terça-feira, 25 de junho de 2013

DESILUSÃO SINDICAL DE NOVO?

O jornal Público escarrapacha que Acabaram as Greves na Educação.

Eu sei que havia muita gente cansada (ministros, professores, alunos, pais, sindicalistas, cidadãos) e que um processo de luta é mesmo assim: desgastante para todos. Desgastante para quem declara a guerra, para quem se defende, para inocentes apanhados pelo meio, e até para quem a ela assiste.

Um dos principais representantes dos sindicatos, agente das negociações, parece muito satisfeito com os acordos firmados, mas pouco fica resolvido. À primeira vista vislumbra-se que o mais importante é prolongar indefinidamente o combate dos professores, em vez de o que resolver em definitivo, como é o caso da requalificação ou mobilidade que, no fundo, é problema que apenas fica adiado para 2015.

De acordo com notícias, declarações e reações que vão surgindo, relativas ao resultado das negociações entre o ME e os sindicatos, os professores no "terreno", mais ou menos entrosados na luta destes últimos tempos, começam a tomar um de três partidos: o dos entusiasmados, que consideram que foi uma grande vitória dos professores; o dos desconfiados, que acham que houve bons progressos; e o dos desiludidos, que não hesitam em apontar o dedos às estruturas sindicais pelo facto de, uma vez mais, terem hipotecado a luta e o futuro dos professores. Deste último grupo farão parte, sobretudo, muitos daqueles que, nestes últimos dias, lutaram determinadamente contra a mais feroz tentativa de acabar com a classe docente.

É verdade que, na luta, há os corajosos, como a  colega em greve de fome contra a mobilidade especial, e há quem, por razões várias, desde a descrença ao cansaço, se tenha borrifado para tudo. Pelo meio, uma grande parte de professores que souberam dizer "não" na hora da verdade. Também há aqueles que começavam a acusar alguma fadiga, sobretudo por verificarem a falta de unidade e de solidariedade de muitos colegas que acabarão por beneficiar dos eventuais ganhos que, mais do que conseguidos, se vierem a concretizar.

Costuma dizer-se que não há duas sem três. Esperemos que, uma vez mais, não se tenha hoje repetido uma nova versão do acordo com Isabel Alçada ou com memorando de entendimento com MLR, pois tal significará o fim prático de uma luta, visto que dificilmente os professores terão forças para novos combates depois de tantas vezes ter sido esvaziado o seu esforço.

Por mim, mergulhado em muitas dúvidas, quero apenas crer que a estratégia de hoje, que sei em contexto difícil, venha a revelar que, afinal, foi a atitude mais sensata.    

Ilídio Trindade

2 comentários:

Anónimo disse...

Concordo em absoluto!
A montanha pariu um rato...

Anónimo disse...

os colegas de qzp e os colegas contratados não ganharam nada com esta luta estou de acordo com a desilusão porque a alteração do âmbito geográfico dos qzps tem de voltar a ser como inicialmente ou inclusive uma redução geográfica dos mesmos para melhor gestão dos recursos

Desde 01-01-2009


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