação que as protagonizaram.
Os professores são intelectuais livres. É certo. Mas num aparelho de Estado centralizador, como o é o nosso, também são chamados a serem dóceis funcionários executores de medidas de política educativa, das quais por vezes discordam e para as quais só episodicamente são chamados a opinar.
Daí resulta um estranho equívoco: muitos docentes assumem como derrota profissional a falência desta ou daquela medida de governo. Entendem que foram o problema,
quando, de facto, os normativos burocrático-administrativos não os deixaram ir em busca da solução.
Se querem que os professores assumam, em plenitude, toda a responsabilidade do que ocorre na escola, então revela-se indispensável que eles a si chamem a gestão integral dos destinos das instituições educativas. Não há responsabilidade total sem completa autonomia. Não deve ser exigida a prestação de contas a quem não foi autor dos objectivos a contratualizar e da missão a cumprir.
Por isso, antes de se julgar e avaliar os professores, antes de julgar e divulgar o ranking das escolas, urge avaliar e classificar as medidas educativas que estes e aquelas foram obrigados a protagonizar, muita das vezes contra natura.
O Estado e as famílias demitem-se todos os dias de objectivos educativos que só a eles deviam ser remetidos e dos quais contratual e socialmente se responsabilizaram.
Alguns jovens são levados a acreditar que a escola é terra de ninguém. Onde a ética e a deontologia fica à porta da sala de aula e onde todo o individualismo exacerbado pode substituir o trabalho honesto e colaborativo.
Muitos professores são apanhados em curvas mais apertadas da sua profissão porque são induzidos a julgar que foram formados para serem exclusivamente gestores de conflitos numa arena que, em algumas escolas, resvala o limite do bom senso e da decência.
O Estado e as famílias pedem à Escola que os substituam. E apontam o dedo acusador quando a máquina falha por excesso de carga profissional, emocional ou administrativa.
Assim não! É que mais cedo do que a razão aconselharia talvez haja muitos professores que já tenham percebido que mais vale pronto recusar que falso prometer.

João Ruivo
jruivo@almada.ipiaget.org

sábado, 14 de maio de 2011

VERGONHA NACIONAL QUASE OCULTADA

Nada que não suspeitássemos... Nada que não estejamos já a constatar no quotidiano de uma escola (re)construída pela Parque Escolar... E nada de estranho no nosso país.

Vejam e ouçam bem esta reportagem que passou à noite, na RTP2, de forma bem discreta.

A que se chama isto? Incompetência? Irresponsabilidade? Roubo? Oportunismo? Escolham ou acrescentem outros.

Esta foi mais uma invenção notável de José Sócrates, que é de novo candidato a Primeiro-Ministro!

Para conhecimento e reflexão!




Se quiser ver o programa completo da RTP, clique aqui.

DEMITIDA POR NÃO SER DO PS

De acordo com esta notícia do SOL, não é difícil perceber que este PS de José Sócrates não se coibe de trucidar quem não alinhar na máquina de um partido que continua cego em redor do seu líder.

Reza a notícia que A directora da Escola de Hotelaria de Portalegre foi despedida por não ser militante do PS. Há «suficientes indícios de que os verdadeiros motivos da cessação da comissão de serviço foram de natureza política» – concluiu o tribunal.

«Fui afastada por não ter cartão do PS». A certeza de Teresa Samarra, que em 2010 foi demitida do cargo de directora da Escola de Hotelaria e Turismo de Portalegre, é confirmada pela sentença do Tribunal do Trabalho de Portalegre.

Na decisão a que o SOL teve acesso, o juiz Francisco Matos afirma que «subsistem suficientes indícios de que os verdadeiros motivos da cessação da comissão de serviço foram de natureza política». Mas a sentença vai mais longe e dá como provado que a escolha de Conceição Grilo – nomeada pelo Turismo de Portugal para substituir Teresa Samarra – foi «assente na circunstância de ser filiada e militante do Partido Socialista».

O tribunal considera provado que a substituição de Teresa Samarra por uma militante do PS «já era referida nos círculos políticos e na região de Portalegre, antes de ocorrer». E até antes de ser aberto o concurso público através do qual Conceição Grilo foi nomeada directora da Escola de Hotelaria e Turismo.

«Esta sentença é muito importante, porque não é ambígua», comenta Teresa Samarra que se diz «trucidada pela máquina socialista».

SÃO NECESSÁRIOS PASSOS CONCRETOS

A convite do Prof. Doutor Santana Castilho, estivemos presentes no lançamento do seu novo livro "O Ensino Passado a Limpo", no Hotel Tiara, em Lisboa. Aí tivemos oportunidade de, uma vez mais, testemunhar a coerência, a dignidade e a acutilância de Santana Castilho, um dos maiores lutadores pela dignidade dos professores e pela qualidade de ensino, como testemunha esta notícia da TSF.



Passos Coelho promete melhorar programa do PSD para a Educação

Depois de algumas críticas ao programa social-democrata, o líder do PSD, Pedro Passos Coelho, prometeu melhorar o documento no sector da Educação.

Perante uma plateia de professores, foi ontem apresentado num hotel de Lisboa, o livro de Santana Castilho "O ensino passado a limpo", editado pela Porto Editora, com prefácio escrito por Passos Coelho.

O líder do PSD falou primeiro e, referindo-se a Santana Castilho, declarou: «Sei que ele não ficou nada satisfeito com grande parte do programa eleitoral que o PSD apresentou na área da educação. Iremos melhorá-lo».

Passos Coelho defendeu que o sector da Educação só pode ser reformado «de uma forma cooperante» com os professores.

Depois, discursou Santana Castilho, que mal falou do conteúdo do seu livro, preferindo falar do programa do PSD para a Educação.

Santana Castilho agradeceu a Passos Coelho a defesa de que a educação só pode ser reformada com os professores e a promessa de «que o programa eleitoral do partido, pelo qual é o primeiro responsável, vai ser melhorado».



A jornalista Ângela Braga escutou as promessas que Pedro Passos Coelho deixou na apresentação do livro de Santana Castilho, em Lisboa. Para ouvir, clique aqui.


In TSF.

quarta-feira, 11 de maio de 2011

MILHARES DE PROFESSORES VÃO FICAR NO DESEMPREGO

De acordo com o Diário de Notícias, milhares de professores, especialmente os eternos contratados, podem ficar sem possibilidade de exercer funções docentes no próximo ano lectivo.


25 a 40 mil professores ficam sem emprego

Dos 55 mil candidatos aos concursos do ministério, 20 mil procuram emprego e 35 mil estão nas escolas. Para os primeiros as hipóteses são quase nulas e os segundos enfrentam cortes drásticos.

Dos quase 55 mil candidatos aos concursos de contratação a prazo do Ministério da Educação - onde se incluem os que têm hoje um vínculo precário às escolas - pelo menos metade deverá ficar sem colocação no próximo ano lectivo.

Actualmente, a rede pública emprega cerca de 35 mil professores a prazo e a tendência - assumida por sindicatos de professores e por directores - será para reduzir "drasticamente" esse número. Assim, além dos 20 mil professores que hoje já não conseguem entrar no sistema público, muitos outros deverão abandoná-lo a partir de 2011/2012.

[...]
Toda a notícia no Diário de Notícias.

terça-feira, 10 de maio de 2011

AS VERDADES VÃO EMERGINDO

De acordo com o Público, um conhecido colunista do Financial Times fala em “cortes selvagens na despesa”, sendo Sócrates acusado no FT de fazer discurso enganador sobre pacote de ajuda.

Segundo o jornal (o sublinhado é nosso), a gestão da crise por Portugal tem sido “apavorante”, e o anúncio por José Sócrates do acordo alcançado com a EU-FMI é um “ponto alto do lado tragicómico da crise”, segundo um artigo de opinião publicado no Financial Times de ontem.

José Sócrates é acusado de ter escolhido atrasar o pedido de assistência financeira “até ao último minuto” e o seu discurso de que o acordo pacote português é melhor do que o grego e o irlandês e que não seria muito doloroso não é verdade, na opinião de Wolfgang Münchau, um dos colunistas de longa data do diário financeiro britânico.

Münchau assinala que o pacote de ajuda a Portugal contém “cortes selvagens” de despesa, congelamentos nos salários do sector público e pensões, aumentos de impostos e a previsão de dois anos de recessão “profunda”, o que em sua opinião desautoriza o discurso de Sócrates.

“Não se pode dirigir uma união monetária com pessoas como o sr. Sócrates, ou com ministros das Finanças que espalham rumores sobre uma cisão” da moeda única, diz ainda.

Veja também o vídeo da SIC Notícias.

segunda-feira, 9 de maio de 2011

EM QUEM VÃO VOTAR OS PROFESSORES?

Embora por aqui não passem apenas professores, seria interessante começar a ter um barómetro das intenções de voto nas próximas eleições legislativas.

Face ao estado caótico do País e às medidas tomadas na Educação, provavelmente muitos professores já têm claramente definida a sua intenção de voto, que será a última réstia de esperança para que algo pelo menos possa mudar.

Esta sondagem vale o que vale, não foi encomendada e não pretende ter qualquer valor científico, revelando apenas os dados dos visitantes que nela quiserem participar.




OBRIGADO PELA PARTICIPAÇÃO!

O ENSINO PASSADO A LIMPO




Na próxima quinta-feira, dia 12 de Maio, no Hotel Tiara Park Atlantic Lisboa, às 18:30, terá lugar a sessão de lançamento do livro O Ensino Passado a Limpo, da autoria do Prof. Doutor Santana Castilho.

Numa altura em que se exigem novas estratégias para os vários sectores fundamentais da nossa sociedade, o Prof. Doutor Santana Castilho apresentará, em livro, o que pode ser considerado como um resumo de um programa de atuação política na área da Educação.

A apresentação do livro estará a cargo do Dr. Pedro Passos Coelho, Presidente do Partido Social Democrata.

Na sinopse da editora (Porto Editora), relativa ao livro O Ensino Passado a Limpo - Um sistema de ensino para Portugal e para os portugueses, de Santana Castilho, pode ler-se:

Santana Castilho considera que a história da gestão do sistema de ensino português é a história da incoerência e da falta de visão estratégica e que os diagnósticos correctos, que não nos faltam, foram sistematicamente pulverizados por 37 anos de inépcia do aparelho ideológico que domina o Ministério da Educação.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

MENOS ESCOLAS E MENOS PROFESSORES

Para poupar por causa do desbarato deste governo PS, o País vai assistir ao encerramento de inúmeras escolas à criação de mais mega-agrupamentos.

O Estado vai ainda reduzir o número de professores contratados e as escolas com contrato de associação vão sofrer cortes nos apoios do Governo, passando o financiamento das escolas públicas a depender do seu desempenho no cumprimento de objectivos e da prestação de contas.

Vai também ser criado um plano de acção prevendo que o financiamento para as escolas profissionais e para as escolas com contrato associação tenha como referência o custo por turma e incentivos associados a critérios de desempenho.

Isto está bonito, lá isso está! Continuem a confiar em Sócrates... até desaparecermos todos!

Mais informação no Económico.

terça-feira, 3 de maio de 2011

INSISTIR NA REVOGAÇÃO DO MODELO DE AVALIAÇÃO

Muitos têm sido os professores que se têm questionado sobre o que acontecerá depois do chumbo do Tribunal Constitucional relativamente à suspensão da avaliação.

Tal como já havíamos dito, a única saída é um cartão vermelho a este PS de José Sócrates nas próximas eleições legislativas.

Todos sabemos que só o PS continua a sua senda obscura, contra tudo e contra todos, insistindo num modelo que sabe ineficaz, injusto, iníquo, burocrático e prejudicial para as escolas e para os alunos. Este PS demonstra, cada vez mais, ser incapaz de reconhecer o erro e, por isso, prossegue a sua corrida cega, desenfreada e autista, como se a vitória da sua teimosia fosse uma questão de honra.

Relembremos este trecho do jornal Público, de 30 de Abril de 2011, a propósito da declaração de inconstitucionalidade, pelo TC, da suspensão da avaliação, decidida na Assembleia da República (destacado nosso):

Entre os socialistas não faltaram aplausos. Numa reacção quase imediata, a ministra da Educação, Isabel Alçada, considerou a decisão "uma vitória do sistema educativo" e acusou a oposição de "irresponsabilidade, oportunismo" e de "caça ao voto". Palavras de regozijo foram também as de Jorge Lacão, ministro dos Assuntos Parlamentares. "Apesar da crise política, a regularidade do nosso Estado de Direito fez-se prevalecer com voz independente e respeitada do Tribunal Constitucional", disse aos jornalistas, lembrando que esta decisão é contra o "governo de Assembleia".

Também a bancada parlamentar do PS fez ouvir o seu contentamento. A vice-presidente do grupo, Ana Catarina Mendes, reclamou uma vitória da legalidade e da democracia: "Do ponto de vista político, o que aconteceu na Assembleia da República no passado dia 25 de Março foi um golpe de teatro, passando por cima de todas as regras constitucionais, que iludiu os portugueses e, sobretudo, os professores".

PSD sem "outro caminho"

O PSD tentou desvalorizar a decisão do TC, considerando que se baseou "em razões de ordem formal". Embora com "respeito" pela decisão, Pedro Duarte, vice-presidente da bancada, garantiu que o PSD vai insistir na revogação do modelo em vigor se vier a formar Governo. "O PSD reafirma que, se merecer a confiança dos portugueses no próximo 5 de Junho, revogará o actual modelo e apresenta uma nova proposta de modelo que acabe com a burocracia e com a avaliação inter pares", prometeu. Pedro Duarte assegurou que o PSD já quer aplicar novas regras no próximo ano lectivo, mas não se quis comprometer com datas para a sua apresentação por causa do calendário eleitoral.

ESCOLAS E TIC NO JOGO DA CABRA CEGA

Por João Ruivo

Como podem as escolas e os professores enfrentar com êxito o desafio de incorporar na escola e na sala de aula as Tic, enquanto meios auxiliares do ensino e da aprendizagem? Como devem reagir a resultados tão opostos, quando estudados os efeitos da utilização das Tic na promoção do sucesso escolar e educativo dos nossos alunos? Como evitar este jogo da cabra cega com que, volta e não volta, nos encontramos cercados?

Iniciada a segunda década do século XXI, temos já a bater-nos à porta uma terceira vaga dessa revolução digital. E ela aí está, mais enérgica que qualquer das outras, a deixar-nos cada vez mais interdependentes, a mudar tudo à nossa volta, a mergulhar-nos num mundo de ficção, de perplexidade e de imaginário.

A primeira vaga foi sustentada pela popularização e democratização dos computadores pessoais e dos telemóveis; a segunda, pela massificação do acesso à Internet e da oferta low cost da banda larga; a terceira está a ser protagonizada pela redução de todas as fontes da cultura, do saber e do lazer ao formato digital, acompanhada pela vulgarização do comércio electrónico de bens e serviços, também eles em formato digital. A tendência é apetecível, as novas gerações de consumidores já lhe deram o seu consentimento, logo, o caminho anuncia-se irreversível. Sem ilusões: nada mais vai ser como dantes…

Metaforicamente, poderíamos afirmar que, no futuro próximo, as grandes “fontes de poder” vão estar ancoradas nas “fontes de água” e nas “fontes de saber”. As primeiras vão rarear, as segundas, pelo contrário, irão proliferar. O que resultar desta antinomia, deste confronto dialéctico entre o “saber” da natureza e o “saber” do Homem, converter-se-á no futuro, futuro esse onde iremos passar o resto das nossas vidas.

Mais depressa, e de forma mais eficaz e definitiva, do que os CDs substituíram os discos de vinil, a música em formato digital fará desaparecer, num curtíssimo espaço de tempo, o suporte musical em formato de CD. Hoje, quem entrar num quarto de um adolescente já não vê caixas de CDs, nem livros espalhados por todo o lado. A música e os textos circulam em suportes digitais, configurados em leitores Mp3, em Pen Flash Drives, discos rígidos externos, ou em leitores tipo Kindle. E os filmes também. Não se vai à loja, à discoteca ou à livraria formais. Vai-se à Net e faz-se um download, legal ou ilegal, tanto faz, desde que cumprido o objectivo. Permutam-se discos, filmes e textos à velocidade de um clic, toma lá, dá cá. Uma parte das revistas e livros em suporte de papel têm os dias contados. As bases de dados digitais constituirão uma fonte inesgotável de conhecimento ao alcance dos dedos de uma das mãos. Devido a isso, o crescimento do conhecimento vai evoluir de uma forma exponencial. A humanidade poderá combater melhor as desigualdades, as doenças, a fome, a miséria, o nepotismo e todas as formas de degradação do Homem. A humanidade poderá, ainda, ser una e mais solidária, face ao desenvolvimento social e ao progresso científico proporcionado por esta revolução digital.

A Amazon divulgou que quarenta e sete por cento dos livros vendidos o foram já em formato digital (e-books). Ao preço de um telemóvel topo de gama pode-se comprar um gadget (Kindle, Cool-Er…) armazenador e leitor de revistas e livros com capacidade para guardar uma biblioteca de cerca de quatro mil volumes. Estes livros e revistas podem ser adquiridos on-line, por wireless, ou através de uma ligação 3G a preços populares, devido à óbvia diminuição de custos, em livrarias virtuais. Pouco faltará para que se possa trazer no bolso a biblioteca de Oxford, com possibilidade de aceder aos textos através de um motor de busca à base de palavras-chave. Mais de cinquenta mil filmes são alugados ou comprados no iTunes todos os dias. A publicidade na Net já alcançou mais de metade do valor investido nos meios tradicionais de comunicação social…

Aviso: não se trata do fim dos livros, jornais e revistas em suporte de papel. Como não o foi o anunciado fim dos discos de vinil. Mas é um novo renascer dos modelos de divulgação da cultura, da informação e da ciência, só comparável ao renascimento proporcionado, nos finais da época de quatrocentos, pela prensa de Gutenberg. Um novo renascimento que possibilitará crescimentos culturais e científicos em ordem geométrica, dada a possibilidade de divulgação da informação de forma generalizada e em poucos segundos.

E a escola? E os professores e educadores? Já o afirmámos variadíssimas vezes: vivemos um tempo que pretende reconfigurar a sociedade e a escola, atribuindo-lhe um novo formato, centrado em renovadas formas de receber e transmitir a informação. Isto implica uma busca permanente do conhecimento disponível e das suas fontes de informação. Para alcançar tal objectivo, imputa-se à escola mais uma responsabilidade: a de contribuir significativamente para que se atinja o que se convencionou designar por analfabetismo digital zero.

Para tal, a educação para a utilização das novas tecnologias digitais precisa ser planeada, com base no conhecimento pedagógico, desde o jardim-de-infância. Sem preconceitos ou desnecessárias coacções, sem substituir atabalhoadamente o analógico pelo digital, mas sim reforçando a capacidade cognitiva dos alunos e guiando a descoberta de novos horizontes. Formando os professores e equipando as escolas. Este movimento deve ser capaz de preparar os jovens para serem leitores críticos e escritores aptos a desenvolver essas competências em qualquer dos meios suportados pelas diferentes tecnologias.

É que nem tudo parece ser um mar de rosas… Por exemplo, as escolas que viram a sua média descer ou subir menos do que a média global nos exames do 9.º ano de escolaridade, em 2010, são tipicamente as que mais usaram a Internet", como referiu Rodrigo Belo, co-autor do estudo "The Effects of Broadband in Schools: Evidence from Portugal", realizado em parceria com Pedro Ferreira e Rahul Telang. Estes investigadores do Instituto Superior Técnico, Universidade Católica e Carnegie Mellon University, sublinham que o estudo não mede os eventuais impactos positivos do acesso generalizado aos computadores e à Internet na vida futura dos alunos e apenas alerta para o facto de o acesso às novas tecnologias não garantir, por si só, uma melhoria dos desempenhos.

Os professores da designada geração digital também já estão a chegar às escolas. E, com eles, as mudanças pedagógicas vão ser mais rápidas, porque baseadas no domínio de novas competências, na experiência e na forte motivação para o uso das novas tecnologias. A escola tradicional vai mudar. Desde logo necessitará de menos espaços físicos. Através da comunicação on-line, o contacto com o mundo exterior e com as outras escolas da aldeia global será permanente. Desta “conexão” de escolas globais – as connecting classrooms - resultarão aprendizagens, também elas globais, e em simultâneo, proporcionadas pelos vários docentes globalizantes, porque globalizadores do conhecimento e da tutoria dos aprendentes.

O que vamos fazer do “pátio dos recreios” quando, nos intervalos, os jovens já só se confinarem à manipulação dos telemóveis ou das iPads? A resposta depende de acreditarmos, ou não, de que a escola nunca deixará de ser a Escola e de que nós nunca deixaremos de ser Professores

João Ruivo
jruivo@almada.ipiaget.org

Desde 01-01-2009


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