quinta-feira, 13 de junho de 2013

URGE A UNIDADE E A MOBILIZAÇÃO

Urge a unidade e a mobilização para uma resposta condigna.

Perante a luta reacendida pelos professores, como resposta à política de destruição completa da profissão docente, da escola pública e do ensino de qualidade, como jamais foi posta em marcha, o governo marcou “serviços máximos” nos exames. E fê-lo por três motivos essenciais:
. porque é arrogante, vingativo e sem escrúpulos;
. porque alguns diretores lambe-botas e prepotentes se anteciparam e lhe deram a ideia;
. porque a equipa governativa e a comitiva de assessores conhece bem a classe dos professores e sabe bem que ela está repleta de gente cansada, depauperada pela austeridade, e com muita alma que se está borrifando para o que lhe possa acontecer.


Os sindicatos, que incompreensivelmente (ou talvez não) permitiram que se chegasse a esta situação, conscientes de que as coisas podem correr pior do que imaginaram, continuam a emanar as suas instruções – embora nunca cheguem à quantidade necessária de destinatários –, mas dão sinais de fraquejar um pouco perante a resposta violenta do ministro da Educação e seus comparsas, que, escondendo a cara no JNE, decretaram uma ilegal “requisição civil” encapotada numa ordenação, também ela ilegal, e que só se tornou administrativamente adequada com as convocatórias colocadas nas escolas e assinadas pelos correios de transmissão que estão à frente das instituições de ensino.


Face ao que está a acontecer, só há uma resposta possível dos professores. E é uma resposta de tudo ou nada. Como nunca, dela dependerá o futuro imediato de cada professor, seja ele contratado ou do quadro, jovem ou idoso, em início ou em fim de carreira, muito ou pouco graduado. Como nunca, dela dependerá pelo menos alguma esperança no trabalho, algum equilíbrio emocional, alguma saúde e alguma sanidade mental para se ter uma vida minimamente condigna. Como nunca, dela dependerá a continuidade da escola pública e da qualidade do ensino. Como nunca, dela dependerá o futuro dos jovens e do país.


E a única resposta só pode ser: uma grande unidade dos professores e uma forte mobilização para a manifestação nacional de sábado (15 de junho, 15:00 horas, no Marquês de Pombal, Lisboa) e greve total aos exames na próxima segunda-feira, dia 17 de junho. 

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