sexta-feira, 21 de junho de 2013

GREVES, EXAMES, INIQUIDADES E CONSEQUÊNCIAS

O desNorte está instalado. Ao contrário daquilo que Crato e seus subalternos sempre quiseram fazer crer à opinião pública, quer em sucessivas declarações, quer em comunicados e entrevistas, o exame nacional da disciplina de Português foi, para todos eles, um doce bem amargo e um penedo no barco que afundou inequivocamente os responsáveis governativos. Além do confronto declarado e vingativo com os professores, a principal razão desta insensatez assenta na definitiva impossibilidade do retorno da equidade exigida para com os alunos: por mais aceitações, anulações ou repetições, tornou-se irremediável a reposição da justiça num ato que interferirá na vida futura dos milhares de jovens que por ele tiveram de passar.

Aliás, a decisão até agora conhecida, que refere que o ministério não anula exame de Português, mas permite a alguns que o fizeram repeti-lo, vem confirmar, se não aumentar, essa iniquidade, sobretudo tendo em conta que a repetição se destina a "alguns", dando-lhes a posibilidade de uma escolha que todos os outros não têm. Por isso, não seja motivo de admiração para os governantes se, depois de tantos outros setores da sociedade, também os estudantes vierem a rebelar-se contra o poder instalado. 

Talvez seja tempo de os nossos governantes olharem para os protestos que ocorrem pelo mundo, especialmente no Brasil. Aqui, a subida de uns cêntimos no preços dos transporte foi o rastilho para a explosão da tensão acumulada no povo brasileiro que, silenciosamente, ia sofrendo o distanciamente do povo.

Em Portugal, nem as inúmeras greves e manifestações conseguem demover aqueles que tomaram para si uma governação para que não estavam mandatados e que, ainda por cima, revelam uma animosidade, crispação, vingança e autismo inigualáveis, sobretudo quando algo não lhes corre como queriam (lembre-se o caso da TSU, do chumbo do Tribunal Constitucional e a greve dos professores a avaliações e a exames).

Há muito que a tensão se vem acumulando. Quando a explodir - e não faltará muito -, esperemos que as consequências recaiam apenas sobre os responsáveis políticos por tão nefastas perversidades.
    

2 comentários:

Anónimo disse...

É necessário continuar a tentar fazer alguma cois!
Portanto fica o desafio!

"Amanhã (sábado 22-06-2013) teremos em Alcobaça o Conselho de Ministros.Os Professores irão aproveitar este fato para realizar uma Manifestação Silenciosa de Luto pelo Futuro da Educação em Defesa da Escola Pública e por mais Condições para os Nossos Alunos.Apelamos à participação Massiva de PROFESSORES FUNCIONÁRIOS PAIS/EDUCADORES e ALUNOS.SÁBADO 14h EM FRENTE AO MOSTEIRO..APAREÇAM..SILÊNCIO e LUTO..."

JOAQUIM disse...

O SISTEMA EDUCATIVO ESTÁ, COMO TUDO, SUJEITO À DITADURA DO CAPITAL.UM DOS SEUS FUNCIONÁRIOS, NUNO CRATO,FAZ LUZ, SOBRE TAL SISTEMA QUE NÓS PROFESSORES ANDAMOS A PERPETUAR.
MAS QUEM ESPERA DEMOCRACIA, DE UM SISTEMA QUE É ANTI DEMOCRÁTICO.
QUEM SUFRAGADOU A AUTORIDADE DESTE CAPITALISMO TIRÂNICO QUE TODOS OS GOVERNANTES ACEITAM PLACIDAMENTE? POIS, SE SÃO SEUS FUNCINÁRIOS

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