Mostrar mensagens com a etiqueta Blogues. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Blogues. Mostrar todas as mensagens

sábado, 1 de maio de 2010

O FIM DO PROFBLOG?

Hoje, ao consultar o blogue do Ramiro Marques - ProfBlog - deparei com uma mensagem que me deixou triste, como certamente deixa tristes todos os professores:

"Este é o meu último post no ProfBlog.

O breve texto que O ProfBlog durou 2 anos. Ao longo destes 24 meses, foram publicados mais de 7 mil posts. Resolvi colocar um ponto final no ProfBlog. As razões são conhecidas. O ProfBlog foi alvo de várias ataques nos últimos meses e eu não encontrei solução técnica para pôr fim aos actos de pirataria. Fui vencido pelo cansaço.

O ProfBlog mantém-se online mas sem actualizações."


Compreendo as razões do Ramiro. O blogue do MUP também foi assaltado diversas vezes, com especial incidência entre Maio e Julho do ano passado, tendo havido necessidade de nele voltar a entrar através da recuperação de password.

Quero deixar aqui o meu reconhecimento pessoal ao Ramiro Marques pelo trabalho que desenvolveu ao longo destes anos de luta, bem como manifestar a esperança de que possa reconsiderar a sua decisão ou de que, pelo menos, através de uma eventual "nova edição", nos continue a entregar informações e opiniões de reconhecido mérito, tão necessárias em tempos difíceis que se avizinha.

Um abraço, Ramiro.

quarta-feira, 22 de julho de 2009

PUBLICAÇÕES E OPINIÕES

A Maria João resolveu dar a sua opinião e enviar um e-mail, com sugestão de publicação do seu texto, que se transcreve depois deste breve intróito.

A entrada a que a colega se refere tem o título A REALIDADE DA ESCOLA QUE MUITOS DESCONHECEM e esteve na origem da notícia do Público, onde a esmagadora maioria dos mais de 400 comentários - embora alguns sejam lixo - vai de encontro à opinião aqui manifestada.

Finalmente, há que relembrar, especialmente aos críticos da publicação, que este blogue é público apenas "relativamente", pois ninguém é obrigado a consultá-lo; para a ele aceder é necessário querer e utilizar uma espécie de "chave" própria, que é o endereço http://mobilizacaoeunidadedosprofessores.blogspot.com/.



Sou professora e louvo o MUP por ter mostrado no Blogue esta pauta, que, aliás, é pública.

Isto que vemos é o resultado catastrófico das orientações Socráticas juntamente com as da sua acérrima seguidora, Maria de Lurdes Rodrigues, que são as do FACILITISMO.

Mas também as de um governo que criou as NOVAS OPORTUNIDADES, programa que distribui milhares de DIPLOMAS A QUEM NÃO POSSUI HABILITAÇÕES (muitos já receberam o do 12º e nem escrever sabem)… O que é que se espera?

Para os candidatos a esta balela, é fácil conjecturarem que se 9º foi tão rápido, porque não fazer num instante o 12º também? E ei-los diplomados.

Não tenho qualquer dúvida que uma empresa que pretenda um funcionário com habilitações literárias não contratará uma pessoa com um diploma de 12º ano feito nas NOVAS OPORTUNIDADES. É impensável se comparar com outro candidato do ensino regular e com uma área curricular pluridisciplinar feita ao longo de 12 anos e, como é óbvio, possuindo HABILITAÇÕES LITERÁRIAS.

Mas ainda há quem viva de ilusões e seja fácil de manipular… E os políticos sabem isso… Talvez pensem ganhar votos fáceis para o P.S. Mas quando estes (diplomados do papel) virem o logro em que caíram e como foram manipulados, se forem inteligentes não lhes darão o voto…

O ensino no nosso país resume-se a 4 palavras:

FACILITISMO – SEGUIDISMO - OPORTUNISMO – ESTATÍSTICAS

Ora a pauta que Ilídio Trindade aqui publicou não é caso único. E fez muitíssimo bem em publicá-la. É óbvio que este aluno não deveria ter transitado de ano. E não me venham com “coitadinho”… que não vem ao caso. Os problemas pessoais não se resolvem passando o aluno, bem pelo contrário. Quem é mais sensível que os professores aos problemas pessoais dos alunos? Mas não podemos misturar as águas. A solução não pode ser esta, aprovar um aluno com 9 negativas. As leis que o permitem têm de mudar, pois é vergonhoso que isto aconteça.

Esta pauta é o reflexo da política de uma ministra da Educação e de dois secretários de Estado que, além de professarem um ódio visceral aos professores, só têm uma preocupação: NÚMEROS E ESTATÍSTICAS DO SUCESSO.

Claro que perguntamos: Mas qual sucesso? Com números que escondem a realidade?

Aqueles que vêm aqui criticar, se querem culpar alguém por um aluno passar com 9 negativas, culpem-nos a eles. Foi o afã legislativo da Ministra Maria de Lurdes Rodrigues que levou a que situações destas pudessem acontecer.

O que lhe interessa é que os alunos passem, querem lá eles saber se eles sabem ou não. Vão à televisão gabar os resultados fantásticos das tais ESTATÍSTICAS e do FALSO SUCESSO e proclamar, muito orgulhosos, com muita emoção na voz e um sorriso de orelha a orelha que o sucesso aumentou… e que este governo é o maior!

Blá…blá…blá… Repetem aquilo dezenas de vezes e os crédulos lá vai engolindo tudo…

Nem falo da patetice do Magalhães, que dispensa comentários. “ Mais cego que o que não vê é o que não quer ver”.

Não venham aqui apontar o dedo aos professores. Eles cumprem leis, não as fazem! Por isso se acham esta pauta um escândalo, pensem que os professores deste Conselho de Turma obedeceram a orientações superiores, nas escolas há uma hierarquia. Ou também desconhecem isto?

Para concluir, só quero acrescentar que, a meu ver, as pessoas que vêm aqui acusar Ilídio Trindade por ter publicado esta pauta, só o fazem por duas razões: ou são oportunistas das NOVAS OPORTUNIDADES… ou, então, são seguidores das políticas facilitistas SOCRÁTICAS, afectas ao GOVERNO P.S.

E mais não digo… Dentro em pouco estou certa de que qualquer pessoa de bom senso acabará com este pesadelo.

Os 120 mil professores deste país, acompanhados das suas famílias, pelo menos, lá estarão.

terça-feira, 21 de julho de 2009

A LIBERDADE ESTÁ A PASSAR POR AQUI?

Caros colegas e Professores,

Como já se devem ter apercebido, embora ande numa azáfama, com os meus caros colegas, de volta do trabalho de DGOE, tento, nos “intervalos” para descansar um pouco, estar a par das notícias e das novidades, em particular, das que se prendem ou connosco, ou por aí próximo. Aí, em vez de mergulhar no Oceano Atlântico, mesmo à minha porta, e que todos os dias chama por mim, mergulho antes nas ondas da NET e dos Blogues, de preferência do “contra”, “subversivos” e pouco respeitadores dos valores instituídos… Enfim, feitios…

Desta forma, não resisti a partilhar esta notícia, de que já devem ter ouvido falar, e que me despertou a atenção porque toca uma instituição como a Universidade do Minho, e em particular, no Departamento de Sociologia da Educação e Administração Educacional, da referida Universidade.

Pelo que me apercebi, nomeadamente, um dos visados pelo autor do Blogue e responsável pela decisão sui generis é o Doutor Carlos Estêvão, referência bibliográfica constante em muitos dos textos que temos lido ou para ler, no decurso do nosso Mestrado.

Se puderem e quiserem não deixam de ler depois de aceder ao “problemático” Blog DISSIDÊNCIAS (http://sol.sapo.pt/Blogs/dissidencias/default.asp), motivo ao que parece de tão grave e grande polémica, aos artigos de opinião que lá se encontram, a propósito da decisão do Senhores Doutores em relação ao docente em questão, entre os quais o artigo da Dra. Filomena Mónica.

Para quem quiser e puder assinar a petição: http://www.peticao.com.pt/daniel-luis

Definitivamente, e ao contrário do que diz a canção, a Liberdade não anda mesmo a passar por aqui….

Serão as Micropolíticas?...

Porque será que algumas pessoas neste “cantinho à beira-mar plantado” têm a memória tão curta?...

Cumprimentos e Bom trabalho ou Boas Férias, se for caso disso…

José António Farinha

sexta-feira, 3 de julho de 2009

MOBILIZAÇÃO EM REDE

Excelente artigo inserido na revista sobre "Educação" incluída na edição de hoje do Diário de Notícias (da autoria do P. Guinote):

Mobilização Em Rede: A Blogosfera e A Luta dos Professores

Se dúvidas existissem quanto ao papel da blogosfera junto dos professores e das escolas, o recente relatório do Conselho Científico para a Avaliação dos Professores (CCAP), organismo consultivo criado e mantido pelo Ministério da Educação (ME), tê-las-ia dissipado de forma definitiva. Ao analisar como foi decorrendo a implementação do modelo de avaliação do desempenho docente é afirmado que «(…) nos relatórios de 53% das escolas da rede, aponta-se a multiplicidade de informação como outro factor de perturbação proveniente do exterior. Os relatórios mencionam que esta informação surgia mão apenas na comunicação social, mas também em blogues e em mensagens electrónicas».

Repare-se que os blogues são aparentemente acusados de «perturbação» por terem facultado informação, ao que parece múltipla. Em nenhum momento, nesta passagem ou em outras que se lhe seguem, se afirma que os blogues veicularam informações falsas, que induziram os professores em erro ou que deturparam factos. Apenas que permitiram a circulação de uma «multiplicidade de informação», que ao que pareceu foi considerada excessiva.

Ainda bem.

Porque essa tem sido efectivamente uma das principais funções de variados blogues na área da Educação: informar, em tempo quase real, o que se vai passando um pouco por todo o lado. E em seguida reflectir criticamente sobre essa informação. Por fim, em alguns casos, propor formas de acção.

Parece ser já um facto incontestável que os últimos anos representaram, em especial desde 2007, um momento inédito quanto à capacidade de mobilização de uma classe profissional. A dimensão e permanência das acções de luta da classe docente contra as políticas impostas pelo ME constituíram-se como uma fenómeno social inesperado.

O carácter inédito da reacção não resultou apenas da forma como se processou o ataque desferido pela tutela política, mas principalmente pelo modo como a resistência de organizou e permaneceu no terreno, funcionando pela primeira vez em rede e escapando bastante aos enquadramentos institucionais e organizacionais tradicionais. Para isso muito contribuíram os blogues enquanto espaço aberto de discussão, debate e circulação de informação.

Ao contrário dos poderes instalados no terreno – Ministério, sindicatos, órgãos de comunicação social (OCS) – a blogosfera na área da Educação, em geral, e dos docentes, em particular, não se apresentou como seguidora de uma agenda específica, pré-determinada, de tipo político ou ideológico.

A blogosfera nesta área surgiu e afirmou-se como um espaço de pluralismo e funcionou como uma rede de ligação entre elos distantes, permitindo a partilha de informações e experiências por todo o país, quebrando o isolamento de escolas e indivíduos.

O pluralismo manifestou-se em diversos planos, desde a natureza específica dos blogues (uns mais confessionais, outros mais institucionais, uns mais alinhados com posições preexistentes, outros mais críticos, uns unicamente dedicados à temática educativa, outros mais abertos a outros temas). Neste contexto, diversos blogues constituíram-se como verdadeiras tertúlias virtuais, muitas vezes intercomunicantes, que promoveram o esclarecimento de muitas situações, a análise crítica dos discursos oficiais e da própria legislação aprovada ou em processo de negociação, assim como a própria vigilância do que ia sendo veiculado pela comunicação social tradicional. Paralelamente, muitos permitiram renovar as formas de mobilização e luta dos professores, quebrando o longo monopólio sindical nesta matéria. A sua credibilidade tornou-se tanto maior quanto os seus autores/criadores conseguiram afirmar a especificidade da sua voz, trazendo algo de novo para a discussão pública e ganhando credibilidade com as suas análises e conduta.

Como escreveu Giuseppe Granieri (Geração Blogue, p. 57), «nos blogues (…) a reputação é construída sobre bases completamente diferentes e é resultado de uma interacção social forte e profunda. A popularidade de um bloguista cresce(ou diminui) quotidianamente em função daquilo que ele diz, de como estabelece as suas relações. Modifica-se em função das opiniões de que é capaz e da eficácia com que consegue exprimi-las».

No caso da mobilização e luta dos docentes, os blogues funcionaram como um factor catalisador novo e para muitos inesperado de intervenção na discussão política antes dominada por actores tradicionais e em grande parte esgotados. E permitiram o tal funcionamento em rede, em tempo real, que tanto perturbou os interesses instalados e que não conseguiram prever que a próxima revolução já não será televisionada (Joe Trippi). O que foi um factor de aprofundamento da participação democrática, algo já sentido antes em outras paragens como nos E.U.A.: «qualquer discussão séria do impacto do blogging político deve começar, é claro, com um exame de como ele reformulou o modo como os americanos recebem as suas notícias políticas e discutem as controversas políticas do dia» (David Kline e Dan Burstein, blog!, p. 5).

Quem em Portugal isso tenha acontecido graças aos professores é a prova de que eles não são a classe conservadora e apática que quiseram apresentar à opinião pública e que, pelo contrário, souberam estar na vanguarda das novas ferramentas tecnológicas disponíveis para combater o tradicional monopólio ou oligopólio na recolha e difusão da informação e na produção de opinião. Neste aspecto, a blogosfera foi um fenómeno que permitiu como que refundar o mundo da informação. (cf. Hugh Hewitt, Blog – Understanding the Information Reformation that’s changing our world p. xxi).

Ao contrário dos que temeram que a abertura da discussão e do debate acentuasse divisões na classe docente, a realidade demonstrou que é mais eficaz a mobilização de um grupo profissional informado, esclarecido e seguro das suas opções do que de uma massa acrítica e informada de forma selectiva e enviesada. A transparência e o rigor são armas mais eficazes para a mobilização do que a névoa e o facciosismo.

A blogosfera ajudou a colocar a classe docente na vanguarda dos fenómenos sociais em Portugal no século XXI, ao permitir a globalização e uma estrutura reticular da circulação da informação, da sua análise crítica e da reflexão sobre a acção. Os blogues assumiram-se, contra muitas resistências, como um contra-poder, um contrapeso essencial na área da discussão em matéria de políticas educativas, para além das meras questões da contestação.

Se s(er)ão uma moda passageira ou não, o tempo o dirá. Mas será também o tempo a fazer justiça ao papel que já desempenharam enquanto actores essenciais no contexto mais conturbado da História mais recente da Educação em Portugal.

Anexo:

Roteiro mínimo, plural e em diferentes registos e ritmos, da blogosfera ligada aos professores e à Educação não-superior:

A Sinistra Ministra (http://sinistraministra.blogspot.com/)
Anterozóide (http://antero.wordpress.com/)
Correntes (http://correntes.blogs.sapo.pt/)
Educação S.A. (http://educacaosa.blogspot.com/)
MUP-Movimento Mobilização e Unidade dos Professores (http://mobilizacaoeunidadedosprofessores.blogspot.com)
O Cartel (http://ocartel.blogspot.com/
O Estado da Educação (http://oestadodaeducacao.blogspot.com/)
outrÒÓlhar (hhttp://olhardomiguel.wordpress.com)
Profavaliação (http://www.profblog.org/)
Professores Lusos (http://profslusos.blogspot.com/)
(Re)Flexões (http//fjsantos.wordpress.com)
Terrear (http://terrear.blogspot.com/)

quinta-feira, 16 de abril de 2009

AVALIAÇÃO DE PROFESSORES É UMA FRAUDE

Entrevista a Paulo Guinote, autor do blog «A Educação do Meu Umbigo», que vai lançar livro homónimo

Paulo Guinote ficou conhecido pela sua intervenção através do blog «A Educação do meu Umbigo». Durante 2008, no calor dos protestos dos professores contra o sistema de avaliação de professores, ganhou destaque pela independência das suas posições e o seu blog acabou com milhares de visitas diárias.

VEJA OS VÍDEOS DA ENTREVISTA

Agora, surgiu a altura para converter os seus melhores textos em livro, com o lançamento do livro homónimo, de 400 páginas e edição da Porto Editora. Docente do ensino básico, Guinote confessa, em entrevista ao tvi24.pt que não pertence a qualquer cor política ou sindicato, o que lhe permite ter o necessário distanciamento na sua avaliação às políticas educativas.

O ataque ao sistema de avaliação dos professores foi uma das suas bandeiras. «Seja qual for o desfecho que tiver estas lutas nada seria como dantes. O clima das escolas está muito pior do que há quatro anos e isso não teve nenhuns reflexos positivos junto dos alunos, principalmente porque houve um desgaste na escola, enquanto instituição. Todo o processo devia ter sido conduzido doutra forma, porque o que existe neste momento é muito cansaço e desgaste», vincou Paulo Guinote, que não tem problemas em ser implacável:

«O principal cavalo de batalha do Mistério, na prática, foi perdido. Este processo de avaliação é uma farsa, uma absoluta fraude, porque o simplex transformou a avaliação numa coisa que não sabemos o que é. Foi um processo não deu em nada, não trouxe vantagem nenhuma às escolas, trouxe enorme conflitualidade e ninguém está a dar melhores aulas, nenhuns alunos estão a aprender mais por causa disto.

Na sua perspectiva, os professores não perderam o fôlego, mas encontram-se numa encruzilhada: «Aderimos a esta farsa ou continuamos a lutar contra isto?» Em todo o caso, as intenções iniciais da equipa de Maria de Lurdes Rodrigues caíram por terra: «De tudo o que foi anunciado não existe nada, porque a avaliação para o bom, o que é equivalente ao anterior ao satisfaz, basta entregar a folha de objectivos individuais e a de auto-avaliação, mais nada. Isto não é uma avaliação séria.

Independente

Guinote deixou muitos textos fora do livro («a primeira versão tinha mais de 600 páginas»), mas só pelo gosto de reviver alguns textos escritos, fosse «pela raiva ou até pelo humor», já valeu a pena. São milhares de caracteres que resume o seu «estado de alma ao longo de três anos e em particular durante 2008».

Mas vai avisando que não pretende agradar ninguém: «Nunca tive nenhuma ligação politico-partidária ou sindical, nem pretende ter. Reuni com diferentes forças partidárias e se o fiz foi porque me aceitaram receber. Aliás, tanto escrevi para a revista Ops, como para o jornal Diabo e reuni com deputados do PCP, Bloco ou PSD».

Ciente da dimensão das suas opiniões, cita o trabalho do blog como exemplo de sucesso, integridade e independência. «Se o blog tem algum sucesso é exactamente porque mesmo quando evolui nas minha posições foram sempre sinceras, individuais e independentes.
São é as minhas posições, por isso não tenho de ter um cartão só, porque não consigo que o meu pensamento se encaixe no pensamento de uma força ou organização».

Ministra mal colocada

Quem conhece «A Educação do meu Umbigo» sabe que Maria de Lurdes Rodrigues e os seus secretários de Estado não ficam bem na pintura.

«Esta ministra da Educação vai ter um mérito, que é a que vai estar mais tempo no cargo. Penso que ficará posicionada a par de ministros da educação ou da instrução do final do Séc. XIX, que desenharam reformas megalómanas, magníficas no papel, e que depois não tiveram nenhuma concretização prática. Poderemos, daqui a 20 anos, olhar para ela e pensar que o mandato correspondeu a grandes mudanças, mas que não se traduziram em algo palpável», avaliou.

sábado, 1 de novembro de 2008

UM COMENTÁRIO DE "LOBOS E CORDEIROS"

A ler com toda a atenção.

Pedro Castro Diz:
Novembro 1, 2008 at 7:31 pm
Para aqueles que têm memória curta!


1 - Em finais de Setembro começou a circular um e-mail, de um tal Zeferino, a convocar uma manifestação para o dia 15 de Novembro.

2 - O mail em questão foi rodando por toda a web e foi consolidando nas pessoas a ideia de uma manifestação.

3 - Em alguns blogues apelou-se a um compasso de espera, noutros a adesão à ideia foi imediata.

4 - Os movimentos independentes, percebendo que o desespero dos professores era cada vez maior começaram a promover a manifestação de 15 de Novembro.

5 - A Plataforma foi-se mantendo calada.

6 - Nos blogues a agitação foi crescendo e também foi a crescendo a revolta dos docentes.

7 - Chegou-se a desafiar aqui neste blogue [A Educação do Meu Umbigo], já que ninguém reagia, para os movimentos chegarem-se à “frente” em vez de se perder tempo a criticar os sindicatos.

8 - Algumas individualidades dos movimentos legalizam a manifestação para 15 de Novembro.

9- Em alguns sindicatos ligados à Fenprof, assistiu-se de forma espontânea à adesão a essa manifestação.

10 - Depois de estar muito tempo em compasso de espera MN, convoca uma manifestação para 8 de Novembro, dizendo, para espanto meu, que a manifestação de 15 de Novembro já era muito tarde.

11 - Alguns sindicalistas da Fenprof começam com provocações aos movimentos, chegando a afirmar que à “MANIFESTAÇÃO DE 15 de NOVEMBRO NÃO IRIAM PROFESSORES MAS SIM PROVOCADORES”

12 - É óbvio que nos blogs houve trocas de insultos de ambas as partes.

13- Consultando sempre o blog do MUP e o site da APEDE verifiquei que houve sempre da parte destes em geral uma atitude de reconcialiação.

14 - Pelo contrário no site da Fenprof houve comunicados que apelavam à unidade mas que terminavam com um parágrafo final com remoques provocatórios e divisionistas.

15 - Houve muita gente neste blog, entre os quais o autor do mesmo, que adoptaram sempre uma atitude conciliatória.

16 - Pelo contrário MN e alguns dirigentes sindicais andaram sempre com insinuações “à malta dos blogs”.

17 - Depois houve várias tentativas de reunião, ou foram anunciadas várias tentativas de reunião, às quais MN procurou sempre evitar.

18 - Reparei que a “aflição” da Fenprof aumentava à medida que as moções de pedido de suspensão da avaliação proliferavam pelas escolas.

19 - A Fenprof e a Plataforma chega sempre tarde. Já a coisa vai em andamento e lá aparecem os delegados sindicais aflitos a tentarem cavalgar a onda.

20 - Conheço muitos delegados sindicais que estão com o “coração” na manifestação de 15 de Novembro.

21- O mesmo posso dizer de alguns dirigentes sindicais, que em surdina me dizem que MN já deveria ter rasgado o entendimento.

22- Também, tenho que dizer a verdade, não houve por parte dos movimentos sinais de coordenação nas posições e pouca preocupação na logística.

Mas disto tudo tenho que tirar estas conclusões:

a) a Plaforma chega sempre atrasada aos acontecimentos.

b) Os movimentos e os blogs de professores são cada vez mais imprescindíveis.

c) A Plataforma ou desamarra-se do entendimento com o ME ou está ferida de morte.

d) Não chega aos movimentos somente “botar faladura”, mas têm que se assumir como estrutura organizada destinada a ocupar o vazio deixado pela Plataforma, NO CASO, reforço, NO CASO DESTA NÃO MUDAR DE ATITUDE FACE AOS ACONTECIMENTOS.

e) Movimentos e Plataforma têm que ter em conjunto um plano B.

f) Mas se Plataforma continuar amarrada aos velhos procedimentos passivo-reinvindicativos, então os movimentos têm que ter os “to…..” no sítio para assumirem as rédeas da luta sem se deixarem cair em alguns protagonismos pessoais, que desde já lamento.

SOMENTE DESEJO QUE TANTO 8 E 15 SEJAM DOIS MOMENTOS DE SUCESSO DOS PROFESSORES!

Sem deixar de agredecer ao Paulo Guinote e ao Ramiro Marques pelo equilíbrio das posições que sempre foram assumindo ao longo desta “viagem”.

Fonte:
Lobos e cordeiros,
http://educar.wordpress.com/

Desde 01-01-2009


Este blog vale $140.000.00
Quanto vale o seu blog?

eXTReMe Tracker

Estou no blog.com.pt - comunidade de bloggers em língua portuguesa
Twingly BlogRank
PageRank
Directory of Education Blogs

RSSMicro FeedRank Results
Add to Technorati Favorites
Locations of visitors to this page