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quinta-feira, 5 de março de 2009

A IMPORTÂNCIA DA MOBILIZAÇÃO E DA LUTA

A luta dos professores não pode parar enquanto não estiverem resolvidas as questões que nos têm feito resistir nas escolas, reunir em plenários e manifestar nas ruas.

Nos próximos fins-de semana há três acções que devem contar com a maior participação dos professores:
.
CORDÃO HUMANO, dia 7 de Março, às 15:00h, em Lisboa.
.
ENCONTRO NACIONAL DE PROFESSORES EM LUTA, dia 14 de Março, das 10:00h às 17:00h, em Leiria.
.
ENCONTRO NACIONAL DE PCE, dia 21 de Março, em Lisboa.

Aqui ficam as palavras da deputada Ana Drago (BE), num extracto de e-mail, que revelam a importância da mobilização dos professores:


"No entanto, deixe-me também dizer-lhe que creio que o futuro da luta contra este absurdo e injusto modelo de avaliação só terá sucesso se continuar a contar com a mobilização e a resistência dos professores, nas escolas e nas ruas. Creio mesmo que este é o aspecto mais importante – foi essa extraordinária mobilização que permitiu alguns recuos do ME, e é o que pode determinar o seu abandono.

Com os melhores cumprimentos,

Ana Drago"

ORGANIZAÇÃO DO CORDÃO HUMANO

Em reunião realizada com as organizações promotoras do Cordão Humano de 7 de Março acordou-se o seguinte esquema de concentrações e organização do desfile:

Os professores e educadores concentram-se em três locais consoante a sua região de origem:

Os provenientes do Norte concentram-se junto ao ME, na Avenida 5 de Outubro e começam a desfilar, em fila indiana, a partir das 15 horas, na direcção da Praça do Marquês de Pombal.

Os professores e educadores provenientes da região de Lisboa e Vale do Tejo concentram-se na Praça do Marquês de Pombal e, a partir das 15 horas, começam a desfilar, em fila indiana, em dois sentidos - em direcção à Avenida Fontes Pereira de Melo e 5 de Outubro (1) e em direcção à Rua Braancamp e ao Largo do Rato (2).

Os provenientes do Centro e do Sul concentram-se no Largo do Rato e, a partir das 15 horas, deslocam-se em dois sentidos - em direcção à Rua de São Bento e Assembleia da República (1) e em direcção à Praça Marquês de Pombal (2).

Quando os segmentos do Cordão Humano se encontrarem (Norte com Lisboa e Centro e Sul com Lisboa) param e tomam todos o sentido da Assembleia da República.

Como é perceptível, este Cordão Humano necessitará de grande empenho e organização pelo que se solicita a todos os colegas que sigam as indicações dos membros da organização que estarão identificados com coletes próprios.

Apela-se ainda a todos que tragam panos das suas escolas, bandeiras que tenham ficado de outras acções e todos os elementos gráficos que possam ajudar a manifestar o nosso empenho na defesa da Escola Pública e na redignificação da carreira docente.

segunda-feira, 2 de março de 2009

A LUTA VOLTA A ESTAR NA ORDEM DO DIA

Os professores recobram o ânimo e voltam a estar unidos e mobilizados para a luta em três sábados consecutivos.

Em quinze dias, três acções muito importantes!

Agenda:

. CORDÃO HUMANO, dia 7 de Março, às 15:00h, em Lisboa.

. ENCONTRO NACIONAL DE PROFESSORES EM LUTA, dia 14 de Março, das 10:00h às 17:00h, em Leiria.

. ENCONTRO NACIONAL DE PCE'S, dia 21 de Março, em Lisboa.


MOBILIZAR! UNIR! RESISTIR!

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

CONTINUAR A LUTAR...

Estamos, de novo, quase em Março. Fará brevemente um ano que a nossa luta teve um impulso significativo naquela que, à época, foi a maior manifestação de professores no nosso País.

Gostaríamos que as águas já estivessem tranquilas, as nossas mais que justas reinvindicações atendidas e nos pudéssemos dedicar sem sobressaltos à nossa profissão, onde a vertente Humana é tão importante.

Por vezes, as Lutas são demoradas, mas isso só pode aumentar a nossa determinação, porque estamos convictos dos motivos que nos movem.

Estamos nuna época de viragem da sociedade, estamos a caminho de um rumo mais justo e mais humano, onde as pessoas irão de novo contar. Hoje pode parecer algo utópico, mas todos os sinais apontam nesse sentido.

O neo-liberalismo desmoronou-se como um "castelo de cartas" e quem acreditou que a sua reedição entre o final do séc. XX e primeira parte do séc XXI iria ter êxito, porque o choque tecnológico agora é maior, enganou-se redondamente.

Esta forma de ver a sociedade inundou todos os sectores da Sociedade, incluindo a Saúde e a Escolas, onde se lida com seres humanos e não com objectos fabricados em série.

Nesse contexto, foi-nos imposto um modelo de Avaliação que, se não enferma de outros males, bastaria conter a "competição" desenfreada entre professores, onde se perde o sentido do que é Ensinar/Educar/Cidadania, para merecer o repúdio não só dos docentes, mas de toda a sociedade, pois os alunos serão a curto/médio prazo grandemente prejudicados.

Claro que, ao actual Poder instalado neste País, isso pouco importa, porque uma classe profissional preocupada na "Competição" não pode preparar os seus alunos como pensadores livres, seres analíticos, capazes de questionar atitudes, informação, etc. O poder lança, assim, as bases para gerações sem poder de decisão, incapazes de pensarem pelas suas cabeças e perfeitamente amestradas para acreditarem na falsa propaganda, nas falsas sondagens, nas falsas informações e, desta forma, eternizarem as pessoas nos caminhos da Governação, que querem o poder pelo poder e se deliciam a ameaçar, a humilhar, a enganar os cidadãos.

Não podemos permitir que esta forma de fazer política se instale, pois mais não seria do que uma Ditadura. E regimes totalitários só anulam os seres humanos, venham de onde vierem!

Chegou o Tempo da Democracia Participativa se instalar de vez neste País, ou seja, obrigar o governo a negociar, a apresentar com clareza os seus projectos, a ouvir não só os deputados eleitos, mas os cidadãos, porque a vontade expressa no voto não se esgota quando se sabe quem saiu vitorioso dessas eleições para só se voltar a expressar a vontade nos próximos actos eleitorais.

Esse tempo passou! E se os políticos deste País ainda o não entenderam, temos de lho recordar até se tornar uma forma de governar. Goste-se ou não dos regimes dos países nórdicos e dos países anglo-saxónicos, é inegável que esses têm instalada e a funcionar a Democracia Participativa. Tem ainda muitas imperfeições, mas esse é o Caminho das novas sociedades; os velhos hábitos têm os dias contados. Mas as mudanças profundas não são fáceis e, por isso, a nossa classe tem sido tão causticada.

Conscientemente ou não, "ousamos" contestar sem MEDOS as imposições que todos os dias nos querem fazer. Insultaram-nos, tentaram desacreditar-nos, ameaçaram-nos... e nós sempre a resistir e a lutar. Estamos a conseguir virar as decisões a nosso favor. Não podemos, agora, considerar que estamos cansados, que não vale a pena. Não podemos fraquejar.

Os nossos êxitos dependem do nosso Empenho em todas as formas de Luta que se avizinham, porque uma classe unida nunca é trucidada. Não esqueçamos "a história do lobo mau e dos três porquinhos: enquanto se mantiveram unidos, ele não lhes conseguiu fazer mal, mas, quando os desuniu, devorou-os.

Não nos deixemos devorar.

Muito tem de ser alterado na nossa profissão. Se tivermos êxito, isso estender-se-á a outros grupos profissionais, que talvez agora nos contestem, porque ainda não perceberam que a nossa Luta é a de todos os Portugueses que não se revêem nestas políticas e nesta forma de governar uma Nação.

Precisamos de acabar de vez com o Actual Modelo de Avaliação (continua aí, apenas hibernou por uns meses), com o actual ECD, com a nova Gestão das Escolas, com o Estatuto do Aluno, impedir a extensão da filosofia da monodocência ao Ensino Básico e Ensino Secundário, com "os disponíveis" na Educação (quando nos tiraram a possibilidade de recorrer "à Mobilidade Voluntária"). Enfim, há muito para alterar, mas não vai ser possível alterar tudo até ao final desta legislatura. No entanto, o que não for alterado tem de deixar firmes alicerces para se conseguir a mudança de tudo na próxima legislatura.

Assim, há que CERRAR FILEIRAS nas novas LUTAS, estejam ou não ligados a elas todos os sindicatos e/ou centrais sindicais. Precisamos de Lutar! Além dos Tribunais, novamente na RUA! Portanto, MOBILIZEMO-NOS para estarmos em PESO no dia 7 DE MARÇO e participarmos no primeiro CORDÃO HUMANO que se realizará neste PAÍS.

Como a LUTA é também de todos os cidadãos, tragam convosco FAMILIARES e AMIGOS. Sensibilizem os conhecidos e os desconhecidos a juntarem-se neste CORDÃO HUMANO pela EDUCAÇÃO e, consequentemente, por PORTUGAL.

Todos os que pudermos estar na manifestação de 13 de Março, estejamos e digamos sempre presente a Greves, Manifestações, a todas as Formas de protesto na RUA. Aí vão-nos ouvir até que o ME e GOVERNO fiquem cada vez mais e mais isolados de modo a claudicarem.

Queridos colegas, pais, cidadãos deste País, vamos lutar por uma sociedade mais justa, um mundo melhor, não só para nós, mas principalmente para filhos, netos, sobrinhos... em suma, as novas gerações.
L.C.

MOBILIZAR, UNIR, LUTAR, RESISTIR!

domingo, 18 de janeiro de 2009

RESOLUÇÃO DOS PROFESSORES DO BARREIRO/MOITA

REUNIÃO PROFESSORES DO BARREIRO/ MOITA (17- Jan-09)

RESOLUÇÃO


Considerando que, em democracia, as leis só são legítimas quando reconhecidas por aqueles a quem se aplicam, e a esmagadora maioria dos professores já demonstrou, em manifestações e greves massivas, que rejeita as medidas deste Ministério da Educação (ME), em particular o modelo de Avaliação de Desempenho Docente (ADD) e o ECD que nos foi imposto a partir de 19 de Janeiro de 2007;

Os professores e educadores, reunidos no Barreiro no dia 17 /Janeiro/ 2009 para analisar a situação da luta dos docentes contra o actual modelo de avaliação de desempenho e o ECD impostos pelo Ministério da Educação, decidem:

    1. Afirmar a exigência de revogação do actual modelo de ADD, consubstanciado no dec. 2/ 2008 e subsequentes decretos regulamentares, inclusive o dec. 1-A/2009 (“Simplex 2”);
    2. Reafirmar as exigências de reposição da carreira única para os professores, do fim da prova de ingresso, de reposição de horários compatíveis com a especificidade da nossa profissão, de reposição das condições de aposentação do antigo ECD e de regulamentação de mecanismos para a vinculação dos professores contratados – o que implica a construção negociada de um verdadeiro ECD, incompatível com o actual “ECD da Ministra”;
    3. Afirmar a exigência de revogação do decreto que regulamenta o novo regime de gestão, o qual irá acabar com o que resta da gestão democrática nas escolas, transformando os directores em meras correias de transmissão das directivas dos governos;
    4. Apoiar a luta dos outros trabalhadores da Função Pública contra o novo sistema de vínculos e carreiras aprovado na Assembleia da República, que irá ter inevitáveis repercussões também na nossa carreira, no sentido da sua acentuada precarização;
    5. Apoiar as tomadas de posição dos professores das escolas do concelho e do país que reafirmaram, neste 2º Período, a decisão de não entregarem os objectivos individuais no quadro da ADD do ME;
    6. Apoiar a posição dos Conselhos Executivos reunidos em Santarém no dia 10 de Janeiro, de rejeição do actual modelo de ADD, incluindo o “Simplex 2”;
    7. Apoiar todos os professores que, em condições extremamente difíceis, nomeadamente de oposição dos órgãos de gestão das suas escolas, afirmam ou mantêm a decisão de não entregarem os seus objectivos individuais;
    8. Apoiar activamente e mobilizar-se para a greve de 19 de Janeiro, convocada pela Plataforma Sindical;
    9. Apoiar activamente e mobilizar-se para a manifestação de dia 24 de Janeiro frente à Presidência da República, convocada pelos Movimentos de Professores;
    10. Apoiar a decisão dos professores de Beja, de realização de uma Marcha Nacional da Educação convocada pela Plataforma Sindical, Associações de Pais e as centrais sindicais, CGTP e a UGT.
Decidem ainda:
    11. Apelar a que as direcções da CGTP e da UGT declarem publicamente o seu apoio à luta dos professores e discutam com a Plataforma Sindical a iniciativa da Marcha Nacional pela Educação proposta pelos colegas de Beja;
    12. Apelar a que os Conselhos Executivos dos concelhos do Barreiro e Moita se reunam, para analisarem as condições em que o ME pretende fazer deles os aplicadores do seu modelo de ADD, nomeadamente por via do dec.1-A, sobrecarregando-os com tarefas burocráticas incompatíveis com uma gestão minimamente pedagógica;
    13. Apelar a que as direcções sindicais da Plataforma apoiem activamente, inclusive a nível jurídico, os professores que, nas suas escolas, se vêem impossibilitados de reunirem e discutirem a ADD devido à oposição dos respectivos CEs; sugerimos que os responsáveis sindicais promovam reuniões com esses colegas, se necessário fora das suas escolas;
    14. Saudar as posições de várias Assembleias Municipais e Sindicatos de apoio à luta dos professores; apelar a que as Assembleias Municipais do Barreiro e da Moita, assim como as organizações sindicais representadas no nosso concelho, tomem a mesma posição;
    15. Constituir-se em Comissão Inter-escolas do Barreiro/ Moita.

Aprovada por unanimidade (cerca de 80 professores presentes)

sábado, 17 de janeiro de 2009

BREVE AGENDA DA LUTA EM JANEIRO

Agenda

17 de Janeiro
Reunião dos Professores e Educadores dos concelhos do Barreiro e Moita
16h30
Sociedade Cultura e Recreio 1º de Agosto "O Paivense", freguesia da Verderena, Barreiro

19 de Janeiro
Greve Nacional de Professores

20 de Janeiro
Plenário de professores de Setúbal e Palmela/Setúbal
21h

Ginásio da Escola Sebastião da Gama

24 de Janeiro
Manifestação em frente da Presidência da República. Vê o cartaz.

COMUNICADO DOS PROFESSORES E EDUCADORES DE BEJA

Comunicado

Os professores e educadores reunidos no 2º Plenário Distrital de Professores e Educadores de Beja, no dia 14 de Janeiro, na Escola Diogo Gouveia de Beja, tendo em consideração o ataque injusto e continuado à Escola Pública, apoiam e apelam para as seguintes formas de luta:

1) Greve Nacional, no dia 19 de Janeiro;

2) Manifestação Nacional, no dia 24 de Janeiro à frente do palácio de Belém;

3) 2º Encontro Nacional de Escolas em Luta agendado para o dia 31 de Janeiro (Sábado) em Leiria (Local a confirmar);

4) Apelar à Plataforma Sindical, CGTP e UGT, uma grande Marcha Nacional pela Educação (com todos os membros da Comunidade Educativa) em defesa da Escola Pública ainda durante o 2º Período;

5) Apelo à Plataforma Sindical à Plataforma Sindical à realização de Greves Nacionais de pelo menos de dois/três dias consecutivos.


Moção aprovada pelos presentes neste plenário.

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

RUMORES VINDOS DO INTERIOR DO PS

São rumores que me chegaram e, como tal, valem o que valem.


Dia 23 de Janeiro será aprovada, finalmente, a SUSPENSÃO DA AVALIAÇÃO DE DESEMPENHO DOCENTE.
Há professores socialistas que vão romper com a disciplina partidária. As últimas investidas aos e-mails dos professores, agora deputados, está a dar frutos. Muitos deles já têm dificuldade em enfrentar até a própria família.

A insistência dos professores está a dar resultado e a greve do dia 19 é absolutamente determinante. A ministra já está "morta" e agora só falta mesmo um empurrãozinho para todo o ME cair.

O movimento de Manuel Alegre, Rosário Gama... parece estar no caminho certo e as influências destes perante os professores deputados faz-se sentir já com algum eco. Vamos ver dia 23. Haja esperança!

São notícias que vão chegando das sedes do PS a nível nacional. Fala-se, inclusivamente, de que se preparam para o Governo pedir a demissão. Falta o motivo e este parece ser aquele em que Sócrates aposta e vai daí... professores socialistas juntam-se a Alegre e companhia.

Há ainda que participar massivamente na CONCENTRAÇÃO/MANIFESTAÇÃO em frente do Palácio de Belém, em Lisboa, no dia 24 de Janeiro, às 14:30h.

Não podemos parar!

MOBILIZAR! UNIR! RESISTIR!

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

DOCUMENTO DOS 139 PCE'S ENTREGUE NO ME

Documento aprovado em Santarém por 139 presidentes de Conselhos Executivos e entregue nesta quinta-feira, 15 de Janeiro, no ME.

Exma. Sra. Ministra da Educação,

As Presidentes e os Presidentes dos Conselhos Executivos das Escolas em relação infra, reunidos em 10/01/2009, cientes e convictos das suas obrigações perante Vª. Exa. e perante a Escola, cientes e convictos da importância e necessidade de implementação de um processo de avaliação que promova, eficiente e eficazmente, a qualidade do ensino público e da condição docente, cientes e convictos, ainda, da importância do seu contributo em tudo o que à Escola Pública respeita, unanimemente entenderam dever manifestar a Va. Exa.:

1) que a regulamentação agora publicada, apesar de retirar do processo avaliativo alguns parâmetros anteriormente previstos, não se torna, ainda assim, mais exequível, nomeadamente por força da concentração de competências no Presidente do Conselho Executivo;

2) que a mesma regulamentação, ao consignar a não obrigatoriedade de os Professores serem avaliados na componente científico-pedagógica, não só não promove, como compromete, a qualidade do ensino;

3) que este processo de avaliação, a realizar-se nos termos agora regulamentados, promoverá a injustiça entre pares, constituindo-se, assim, como instrumento promotor de desmotivação e consequente mau instrumento de gestão, pois não assegura, de forma distinta, a avaliação do mérito científico-pedagógico;

4) que a insistência, assim, no actual modelo de avaliação, compromete a construção, desde já e a longo prazo, de um modelo de avaliação justo, sério e credível, bem como desvia significativamente a Escola da sua principal razão: a educação dos alunos;

5) ser da maior importância, para a realização de uma justa e credível avaliação do desempenho dos Professores em sede da respectiva escola, a rectificação da injustiça instalada nas escolas com o processo de concurso para Professores titulares, no qual não foi dado o primado ao mérito profissional;

6) haver, pelo exposto e a fortiori, fundamento suficiente para reiterar a posição maioritária do Conselho de Escolas, favorável à suspensão deste processo de avaliação de desempenho.

Mais unanimemente entenderam, considerando que a sua responsabilidade e missão não se esgotam num papel puramente funcional, ser a respectiva avaliação em quadro de SIADAP desadequada, pelo que solicitam consequente revisão de tal.

Reiterando a disponibilidade neste acto expressa, são:

Presidentes dos Conselhos Executivos das(os) seguintes Escolas/Agrupamentos:

Agrupamento Afonso Betote – Vila do Conde

Agrupamento Cidade Castelo Branco

Agrupamento de Escolas a Sudoeste de Olivelas

Agrupamento de Escolas Anselmo de Andrade – Almada

Agrupamento de Escolas António José de Almeida – Penacova

Agrupamento de Escolas D. Afonso Henriques – Guimarães

Agrupamento de Escolas D. Nuno Álvares Pereira – Tomar

Agrupamento de Escolas D. Sancho I –Cartaxo

Agrupamento de Escolas da Cordinha – Oliveira do Hospital

Agrupamento de Escolas da Guia – Pombal

Agrupamento de Escolas da Lousã

Agrupamento de Escolas da Pedrulha – Coimbra

Agrupamento de Escolas da Pontinha – Odivelas

Agrupamento de escolas de Aguada de Cima – Águeda

Agrupamento de Escolas de Aguiar da Beira

Agrupamento de Escolas de Almeida

Agrupamento de Escolas de Anadia

Agrupamento de Escolas de Cabanas do Viriato – Carregal do Sal

Agrupamento de Escolas de Campo de Besteiros - Tondela

Agrupamento de Escolas de Canas de Senhorim

Agrupamento de Escolas de Carregal do Sal

Agrupamento de Escolas de Ceira - Coimbra

Agrupamento de Escolas de Entre Ribeiras – Paul- Covilhã

Agrupamento de Escolas de Figueira de Castelo Rodrigo

Agrupamento de Escolas de Góis

Agrupamento de Escolas de José Relvas – Alpiarça

Agrupamento de Escolas de Midões

Agrupamento de Escolas de Miranda do Corvo

Agrupamento de Escolas de Mortágua

Agrupamento de Escolas de Nelas

Agrupamento de Escolas de Oliveira de Frades

Agrupamento de escolas de Ourém

Agrupamento de Escolas de Pinhel

Agrupamento de Escolas de S. Pedro do Sul

Agrupamento de Escolas de S. Silvestre – Coimbra

Agrupamento de escolas de Santo Onofre – Caldas da Rainha

Agrupamento de Escolas de Soure

Agrupamento de Escolas de Vizela

Agrupamento de Escolas de Vouzela

Agrupamento de Escolas do Caramulo – Tondela

Agrupamento de Escolas do Concelho de Vila do Bispo

Agrupamento de Escolas do Sátão

Agrupamento de Escolas do Tortosendo

Agrupamento de Escolas Dr. Manuel Fernandes – Abrantes

Agrupamento de Escolas Febo Moniz – Almeirim

Agrupamento de Escolas Finisterra – Febres – Cantanhede

Agrupamento de Escolas Gil Vicente – Lisboa

Agrupamento de Escolas Inês de Castro – Coimbra

Agrupamento de Escolas Maria Pais Ribeiro "A Ribeirinha" – Vila do Conde

Agrupamento de Escolas Marinhas do Sal – Rio Maior

Agrupamento de Escolas Martim de Freitas - Coimbra

Agrupamento de Escolas Padre António Andrade – Oleiros

Agrupamento de Escolas S. Martinho do Porto – Alcobaça

Agrupamento de Escolas Santa Cruz da Trapa – S. Pedro do Sul

Agrupamento de Escolas Silva Gaio – Coimbra

Agrupamento de Escolas Soares dos Reis – Vila Nova de Gaia

Agrupamento de Escolas Virgínia Moura - Guimarães

Agrupamento de Samora Correia – Benavente

Agrupamento de Vila Nova de Poiares

Agrupamento do Avelar

Agrupamento Fazendas de Almeirim – Almeirim

Agrupamento Idães – Felgueiras

Agrupamento Marcelino Mesquita – Cartaxo

Agrupamento Maria Alice Gouveia – Coimbra

Agrupamento Marquês de Pombal – Pombal

Agrupamento Paço de Sousa – Penafiel

Agrupamento Pêro da Covilhã

Agrupamento Vale Aveiras – Azambuja

Agrupamento Vertical de Escolas – Alcochete

Agrupamento Vertical de Escolas de Ponte da Barca

Conservatório de Música de Coimbra

EB23 Alexandre Herculano – Santarém

EB23 António Correia de Oliveira - Esposende

Eb23 Ciclos Santa Iria – Tomar

EB23/S de Oliveira de Frades

Escola Sec. Com 3º Ciclo Fernando Namora de Condeixa-a-Nova

Escola Sec/3 de Pinhel

Escola Sec/3 de Raul Proença – Caldas da Rainha

Escola Secundária /3 de Alcanena

Escola Secundária Alberto Sampaio – Braga

Escola Secundária Avelar Brotero – Coimbra

Escola Secundária Cacilhas – Tejo – Almada

Escola Secundária D. Duarte – Coimbra

Escola Secundária da Lousã

Escola Secundária da Lousada

Escola Secundária da Mealhada

Escola Secundária da Quinta das Flores – Coimbra

Escola Secundária Daniel Faria – Baltar

Escola Secundária de Arganil

Escola Secundária de Barcelinhos – Barcelos

Escola Secundária de Barcelos

Escola Secundária de Barcelos

Escola Secundária de Felgueiras

Escola Secundária de Figueira de Castelo Rodrigo

Escola Secundária de Oliveira do Hospital

Escola Secundária de Porto de Mós

Escola Secundária de S. Pedro – Vila Real

Escola Secundária de Vilela - Paredes

Escola Secundária de Vouzela

Escola Secundária do Fundão

Escola Secundária Dr João Lopes Morais - Mortágua

Escola Secundária Dr. Ginestal Machado – Santarém

Escola Secundária Dr. J.C.C. Gomes – Ílhavo

Escola Secundária Dr. Jaime Magalhães Lima de Aveiro

Escola Secundária Dr. Mário Sacramento – Aveiro

Escola Secundária Eça de Queirós – Póvoa de Varzim

Escola Secundária Emídio Navarro – Viseu

Escola Secundária Fernão Mendes Pinto – Almada

Escola Secundária Gama Barros – Lisboa – Cacém

Escola Secundária Homem Cristo de Aveiro

Escola Secundária Infanta D. Maria – Coimbra

Escola Secundária Jácome Ratton – Tomar

Escola Secundária Jaime Cortesão – Coimbra

Escola Secundária José Falcão – Coimbra

Escola Secundária José Régio – Vila do Conde

Escola Secundária Luis Sttau Monteiro – Loures

Escola Secundária Manuel da Fonseca – Santiago do Cacém

Escola Secundária Marquesa de Alorna – Almeirim

Escola Secundária Pe. Benjamim Salgado – Vila Nova de Famalicão

Escola Secundária Rainha D. Amália – Lisboa

Escola Secundária Rocha Peixoto – Póvoa de Varzim

Escola Secundária Rodrigues Lobo de Leiria

Escola Secundária Sá da Bandeira – Santarém

Escola Secundária Santa Maria do Olival- Tomar

Escola Secundária Sebastião da Gama - Setúbal

Escola Secundária/3 Amato Lusitano – Castelo Branco

Escola Secundária/3 de Carregal do Sal

Escola Secundária/3 de Santa Comba Dão



NOTA À ENTRADA: É com imenso orgulho que veja aqui o nome da minha terra e a primeira escola em que dei aulas! Está no fim, mas está lá! CORAGEM, COLEGA E AMIGO!

DEIXEM-SE DE CONVERSAS, POIS É AGORA OU NUNCA!

Onde estais vós, gente de pouca fé?! Hoje dói-me a alma, a desilusão apoderou-se de mim. Tenho vergonha de pertencer a uma classe de professores que tem medo; que não acredita que para se conseguir algo são necessários sacrifícios; que é agora ou nunca; que o tempo urge; que já não há que acreditar em falsas promessas. O hoje passou e o amanhã não será melhor, se nada fizermos. Onde pára essa gente de fortes convicções? Estou cansada de ouvir tantos disparates, tanta caricaturização, tanta justificação, tanta falta de informação !!! Onde estão os 120 mil ? Fizeram como a avestruz?

Hoje confirmei que portugueses há muitos, mas quero aqui tecer um elogio a todos aqueles que acreditam e têm vontade de mudar este país.

Tenho vergonha dos nossos representantes políticos. Politizaram uma questão tão séria como é o ensino público, pondo em risco a continuação de um ensino público credível, brincaram com a vida de 120 mil profissionais.

Não sou fundamentalista, mas temo pela democracia neste país e quero que os meus filhos vivam em democracia.

Nestes últimos anos senti-me ultrajada por um ministério que não me respeita.

Hoje dei mais um passo em frente... não entrego, nem entregarei os objectivos individuais, faço uma greve por período indeterminado, faço tudo o que ainda estiver ao meu alcance para derrubar esta política de ensino insana. Não aceito que um ano de luta acabe por "parir" um rato.
Não me venham com a treta de que devo ter outros meios de me sustentar. Não, não tenho. Tenho quatro filhos a estudar, um na Universidade, um apartamento e um carro que pago às prestações e todas as despesas inerentes a uma família numerosa. Não tenho pais ricos, aliás a minha mãe é viúva e aposentada. Ah! e já não tenho marido.

Quando ouço alguns colegas que desabafam "Ai, eu tenho um filho a estudar na universidade e não posso perder parte do meu ordenado"... Pois eu também tenho um na universidade e mais três em idade escolar.

Esses três mais novos acompanharam-me a Lisboa, quis dar-lhes uma lição de democracia ao vivo e a cores e quero ser um exemplo para eles. Quero que eles no futuro sigam o meu exemplo, não aceitem nada com base no medo, que lutem pelos seus ideais, que sejam gente com valores, carácter, com fortes convicções e cidadãos bem formados.


Maria da Glória Costa, uma mulher de uma só cara!
(Escola Secundária de Barcelos)

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

MOBILIZAÇÃO PARA A LUTA

Caros colegas,

Venho, por este meio, expressar-vos a minha posição relativamente à luta contra o Sr. Sócrates e a sua equipa ministerial.

Assim (e não falando na questão dos Concursos que aí vêm, que estão envoltos, ainda, numa névoa escura), se:

    • Concordas com a divisão da carreira em professores e titulares, onde 2/3 nunca chegarão a titular e, como tal, ao topo da carreira;

    • Concordas que existam duplamente quotas para a progressão na carreira (excelentes e muito bons / acesso à categoria de titular), independentemente da qualidade do desempenho dos docentes;

    • Concordas que os professores tenham um acréscimo de trabalho burocrático com preenchimento de fastidiosas e inúteis fichas, não contemplado no horário legalmente atribuído, que naturalmente implica menor disponibilidade de tempo para a preparação das aulas;

    • Concordas que os professores possam ser penalizados na sua avaliação, porque faltaram às actividades lectivas ou não lectivas, por motivos consignados na lei e por direitos constitucionalmente consagrados (já nem falo na situação das visitas de estudo);

    • Não queres perder 50 ou 60 €uritos este mês, mas não te importas de perder umas centenas de milhar de €uros nos próximos anos à conta de congelamentos de carreira, do aumento de tempo de permanência em cada escalão e do não acesso a titular (relembro que 2/3, independentemente do seu mérito não entrarão devido às quotas). Aproveito para pegar numa expressão da reunião geral do 1º período, onde um colega contratado alegava ser um dos professores dos 900€. Agora, olha para o colega à tua esquerda. Olha para o da tua direita. De vocês os três, dois não passarão da categoria dos professores dos 1300€., por causa da divisão da carreira e das quotas de acesso a titular, torno a salientar, INDEPENDENTEMENTE DO VOSSO MÉRITO;

    • Concordas com a constante desautorização a que temos vindo a ser sujeitos (estatuto do aluno e desresponsabilização nas faltas, provas de recuperação, casos de violência verbal, física e psíquica – último caso (conhecido) no Cerco do Porto);

    • Pretendes a avaliação prevista nos 2/2008 e 15/2008 – O COMPLEX – que só não está a ser aplicada devido à nossa luta, entre em vigor no próximo ano lectivo, depois das eleições, pois o Simplex 2 só será aplicado este ano, conforme declarou a Ministra e seus acólitos (ou seja, nem sequer nos estão a vender gato por lebre. Trata-se mesmo de vender banha de cobra);

    • Pretendes descapitalizar o que fomos conseguindo ao longo deste último ano, em termos de mobilização docente (considerando o início como sendo o 8 de Março de 2008, passando por 8 de Novembro e 15 de Novembro, culminando, para já, no sucesso de 3 de Dezembro);

    • Concordas com o futuro modelo de gestão, com a nomeação do Director por compadrio político, recebendo este um bónus de 750€/mês;

    • CONCORDAS com o ECD...
ENTÃO, ENTREGA JÁ OS TEUS OBJECTIVOS, NÃO FAÇAS GREVE DIA 19 E DESISTE DESTA LUTA QUE NOS TEM PERMITIDO MINORAR OS EFEITOS DO MONSTRO MINISTERIAL.

EU, COMO NÃO CONCORDO COM NADA DO QUE ENUNCIEI, NÃO DESISTIREI DE LUTAR!!!!

Luís Afonso, PQZP de Educação Física da ES Ponte de Lima.

SUSPENSÃO DA AVALIAÇÃO NA LUÍSA TODI

Moção aprovada (10 abstenções em 166 professores) no plenário de professores do Agrupamento de Escolas Luísa Todi, de Setúbal, no dia 13 de Janeiro.

O agrupamento mantém a suspensão dos procedimentos relativos à avaliação e a recusa de entrega dos objectivos individuais.

Foi ainda elaborado um documento a enviar ao ME, onde se reiteram questões já anteriormente colocadas e nunca respondidas (ver no final).


MOÇÃO

Os professores da Escola EB 2,3 de Luísa Todi, reunidos no dia 13 de Janeiro, em reunião sindical, entendem que as condições objectivas para a aplicação do modelo, mesmo que simplificado, de avaliação do desempenho não se alteraram, tendo em conta os seguintes aspectos:
1. Os/as docentes exigem que o modelo de avaliação da actividade docente constitua um instrumento fundamental de valorização da escola pública e do desempenho dos/as professores/ as e educadores/as;
2. Entendem que qualquer alternativa ao actual modelo de avaliação do desempenho só pode passar pelo fim da divisão artificial da carreira em professores e titulares, uma fractura que descredibiliza o próprio estatuto profissional e a função docente;
3. Consideram também que a simplificação agora publicada em Diário da República (Decreto Regulamentar 1-A/2009, de 1 de Janeiro) despreza a componente científica e pedagógica do trabalho docente, ao mesmo tempo que, não mexendo no essencial do modelo e apresentando-se, apenas, como uma solução transitória, visa ganhar tempo aproveitando-se, cinicamente, do próprio calendário eleitoral para fazer valer, no futuro, medidas por todos rejeitadas;
4. Entendem ser lamentável, contudo, que o ministério da Educação e o Governo recorram à ameaça e à chantagem para forçarem os docentes a abdicarem da sua luta.
As declarações recentes do Secretário de Estado Adjunto e da Educação são condenáveis num quadro em que se iniciaram negociações entre Sindicatos e Ministério, visando, designadamente, rever a estrutura da carreira e o modelo de avaliação do desempenho.
Com esta atitude, o Ministério da Educação revela a sua intenção de manter este Estatuto da Carreira Docente, mesmo que, para isso, tenha de passar a ideia de que faz pretensas e irrelevantes cedências, a troco do abandono da luta pelos/as professores/as e educadores/as.
Assim, os/as professores/as e educadores/as presentes na reunião (ou abaixo-assinados) decidem:
• Manter a luta contra a viabilização deste modelo de avaliação do desempenho o qual não é bom para o processo de ensino, para as aprendizagens e para a supressão das dificuldades inerentes ao próprio processo educativo, sobre os quais a avaliação do desempenho deve, também incidir;
• Manter a disponibilidade para continuar a luta por um ECD que dignifique e valorize a profissão docente.
Manifestam ainda a sua solidariedade e apoio à iniciativa levada a cabo no dia 10 de Janeiro pelos Presidentes dos Conselhos Executivos, reunidos em Santarém, apelando desde já para a realização de uma manifestação alargada, junto do local onde irá decorrer a próxima reunião, no dia 7 de Fevereiro. Neste sentido, solicitam à Plataforma Sindical que divulgue e mobilize os docentes para esta iniciativa de solidariedade.

DOCUMENTO A ENVIAR AO MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO


terça-feira, 13 de janeiro de 2009

ECOS DA JORNADA DE LUTA

Milhares de professores reflectiram e lutaram nas suas escolas

A Jornada Nacional de Reflexão e Luta promovida pela Plataforma Sindical dos Professores contou com a participação de milhares de docentes em todo o país que se envolveram neste dia muito importante para a continuação da acção e da luta dos professores e educadores portugueses.

Desta jornada retira-se, em primeiro lugar, a grande disponibilidade demonstrada pelos docentes para continuarem a lutar por uma política educativa que tenha no centro das preocupações a valorização da escola e a dignificação dos professores, o que não acontece com a que é desenvolvida pelo actual Governo.

Releva desta jornada a grande mobilização dos professores para a Greve que terá lugar no próximo dia 19 de Janeiro – data em que se completam dois anos sobre a publicação do ECD –, uma Greve que cresce de importância na medida em que, na semana seguinte, se inicia um processo de revisão do estatuto da carreira docente do qual deverá resultar a eliminação da divisão da carreira em categorias e a substituição do actual modelo de avaliação, incluindo a abolição das quotas.

Destaca-se, ainda, a rejeição generalizada do actual modelo de avaliação, ainda que aplicado de forma simplificada, pois, apesar dessa simplificação de procedimentos, a sua essência, incluindo no que respeita ao recurso a quotas para a atribuição das classificações mais elevadas, mantém-se. Caso a teimosia do ME não permita que seja suspenso o modelo que impôs, prevê-se um resto de ano lectivo muito complicado nas escolas, na medida em que tenderá a agravar-se o clima de insatisfação, mal-estar e conflitualidade que marcou todo o primeiro período lectivo.

Quanto à revisão do Estatuto da Carreira Docente, cujo processo terá início no próximo dia 28 de Janeiro, as posições dos professores são claras ao considerarem como determinante a matéria relativa à estrutura da carreira. É aqui que se jogará a matriz do próprio estatuto, pois a manutenção ou eliminação das categorias ditará todas as soluções que, para as restantes matérias, poderão ser encontradas.

Esta foi uma excelente jornada de reflexão e de luta dos professores e educadores portugueses, seguindo-se, agora, um dia de extraordinária importância neste percurso de luta dos docentes portugueses: a Greve Nacional do próximo dia 19 de Janeiro.

A Plataforma Sindical dos Professores
13/01/2009

ECOS DO DIA 13 NA SECUNDÁRIA DE SILVES

Decisões tomadas na reunião de 13 de Janeiro, na Escola Secundária de Silves:


ESCOLA SECUNDÁRIA DE SILVES

Registo de conclusões da reunião de 13 de Janeiro de 2009



Avaliação de desempenho este ano / Suspensão nas escolas - colegas referem que é preferível sofrermos consequências agora (não progredirmos) do que a longo prazo(c/ aplicação da ADD ).

A greve do dia 19 de Janeiro e a sua importância para o curso do processo negocial de revisão do ECD – os professores presentes consideram que deverá haver uma adesão significativa à greve, para que não percamos a força o que implicará uma grave derrota. Os profs decidiram que no dia 19/1 deverão ficar à porta da escola não como piquete de greve, mas para dar um incentivo aos colegas indecisos e mostrar aos pais o que está a acontecer, através de cartazes ou outros meios.

Conteúdos da negociação para a revisão do ECD - Devem ser criadas condições para que possamos trabalhar as 35 horas na escola.

Estratégia negocial - os sindicatos não deverão abandonar as reuniões de negociação, mas devem manter-se na reunião marcando uma posição de força, uma vez que o abandono poderá representar entrar no jogo do Ministério.

Acção a desenvolver / Disponibilidade para a acção - Agendar uma greve de profs de 2 ou 3 dias, articulando-a com uma greve de outros sectores da função pública (auxiliares da acção educativa) no dia seguinte ou anterior, evitando as 2.as e 6.as feiras para que não haja aproveitamento político.

Por exemplo, 2ª e 3ª feiras greve de profs; 4ª feira greve da função pública (auxiliares da acção educativa).

Greves de 2 ou 3 dias seguidos devem ser marcadas em datas que permitam descontar o ordenado dos professores em meses diferentes.

Numa futura greve deverá haver uma manifestação de profs, pais e alunos nas capitais de Distrito e/ou Lisboa.

2º PLENÁRIO DE PROFESSORES E EDUCADORES DO DISTRITO DE BEJA


REUNIÃO DE PROFESSORES DO BARREIRO E MOITA

Tal como tem vindo a suceder noutras zonas do País, os professores estão a organizar-se por escolas de proximidade, no sentido de dar corpo a uma luta mais determinada e massiva.

Reunião dos Professores e Educadores dos concelhos do Barreiro e Moita
Para definir posições e propostas sobre Modelo de Avaliação

No próximo sábado, dia 17 de Janeiro, realiza-se das 16h30 às 19 horas uma reunião dos Professores e Educadores dos concelhos do Barreiro e Moita na Sociedade Cultura e Recreio 1º de Agosto "O Paivense", na freguesia da Verderena, no concelho do Barreiro. A reunião visa a tomada de posição e propostas a respeito do Modelo de Avaliação do Desempenho Docente e da revisão do Estatuto da Carreira Docente, numa altura em que continua a contestação contra a política educativa do Governo, estando já agendada para 19 de Janeiro uma greve nacional de docentes.

Trata-se de uma iniciativa organizada por professores das escolas do Barreiro, a partir de uma proposta da reunião sindical de 11 de Dezembro, que se realizou na Escola Secundária dos Casquilhos.

Ordem de trabalhos da reunião:

1- Ponto da situação (avaliação do desempenho e ECD);
2 –Propostas e tomadas de posição.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

OS PROFESSORES NÃO SE DEIXAM DOMAR

O Governo escolheu mal o alvo a abater. Tradicionalmente desunidos, os "professorzecos" pareciam fáceis de domesticar. Mas enganou-se! Acompanhado pelos "iluminados" do ME, esqueceu-se de que professores e educadores constituem uma classe esclarecida. Os professores não se deixam domar!

Amanhã é um dia importante no calendário da luta dos professores contra este modelo de avaliação e contra o ECD.

Além das decisões tomadas pelos professores em cada escola, deve ser dada a informação do calendário das acções agendadas para o mês de Janeiro:

. Greve Nacional de Professores e Educadores, no dia 19.

. Manifestação/concentração em frente do Palácio do Presidente da República, no dia 24 (sábado).

. II Encontro Nacional de Escolas em Luta (em local ainda a confirmar), no dia 31.


Educação

Professores e escolas promovem amanhã jornada de reflexão sobre avaliação, estatuto e formas de luta
12.01.2009 - 09h57 Lusa
Os professores realizam amanhã nas escolas uma "jornada de reflexão e luta" em torno da avaliação e a revisão do Estatuto da Carreira Docente (ECD), discutindo ainda formas de dar continuidade aos protestos contra a política do Governo para a Educação.
[...]
"Nesta jornada, os professores vão dizer o que pensam da avaliação, o que deve mudar neste modelo, o que esperam da revisão do Estatuto da Carreira Docente e qual pensam que deve ser a postura dos sindicatos durante esse processo negocial", afirmou à agência Lusa Lucinda Manuela, da Federação Nacional dos Sindicatos da Educação (FNE).

Segundo a dirigente sindical, deverão realizar-se plenários em todas as escolas do país, nos quais será votado um texto base onde os docentes exigem a suspensão e substituição do modelo de avaliação de desempenho, uma alteração total da estrutura da carreira, com o fim da divisão em professores e professores titulares, e a abolição das quotas para a atribuição das classificações de "Muito Bom" e "Excelente".

"Esta jornada vai servir também para os professores dizerem, mais uma vez, ao Ministério da Educação que rejeitam esta política educativa. Querem ser devidamente reconhecidos. Assumem as suas responsabilidades, mas querem ser respeitados e ouvidos através dos sindicatos que os representam", defendeu Lucinda Manuela.
[...]
Por outro lado, acrescentou, nesta jornada de reflexão os professores vão decidir se mantêm ou não suspenso o processo de avaliação de desempenho.

Os professores vão discutir ainda as acções a realizar, de âmbito local, junto das populações no dia da greve de 19 de Janeiro, bem como apresentar propostas de acção futura a concretizar ao nível de escola e de âmbito nacional.

A Plataforma Sindical já apelou aos professores para que protagonizem uma adesão "em massa" à greve, de forma a "reforçar" a posição dos sindicatos durante o processo de revisão do ECD.

A última greve de professores, a 3 de Dezembro, registou uma adesão de 61 por cento, segundo o Governo, e de 94 por cento, segundo os sindicatos.

Os sindicatos já afirmaram que o agendamento de novas formas de luta está dependente da postura do Ministério da Educação durante a revisão do Estatuto da Carreira Docente.

domingo, 11 de janeiro de 2009

DUAS ACÇÕES FUNDAMENTAIS NA LUTA DOS PROFESSORES

Além da Jornada Nacional de Reflexão e Luta, que deverá ter lugar em todas as escolas do País, no dia 13 de Janeiro, e do II Encontro de Escolas em Luta, no dia 31 de Janeiro, apelamos aos Professores para duas importantes jornadas de luta:

1) GREVE NACIONAL DO DIA 19 DE JANEIRO.

Os professores vão voltar, de forma massiva, a participar em mais uma greve histórica, dando um sinal claro da sua disponibilidade e determinação na luta e resistência às políticas educativas que afrontam os direitos e a dignidade dos professores e têm degradado a qualidade do ensino e da escola pública.

2) MANIFESTAÇÃO/CONCENTRAÇÃO NACIONAL EM FRENTE DO PALÁCIO DE BELÉM, NO DIA 24 DE JANEIRO (SÁBADO).

Numa acção promovida pela Convergência dos Movimentos de Professores, esta manifestação/concentração reveste-se do extraordinário impacto e simbolismo que decorre do facto de, pela primeira vez, os professores se dirigirem, publicamente, ao Presidente da República, pelo que é fundamental que as escolas/agrupamentos de todo o país se mobilizem, se organizem e rumem, em grande número, a Lisboa, no dia 24 de Janeiro.
Se o Presidente da República não vai ao encontro dos Professores, então serão os professores que, com respeito e expectativa de serem escutados, vão ao Presidente da República.
Os diversos Movimentos de Professores vão encetar diligências, para, durante essa concentração, serem recebidos pelo Presidente da República, dando-lhe conta do sentir dos professores e da realidade da escola pública.


MOBILIZAR! UNIR! RESISTIR!

CALENDÁRIO DA LUTA NO MÊS DE JANEIRO

. Dia 10 de Janeiro de 2009 - Reunião de PCE's em Santarém.

. Dia 13 de Janeiro de 2009 - Jornada Nacional de Reflexão e Luta nas escolas do País.

. Dia 19 de Janeiro de 2009 - Greve Nacional de Professores e Educadores.

. Dia 24 de Janeiro 2009 - Manifestação/concentração em frente do Palácio do Presidente da República.

· Dia 31 de Janeiro 2009 - Segundo Encontro Nacional de Escolas em Luta (em local a confirmar).

E a luta prosseguirá...
Os PCE's agendaram nova reunião para o dia 7 de Fevereiro, onde pretendem decidir as medidas a tomar na luta contra o modelo de avaliação.

MOBILIZAR! UNIR! RESISTIR!

PLENÁRIO EM SEVER DO VOUGA, NO DIA 13 DE JANEIRO

Colega,

Os professores do nosso Agrupamento (Sever do Vouga), num plenário espontâneo realizado no dia 6 Janeiro/09 que decorreu na sede do Agrupamento analisaram os decretos-regulamentares 1-A/2009 e 1-B/2009 sobre o simplex da ADD (apenas para o ano em curso).
Porém, como neste plenário não esteve a totalidade dos colegas e porque o momento é decisivo, ficou agendado um novo plenário para dia 13 de Janeiro/2009 a realizar-se no Centro de Arte e Espectáculo de Sever do Vouga pelas 17h30min.

A agenda deste plenário integra a discussão de questões relacionadas com ADD/simplex que têm vindo a público ultimamente; a exposição de perguntas relevantes colocadas por todos nós. Será ainda apresentada uma proposta de luta que resultou do plenário de 6 de Janeiro a fim de ser apreciada e votada por todos.

Foram convidados os nossos colegas da Escola Secundária e ainda colegas de outros agrupamentos. A razão destes convites constitui-se significativa porque todos concordamos que o momento é crucial e por isso, temos de nos manter unidos!

Contamos com a presença de representantes dos sindicatos para que se possam esclarecer dúvidas que todos partilhamos e especialmente, poder prestar esclarecimento às tantas questões que os nossos colegas contratados têm colocado e que são fonte de angústia para todos sobretudo para quem se encontra em início de carreira.

Salienta-se uma vez mais quão importante e crucial é a presença de todos neste plenário.
Não podemos desmobilizar agora! Não podemos ceder às repugnantes ameaças feitas pelo Srº Secretário de Estado Adjunto da Educação, Jorge Pedreira.

Por ti! Por mim! Por todos nós! Pela dignidade da classe! - COMPARECE, independentemente da decisão que tomares.

A comissão ad hoc

Cláudia Silva
José Magalhães
Rosa Zulmira Carvalho
César Conceição
José António Martins

Obs: REENVIA (para colegas que conheças em todo o país)

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