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sexta-feira, 15 de julho de 2011

MAUS RESULTADOS NOS EXAMES DO SECUNDÁRIO

Tal como houve RECORDES DE NEGATIVAS NOS EXAMES DO EB, também no Secundário os resultados foram "bonitos".

Não será este o resultado das recentes e negativas transformações profissionais na função docente? Não serão estes resultados uma consequência do que têm feito aos professores, exigindo-lhes que se centrem em trabalhos burocráticos nas escolas e obrigando-os a um esforço e preocupação com a inqualificável avaliação de desempenho, em vez de os deixarem ensinar, fazendo aquilo para que investiram na vida?


Exames/Secundário: Negativas a Português quase duplicam e chegam aos 10%

A taxa de reprovação a Português quase duplicou na primeira fase dos exames nacionais do ensino secundário, passando de seis para dez por cento, sendo também uma das provas em que a média foi negativa.

Em 68.409 provas, registaram-se 37.685 negativas, de acordo com os dados hoje divulgados pelo Ministério da Educação.

Por outro lado, a média dos 49.912 alunos internos que fizeram o exame baixou de 11 valores para 9,6, enquanto a média total (que engloba todos os estudantes que fizeram o exame, mesmo sem terem frequentado aulas durante o ano letivo) passou de 10,1 para 8,9 valores.

In Lusa.

quinta-feira, 14 de julho de 2011

REFLEXÃO SOBRE OS RESULTADOS DOS EXAMES DO 9º ANO

Resultados dos Exames Nacionais do 9º Ano

Foram hoje tornados públicos os resultados dos Exames Nacionais de Língua Portuguesa e Matemática do 9º Ano de Escolaridade.

Os resultados são assustadores: Língua Portuguesa 44% de níveis inferiores a 3; Matemática 58% de níveis inferiores a 3, sendo que 18% obtiveram nível 1, isto é, não conseguiram ultrapassar os 19% numa escala de 0 a 100%.

Analisei ambas as provas e, na minha opinião, nenhum deles apresenta um grau de dificuldade elevado. Se na Língua Portuguesa era essencial a concentração dos alunos e a leitura integral dos textos e perguntas, pois uma percentagem elevada das questões eram de âmbito interpretativo, na matemática o acento tónico era a interpretação e o raciocínio, não exigindo cálculos muito complexos.

Nos últimos anos temos vindo a observar que a situação tem piorado, mas este ano os resultados são assustadores. Os alunos que agora terminam o 9º ano, estavam no 7º ano quando foi nomeada para Ministra da Educação Maria de Lurdes Rodrigues. Costumo afirmar, em tom irónico, que estes alunos fazem parte da geração marilú. A verdade é que a situação se já não era boa antes da famigerada ministra, piorou, e de que maneira, com as reformas que a ministra de má memória tentou implementar na política educativa.

Como é possível alcançar sucesso escolar, quando as reformas introduzidas não passam da diabolização do professor, estigmatizando-o e responsabilizando-o integralmente pelo o insucesso dos seus alunos. Criou o caos nas escolas bem de acordo com a doutrina do choque tão cara aos neo-liberais. Fez cavalo de batalha, até muito tarde, do princípio de que o sucesso escolar dos alunos seria factor determinante na avaliação do desempenho docente (de forma acrítica e redutora).

A ministra que a substituiu, a ministra pseudónimo, continuou, nas suas linhas gerais a aventura da política educativa anterior, acrescentando-lhe confusão e acentuando o carácter arbitrário e subjectivo do processo de avaliação docente.

Quanto ao actual ministro, Nuno Crato, apesar de se encontrar ainda em estado de graça, não se pode esperar grandes alterações. É, tal como os anteriores, um neo-liberal, portanto adepto da doutrina do choque. A ideia de fazer implodir o ministério não passou de um fait diver, numa altura em que era politicamente correcto dizer mal do Ministério da Educação, mesmo que duma forma acrítica. Neste sentido insere-se também a tentativa do actual partido do Governo, o PSD, fazer uma tentativa de, em final de legislatura, pôr fim ao actual modelo de processo de avaliação do desempenho. Não que esta atitude fosse incorrecta, mas porque não rejeitou este modelo na altura própria, nem faz qualquer tentativa de, na actual legislatura, reverter este processo absurdo. Os professores não recusam a avaliação, mas sim a forma como está estruturado o actual modelo de avaliação. Só se deixa enganar quem quer.

O que se pode esperar de uma escola onde os professores se desdobram em actividades de enriquecimento curricular, muitas vezes como forma de disfarçar ou mascarar o insucesso, muitas vezes mais movidos pelo medo, sobretudo os professores contratados, em vez de investir, a escola e as políticas educativas, no que se passa dentro da sala de aula; duma escola em que se responsabiliza o professor, quase integralmente, pelo sucesso/insucesso dos alunos e se desresponsabilizam os encarregados de educação e os próprios alunos; duma política educativa em que se dão todas as condições à escola privada e se deixa degradar a escola pública, com a falácia da livre escolha; duma escola em que o principal objectivo é o sucesso dos alunos sem exigir rigor nas aprendizagens e responsabilização de pais, encarregados de educação e dos próprios alunos. Sim, o que se pode esperar desta escola?

O que dizer de uma escola que aposta na penalização dos professores, em vez de apostar na sua formação?

Quando o ministério pretende resultados deve lembrar-se que também é agente da transformação e para isso deve proporcionar os meios e as condições para a melhoria do desempenho docente e, consequentemente do sucesso escolar.

Usa e abusa o ministério de dados estatísticos, não com o objectivo de ajudar os profissionais da educação a encontrar alternativas, mas sim com o objectivo de os acusar de todos os males do processo de ensino/aprendizagem. As estatísticas têm diversas leituras e são um meio auxiliar para encontrar soluções, não um fim em si mesmo, o qual tem servido ao Ministério da Educação para intoxicar e manipular a opinião pública.

Na escola actual vemos exemplificada a doutrina do choque dos neo-liberais, de Milton Friedman e da Escola de Chicago, aplicados à educação.

In A Toca do Lobisomem

RECORDES DE NEGATIVAS NOS EXAMES DO EB

Coincidência ou não, depois que os professores começaram a ver-se confrontados com a necessidade de mais trabalho burocrático nas escolas e uma avaliação de desempenho estupidificante e que desviou muito do seu investimento pedagógico-didáctico, apesar de todo o empenho, os resultados começam a estar à vista.


Negativas batem recordes nos exames do Ensino Básico

Matemática registou o aumento mais significativo da percentagem de reprovações em relação ao ano passado.


As negativas batem recordes nos exames do Ensino Básico. Este é o dado mais relevante do estudo que o Ministério da Educação divulgou esta noite com os resultados dos exames nacionais realizados este ano lectivo.

De acordo com o documento, é a Matemática que há a subida mais significativa da percentagem de reprovações em relação ao ano passado. No total, houve apenas 41,7% de notas positivas.

Em 2010, na primeira chamada, houve 26% de notas negativas. Este ano a percentagem subiu para os 31%, num universo de cerca de 90 mil provas realizadas.

A média de classificação ronda os 43 pontos, numa escala de 0 a 100.
[...]
Toda a notícia na RR.

quinta-feira, 7 de julho de 2011

EXAMES NACIONAIS - RELATÓRIO 2010

O GAVE apresentou o relatório final dos Exames Nacionais dos ensinos básico e secundário realizados no ano lectivo 2009-2010, que pode ser consultado aqui.

O jornal Público faz hoje um breve resumo dos principais resultados.

terça-feira, 14 de junho de 2011

O SUFOCO DOS EXAMES INTERMÉDIOS

O pior desta notícia do Público (Escolas correm o risco de se tornarem centros de treino para testes) é que os exames intermédios não são mais do que uma forma de tapar o sol com a peneira e um empurrãzinho para o sucesso estatístico de alunos e escolas. Até parece que, agora sim, a qualidade e a exigência estão no topo.

De acordo com a notícia, os "alunos do 3.º ciclo e do ensino secundário podem estar a ser prejudicados pelo modo como as escolas estão a aplicar e a utilizar os testes intermédios propostos pelo Ministério da Educação (ME), alertam especialistas em avaliação ouvidos pelo PÚBLICO."

Noutros tempos, um sério e exigente exame à saída era mais do que suficiente para prestar provas de aptidão e conhecimentos fundamentais para a conclusão do 9º Ano.

terça-feira, 16 de março de 2010

TANTO DESPACHO

No mesmo documento, encontra-se:

Despacho n.º 4653/2010
- concessão de equiparação a bolseiro.

Despacho n.º 4654/2010 - a quota de 130 para a concessão da licença sabática.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

DESPACHO Nº 1860/2010 - EXAMES

Novos documentos sobre avaliação do 1/2005 - Alterações

Novo documento sobre a avaliação dos alunos e sobre a realização de exames e provas de aferição.


MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO
Gabinete do Secretário de Estado Adjunto e da Educação

Despacho n.º 1860/2010

Aconselha-se também a consulta a consulta do Despacho normativo n.º 6/2010.

quinta-feira, 30 de julho de 2009

SAFANÃO, NOVO ALENTO E NOVO RUMO

Quando o grau de exigência se eleva um pouco, os resultados são estes. E só se espanta quem anda alheio do ensino, da escola e das políticas de educação. Há muito que o diganóstico está feito, mas continua-se a apostar na estatística em vez da qualidade e em medidas que poupam uns milhares de um lado e gastam de outro, mas que não serevem a realidade portuguesa.

Em termos educativos, Portugal está a precisar de um safanão, um novo alento e um novo rumo.



Resultados das provas nacionais
Principais exames do secundário com médias negativas na segunda fase

Uma hecatombe. Todos os exames do ensino secundário mais concorridos tiveram média negativa na segunda fase, mostram os resultados divulgados hoje.

Aconteceu assim a Português e Matemática: na língua materna, da primeira para a segunda fase, a média desceu de 11 para 8,9; e a Matemática de 10 para 8,8. Nas disciplinas que já tinham tido média negativa na primeira fase, o desempenho ainda foi pior agora. A média em Física e Química passou de 8,4 para 8,0, enquanto em Biologia e Geologia desceu de 9,5 para 8,8. O Ministério da Educação atribui esta queda ao facto de nesta fase o "peso dos alunos externos" ser maior e por isso pesar mais "na determinação do sentido positivo ou negativo da média geral".

Os alunos externos são aqueles que não frequentaram as aulas durante o ano inteiro, mas que se autopropõem a exame. Entre estes há quem esteja chumbado na classificação interna e tente salvar o ano através da desistência das aulas e a aposta no exame. Há também quem desista da frequência para tentar garantir uma melhor média. A segunda fase também é feita por alunos que procuram subir a nota obtidas nas primeiras provas.

Segundo dados do ME, este ano os alunos externos representavam "mais de metade do total dos examinandos" que comparecerem nas provas de Português e Matemática A, respectivamente 10217 e 10 625. Nesta fase realizaram o exame de Português 19340 alunos e a Matemática A compareceram 21239. A média dos alunos internos nestes exames foi, respectivamente, 9,8 e 10,5.

Na primeira fase, a média a Matemática A (alunos internos e externos) foi 10 e a Português 11,1. Por comparação a 2007, os resultados na primeira disciplina caíram 2,5 pontos e a percentagem de negativas duplicou. Já a Português registou-se uma subida de 2,4 pontos, tendo as reprovações baixado para metade.

Na altura, a ministra responsabilizou a comunicação social pela descida dos resultados a Matemática.

Provas mais difíceis

Comentando as provas nos dias em que fora estas foram realizadas, associações de professores consideraram que tanto a prova de Português como a de Matemática foram mais difíceis na segunda fase.

Para a Sociedade Portuguesa de Matemática, o grau de dificuldade "mais elevado" significa que o exame foi "mais apropriado à exigência que deveria existir neste grau de escolaridade". A Associação de Professores de Português considerou, pelo sue lado, que o exame da primeira fase estava elaborado de forma "muito mais clara e explicita" do que o da segunda. Conclusão: não há um equilíbrio no grau de dificuldade entre as provas, a começar pelo facto de na primeira se ter pedido para analisar uma prosa – um excerto do Felizmente há luar! de Sttau Monteiro - e na segunda um texto poético – um poema de Ricardo Reis.

Notícia em actualização

In Público.

quarta-feira, 15 de julho de 2009

NÃO FOI BEM 63,8%


Consta por aí que houve 63,8% de sucesso no exame nacional de Matemática em 2009. Que até aumentou, pois no ano passado teria sido apenas 55,1%.


Eu diria que não foi bem assim.

Ora, numa escola como a minha, cerca de um terço dos alunos do 9º ano frequenta um CEF e, por isso, não fez o exame nacional. Seria de esperar que, caso estes alunos do CEF fizessem o exame nacional do 9º ano, a esmagadora maioria teria negativa. Em 100 alunos, 63,8 tiveram positiva, mas estes 100 alunos não são o total, pois representam, apenas, dois terços dos alunos do 9º ano, ou seja, os que estão no currículo regular. Assim, haveria, ao todo, 150 alunos, 100 no currículo regular e 50 no CEF. Destes 150 alunos, 63,8 teriam sucesso no exame nacional de Matemática, que, em percentagem, corresponderia a 42,5% de sucesso.

Mas, não querendo ir tão longe, consideremos que apenas um quarto dos alunos do 9º ano frequenta um CEF. Seguindo o mesmo raciocínio, havendo 100 alunos no currículo regular, haveria um total de cerca de 133 alunos no 9º ano, sendo que apenas 63,8 teriam sucesso no exame nacional, ou seja, cerca de 48% de sucesso.

Em linhas gerais, vivemos num país em que, na prática, mais de metade dos alunos que terminam o ensino básico não domina convenientemente a Matemática. Parece que sempre assim foi, embora hoje se consiga disfarçar muito bem.


In http://pedro-na-escola.blogs.sapo.pt/

A QUÍMICA "INCORRECTA" E A DINÂMICA DA CORRECÇÃO

Sobre exames, correcções e resultados, dada a profícua dinâmica da coisa, mais haveria que dizer - além do já sabido, ouvido e lido.

Ficam aqui quatro ligações representativas de dois "problemas" recentes: a prova de Física e Química e a saga da correcção da prova de Aferição de Português, do 9º Ano.


1-a) Exame de Física e Química com “incorrecções na apresentação dos problemas”

1-b) Comentário da Sociedade Portuguesa de Química

2-a) Orientações contrárias para a correcção do exame levaram a notas diferentes para respostas iguais

2-b) Quatro passos de duas correcções polémicas

terça-feira, 14 de julho de 2009

ORGULHO E MALABARISMO

Onde está a credibilidade dos exames?

Quanto a dislates, o Ministério sente-se orgulhoso no facilitismo e pratica malabarismo no que dá jeito!



9.º ano
Negativas a Português sobem 70% num ano

Três em cada 10 alunos chumbaram na prova de Português. Na Matemática, as negativas 'melhoraram' para 34%. Ministério está orgulhoso.

As negativas no exame de Língua Portuguesa do 9.º ano aumentaram 70% em relação ao ano passado. No total, dos 89620 que fizeram a prova 26 943 (30%) ficaram abaixo da nota 3. Há um ano, com mais testes realizados, apenas 15 819 alunos (16,7%) tinham ficado entre o1 e o 2 no exame.

Na prática, a grande maioria dos alunos (70%) continua em terreno positivo. Mas, em declarações ao DN, Paulo Feytor Pinto, presidente da Associação dos Professores de Português (APP), confessou preocupação com o acréscimo de 11 124 negativas num ano, exigindo explicações ao Ministério da Educação.

"É preciso perceber porque é que as negativas quase duplicaram num ano, quais foram as questões em que os alunos sentiram mais dificuldades", disse ao DN. "Mas para dizer a verdade não estou muito optimista, porque ainda estamos à espera de respostas para as perguntas que fizemos ao Ministério em 2006, quando as negativas triplicaram", disse.

Para Paulo Feytor Pinto, a flutuação das notas à disciplina nos últimos anos - e não só no 9.º ano - é particularmente preocupante por não coincidir com estatísticas externas, que apontam para a "estabilidade" no nível dos alunos.

No relatório PISA, da OCDE, em que são avaliados alunos ao nível do 10.º ano, os resultados a Português têm-se mantido estáveis", lembrou. "Quando a avaliação não é nacional, as notas mantêm-se. Quando é nacional andam para cima e para baixo".

A Matemática, por outro lado, teve este ano uma evolução favorável. Em relação a 2008, houve menos 23% de negativas (quase menos 10 mil), num total de 32 651. No total , 65% dos mais de 90 mil alunos avaliados tiveram positiva. Porém, as análises dos especialistas da área não foram coincidentes.

Em declarações ao DN, Nuno Crato, da Sociedade Portuguesa de Matemática - que em Junho tinha considerado a prova "escandalosamente fácil" -, considerou que os resultados mostram apenas que "o Ministério não tem feito provas com critérios iguais" de ano para ano .

"Há uns tempos, um secretário de Estado [Valter Lemos] acusou-nos de termos contribuído para o agravamento dos resultados nos exames do 12.º ano", lembrou. "À parte o ridículo, porque comentamos sempre as provas a seguir e não antes, a verdade é que temos acertado sempre nas nossas previsões", considerou. "No dia do exame do 12.º ano, considerámos a prova mais razoável do que a de 2008 e as notas baixaram..."

Já Arsélio Martins, presidente da Associação dos Professores de Matemática (APM), fez uma análise bastante mais optimista aos resultados de ontem: "Os exames estão a ser cada vez menos um elemento de perturbação, penso que neste momento estamos a aproximar-nos de uma certa normalidade", afirmou à Lusa.

Este professor rejeitou também a ideia de que a prova deste ano tenha sido mais fácil:"[a prova] não era menos exigente do que nos anos anteriores. Tinha algumas coisas que exigiam alguma interpretação de gráficos, tabelas e linguagem escrita", defendeu.

Indiferente às críticas e às diferenças de análise, a ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, não escondeu ontem a satisfação com os resultados: "Gostava de sublinhar que a larga maioria dos alunos teve nota positiva tanto a Português como a Matemática", lembrou. "Isso deve-nos encher de orgulho. É muito positivo e muito bom para o País" .

Maria de Lurdes Rodrigues admitiu que "os resultados significam também que temos de continuar a trabalhar" e que "o País não se pode conformar" com estas médias No entanto, não deixou de defender que "há alguma consolidação dos resultados e também uma convergência entre os exames e o trabalho desenvolvido nas escolas" ao longo do ano.

In Diário de Notícias.

A SAGA DOS EXAMES DE AFERIÇÃO

Apontamentos, Depoimentos e Entrevista a Nuno Crato sobre o exame de Matemática.


Exames do 9.º ano: Matemática regista melhoria
Duplicam negativas a Português

Três em cada dez alunos do 9º ano teve negativa no exame de Português. As notas abaixo de três quase duplicaram face ao último ano lectivo, passando de 16,7 para 30,1 por cento, de acordo com os números ontem divulgados pelo Ministério da Educação (ME). Já a Matemática houve uma melhoria, com as negativas a baixarem de 44,9 para 36,2 por cento.

Conjugando a nota do exame, que vale 30 por cento da nota final, com a avaliação contínua, verifica-se que a taxa de reprovação a Matemática passou de 26 por cento em 2008 para 24 por cento este ano. Já a Português registou-se um agravamento de um ponto percentual, passando de oito para nove por cento.

O Governo considerou os resultados positivos, mas as críticas não se fizeram esperar, quer da Sociedade Portuguesa de Matemática, quer da Associação de Professores de Português.

A ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, falou em orgulho pelos resultados obtidos. "Gostava de sublinhar que a larga maioria dos alunos teve nota positiva tanto a Português como a Matemática. Isso deve encher-nos de orgulho. É muito positivo e muito bom para o País", afirmou Maria de Lurdes Rodrigues à Lusa, frisando que "é necessário continuar a trabalhar para melhorar" e que o País não se pode "conformar" com estas classificações.

Já o secretário de Estado da Educação, Valer Lemos, afirmou que os resultados dos exames tiveram "variações perfeitamente normais".

Paulo Feytor Pinto, presidente da Associação de Professores de Português (APP), discorda. "Para nós e para a maior parte das pessoas do Mundo, uma duplicação dos resultados negativos é uma grande diferença, não é uma variação perfeitamente normal", disse ao CM.

Questionado sobre quais as razões para o aumento de negativas registado, o dirigente remeteu explicações para o Ministério da Educação, que acusa de esconder informação dos professores: "As razões só o ME sabe, porque nós, professores, não temos acesso aos resultados pergunta a pergunta. Não sabemos se falharam por não saberem gramática, texto literário ou texto não--literário. Era muito importante os professores terem estes dados e não percebemos porque é que o ME não os partilha", afirmou Feytor Pinto, acrescentando: "Em 2006, as negativas a Português também duplicaram e até hoje não sabemos porquê."

Confrontado pelo CM, o assessor do ME, respondeu que "este Governo foi o primeiro a devolver às escolas os resultados das provas dos seus alunos. Fê-lo com as provas de aferição e vai fazer com os exames, após os dados serem processados".

A Sociedade Portuguesa de Matemática também criticou o facto de o Governo não revelar informação mais pormenorizada sobre os resultados dos exames, apontando igualmente baterias ao alegado facilitismo da prova.

Posição diversa tem a Associação de Professores de Matemática (APM), cujo presidente, Arsélio Martins, considerou que o exame "não era menos exigente do que nos anos anteriores". "Os exames estão a ser cada vez menos um elemento de perturbação. Penso que, neste momento, estamos a aproximar-nos de uma certa normalidade", afirmou à Lusa o presidente da APM, que venceu o Prémio Nacional de Professores em 2007.

APONTAMENTOS

EXAMES DA 2.ª FASE

A Associação de Professores de Português criticou os exames do 12.º ano, 2.ª fase, que se realizaram ontem. "Não existe um equilíbrio no grau de dificuldade entre as provas das duas fases, já que a da 1.ª fase estava elaborada de uma forma muito mais clara e explícita", defendeu num parecer.

19 432 FIZERAM EXAME

Segundo os dados ontem revelados pelo Ministério da Educação, realizaram os exames da 2.ª fase de Português 19 432 alunos dos 27 298 que estavam inscritos, o que representa uma assiduidade de 71 por cento.

"OSCILAÇÕES SÃO ACEITÁVEIS"

Valter Lemos, secretário de Estado da Educação, considerou ontem normais as variações nos resultados dos exames, apesar de as negativas a Português terem duplicado. "Não há nenhum efeito estranho. Há sempre oscilações em todos os países do Mundo e estas tiveram sinais contrários, mas os intervalos foram aceitáveis", disse, em Conferência de Imprensa, no Ministério da Educação.

Valter Lemos foi secundado nesta opinião por Carlos Pinto Ferreira, director do Gabinete de Avaliação Educacional (GAVE), entidade responsável pela elaboração dos exames. "Há sempre este tremor estatístico, mas o importante é ver a tendência de longo prazo", disse.

Para o secretário de Estado, esta tendência é claramente positiva. "Houve um avanço significativo desde o início da legislatura, apesar de muitos nos acusarem de ter uma estratégia de facilitismo", afirmou.

O governante rejeitou também a ideia de que os alunos foram perturbados durante o ano lectivo devido às lutas dos professores. "O ano correu normalmente e os exames de forma exemplar", disse, considerando que os resultados estão num nível positivo e, por isso, "é cada vez mais difícil melhorar".

SATISFAÇÃO EM VISEU: "EXAMES FORAM FÁCEIS"

Na Escola Secundária Infante D. Henrique, em Viseu, o ambiente às primeiras horas da manhã era de relativa tranquilidade e com pouca afluência dos alunos. Aos poucos, os estudantes chegaram e dirigiram-se ao local onde estão afixados os resultados dos exames nacionais. A maioria esboçou um sorriso de "grande satisfação" com os resultados obtidos. Foram poucos os resultados negativos e muitas notas acima do quatro.

"Os exames até foram fáceis", desabafaram alguns estudantes em surdina. Em grupo, sozinhos ou acompanhados pelos pais, foram saber os resultados finais de um ano de esforço. A grande maioria dos alunos ficou satisfeita e deslocou-se à secretaria da escola para preparar a matrícula noutro estabelecimento de ensino. "Chegou a altura de optarmos pelo curso que queremos seguir e pela actividade profissional por que vamos enveredar", referiu Rui Costa, "indeciso" quanto ao seu futuro.

"SITUAÇÃO DO ENSINO É CRÍTICA" (Nuno Crato, pres. Sociedade Portuguesa de Matemática)

Correio da Manhã – Está surpreendido com a melhoria nos exames de Matemática?

Nuno Crato – Não. Na altura dos exames dissemos logo que eram muito simples. Chegámos a dizer no parecer que era "escandalosamente fácil", por isso já esperávamos que as notas subissem. As nossas observações confirmaram--se: dissemos que os exames do 12.º eram mais razoáveis e os resultados baixaram; este foi mais fácil e subiram.

– Como interpreta os resultados?

– O facto de os exames serem feitos com critérios variáveis torna difícil fazer comparações de ano para ano. Mas penso que haver 36 por cento de negativas num exame extremamente fácil significa que o estado do Ensino Básico é, infelizmente, bastante mau, uma situação crítica.

– A Associação de Professores de Português queixa-se por não ter os resultados discriminados por pergunta...

– O Ministério da Educação gosta de guardar informação. É um velho problema. Era importante ter esses dados para saber no que os alunos erraram mais e menos.

– Que consequências trará o facto de os exames serem fáceis?

– Tem implicações a longo prazo, uma vez que baixa as expectativas dos alunos. Fazer exames mais fáceis do que aquilo que estão habituados nas aulas e nos manuais desincentiva-os de estudar.

DEPOIMENTOS

"As minhas notas são um espectáculo. Tive cinco a Matemática e quatro a Português. Mesmo sem ter estudado muito, já esperava ter boas notas porque os exames foram fáceis. Vou seguir a área das Artes porque tenho vocação para isso. Vou de férias muito mais tranquilo." (Guilherme Santos, 15 anos, Viseu)

"Tive negativas a Português e a Matemática. Chumbei o ano e ainda estou a pensar como é que vou contar aos meus pais. A Matemática tive um ano miserável e já contava reprovar, mas a Português não. Fiquei muito surpreendida porque o exame tinha corrido muito bem." (Sheila Gomes, 16 anos, Lisboa)

"Tive três a Português e quatro a Matemática. Para mim foram boas notas, mas tenho a noção de que poderiam ter sido melhores se tivesse estudado um pouco mais. Só me apliquei na véspera das provas, o que foi pena. Quero seguir o curso de Engenharia Civil e por isso vou matricular-me numa escola profissional." (João Castanheira, 16 anos, Viseu)

"Tive piores resultados nos exames do que nas notas da avaliação contínua. A Matemática tive dois no exame e fiquei com três de nota final. A Português tive três no exame, mas fiquei com quatro de resultado final. O mais importante é que passei o ano e claro que estou muito satisfeita." (Rita Silva, 15 anos, Lisboa)

In Correio da Manhã.

AO SABOR DO VENTO E DA PROPAGANDA

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In Público (14-07-2009)

EXAMES: (DES)ORIENTAÇÕES

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In Público (14-07-2009)

EXAMES: TEORIA DOS CONTRÁRIOS

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In Público (14-07-2009)

segunda-feira, 13 de julho de 2009

DISPARIDADE NOS EXAMES DE AFERIÇÃO

. Paulo Feytor Pinto quer saber os motivos dos maus resultados nos exames de português
. Arsélio Martins satisfeito com os resultados de Matemática

Para ouvir, clique aqui.


Educação

Associação de Professores de Português critica resultados dos exames

A Associação de Professores de Português desafia o Ministério da Educação a explicar os maus resultados dos exames do 9º ano. Apesar da existência de 70 por cento de positivas, a associação sublinha que duplicaram as negativas que, este ano, chegaram aos 30 por cento. Já a Associação de Professores de Matemática está satisfeita com os resultados.

Paulo Feytor Pinto, presidente da Associação de Professores de português, rejeita a ideia de estabilidade dos resultados apontada pelo Ministério da Educação, considerando que há explicações que têm de ser dadas.

A associação quer sabe o motivo que levou à duplicação de negativas no exame do 9º ano, a fim de os professores saberem quais as áreas onde os alunos sentem maiores dificuldades.
Por seu turno, o presidente da Associação dos Professores de Matemática, Arsélio Martins, concorda com a avaliação feita pelo ministério, mostrando-se convicto de que os resultados dos alunos tendem a melhorar.

Relacionados:

. Resultados dos exames «devem encher o país de orgulho», diz ministra
Hoje às 16:30
. Resultados de exames nacionais do 9º ano melhoram a Matemática e pioram a Português
Hoje às 13:54

In
TSF.


Ver também

. "Exames 9.º ano: resultados melhoram a Matemática e pioram a Português", no Educare.pt.

O DESEQUILÍBRIO MINISTERIAL

Uma vez mais, talvez seja de (re)ler a entrada COMO SÃO AVALIADOS OS EXAMES NACIONAIS EM PORTUGAL.


Secundário
APP diz que exame do 12.º ano de Português foi menos claro do que o da 1.ª fase


A Associação de Professores de Português (APP) considera que a prova nacional de Português, hoje feita por 19.432 estudantes, é menos clara do que a realizada na 1.ª fase, em Junho.

"À semelhança do que aconteceu no ano anterior e como foi oportunamente assinalado pela direcção da APP, não existe um equilíbrio no grau de dificuldade entre as provas das duas fases, já que a da 1ª fase, de há um mês, estava elaborada de uma forma muito mais clara e explícita", lê-se no parecer da associação.

"Tenha-se presente, além disso, o facto de a prova de hoje apresentar um texto poético para análise o que levará, evidentemente, a interpretações muito mais subjectivas do que as desencadeadas pelo texto da há um mês. Estas disparidades, já observadas há um ano, podem prejudicar os alunos que são examinados na 1ª fase da mesma avaliação externa", diz ainda a APP.

In Público.

NEM OUTRO DISCURSO SERIA DE ESPERAR

VERSÃO "OFICIAL" DOS RESULTADOS DOS EXAMES DE AFERIÇÃO


Maioria dos alunos com nota positiva em Matemática e Língua Portuguesa
13 de Jul de 2009

A maioria dos alunos obteve nota positiva nos exames nacionais do 9.º ano do ensino básico nas disciplinas de Língua Portuguesa e Matemática do ano lectivo 2008/2009.

Em Língua Portuguesa, 70 por cento dos 89.620 alunos que fizeram exame obtiveram "3" ou mais, enquanto em Matemática o mesmo se passou com 64 por cento dos 90.184 alunos.

Considerando apenas os alunos internos, os números sobem para 72 por cento, de um total de 85 445, e 66 por cento, de 86 031, respectivamente.

Este desempenho global positivo incorpora contudo variações opostas em Língua Portuguesa e Matemática, com aquela a descer e esta a melhorar os resultados em exame.

Assim, em Língua Portuguesa a percentagem de alunos classificados nos níveis negativos - 1 e 2 - passou de 17 para 30, ao passo que, ao contrário, em Matemática aquela percentagem reduziu-se de 45 para 36.

Apesar desta variação, os resultados apontam para uma tendência de consolidação e de estabilidade, como evidenciam as respectivas taxas de reprovação.

Assim, a taxa de reprovação na disciplina de Matemática melhorou dois pontos percentuais em relação ao ano lectivo anterior e fixou-se em 24 por cento (de um universo de alunos internos de 85 859), enquanto a da Língua Portuguesa agravou-se em um ponto percentual para nove por cento, em referência a um total de 85 315 alunos.

A estabilidade e consolidação correspondem também, além do facto mencionado de a maioria dos alunos ter tido nota positiva, à atmosfera de tranquilidade que realizou os exames, bem como ao equilíbrio das provas, adaptadas à idade e ao currículo.

A informação relativa a estas duas disciplinas recomenda a continuação do trabalho de alunos, de professores e de escolas no sentido de consolidar e melhorar os resultados obtidos.

Para mais informações, consultar o mapa de resultados dos exames nacionais do ensino básico

In Portal da Educação.

Clicar na imagem para ampliar.



In http://www.min-edu.pt/

VAI UMA APOSTA DE COMO A PROPAGANDA VAI CONTINUAR?

Conferência de Imprensa

12 de Jul de 2009

O Ministério da Educação promove uma conferência de imprensa amanhã, segunda-feira, dia 13 de Julho, pelas 11:30 horas, nas suas instalações da Avenida 5 de Outubro, em Lisboa, a propósito dos resultados da 1.ª chamada dos exames nacionais do ensino básico.

Mais informação:

1 - Dossier Exames e Provas de Aferição.

Outras iniciativas:

1 - Jogos Internacionais do Desporto Escolar - Da próxima sexta-feira, dia 17, até 23 de Julho, no Algarve (Portimão, Lagos e Lagoa). A participação esperada de mais de 1200 participantes fará desta edição a maior de sempre - ver http://www.fisecportugal2009.org/ .

2 - Conferência Internacional Educação Inclusiva - Impacto dos Referenciais Internacionais nas Políticas, nas Práticas e na Formação - Em Setembro, em Lisboa - ver ver http://www.min-edu.pt/np3/3770.html.

Lisboa, 12 de Julho de 2009.

O Gabinete de Comunicação

PAGAMENTO SERVIÇO CORRECÇÃO EXAMES NACIONAIS

PAGAMENTO SERVIÇO CORRECÇÃO EXAMES NACIONAIS - JULHO DE 2009
MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO
Gabinete do Secretário de Estado da Educação
Despacho n.º 15896/2009

Clicar na imagem para ampliar e ver todo o Despacho.

Desde 01-01-2009


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