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segunda-feira, 10 de maio de 2010

O DRAMA DO BULLYING: UMA LUTA MUNDIAL

O DRAMA DO BULLYING
Uma luta mundial
Diversos países do mundo vêm traçando estratégias para reduzir a agressividade entre estudantes. Confira alguns dos casos considerados mais significativos:

Portugal

- Um estudo indica que 23% das crianças sofrem bullying duas ou três vezes por mês. A Procuradoria-geral da República de Portugal pretende definir o bullying como um crime específico de violência escolar previsto no Código Penal do país. Com isso, passaria a ter um enquadramento penal diferente do que costuma ser aplicado a casos de violência em geral. Além disso, a denúncia de agressões no âmbito escolar passaria a ser obrigatória por parte dos diretores das escolas. A proposta foi encaminhada no final de março para os ministérios da Justiça e da Educação.


Noruega

- As pesquisas sobre os efeitos nocivos do bullying tiveram impulso, no final dos anos 70, graças ao trabalho de estudiosos como o pioneiro Dan Olweus. Ele desenvolveu um questionário capaz de identificar e quantificar os casos de hostilidade entre colegas e permitiu vincular casos de suicídio juvenil com a perseguição sistemática sofrida no ambiente escolar. A Noruega foi um dos primeiros países a lançar um programa nacional antibullying. Ele prevê a adoção de regras de convívio, formação de comitês escolares, treinamento de professores e apoio às vítimas.

Espanha

- Recentemente, uma equipe de pesquisadores da Universidade Complutense de Madri desenvolveu um método aplicado, segundo os responsáveis, com sucesso em escolas espanholas. Utiliza-se um programa de computador em que os alunos identificam, de forma anônima, os colegas de que gostam ou não na turma. Assim, os educadores conseguem descobrir problemas de relacionamento e agir de forma preventiva, antes que o bullying ocorra.

Canadá

- Cerca de 10% a 15% dos estudantes secundários afirmam serem vítimas de violência física ou psicológica ao menos uma vez por semana. O país investe em pesquisa e campanhas de prevenção por meio do Centro Nacional de Prevenção ao Crime. Projetos recebem financiamento a fim de desenvolver ações antiviolência, seja em uma ou poucas escolas, seja com amplitude nacional.

Finlândia

- A Finlândia é um dos poucos países que já especificou, por meio de lei, esse tipo de violência escolar. Quando a intimidação é promovida de forma persistente e intencional – características fundamentais do bullying –, o agressor pode ser punido com penas que vão desde o pagamento de multa até restrição de liberdade. As escolas onde os atos de violência são registrados, caso não tenham se empenhado em preveni-los, ficam sujeitas a processos judiciais por negligência.

Estados Unidos

- Nos Estados Unidos, muitos casos de reações violentas de alunos estão ligadas a histórico de bullying, como o notório massacre de Columbine, em 1999. Como reação aos casos de perseguição escolar, a maior parte dos Estados norte-americanos já aprovou leis para coibir esse tipo de violência e que obrigam as escolas a adotar planos de prevenção e medidas disciplinares para combater as ações de intimidação. A prevenção ao bullying também costuma fazer parte do currículo dos alunos.

República Checa

- Após três episódios dramáticos registrados em 1999, em que uma criança atirou em si mesma, outra teve um colapso nervoso e uma terceira foi ameaçada de afogamento por colegas, o governo checo lançou um projeto piloto para combater o bullying. Colocado em prática em 2002 e 2003, o programa levou à constatação de que uma abordagem ampla – incluindo treinamento de todo o pessoal escolar, educação das famílias, ação conjunta da polícia e de conselhos locais e supervisão das atividades – é capaz de reduzir em até 75% os casos de violência.

In Zero Hora

quarta-feira, 7 de abril de 2010

MAIS UM INQUÉRITO

Autarquia quer saber se houve falhas nas entradas e saídas
Câmara de Mirandela ordena abertura de inquérito em escola de Leandro

A Câmara Municipal de Mirandela ordenou hoje a instauração de um processo de averiguações sobre o controlo das entradas e saídas da escola Luciano Cordeiro para esclarecer o que falhou no dia da morte de Leandro.

Depois de concluído o processo de averiguações do Ministério da Educação, e da investigação judicial ainda em curso, o caso será assim alvo de mais um inquérito “apenas sobre a situação específica do portão da escola e do controlo das entradas e saídas”, disse à agência Lusa o presidente da autarquia, José Silvano.

[...]

In Público.

terça-feira, 6 de abril de 2010

AFINAL, NÃO HÁ BULLYING NO PAÍS MARAVILHA

Inquérito do Ministério da Educação conclui que Leandro não era vítima de bullying e desresponsabiliza escola

Bragança, 06 abr (Lusa) - O inquérito do Ministério da Educação à morte de um aluno de Mirandela no rio Tua, divulgado hoje, afasta a hipótese de o rapaz ter sido vitima de agressões frequentes na escola e não responsabiliza o estabelecimento de ensino pelo sucedido.

"O inquérito não confirmou que Leandro fosse vítima de frequentes agressões, perseguições ou ameaças na escola" EB 2/3 Luciano Cordeiro, lê-se numa nota à imprensa do Ministério da Educação (ME).

O processo de inquérito instaurado pela Direcção Regional do Norte (DREN) e conduzido pela Inspeção Geral de Educação apurou que no dia 02 de março Leandro faltou à aula do meio dia juntamente com dois colegas e esteve envolvido em dois incidentes com outros alunos no espaço da escola.

Concluiu, no entanto, que "os depoimentos dos alunos ouvidos são contraditórios entre si, não se concluindo pela existência de agressões".

O rapaz, de 12 anos, "ausentou-se da escola, presumivelmente através das grades da vedação, depois das 13:00" e alguns colegas decidiram juntar-se a ele, "o que fizeram saindo pelo portão da escola, sem que tivessem sido impedidos".

O grupo dirigiu-se para o parque de merendas de Mirandela, onde Leandro desapareceu na corrente do rio Tua. O corpo foi encontrado 23 dias depois a 12 quilómetros do local.

O inquérito do ME não estabelece qualquer relação entre o que se passou na escola e o que sucedeu no rio, que foi inicialmente associado a um suicídio por Leandro ser alegadamente vítima de agressões reiteradas na escola.

De acordo com as conclusões do inquérito, "nos tempos mais próximos do trágico acontecimento não foram identificados sinais de que Leandro tivesse mudado o seu comportamento habitual".

O relatório iliba a escola de responsabilidade e, segundo a nota do ME, "permite concluir que a direção da escola presta atenção e atua, diferenciando as situações pelo seu grau de gravidade e frequência, em casos de participação e conhecimento de atitudes e comportamentos desadequados dos alunos".

"O relatório não aponta para a instauração de procedimento disciplinar a responsáveis na dependência direta do ME", lê-se ainda.

Deste relatório serão, no entanto, "extraídas certidões a remeter para a direção da escola e para a Câmara Municipal de Mirandela, para os efeitos tidos por convenientes", e que não são especificados na nota hoje divulgada.

As averiguações concluem, porém, pela "necessidade de reforçar as condições de segurança da escola, nomeadamente no que respeita à vedação do recinto e ao controlo de entradas e saídas".

Segundo o ME, a DREN "já desencadeou as necessárias diligências para melhorar estes aspetos".

O processo teve como objetivo apurar as circunstâncias em que ocorreram os factos relacionados com a saída do aluno da escola, no dia em que perdeu a vida e eventuais acontecimentos ocorridos antes, na escola, que pudessem estar relacionados com o sucedido.

Foram ouvidas 38 pessoas, entre as quais o diretor da escola, a diretora de turma, outros professores, alunos, assistentes operacionais da escola, agentes da Escola Segura, o motorista do autocarro, o presidente da Associação de Pais e a encarregada de educação do aluno.

Na nota divulgada hoje, "o Ministério da Educação lamenta profundamente a perda desta vida e reitera o seu sentido pesar à família".

HFI.

*** ESte texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***

Lusa/fim

In MSN Notícias.

sexta-feira, 2 de abril de 2010

JOVENS INIMPUTÁVEIS

Autoridades arquivam investigação a agressões a Leandro

Ministério Público apurou que os três jovens envolvidos nas agressões tinham na altura menos de 12 anos.

O inquérito instaurado pelo Ministério Público de Mirandela sobre as agressões sofridas por Leandro - aluno que morreu afogado no rio Tua - em 2008 foi arquivado. As autoridades apuraram que os três jovens envolvidos tinham na altura menos de 12 anos e portanto não são passíveis de acção criminal.

O caso ocorreu em Dezembro de 2008 na estação de camionagem, onde Leandro, aluno da escola Luciano Cordeiro, foi sovado por outros estudantes, o que levou ao seu internamento durante dois dias no Hospital de Mirandela.

O DN apurou entretanto que o Ministério Público ainda não notificou da decisão os pais de Leandro, esperando estes que o novo inquérito à morte do filho não demore tanto como o que agora se dá por encerrado. Recorde-se que Leandro perdeu a vida nas águas do Tua, segundo os familiares devido a suicídio provocado por maus tratos na escola por parte de outros alunos. Mas segundo um dos primos que o acompanhava no dia 2 de Março terá sido um acidente, tese aliás confirmada pelo relatório da PSP para o MP.

[...]

In Diário de Notícias.

terça-feira, 30 de março de 2010

PROMESSA DE "BULLYING" COMO CRIME PÚIBLICO

Violência: Procuradoria quer ampliar a denúncia obrigatória
Bullying deve ser crime público

A Procuradoria-Geral da República, no âmbito da violência escolar, quer definir o bullying como um crime e ampliar a denúncia obrigatória por parte dos responsáveis das escolas.

Entretanto...

Governo avança com a tipificação do bullying como crime no âmbito da violência escolar - Ministra

Lisboa, 30 mar (Lusa) - O Governo vai avançar com a tipificação do bullying como crime no âmbito da violência escolar, acompanhando uma proposta da Procuradoria-Geral da República, disse à Lusa a ministra da Educação.

Em declarações à entrada para a Comissão de Educação da Assembleia da República, onde está hoje à tarde a ser ouvida, Isabel Alçada anunciou que os ministérios da Educação e da Justiça têm vindo a trabalhar nesse sentido.

"Há vantagem em tipificar e vamos acompanhar essa proposta do Procurador-Geral da República e propor ao Conselho de Ministros", disse à agência Lusa Isabel Alçada.

Questionada sobre se o mesmo documento também vai definir as agressões a professores como crime público, Isabel Alçada afirmou que esse já é "o ponto de vista" da tutela.

"Temos feito várias consultas e os juristas tendem, de uma maneira geral, a considerar que se trata, na verdade, de um crime público. Não só contra professores, mas contra todos os elementos da comunidade educativa.

A Procuradoria Geral da República (PGR) disse na segunda feira à Lusa que quer definir o 'bullying' como um crime, no âmbito da violência escolar, e ampliar a denúncia obrigatória por parte dos responsáveis das escolas.

Segundo a PGR, apesar de "grande parte da jurisprudência" já considerar os ilícitos ligados à "violência escolar" como crimes públicos, "interessa abranger na ´violência escolar´ ilícitos que até agora dificilmente se podem considerar tipificados, tal como é o caso do school bullying".

Num estudo sobre violência escolar entregue aos Ministérios da Educação e da Justiça, a PGR defende a "ampliação dos deveres de denúncia obrigatória dos responsáveis das escolas, direções regionais de educação e titulares de funções inspetivas na Inspeção Geral de Educação".

Assim, defende que sejam participados "todos os factos qualificados como crimes" cometidos em ambiente escolar ou de que sejam vítimas membros da comunidade escolar.

MLS.

*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***

In Msn Notícias / Lusa

PENALIZAÇÃO PELA DENÚNCIA

Bullying
Pais dizem que escolas que denunciam violência são penalizadas na avaliação

A Confederação Nacional Independente de Pais e Encarregados de Educação (CNIPE) alertou hoje que as escolas que denunciam actos de violência “são penalizadas na avaliação externa”.

O alerta foi dado pela presidente da CNIPE, Maria José Viseu, no dia em que a Procuradoria Geral da República (PGR) defendeu a tipificação do crime de bullying e a ampliação da denúncia obrigatória por parte dos responsáveis das escolas, direcções regionais de educação e titulares de funções inspectivas na Inspecção Geral de Educação. O bullying é um ato de violência física ou psicológica, intencional e repetido, praticado por aluno ou grupo para intimidar ou agredir outros incapazes de se defenderem.

[...]
In Público.

sexta-feira, 26 de março de 2010

A (IR)RESPONSABILIDADE DOS PAIS REFLECTIDA NA ESCOLA

Clicar na imagem para ampliar.

In Diário de Coimbra (21-03-2010)

quinta-feira, 25 de março de 2010

ÚLTIMAS DO CASO LEANDRO

Família de Leandro ouvida pela Inspecção-Geral de Educação
Mirandela

"Só espero que seja feita justiça e que a escola e aqueles que agrediam o meu filho sejam responsabilizados". Palavras de Amália Pires, mãe do Leandro, depois de, ontem, ter sido ouvida pelo inspector titular do inquérito que a Inspecção-Geral de Educação instaurou para apurar as circunstâncias que levaram ao desaparecimento, no dia 2 de Março, nas águas do rio Tua, da criança de 12 anos, depois de ter saído da escola Luciano Cordeiro, à hora de almoço.
[...]
In Jornal de Notícias.

Entretanto...

. Corpo de Leandro encontrado no Tua

. Corpo de Leandro já foi transportado para a morgue

. Pais autorizados a entrar na morgue para identificar corpo de Leandro

terça-feira, 23 de março de 2010

MEDO NA ESCOLA

Medo na escola, hoje depois do Jornal da Noite

Joana já não sai de casa, estuda numa plataforma do ensino móvel. Chegou a pesar 45 quilos. Os pais de Joana só perceberam o que se passava com a filha nove anos depois de perseguições na escola. Joana era das melhores alunas da turma. Foi humilhada, perseguida, afastada dos amigos. Terá sido condenada por professores e contínuos.
Grande Reportagem SIC

A direcção da escola EB 2, 3 de Cacia nunca informou o Ministério da Educação sobre o que se passava. A Direcção da escola nunca abriu um inquérito disciplinar para saber o que se passava com uma criança que ficou doente, com uma criança que passou a ser seguida por psicólogos e deixou de querer ir à escola.
O caso está em tribunal.

Beatriz tem 14 anos. Desde Julho do ano passado foi ameaçada, perseguida, agredida por colegas de outra turma. Bia, como é tratada pelos amigos, não quer mudar de escola. Quer que o caso seja conhecido e que possa mudar mentalidades.

Beatriz foi agredida fortemente duas vezes, foi ao hospital, os pais fizeram inúmeras queixas na escola e na polícia. Beatriz foi perseguida, vítima de cyber-bullying. Exposta a sua vida e contactos no universo da internet. A Direcção da Escola Jorge Peixinho, no Montijo, nunca informou o Ministério da Educação sobre o que se passava. Fez um inquérito disciplinar. As agressoras, duas, viram o processo arquivado, outras duas levaram uma repreensão por escrito.
O processo está em tribunal.

E Leandro. As buscas terminaram e da criança de 12 anos nunca mais houve notícia. A associação de pais garante que a Escola Luciano Cordeiro, de Mirandela, foi das mais bem classificadas num ranking da DREN sobre Bullying mas não é esta a realidade que aqui se conta. Os pais garantem que se queixaram à escola vezes sem conta. A direcção da escola não informou das queixas.

O tribunal de menores garante que a relação entre os pais, alunos e a escola tem de mudar. Garante que os crimes na comunidade escolar passaram de pouco mais de 1000 em 2005 para mais de 2200 em 2008. Celso Manata explica que há que rever a legislação, tornar o "Bullying" crime público e utilizar as penas.

Só no Canadá, cerca de 30 por cento dos jovens deixam de estudar por causa do bullying.

Em Inglaterra, desde 1998, as escolas implementaram medidas contra o fenómeno. Desde então o número de vítimas diminuiu.

Em Portugal, as penas vão até ao internamento em centro educativo. No país, nunca foi aplicado por causa de "Bullying".

Restam os silêncios. Da Direcção Regional de Ensino de Lisboa, e de Coimbra. Da Direcção da Escola EB 2, 3 de Cacia, em Aveiro. Da escola Luciano Cordeiro em Mirandela. Da Escola Secundária Jorge Peixinho no Montijo. Do Ministério da Educação.

Um silêncio total em relação a estas vidas. E à Justiça que não lhes chega.

In Sic.

É MUITA VIOLÊNCIA

Ministério Público
Pelo menos 340 inquéritos por violência escolar abertos nos dois últimos anos

O Ministério Público abriu nos dois últimos anos pelo menos 340 inquéritos relativos a violência escolar, segundo os últimos dados da Procuradoria-Geral da República, que incluem os processos instaurados em 2008 e 2009 por duas das quatro procuradorias-gerais distritais do país: Lisboa e Évora. Abarcam ainda os números de 2008 da Procuradoria-Geral Distrital de Coimbra (PGDC) e dois anos relativos ao
Departamento de Investigação e Acção Penal (DIAP) do Porto.
[...]
In Público.

segunda-feira, 22 de março de 2010

PROFESSORES SEM FORMAÇÃO PARA BULLIYNG

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In Público (22-03-2010)

POSSIBILIDADE DE O BULLYING SER CRIME PÚBLICO?

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In Público (22-03-21010)

COMBATE AO BULLYING CENTRADO NA ESCOLA

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In Público (22-03-2010)

A VIOLÊNCIA ESCOLAR E OUTROS MALES

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In Público (22-03-2010)

domingo, 21 de março de 2010

NÃO IMPORTA A MORTE... O "PROF" ATÉ ERA LOUCO!

Por Ricardo Miguel Vasconcelos

Segundo os jornais 'Público' e 'i', o professor de Música que se suicidou a 9 de Fevereiro deste ano, parou o carro na Ponte 25 de Abril, em Lisboa, e atirou-se ao rio Tejo. No seu computador pessoal, noticiam os dois diários, deixou um texto que afirmava: 'Se o meu destino é sofrer, dando aulas a alunos que não me respeitam e me põem fora de mim, não tendo outras fontes de rendimento, a única solução apaziguadora será o suicídio', disse o licenciado em Sociologia.

O 'i' coloca o 9B no centro deste caso, escrevendo que os problemas do malogrado professor tinham como foco insultos dentro da sala de aula, situações essas que motivaram sete participações à direcção da escola, que em nada resultaram.

E à boa maneira portuguesa, lá veio o director regional de Educação de Lisboa desejar que o inquérito instaurado na escola de Fitares esclareça este caso. Mas também à boa maneira deste país, adiantou que o docente tinha uma 'fragilidade psicológica há muito tempo'.

Só entendo estas afirmações num país que, constantemente, quer enveredar pelo caminho mais fácil, desculpando os culpados e deixar a defesa para aqueles que, infelizmente, já não se podem defender.

É assim tão lógico pensarmos que este senhor professor, por ter a tal fragilidade psicológica, não precisaria de algo mais do que um simples ignorar dos sete processos instaurados àquela turma e que em nada deram? Pois é. O 'prof' era maluco, não era? Por isso, está tudo explicado.

A Direcção Regional de Educação de Lisboa (DREL), à boa maneira portuguesa, colocou psicólogos na tal turma com medo que haja um sentimento de culpa. E não deveria haver? Não há aqui ninguém responsável pela morte deste professor? Pois é, era maluco, não era?

José Joaquim Leitão afirmou que os meninos e meninas desta turma devem ser objecto de preocupação para que não haja traumas no futuro. 'Temos de nos esforçar para que estas situações possam ser ultrapassadas. Trata-se de jovens que são na sua generalidade bons alunos e que não podem transportar na sua vida uma situação de culpa que os pode vir a condicionar pela negativa', afirmou.

Toca a tomar conta dos meninos e meninas porque não pode haver um sentimento de culpa. É verdade! O 'prof' era louco, não era?

Não estou a dizer que haja aqui uma clara relação causa-efeito. Mas alguma coisa deve haver. Existem documentos para analisar, pessoas a interrogar, algumas responsabilidades a apurar. Por isso, neste 'timing', a reacção da DREL é desequilibrada. Só quem não trabalha numa escola ou não lida com o ambiente escolar pode achar estranho (colocando de lado a questão do suicídio em si) que um professor não ande bem da cabeça pelos problemas vividos dentro da sala de aula em tantas escolas deste país.

Não se pode bater nos meninos, não é? Os castigos resultantes dos processos disciplinares instaurados aos infractores resultam sempre numa medida pedagógica, não é? Os papás têm sempre múltiplas oportunidades para defenderem os meninos que não se portaram tão bem, não é? É normal um aluno bater no professor, não é? É normal insultar um auxiliar, não é? É normal pegar fogo à sala de aula ou pontapear os cacifes, não é? É normal levar uma navalha para o recreio, não é? É também normal roubar dois ou três telemóveis no balneário, não é? E também é normal os professores andarem com a cabeça num 'oito' por não se sentirem protegidos por uma ideia pedagógica de que os alunos são o centro de tudo, têm quase sempre razão, que a vida familiar deles justifica tudo, inclusive atitudes violentas sobre os colegas a que agora os entendidos dão o nome de 'bullying'?

De que valem as obras nas escolas, os 'Magalhães', a educação sexual, a internet gratuita ou os apelos de regresso à escola, uma espécie de parábola do 'Filho Pródigo' do Evangelho de São Lucas (cap.15), se as questões disciplinares continuam a ser geridas de forma arcaica, com estilo progressista, passando impunes os infractores?

Só quem anda longe do lmeio escolar é que ficou surpreendido com o suicídio do pequeno Leandro ou com o voo picado para o Tejo do professor de Música. Nas escolas, antigamente, preveniam-se as causas. Hoje, lamentam-se, com lágrimas de crocodilo, os efeitos. O professor era louco, não era? Tinha uma clara fragilidade psicológica, não tinha? Pobre senhor. Se calhar teve o azar de ter que ganhar a vida a dar aulas e não conheceu a sorte daqueles que a ganham a ditar leis do alto da sua poltrona que, em nada, se adequam à realidade das escolas de hoje.

In
Correio do Minho.

ACÇÕES SOBRE O BULLYING

Esta formação será mesmo para fazer? E será dentro do horário laboral? É que os professores já estão sobrecarregados de trabalho!


Governo acelera combate à violência nas escolas
Ministra anunciou medidas para conter a violência e Cavaco elogiou reposição da distinção das faltas


O Ministério da Educação está a concluir um programa de formação sobre bullying, para directores de escola e de turma, coordenadores de estabelecimento, auxiliares e pais. A ministra confirmou ainda o regresso da distinção entre faltas justificadas e injustificadas.
[...]
In Jornal de Notícias.

quinta-feira, 18 de março de 2010

VAMOS FAZER O QUE AINDA NÃO FOI FEITO

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SÓ MESMO EM PORTUGAL...

Sobre o suicídio de um professor, vítima de bullying, falou o Director Regional de Lisboa:

    A. O Professor sofria de "fragilidades psicológicas".
    B. É preciso não magoar os autores do bullying para não ficarem "traumatizados com complexos de culpa".

Só mesmo em Portugal é que se ouve uma destas, ainda por cima, um responsável regional!

Na lógica deste idiota regional, compete-nos perguntar:

  1. O Professor devia ter sido despedido, por fragilidade psicológica?
  2. O Professor, não se queixou repetidas vezes, por escrito, nunca tendo recebido ajuda ou resposta da Escola?
  3. Quer fosse "frágil" ou não, não devia a Escola protegê-lo das agressões, separá-lo daquela turma, ou atribuir-lhe outra tarefa?
  4. Não faz parte da educação cívica e humana das crianças, aprenderem que não podem agredir, sob pena de serem CULPADAS e PUNIDAS?

Como é que uma besta destas é nomeado Director Regional!

Esta canalha fala sobre conceitos interessantes, de que só conhecem os títulos:

  • A Escola Solidária,
  • Todos iguais, Todos diferentes,
  • O Papel da Escola no Processo de Socialização,
  • A Educação para a Cidadania,
  • patati, patata.

Depois, quando os garotos perseguem os colegas e os professores até à morte, acaba a conversa solidária, e varre-se o crime para baixo do tapete:

  • culpam a vítima, e os pais da vítima,
  • desculpam os garotos que, na realidade, são educados para a IMPUNIDADE,
  • dizem que vão fazer um inquérito que, na verdade, é a maneira de esconder a gestão danosa, de que são culpados.

As queixas das vítimas, insistentes, atempadas, e sem resposta, são deliberadamente ignoradas, e desconsideradas, pelos responsáveis.

Logo de pequeninos, os jovens ficam a saber:

  • Que o crime compensa.
  • Que o sofrimento do próximo é fonte de divertimento.
  • Que a violência prevalece sobre a razão.

São os cidadãos Simplex, de amanhã.
Os selvagens dum país de selvagens.
Os ovos da serpente.

Os verdadeiros responsáveis pelo estado de guerra nas escolas:

  • as Direcções Escolares, bem informadas sobre os antecedentes, que convivem com as tragédias, mas escondem para não se chatearem, porque o processo é complicado e inútil,
  • as Direcções Regionais, cheias de boys ignorantes e trapalhões, que não fornecem os meios humanos que a escola necessita,
  • o Ministério, onde se acoitam os autores das sucessivas Reformas do Ensino, que faz leis sobre leis, sempre para pior, para não serem cumpridas:
    - E que persegue os professores,
    - E que promove a desvalorização do Ensino e da Escola Pública.

É esta a canalha, que nos trouxe a estas mortes trágicas. São eles os assassinos.

In Mais Évora.

quarta-feira, 17 de março de 2010

RESPONSABILIZAR QUEM PROVOCA A VIOLÊNCIA

Mais um excelente texto de Santana Castilho, no Público, em que se aborda a problemática do "bullying".

Clicar na imagem para ampliar.

In Público (17-03-2010)

A REAL DIMENSÃO DO BULLYING NAS ESCOLAS

“Oh! Em verdade vos digo, embalar as almas na esperança do reino do céu é fazer-lhes esquecer o dever forte para com o reino da terra” (Eça de Queirós).

Como se se tratasse de um fait divers, foi preciso a morte de uma criança portuguesa vítima de bullying para a consciência nacional despertar para uma situação relatada, por exemplo, já no ano de 2008, na imprensa regional, como se tratasse de uma ocorrência sem interesse relevante para comprometer seriamente o Ministério da Educação pelo que se estava a passar nas escolas oficiais de um país de brandos costumes.

Rezava essa notícia: “O tema está em voga e os casos sucedem-se. O mais recente foi em Castanheira de Pera, onde um aluno de 12 anos da Escola Básica 2.º e 3.º Ciclo Bissaya Barreto agrediu uma professora. A situação foi de tal maneira grave que até a GNR foi chamada ao local” (Diário as Beiras, 19.Abril.2008).

É esta a génese de um fenómeno mais grave com que nos deparamos hoje com a inevitabilidade de estarmos perante, apenas, o diagnóstico do bullying sem perspectivar por parte da hipocrisia oficial uma solução verdadeiramente eficaz a não ser a de chorar lágrimas sobre o leite derramado. Mas é bom que se tenha em mente que o bullying, que já causou suicídios de estudantes nos Estados Unidos, não se circunscreve a agressões físicas e/ou psicológicas entre os estudantes O fenómeno é bem mais amplo como dei conta conta neste parágrafo do meu post mais recente, Bullying nas escolas portuguesas (04/03/20010):

“O terreno foi terraplanado por cabouqueiros que transformaram o ensino em tenda privilegiada de um circo de indisciplina, sendo destinado aos professores o papel de palhaços pobres. Com o aplauso e gáudio da pequenada, entrou-se num processo que conduziu à situação de haver professores que são agredidos por pirralhos do 1.º ciclo do ensino básico (antiga instrução primária). Em entreactos de um triste drama, um estudo de 2006 concluiu que o número de agressões a professores por alunos portugueses é o dobro do que ocorre na Inglaterra. E isto é tanto mais insólito quanto o número de professores da velha Albion é o triplo dos seus colegas lusitanos”.

Será que para chamar a atenção da sociedade portuguesa para esta forma de agressão física dos alunos aos professores, não chega o facto devidamente fundamentado em dados estatísticos de os professores serem uma percentagem substancial da clientela que enche os consultórios psiquiátricos? Será preciso um(a) professor(a) suicidar-se para os zelosos corifeus do ministério da Educação reconhecerem que chegou a altura de abandonar, de uma vez por todas, a permissividade perigosa de ter matulões em escolas inclusivas oficiais como se tratassem de crianças do coro de igreja?

Não, não se pense que se trata de pura ficção do celulóide. São factos do dia-a-dia. Quantos professores não transpõem o umbral da sala de aula para ganhar o pão que o diabo amassou com a coragem e a resignação de Maria Antonieta ao subir os degraus do cadafalso revolucionário de Paris do século XVIII? E como se isso não bastasse deparam-se, ainda, os docentes mesmo dentro do recinto da própria escola, por vezes, com encarregados de (des)Educação que os agridem em desagravo pelo mau rendimento escolar dos “bons selvagens” a que a sociedade escolar retirou a bondade e a possibilidade de engrossar a religião de analfabetos diplomados? E o que dizer de sindicalistas que esperam à porta de escolas oficiais entidades oficiais que as visitam para as apupar diante dos alunos com palavras grosseiras de quem deixou a carroça à porta?

O ministério da Educação tem por hábito assobiar para o lado como que o que de mau ou perverso se passa nas escolas, endossando a solução dos problemas para elas próprias, enjeitando, assim, a responsabilidade que lhe cabe de ter sido ele próprio a publicar e manter um estatuto do aluno que lhe dá todos os direitos e lhe não exige qualquer dever ainda que a simples frequência assídua e respeitosa nas salas de aulas pagas pelo erário público. Ou seja, pelas remediadas ou magras bolsas de todos aqueles que pagam impostos num país em que fugir aos impostos é prova de um malabarismo que se aplaude como se aplaudem as habilidades circenses.

Com a devida reserva de fidelidade da fonte, unicamente como medida de reflexão e obediência ao bordão popular que nos aconselha a pôr as barbas de molho quando vemos as do nosso vizinho do lado a arder, dou conta de uma notícia que corre na Internet sobre as medidas tomadas pelo governo britânico no combate ao bullying. São elas:

"As intimidações verbais e físicas não podem continuar a ser toleradas nas nossas escolas, seja quais forem as motivações' sublinhou a Secretária de Estado para as Escolas'. Disse também que ' as crianças têm de distinguir o bem e o mal e saber que haverá consequências se ultrapassarem a fronteira'.

Acrescentou ainda que 'vão reforçar a autoridade dos professores, dando-lhes confiança e apoio para que tomem atitudes firmes face a todas formas de má conduta por parte dos alunos'. A governante garantiu que 'as novas regras transmitem aos pais uma mensagem bem clara para que percebam que a escola não vai tolerar que eles não assumam as suas responsabilidades em caso de comportamento violento dos seus filhos. Estas medidas serão sustentadas em ordens judiciais para que assumam os seus deveres de pais e em cursos de educação para os pais, com multas que podem chegar às mil libras se não cumprirem as decisões dos tribunais'. O Livro Branco dá ainda aos professores um direito 'claro' de submeter os alunos à disciplina e de usar a força de modo razoável para a obter, se necessário”.

Em contrapartida, no nosso país chegam-nos zunzuns de que o governo se prepara para retirar os esquálidos benefícios sociais ao agregado familiar do aluno violento como se a forma eficiente de combater a agressividade fosse fazer passar ainda mais fome a quem chega a ter dificuldade em adormecer por ter o estômago vazio. Ou seja pagam possíveis justos – nem sempre a escola dos pais é a escola dos filhos – por um único pecador.

Embalar a alma lusitana na esperança sebastiânica de que o bullying nacional se trata de um fenómeno esporádico e de pouca expressão é tentar fazer com que ela, na sua pureza ingénua, se esqueça do dever que o governo tem para com uma sociedade, com escreveu Camilo Castelo Branco, em que “há lágrimas espremidas pelas mãos da prepotência por a lei se acobardar de levar aos olhos do fraco o lenço que vela os olhos da Justiça”.

Rui Baptista, in De Rerum Natura

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