quarta-feira, 19 de junho de 2013

O PREÇO DE SINDICATOS E PARTIDOS

De acordo com o jornal Público, deputados do PSD querem saber quanto custam os sindicatos de professores. Acho que têm todo o direito e, por isso, não vou expor sequer aqui as razões que considero que lhes assistem, nem tão-pouco enumerar os eventuais aspetos positivos dessa intenção.

No entanto, não posso deixar de ficar surpreendido com a relação entre a atitude e o tempo em que é tomada, porquanto visa apenas sindicatos de professores, excluindo todos os outros, e porque decidida num momento de intensa contestação por parte dos professores e dos sindicatos. É que se é - e parece ser - uma atitude que visa enfraquecer a luta, a rapaziada da JSD, o grupo dos oito deputados, que, provavelmente, nada mais fará na vida, estará muito enganado. Embora seja verdade que apenas os sindicatos têm "capacidade legal" para decretar a greve, a luta dos professores vai muito além destas estruturas de representação, como poderão constatar os senhores deputados se se dispuserem a estar atentos ao País, com particular incidência na classe docente e no que se passa nas escolas.

Admitem os senhores deputados - até porque lhes convém - que os custos dos sindicatos são custos da democracia. Dirão o mesmo dos partidos, uns e outros subsidiados com avultadas quantias de dinheiro que sai do bolso dos contribuintes e da boca dos mais pobres em tempo de crise.

É verdade que não sei quanto custam os sindicatos. Devem custar muito. Pessoalmente, até gostaria de saber. Mas fiquem os senhores deputados a saber que eu sei que o meu voto num partido vale 12 euros, e o apoio público 70 milhões

E pela mesma razão que não sou sindicalizado, enquanto for esse o preço de cada voto jamais qualquer partido receberá do Estado 12 euros à minha custa

É por estas e por outras, tão ou mais importantes, que os eleitores terão de ponderar muito bem, não lhes restando, provavelmente, outra saída que não seja o voto em branco, permitindo poupar muitos milhões ao País e deixar de alimentar os sorvedouros partidários.

Ilídio Trindade, professor e coordenador do MUP.

2 comentários:

Anónimo disse...

ahahahahahah
muito boa, professor!

Helena Castro disse...

Penso que o problema não se resolve com votos em branco, dado que o sistema eleitoral se baseia na distribuição proporcional dos votos positivos obtidos. Assim, até poderiam os portugueses deixar de votar, pois se votassem apenas os dos partidos, alguém haveria de ser eleito... Provavelmente, a nossa luta tem de ir mais além que o voto em branco.

Desde 01-01-2009


Este blog vale $140.000.00
Quanto vale o seu blog?

eXTReMe Tracker

Estou no blog.com.pt - comunidade de bloggers em língua portuguesa
Twingly BlogRank
PageRank
Directory of Education Blogs

RSSMicro FeedRank Results
Add to Technorati Favorites
Locations of visitors to this page