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terça-feira, 18 de novembro de 2008

CE PEDE SUSPENSÃO

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In Público (18-11-2008)

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

CONSELHO EXECUTIVO PEDE SUSPENSÃO

Escola Secundária Alcaides de Faria - Barcelos
Neste caso é um pedido de suspensão que parte para o ME por iniciativa do próprio órgão de gestão.


A Sua Excelência A Ministra da Educação

Com conhecimento a:
- DREN;
- Conselho Científico de Avaliação de Desempenho do Pessoal Docente;
- Equipa de Apoio às Escolas de Barcelos, Esposende e Famalicão

O Conselho Executivo da Escola Secundária Alcaides de Faria vem, por este meio, solicitar a Sua Excelência que seja suspenso e revogado o actual modelo de Avaliação de Desempenho do Pessoal Docente, regulamentado pelo Decreto Regulamentar n.º 2/2008, de 10 de Janeiro, pelos motivos seguintes:

1. Para o Conselho Executivo, tal modelo torna-se inexequível na medida em que a nossa Escola tem cerca de 220 professores, que terá que avaliar, segundo critérios que não se podem considerar objectivos e observáveis. Esta tarefa é, para o Conselho Executivo, humanamente impossível de concretizar com o mínimo de rigor e seriedade, princípios que devem estar sempre presentes num processo tão delicado como é o da avaliação de professores.

2. Este modelo, muito burocrático e pouco realista, está a promover a degradação do relacionamento interpessoal entre a classe docente, perturbando seriamente o clima escolar, com reflexos negativos (directos e indirectos) no processo de ensino e aprendizagem. A este facto, acresce o descontentamento que impera entre os docentes, que se vêem com uma sobrecarga de tarefas que o actual modelo de avaliação exige, pondo em causa o desenvolvimento normal da sua actividade enquanto professores.

3. O Conselho Executivo teme, seriamente, que seja colocada em causa a essência da actividade da Escola, que se centra essencialmente nas aprendizagens dos alunos, desvirtuando, assim, a razão da nossa existência. Estamos plenamente convencidos que a aplicação do actual modelo de avaliação dos professores irá prejudicar seriamente os alunos e o normal desenvolvimento do ano lectivo, como, aliás, já está a acontecer. Não se pode pedir à Escola o que é, de todo, impraticável.

4. A ser levado até ao fim o actual modelo de avaliação, não pode, este Conselho Executivo, e cremos que nenhum, garantir uma avaliação justa e justificável dos professores. Não é uma avaliação justa, imparcial e verdadeira que se pretende? Acreditamos, sinceramente, que não o conseguiremos com o actual modelo. Não queremos, e daí a nossa posição, entrar por um processo em que a avaliação é feita, a qualquer custo, mas sem o rigor, a moralidade e a seriedade que devem ser os pilares de qualquer processo de avaliação de pessoas, com sentido de responsabilidade e ética.

5. A ser levado até ao fim este modelo de avaliação, o que será da Escola no final do ano? Como estarão as relações entre os professores, uns avaliadores e outros avaliados, num processo em que, em geral, ninguém acredita, de verdade? Este Conselho Executivo não quer imaginar-se a gerir uma Escola em que a conflitualidade se instale irremediavelmente.

6. O Conselho Executivo considera a avaliação dos professores uma exigência, nem está contra ela, bem pelo contrário. Quer é poder avaliar com rigor, com isenção e com competência, o que, no nosso entendimento, só poderá ser feito através de um modelo objectivo, menos complexo e, acima de tudo, que seja exequível. Deve-se, pois, na nossa opinião, construir um novo, urgentemente.

Barcelos, 28 de Outubro de 2008

segunda-feira, 7 de julho de 2008

CE REUNIU COM MINISTRA

Conselho de Escolas reuniu com a ministra no dia 1 de Julho

Realizou-se, no dia 1 de Julho de 2008, no Centro de Caparide, uma reunião do plenário do conselho das Escolas que contou com a presença da ministra e dos secretários de estado. Eis as principais conclusões da reunião:

1. Ensino Artístico e especializado
O ensino artístico deverá ser desenvolvido, preferencialmente, em regime articulado.
A articulação deverá processar-se através das escolas e não dos alunos/famílias.

2. Centros de Formação
Está assinado o despacho de constituição dos novos Centros de Formação de Associações de Escolas (e extinção dos actuais).
Prevê-se, a curto prazo, o lançamento de concurso para o recrutamento dos novos directores dos Centros.
Os Centros de Formação elaboram planos de acção para a vigência de dois anos (excepcionalmente este ano, de dois anos e meio, para fecho do primeiro ciclo de avaliação).

3. Calendário Escolar
Está para publicação o despacho que define o calendário escolar para o ano lectivo 2008/2009, que prevê o encerramento do primeiro período numa 5.ª feira, dia 18 de Dezembro.
Como inovação este ano, as escolas poderão interromper as actividades lectivas por um ou dois dias (a meio do primeiro período), para a ocupação dos alunos noutras actividades. Não haverá lugar ao encerramento das escolas nesses dias.
Ainda como novidade, o dia 12 de Setembro será destinado ao “Dia do Diploma” para as escolas com ensino secundário.

4. Áreas Curriculares não Disciplinares
O Ministério da Educação propõe-se apresentar um diploma que sistematize todas as orientações para o desenvolvimento das áreas curriculares não disciplinares (ACND).
2.º ciclo – agregar por professores a leccionação das diferentes disciplinas ou áreas curriculares, de modo a reduzir o número de professores por conselho de turma.
Ao Director de Turma deverá ser atribuído o maior número possível de horas lectivas para reforçar a ligação com os alunos da turma.

5. Novo modelo de gestão
Foi realizado um ponto de situação quanto à eleição para os Conselhos Gerais Transitórios, tendo sido recomendado que os processos estejam concluídos até 30 de Setembro de 2008.
As escolas que não consigam desenvolver o processo de constituição do Conselho Geral Transitório até àquela data ficarão sujeitas à nomeação de uma comissão administrativa.
Foi assinada a Portaria para a abertura do processo concursal do director.
O Conselho foi informado que o Ministério da Educação tem desenvolvido contactos com a Associação Nacional de Municípios para que sejam indigitados os representantes mais qualificados para desenvolverem as suas funções nos Conselhos Gerais Transitórios.
Está a ser ultimada legislação complementar ao Decreto-Lei n.º 75/2008, de 22 de Abril, nomeadamente no que se refere às condições de desempenho de cargos e estatuto remuneratório.

6. Organização do Ano Lectivo
Vai ser publicado novo despacho com as orientações para a organização do ano lectivo.
As principais alterações dizem respeito aos tempos a atribuir aos professores avaliadores, em função do número de docentes a avaliar.

7. Acção Social Escolar
As escolas terão que tomar em consideração o regime e o escalão do abono de família para efeitos do enquadramento da atribuição dos apoios socioeconómicos.

8. Avaliação de Desempenho
Está para publicação o despacho conjunto (Ministério da Educação e Ministério das Finanças) que estabelece as quotas para a atribuição das classificações de “excelente” e de “muito bom”.
Serão estabelecidas quotas diferenciadas para professores contratados, professores dos quadros, professores titulares, professores titulares com funções de avaliação.
As Comissões de Coordenação da Avaliação de Desempenho (CCAD) não poderão validar a atribuição de classificações de “excelente” e de “muito bom” sem a publicação do despacho acima referido.


Recebido por
e-mail, sem referência da fonte.

sábado, 24 de maio de 2008

APELO AO VOTO EM BRANCO

O VOTO EM BRANCO É A MELHOR FORMA DE LUTA.

VOTA EM BRANCO PARA O CONSELHO DE ESCOLA.

COPIA ESTA MENSAGEM E DIVULGA-A PELOS TEUS CONTACTOS.


(Se tiveres possibilidade, manda a mensagem por sms)

terça-feira, 6 de maio de 2008

EXEMPLO NUM PEDIDO DE DEMISSÃO

Exemplar!


Pedido de demissão entregue ao Presidente da Assembleia do Agrupamento Vertical de Escolas de Azeitão

Vai para três anos que, culminando um processo democrático amplamente participado, tomou posse este Conselho Executivo.
Assumimos, então, o compromisso de 'cumprir com lealdade' as funções que nos eram confiadas, funções que decorriam de um quadro legislativo bem diverso do actual.
Neste exercício, democratizámos as relações inter-pares, gerámos expectativas e esperanças, fomentámos a iniciativa e a criatividade, quisemos aprofundar a relação pedagógica, libertando os professores de tarefas menores, para benefício dos alunos.
Respeitando as pessoas e dignificando a Escola.
Porém, as regras mudaram a meio do jogo. É agora bem diferente enquadramento legal que regula a nossa acção.
Uma incontinência legislativa inexplicável minou e desvirtuou os compromissos que assumíramos: não nos propusemos asfixiar os professores em tarefas burocráticas sem sentido, alheias ao objecto da sua missão; não nos propusemos fragilizar o estatuto dos profissionais da educação; não nos propusemos submergir os docentes em relatórios, planos, projectos, registos, sem que daí resultassem vantagens ou benefícios para os alunos; nem nos propusemos liquidar o espaço de participação democrática na escola.
Com a actual publicação do Dec. Lei nº 75/2008 suprime-se tudo o que de dinâmico, criativo e participado existia na gestão das escolas.
A opção por um órgão unipessoal – o director, a sua selecção num colégio eleitoral restrito, as nomeações dos responsáveis pelos cargos de gestão intermédia pelo director, são medidas que não têm em conta os princípios de uma gestão assente na separação de poderes entre os vários órgãos. Este diploma potencia riscos de autocracia e não reconhece o primado da pedagogia e do científico face ao administrativo. Encerra uma lógica economicista e empresarial adversa à verdadeira missão da escola.
Não valoriza nem reconhece a diversidade de opiniões e a consequente construção de consensos como motores privilegiados da mudança e da promoção de uma escola de qualidade.
Não permite que a instituição escolar se constitua como um espaço privilegiado de experiências de cidadania.
Em suma, passados 34 anos sobre o 25 de Abril, o modelo democrático de gestão chegou ao fim. E aos órgãos democraticamente eleitos, convertidos em comissão liquidatária, é 'encomendada' a tarefa de, negando a sua própria natureza, abrirem caminho a um ciclo de autoridade não sufragada, de centralismo, e até de governamentalização da vida das escolas.
Por considerar que o novo modelo de gestão atenta contra valores e princípios que sempre defendi, e por não querer associar-me à sua implementação, eu, Maria Leonor Caldeira Duarte, apresento o pedido de demissão do cargo de Vice-presidente do Conselho Executivo do Agrupamento Vertical de Escolas de Azeitão.

Com os melhores cumprimentos

Azeitão, 28 de Abril de 2008

Maria Leonor Duarte

segunda-feira, 7 de abril de 2008

REUNIÃO EM LISBOA

Um colega mandou-me um e-mail com o que chama "o resultado da Reunião de Lisboa das «magnificas incompetências» com os Presidentes dos CE e dos CP. Um tratado de má criação."


Estavam os dois Secretários!

Da Ordem de Trabalhos constava: avaliação de desempenho, gestão, formação contínua.
A convocatória era destinada ao Pres. do CE e ao Pres. do CP, mas trazia a ressalva de, no caso, de serem uma e a mesma pessoa, o PCE deveria fazer-se acompanhar de um elemento da comissão de coordenação da avaliação, para garantir a presença de dois elementos de cada escola/agrupamento.
Se existem na escolas a organização deveria providenciar uma sala que comportasse n x 2 pessoas. Tal não aconteceu. A sala deitava gente por fora! Gente que deveria merecer o mínimo respeito do ME, gente que o ME deveria considerar as faces das suas escolas e receber condignamente. Tal não aconteceu! Havia professores sentados nas escadarias do anfiteatro. Havia professores de pé encostados às paredes. Havia professores sentados em cadeiras que vieram colocar, com grande barulho, já durante o monólogo do Sec. Pedreira, nos patamares das entradas situadas nos topos das filas de cadeiras. Não, não foi um acaso por excesso de participação. Vim a saber que esta falta de respeito se repete, frequentemente, nas diversas "conversas em família".

Durante quase hora e meia, este sr discursou sobre o DR 2/2008, tendo como pano de fundo um power point com partes do referido decreto. Durante quase hora e meia o sr tratou quem ali estava como se fosse mentecapto. Durante quase hora e meia o sr "vendeu" a sua avaliação, qual cigano em dia de feira.

E que "vendeu" ele? Vendeu o Dec. Reg 2/2008… comentado!

- que já todos sabíamos com o que contar porque desde Janeiro de 2007 já sabíamos com o que devíamos contar porque o ECD já continha tudo o que precisávamos de saber e preparar e que por isso não nos podíamos queixar de retroactividade da lei quando se propõe que a avaliação se reporte a Setembro de 2007;
- que não compreende porque é que toda a gente "embirra" que a avaliação considere os resultados dos alunos se o peso desse item é de apenas 6%;
- que não aceita que se diga que a contabilização deste item irá provocar subidas artificiais de notas, porque os professores são profissionais responsáveis e que se existe esse medo, nas escolas, estas deveriam (podem) fazer provas internas (finais) para segurança da avaliação dos professores (!);
- que as quotas, como diz o decreto, irão ser atribuídas em função das avaliações externas das escolas já que, como é lógico e de acordo com todos os estudos (!), se uma escola tem melhores resultados, é porque com toda a certeza tem melhores professores (não põe sequer a hipótese de os alunos terem a ver com o assunto!!!) e portanto precisa de quotas mais dilatadas para poderem abranger toda essa excelência;
- que as quotas serão diferenciadas em função das categorias de professores – contratados, professores, professores titulares (se por acaso queriam acabar com os conflitos de interesses, não o conseguiram – há professores titulares avaliados, professores titulares avaliadores-avaliados e professores titulares só avaliadores, a continuarem a concorrer para o mesmo objectivo);
- que as classificações inerentes a cada menção qualitativa são: Ins - 3; Reg - 6; Bom - 7; M.B. - 8; Exc – 10; sobre ponderações não falou;
- que a assiduidade é contabilizada pela soma do número de aulas do 1º ano com o número de aulas do 2º ano de avaliação;
- que a formação contínua contabilizará tantos pontos quanto o resultado da multiplicação do número de créditos das acções pelos pontos obtidos na avaliação de cada acção;
- que a flexibilização das grelhas pode ir "até ao nível mais baixo de desagregação dos itens contidos nos parâmetros, pela agregação destes, mas nunca pela agregação de parâmetros;
- que o objectivo do ME é que o regime legal seja aplicado até onde for possível, uma vez que, desde a 1ª hora reconheceram existir dificuldades das escolas em fazer a sua implementação na totalidade;
- que "eles" sabem que há resistências à aplicação da avaliação, e que tenhamos atenção porque eles sabem distinguir resistências de dificuldades;
- que o objectivo do ME é garantir o mínimo inultrapassável – o do direito do avaliado (!!!)
- que no final do 1º ciclo avaliativo será feita a aferição (técnica portuguesa - testagem em massa!);
- que na próxima semana irá sair um despacho, "despachando" o Simplex
(afinal já não é nesta semana…)

E termina com a grande tirada:

Não vale a pena complicar, o que já de si é complexo!

explicando que a complexidade e a diversidade são formas de garantir os direitos dos avaliados e fazendo um apelo ao pragmatismo porque todos os instrumentos são susceptíveis de aperfeiçoamento.

Ao fim de quase hora e meia de arrazoado sobre um diploma que todos estamos fartos de conhecer, já com uma sala à beira de um ataque de nervosos, os srs secretários abriram o período de perguntas e as reacções não se fizeram esperar!

"Intervenções da bancada"

- Chega de doutrinação. Perdemos hora e meia do nosso tempo ouvindo enunciar um diploma que já todos conhecemos. Respostas aos problemas, nenhuma. Que dirá o despacho?
- Senti-me numa aula para alunos mesmo muito burros! Isto não se faz! Quero deixar uma palavra aos contratados que, pelos vistos, vão legitimar este processo!
- Viemos, aqui, para ponderar e debater assuntos para os quais não vai haver tempo. Não foi só hoje que nos trataram como débeis mentais…já desde há uns tempos que isso acontece…
- Como querem que se quantifiquem e cumpram percentagens baseados em pessoas (ciências humanas)?
- Resultado do aumento da idade da reforma, que incentivos para o último escalão que viu redobrado o tempo e o trabalho?
- O ME tem dito que somos peritos em avaliação, mas sabe perfeitamente que avaliar alunos e colegas não é a mesma coisa, que um enorme abismo separa estas duas funções. Onde está a formação?
- Onde está a definição dos principais conceitos (abandono, etc) que constam dos parâmetros de avaliação?
- Como é possível dizer a cada escola para fazer o que "puder" só para afirmar que se implementou a avaliação, fazendo proliferar a disparidade de processos e de critérios?
- Está tudo misturado! Como é possível que em cada parâmetro exista mais do que um elemento de análise?
- Como é possível querer que definam objectivos, tendo em conta o PE, no fim do 3º período do final do 3º triénio da existência deste documento? Não seria mais coerente iniciar tudo no início do novo triénio que se inicia em Setembro?
- Simplificar? Até que ponto? Onde está o documento que o permite? Nesta altura do ano a 2 meses de terminar o ano não existe nada... e exige-se às escolas?!
- Quotas em função das avaliações externas? A maioria das escolas ainda não a teve.
- Aulas assistidas no próximo ano – quantas?
- Saberá a tutela que muitos departamentos não têm professores titulares?
- Saberá a tutela que haverá professores de escalões mais baixos a avaliar professores de escalões mais altos o que é, manifestamente, incorrecto em qualquer hierarquia?
- A tutela tem consciência que no "país dos professores" existem 3 países dentro do mesmo país?
- A tutela tem consciência do que a interacção contexto sócio-educativo /avaliações externa pode conter em si? E continua a achar que é pela avaliação externa que serão indexadas as quotas?

Também foram feitas perguntas sobre casos específicos de avaliação: PIEF, Centro de Novas Oportunidades; EFA, Educadores em apoio domiciliário, Ensino Especial em diferentes escolas, licença sabática, …)

Respostas (uma ou duas foram dadas pelo Sec VL):

- o despacho sairá no início da próxima semana;
- já estão a trabalhar com centros de formação para que se implementem acções no âmbito da avaliação e já existem algumas a decorrer;
- a definição de conceitos depende do CCCA que, com certeza, irá ter isso em conta;
- a falta de titulares está coberta pela figura de comissão de serviço para exercício dessa função;
- aulas assistidas no próximo ano: 3… ou mais se a escola o entender;
- cada escola pode ter o desenho operacional que entender, elaborado de acordo com as suas condições
- há sempre um topo de carreira, por isso, os incentivos para o último escalão são obtidos pela conversão dos Exc e MB, que nos outros dão bonificação para a transição de escalão, em prémios de desempenho;
- irão ser criados prémios de desempenho à semelhança da FP (aqui não percebi se era para todos como na FP, se era apenas para obviar ao ponto anterior);
- a avaliação externa é sempre considerada no contexto em que se insere a escola em questão; logicamente que uma escola que nos 5 pontos da avaliação é considerada muito boa ou excelente é porque tem que ter professores muito bons ou excelentes e, portanto, tem que ter direito a uma maior quota;

O Sec aproveitou para explicar, caso a caso, como se fará a avaliação para os diferentes casos em dúvida (resumidos, são praticamente iguais, mas assim "ganhou" mais um bocado de tempo…

Sobre a "simplificação" referiu que o despacho irá conter a concretização do que foi combinado com o Conselho de Escolas:

- princípio do respeito pelo trabalho realizado;
- não estar em causa a uniformização pelo mínimo;
- se existem condições diferentes, haverá processos internos diferentes;
- formas de diferenciação de registo, com o juízo que o avaliado faz sobre o seu próprio trabalho, cruzado com os elementos da ficha do CE que a escolha já recolhe habitualmente (assiduidade?);
- as escolas que puderem fazer mais, podem e devem fazê-lo, nomeadamente, quanto à recolha de elementos sobre o processo de ensino/aprendizagem;

E acrescentou, novamente, não há nenhuma aplicação retroactiva da lei, já que o tempo de serviço apenas foi descongelado a 1 de Janeiro e já todos sabiam com o que contar!
E concluíram… o tempo esgotou-se! Os outros dois pontos da OT ficam para uma próxima reunião a agendar.
Durante o processo, o microfone avariou, e "mandaram-nos para o intervalo". Na volta ainda foram feitas mais duas perguntas, mas por razões de agenda (descobri que pelo menos um deles foi para o Porto) teriam que adiar a reunião com os professores "do deserto" (expressão minha), marcada para a tarde. A sala também iria ser necessária às 13h 30m, por isso tivemos que nos despachar!

Notas soltas:

Quero, ainda, referir que uma das colegas realçou a falta de apoio que o ME deu às escolas para a concepção e implementação deste processo, apenas exigindo, pressionando, nada dando e ainda por cima não cumprindo a sua parte no que respeita a normativos atempados.
Frisou que os professores se viram sozinhos, num processo completamente novo, e que foi apenas através dos blogs e da troca de informação on-line que se conseguiram "orientar". E aqui, expressou um profundo agradecimento a todos os que contribuíram para isso, em especial, ao colega Ramiro Marques que foi compilando e divulgando diversos instrumentos de registo.

A mesma colega, também, questionou o "ME" sobre os relatórios (mencionando alguns) que não publica ou que publica incompletos, apenas com a parte que lhes interessa.

Neste relato, parece ter havido muitas "intervenções da bancada", no entanto, não foram tantas como isso, já que algumas das que anotei foram feitas pela mesma pessoa. O tempo dispendido no discurso e "o intervalo", deram pouca possibilidade de intervenção… também não lhes interessa mais! Tratar-nos como burros é o que dá!

Um debate sério, para ser feito em pouco tempo, não se coaduna com o gasto de tempo perdido com a intervenção desnecessária do Sec. A ele só lhe competia referir ou explicitar alguma alteração que estivesse em cima da mesa, nomeadamente o conteúdo do despacho que diz ir mandar publicar. Se dúvidas houvesse, sobre o Decreto da avaliação, essas surgiriam durante o debate. Continuam a tratar-nos como incompetentes e a não nos levar a sério. Depois dizem, para os OCS, que reuniram "imenso" com os professores, que ouviram as suas opiniões. Falso! Nós é que os ouvimos. E sem possibilidade de contraditório porque respostas, só ao que lhes interessa.

domingo, 6 de abril de 2008

REUNIÃO SOBRE AVALIAÇÃO DE DESMPENHO

Recebemos, via e-mail, este testemunho de uma colega que esteve presente em reunião com o ME.
04 - Abril 2008 - reunião sobre avaliação do desempenho...

Hoje fui a uma reunião (em conjunto com todos os presidentes CE e membros das comissões de coordenação de avaliação de toda a DREL) com o Sr. Pedreira e o Sr. Valter Lemos sobre Avaliação docente, gestão e formação.

Chegámos... entrámos... uns sentaram-se em cadeiras outros nas escadas...no chão... (várias dezenas!) porque não cabiam todos... Já é a 3ª vez que vou a uma reunião destas (com altas individualidades do ME) em que os profs se sentam no chão... uma vergonha!!! A reunião estava marcada para as 10h... começou às 10h30.
Estivemos cerca de 2h a ouvir o sr. Pedreira explicar-nos através de uma sessão de powerpoint o dec 2/2008... (como se nós não conhecêssemos a sua fundamentação teórica...) a importância de sermos avaliados... o facto determos DIREITO a uma avaliação...etc etc...Seguiu-se um momento onde os presentes poderiam colocar dúvidas... e os srs. Lemos e Pedreira escreveram... escreveram para depois esclarecerem... Houve quem agradecesse ao blog do colega Ramiro Marques a partilha de instrumentos de registo e a ajuda a tantas dúvidas que vão surgindo... (Foi um aplauso de agradecimento generalizado!)
No meio das dúvidas... faltou a pilha ao micro portátil... então o Sr. Lemos sugeriu que fizéssemos um pequeno intervalo... Após o reinicio da sessão o Sr Lemos lá foi dando umas respostas-novidades atabalhoadas... já que quem tinha colocado situações concretas ficou na mesma... ou seja: "o CE terá de encontrar a solução mais adequada"... :)
Entretanto ficámos a saber que, na próxima semana, vai sair mais um despacho sobre as quotas de cada parâmetro da avaliação... e depois outro sobre a avaliação de quem não tiver componente lectiva...
Por isso... meus caros não se apressem porque o chorrilho ainda não terminou. Ahhh... mas o mais giro foi a conclusão...O mínimo dos mínimos de avaliação que as escolas terão de fazer é a avaliação aos contratados e que consiste em Ficha de auto-avaliação e ficha do PCE - dados objectivos: assiduidade, avaliação dos alunos. As escolas que conseguirem fazer mais... devem fazer... porque algumas estão a avaliar todos os docentes já este ano... e isso é trabalho que não se lhes pode dizer para deitarem fora...
Ah!... e mais disse o sr. Pedreira: "Os instrumentos de registo que as escolas estão a elaborar... é preciso não esquecer que não são documentos escritos em pedra... podem e devem ser alterados quando e sempre que necessário..." Agora elaboram uns mas no inicio do próximo ano pode haver novos elementos e o processo é um processo aberto...(gostaram? esta foi gira...mas vem aí outra...).
Disse também o Sr Pedreira: "o facto de este modelo de avaliação ser complexo... (e aí foi uma gargalhada geral... seguida de intervenções do tipo... Ahhh! afinal sempre é complexo!!!) ao que o Sr. Pedreira confirmou: "Sim... o ME reconhece a sua grande complexidade... é um sistema complexo... nós reconhecemos... mas agora cabe aos Conselhos Executivos e às escolas simplificá-lo!!" Lindo! E nessa liiinda reunião (onde fomos postos na rua às 13h28m) porque a sala só estava disponibilizada até às 13h30... por isso teriam de terminar a reunião e sair... *

Professora que esteve presente na reunião

terça-feira, 1 de abril de 2008

É HORA!


Segundo ouvi dizer, na próxima sexta-feira a Ministra da Educação vai reunir com todos os Presidentes dos Conselhos Executivos e Presidentes dos Conselhos Pedagógicos de todas as escolas.

Segundo consta, não há ordem de trabalhos! Por que será?

ESSE SERÁ UM MOMENTO ÚNICO NO PROCESSO QUE OPÕE OS PROFESSORES E EDUCADORES PORTUGUESES AO MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO!

ESSE SERÁ UM MOMENTO-CHAVE PARA O SUCESSO FINAL DE TUDO O QUE MAIS DE 100.000 PROFISSIONAIS REIVINDICARAM NA MARCHA DE 8 DE MARÇO DE 2008, EM LISBOA.

ESSE PODERÁ SER UM MARCO HISTÓRICO NA EDUCAÇÃO EM PORTUGAL, ASSIM OS PARTICIPANTES DEMONSTREM FIRMEZA (DE HERÓIS, SE FOR NECESSÁRIO!).

NAS ESCOLAS, VAMOS TODOS AOS CONSELHOS EXECUTIVOS "EXIGIR" AOS COLEGAS - NOSSOS REPRESENTANTES, ELEITOS POR NÓS - QUE, NESSA REUNIÃO, TOMEM UMA POSIÇÃO DE FORÇA INABALÁVEL!

VAMOS FAZER SENTIR, AOS NOSSOS REPRESENTANTES, QUE QUEREMOS QUE LEVEM AO CONHECIMENTO DA SRA. MINISTRA A NOSSA DETERMINAÇÃO EM NÃO ABRANDAR A LUTA!

...e, se forem todos de LUTO, a Sra. Ministra pode não ouvir, mas há-de ver!


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